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Os 7

Fandom: Engene - Enhypen

Criado: 19/06/2026

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O Ritmo Entre as Sombras

A luz do entardecer filtrava-se pelas persianas da sala de ensaio da HYBE, criando listras douradas sobre o piso de madeira. Gabby estava sentada no chão, ajustando as cordas de seu violão, mas sua concentração era constantemente interrompida pelo som rítmico de tênis deslizando no chão. Os sete membros do Enhypen estavam terminando o ensaio, e a tensão no ar era quase palpável, carregada de suor, perfume caro e algo muito mais denso.

Ela sentiu uma presença atrás de si antes mesmo de ouvir os passos. Uma mão grande e quente pousou em seu ombro, os dedos deslizando para o pescoço, onde o polegar começou a traçar círculos lentos na pele sensível sob seu cabelo escuro com luzes discretas.

— Você está muito quieta hoje, Gabby — a voz de Heeseung soou baixa perto de seu ouvido. O cabelo vermelho espetadinho dele brilhava sob as luzes artificiais, e o calor que emanava de seu corpo após o treino era inebriante.

— Só estou tentando terminar essa melodia — respondeu ela, sentindo um arrepio percorrer sua espinha quando os dedos dele desceram um pouco mais, roçando a borda de sua regata.

Ni-ki, que até então estava bebendo água do outro lado da sala, observava a cena com um olhar intenso. Seus 1,86m de altura o faziam parecer um predador jovem e vigilante. Ele não se moveu para impedir. Pelo contrário, um sorriso de canto de lábio surgiu em seu rosto enquanto ele via Heeseung se inclinar e deixar um beijo casto, mas possessivo, na curva do ombro de Gabby.

— Deixe-a trabalhar, hyung — disse Ni-ki, embora o tom de sua voz não contivesse nenhuma autoridade real, apenas um convite silencioso para que o jogo continuasse.

Não demorou muito para que o resto do grupo se aproximasse. Sunghoon, com seus ombros largos e músculos visíveis sob a camiseta branca úmida, sentou-se ao lado dela.

— A coreografia nova tem um passo que lembra muito o seu jeito de dançar — comentou Sunghoon, esticando a perna e deixando que sua coxa pressionasse a dela. — Você tem curvas que facilitam o movimento fluido, sabia?

Ele estendeu a mão e tocou a cintura de Gabby, apertando levemente a carne ali. Gabby respirou fundo, tentando manter o foco no violão, mas o toque de Sunghoon era firme e deliberado.

— Sunghoon tem razão — interrompeu Sunoo, aproximando-se com o celular na mão, provavelmente gravando algum story para as redes sociais, mas ele o abaixou assim que chegou perto o suficiente. — Você fica linda quando está concentrada, mas fica ainda melhor quando está... distraída.

Sunoo passou a mão pelos cabelos dela, puxando levemente as mechas claras antes de deslizar os dedos pelo rosto de Gabby, parando o indicador nos lábios dela.

— Pare com isso — murmurou ela, embora não fizesse menção de se afastar.

— Parar com o quê? — perguntou Jungwon, surgindo à frente dela. O líder do grupo tinha aquela expressão fofa que desarmava qualquer um, mas seus olhos brilhavam com uma determinação que Gabby conhecia bem. — Estamos apenas sendo atenciosos.

Jungwon ajoelhou-se entre as pernas dela, as mãos repousando sobre os joelhos de Gabby. Ele subiu as mãos lentamente pelas coxas dela, os polegares pressionando a parte interna, fazendo-a soltar um suspiro curto.

— Jungwon... — avisou ela, a voz falhando.

— Eu sou o líder, Gabby. Eu sei quando alguém precisa de um pouco de relaxamento após um dia longo — ele sorriu, uma covinha aparecendo, mas o aperto em suas coxas era firme, quase uma ordem.

Do outro lado da sala, Jay caminhava em direção a eles. Ele tinha acabado de secar o rosto com uma toalha e trazia consigo aquele ar de confiança que só ele possuía.

— Eu vou preparar algo para comermos mais tarde — disse Jay, parando atrás de Gabby, oposto a Heeseung. — Mas acho que você prefere outro tipo de atenção agora, não é?

Ele se inclinou, as mãos deslizando pelas costelas de Gabby até se encontrarem na frente de seu abdômen. Ele a puxou levemente para trás, fazendo com que as costas dela batessem em seu peito sólido.

— Você está tensa, pequena — Jay sussurrou, os lábios roçando a orelha dela. — Deixe-nos cuidar de você.

Jake, que estava observando tudo em silêncio enquanto mordia o lábio inferior — um hábito que Gabby achava terrivelmente provocativo —, finalmente se aproximou. Ele se sentou no chão, de frente para ela, e pegou uma de suas mãos, começando a morder as pontas de seus dedos de forma brincalhona, mas com os olhos fixos nos dela.

— O Ni-ki é um cara de sorte — Jake disse, a voz abafada pelos dedos dela. — Mas ele gosta de compartilhar, não gosta, Ni-ki?

Ni-ki finalmente se aproximou do círculo que se formara ao redor de sua namorada. Ele parou atrás de todos, observando como cada um de seus "hyungs" tocava Gabby de uma maneira diferente. Heeseung no pescoço, Sunghoon na cintura, Jungwon nas coxas, Jay abraçando-a por trás, Sunoo acariciando seu rosto e Jake provocando suas mãos.

— Eu gosto que ela saiba o quanto é desejada — Ni-ki disse, a voz mais profunda do que o normal. — E eu gosto de ver como ela reage a cada um de vocês.

Ele se inclinou por cima de Jay, tocando o topo da cabeça de Gabby.

— Está gostando, meu amor? — perguntou Ni-ki.

Gabby sentia o coração martelar contra as costelas. O toque simultâneo de tantos homens, cada um com uma energia diferente, estava criando um incêndio dentro dela. Ela sentia o calor de Jay atrás dela, a firmeza de Jungwon à sua frente e a provocação de Jake em sua mão.

— É... demais — ela conseguiu dizer, fechando os olhos para processar as sensações.

— Nunca é demais para você — Sunghoon murmurou, sua mão subindo da cintura para a lateral de seu seio, um toque atrevido que a fez arfar.

— Olhem como ela fica quando a tocamos assim — Sunoo comentou, apontando para o rubor que subia pelo pescoço de Gabby. — Ela adora a atenção.

Heeseung aproveitou a deixa para morder levemente o lóbulo da orelha dela, enquanto Jay apertava o abraço em sua cintura, suas mãos descendo perigosamente para o quadril dela.

— Acho que já demos a ela estímulo suficiente por agora — Ni-ki declarou, embora seus olhos estivessem escuros de desejo. — O resto da noite pertence a mim.

Os outros meninos riram, mas não se afastaram imediatamente. Cada um deixou um último toque, um último aperto ou um beijo rápido antes de se levantarem.

— Não a canse muito, Ni-ki — brincou Jake, soltando a mão dela e mordendo o lábio uma última vez. — Queremos ela inteira para o ensaio de amanhã.

— Eu vou cuidar bem dela — Ni-ki respondeu, estendendo a mão para ajudar Gabby a se levantar.

Quando os outros finalmente saíram da sala, deixando apenas o silêncio e a luz baixa, Ni-ki puxou Gabby para perto, colando seus corpos. Ela ainda podia sentir os rastros dos toques dos outros meninos em sua pele, como se cada lugar onde fora tocada estivesse em chamas.

— Você está queimando — Ni-ki sussurrou, as mãos descendo para o mesmo lugar onde as de Jungwon estiveram momentos antes. — Eles te deixaram assim, não foi?

— Eles são muito atrevidos, Riki — ela murmurou, usando o nome japonês dele, o que sempre o deixava mais intenso.

— Eu sei. Eu disse para serem — ele confessou, prendendo-a contra a parede da sala de ensaio. — Eu adoro ver como o toque deles te prepara para mim. Agora, deixe-me ver o que esse fogo todo pode fazer.

Ni-ki a beijou com uma fome que superava a de todos os outros. Enquanto as mãos dele exploravam o corpo dela, Gabby percebeu que a dinâmica deles era um ciclo perfeito: o desejo plantado pelos seis durante o dia florescia em uma paixão avassaladora nos braços de Ni-ki durante a noite. E, enquanto ele a amava ali mesmo, entre os espelhos que refletiam cada movimento, ela sabia que não trocaria aquele caos por nada no mundo.
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