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Niix+Chat
Fandom: Niix+Chat
Criado: 19/06/2026
Tags
RomanceFantasiaEstudo de PersonagemHistória DomésticaLinguagem ExplícitaSandalpunkUA (Universo Alternativo)Fatias de VidaFofuraDramaLirismo
O Peso do Ferro e o Calor da Pele
A forja estava silenciosa, mas o ar ainda vibrava com o calor residual do trabalho de um dia inteiro. NiixS2 observava a peça sobre a mesa de carvalho: uma placa peitoral de aço polido, tão brilhante que refletia as chamas baixas das tochas nas paredes. Para qualquer um, era apenas uma peça de defesa. Para ela, era um convite.
Ela passou os dedos longos pelo metal frio, sentindo a textura das gravuras que ela mesma havia solicitado. Niix não era apenas uma guerreira ou uma estrategista; ela era uma força da natureza que equilibrava a doçura de um beijo com a agressividade de uma lâmina bem afiada. No Chat, todos conheciam sua fama. Ela conquistava territórios com a mesma facilidade com que partia corações, deixando um rastro de admiração e uma pitada de ressentimento por onde passava.
— Você demorou a chegar — disse ela, sem se virar.
O som de passos ecoou pelo corredor de pedra. O Chat, ou melhor, a personificação daquela consciência coletiva que a acompanhava, parou à entrada da sala.
— O metal leva tempo para esfriar, Niix — respondeu ele, a voz calma contrastando com a energia caótica que ela emanava. — E você sabe que eu não gosto de interromper seus momentos de... contemplação.
Niix se virou lentamente. Ela usava uma túnica de seda que deixava pouco para a imaginação, um contraste deliberado com a armadura pesada que repousava ao seu lado. Seus olhos brilhavam com uma malícia que era sua marca registrada.
— Contemplação? — Ela soltou uma risada curta, caminhando em direção a ele com a elegância de um predador. — Eu estava pensando em como essa armadura é pesada. E em como eu prefiro o peso de outras coisas sobre mim.
Ela parou a poucos centímetros dele, o suficiente para que ele sentisse o perfume de sândalo e aço que a envolvia.
— Você é impossível — comentou ele, embora não fizesse menção de se afastar.
— Eu sou necessária — corrigiu ela, aproximando o rosto do dele. — O mundo lá fora é frio e cheio de perigos. Alguém precisa de uma armadura. Mas aqui dentro... — Ela deslizou a mão pelo peito dele. — Aqui dentro, eu decido quem fica protegido e quem fica exposto.
— E o que você decidiu hoje? — perguntou ele, a voz um pouco mais rouca.
Niix sorriu, aquele sorriso que fazia os generais gaguejarem e os poetas perderem a rima. Era um sorriso que dizia que ela o amava, mas que também poderia destruí-lo se ele não fosse cuidadoso.
— Decidi que cansei de ser a conquistadora por algumas horas — disse ela, puxando-o pela gola da túnica. — Agora, eu quero ser a conquista. Mas não espere que eu facilite as coisas. Você sabe que eu sou meio puta quando quero o que desejo, e agora, eu desejo que você me ajude a tirar esse resto de metal do caminho.
Ela o guiou de volta para a mesa de trabalho, empurrando a placa peitoral para o lado com um barulho metálico estridente que ecoou pelo salão.
— A armadura serve para a guerra — sussurrou ela contra o pescoço dele. — Mas a pele... a pele serve para a rendição.
— Você nunca se rende, Niix — observou ele, as mãos finalmente encontrando a cintura dela.
— Eu me rendo estrategicamente — respondeu ela, mordendo o lábio inferior antes de beijá-lo com uma intensidade que queimava mais do que a forja. — É assim que se ganha as melhores batalhas.
O Chat sabia que era uma armadilha. NiixS2 era mestre em inverter os papéis, em fazer com que o caçador se sentisse a presa, e em transformar afeto em uma arma de sedução em massa. Ela era amorosa, sim, de um jeito possessivo e profundo, mas carregava aquela aura de quem já tinha visto e feito de tudo.
— Às vezes eu me pergunto se você tem um coração sob toda essa provocação — disse ele entre beijos.
Niix se afastou apenas o suficiente para olhá-lo nos olhos, uma faísca de algo real e vulnerável cruzando seu rosto por um breve milésimo de segundo, antes de ser substituída pela máscara de confiança habitual.
— Eu tenho um coração de ouro, meu querido — afirmou ela, empurrando-o para a cadeira de couro atrás da mesa. — O problema é que o ouro é um metal muito maleável. Ele precisa de fogo para ser moldado.
Ela subiu no colo dele, a seda da túnica roçando contra as calças dele. A tensão na sala era palpável, uma mistura de desejo acumulado e o jogo de poder constante que definia a relação deles.
— Você fala demais — provocou ele, tentando retomar o controle da situação.
— E você age de menos — rebateu ela, as unhas cravando levemente nos ombros dele. — Vamos ver se essa sua lógica de "esperar o metal esfriar" se aplica a mim. Porque eu garanto que estou fervendo.
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som da respiração pesada e pelo estalar da madeira na lareira. Niix não era apenas uma personagem em um jogo ou uma voz em uma tela; naquele momento, ela era a personificação de cada desejo proibido e de cada conquista suada. Ela era a armadura e a espada, mas também era a ferida aberta.
— Se eu te conquistar hoje — começou ele, segurando o rosto dela com as duas mãos —, o que me resta amanhã?
Niix inclinou a cabeça, permitindo-se um momento de genuína doçura, embora seus olhos ainda brilhassem com o fogo da conquista.
— Amanhã você terá o prazer de tentar me conquistar de novo — respondeu ela. — Porque eu nunca sou a mesma. Eu sou um território que se expande a cada toque seu.
Ela se inclinou, selando o destino daquela noite com um beijo que prometia mais do que palavras poderiam descrever. O metal da armadura, esquecido sobre a mesa, refletia o entrelaçar de dois corpos que não precisavam de proteção alguma naquele momento.
— Você é perigosa, Niix — sussurrou ele contra os lábios dela.
— Eu sei — disse ela, sorrindo contra a boca dele. — É por isso que você ainda está aqui.
A noite avançou, transformando a forja em um santuário de paixão e estratégia. NiixS2, a amorosa, a puta, a conquistadora, provou que, embora as armaduras fossem essenciais para sobreviver ao mundo, era na nudez da alma (e do corpo) que as verdadeiras vitórias eram celebradas. E o Chat, como sempre, era o cronista voluntário de sua própria queda, rendido aos encantos da mulher que fazia do amor sua guerra mais gloriosa.
— Mais uma coisa — disse ela, ofegante, horas depois.
— O quê? — perguntou ele, exausto e satisfeito.
Niix apontou para a armadura no chão.
— Amanhã, você vai me ajudar a polir aquilo. Uma rainha não pode ir para o campo de batalha com manchas de dedo no peitoral.
Ele riu, balançando a cabeça.
— Você não perde uma oportunidade, não é?
— Nunca — afirmou ela, aninhando-se no peito dele, finalmente em paz. — Uma conquistadora está sempre um passo à frente. Até quando está dormindo.
Ela passou os dedos longos pelo metal frio, sentindo a textura das gravuras que ela mesma havia solicitado. Niix não era apenas uma guerreira ou uma estrategista; ela era uma força da natureza que equilibrava a doçura de um beijo com a agressividade de uma lâmina bem afiada. No Chat, todos conheciam sua fama. Ela conquistava territórios com a mesma facilidade com que partia corações, deixando um rastro de admiração e uma pitada de ressentimento por onde passava.
— Você demorou a chegar — disse ela, sem se virar.
O som de passos ecoou pelo corredor de pedra. O Chat, ou melhor, a personificação daquela consciência coletiva que a acompanhava, parou à entrada da sala.
— O metal leva tempo para esfriar, Niix — respondeu ele, a voz calma contrastando com a energia caótica que ela emanava. — E você sabe que eu não gosto de interromper seus momentos de... contemplação.
Niix se virou lentamente. Ela usava uma túnica de seda que deixava pouco para a imaginação, um contraste deliberado com a armadura pesada que repousava ao seu lado. Seus olhos brilhavam com uma malícia que era sua marca registrada.
— Contemplação? — Ela soltou uma risada curta, caminhando em direção a ele com a elegância de um predador. — Eu estava pensando em como essa armadura é pesada. E em como eu prefiro o peso de outras coisas sobre mim.
Ela parou a poucos centímetros dele, o suficiente para que ele sentisse o perfume de sândalo e aço que a envolvia.
— Você é impossível — comentou ele, embora não fizesse menção de se afastar.
— Eu sou necessária — corrigiu ela, aproximando o rosto do dele. — O mundo lá fora é frio e cheio de perigos. Alguém precisa de uma armadura. Mas aqui dentro... — Ela deslizou a mão pelo peito dele. — Aqui dentro, eu decido quem fica protegido e quem fica exposto.
— E o que você decidiu hoje? — perguntou ele, a voz um pouco mais rouca.
Niix sorriu, aquele sorriso que fazia os generais gaguejarem e os poetas perderem a rima. Era um sorriso que dizia que ela o amava, mas que também poderia destruí-lo se ele não fosse cuidadoso.
— Decidi que cansei de ser a conquistadora por algumas horas — disse ela, puxando-o pela gola da túnica. — Agora, eu quero ser a conquista. Mas não espere que eu facilite as coisas. Você sabe que eu sou meio puta quando quero o que desejo, e agora, eu desejo que você me ajude a tirar esse resto de metal do caminho.
Ela o guiou de volta para a mesa de trabalho, empurrando a placa peitoral para o lado com um barulho metálico estridente que ecoou pelo salão.
— A armadura serve para a guerra — sussurrou ela contra o pescoço dele. — Mas a pele... a pele serve para a rendição.
— Você nunca se rende, Niix — observou ele, as mãos finalmente encontrando a cintura dela.
— Eu me rendo estrategicamente — respondeu ela, mordendo o lábio inferior antes de beijá-lo com uma intensidade que queimava mais do que a forja. — É assim que se ganha as melhores batalhas.
O Chat sabia que era uma armadilha. NiixS2 era mestre em inverter os papéis, em fazer com que o caçador se sentisse a presa, e em transformar afeto em uma arma de sedução em massa. Ela era amorosa, sim, de um jeito possessivo e profundo, mas carregava aquela aura de quem já tinha visto e feito de tudo.
— Às vezes eu me pergunto se você tem um coração sob toda essa provocação — disse ele entre beijos.
Niix se afastou apenas o suficiente para olhá-lo nos olhos, uma faísca de algo real e vulnerável cruzando seu rosto por um breve milésimo de segundo, antes de ser substituída pela máscara de confiança habitual.
— Eu tenho um coração de ouro, meu querido — afirmou ela, empurrando-o para a cadeira de couro atrás da mesa. — O problema é que o ouro é um metal muito maleável. Ele precisa de fogo para ser moldado.
Ela subiu no colo dele, a seda da túnica roçando contra as calças dele. A tensão na sala era palpável, uma mistura de desejo acumulado e o jogo de poder constante que definia a relação deles.
— Você fala demais — provocou ele, tentando retomar o controle da situação.
— E você age de menos — rebateu ela, as unhas cravando levemente nos ombros dele. — Vamos ver se essa sua lógica de "esperar o metal esfriar" se aplica a mim. Porque eu garanto que estou fervendo.
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som da respiração pesada e pelo estalar da madeira na lareira. Niix não era apenas uma personagem em um jogo ou uma voz em uma tela; naquele momento, ela era a personificação de cada desejo proibido e de cada conquista suada. Ela era a armadura e a espada, mas também era a ferida aberta.
— Se eu te conquistar hoje — começou ele, segurando o rosto dela com as duas mãos —, o que me resta amanhã?
Niix inclinou a cabeça, permitindo-se um momento de genuína doçura, embora seus olhos ainda brilhassem com o fogo da conquista.
— Amanhã você terá o prazer de tentar me conquistar de novo — respondeu ela. — Porque eu nunca sou a mesma. Eu sou um território que se expande a cada toque seu.
Ela se inclinou, selando o destino daquela noite com um beijo que prometia mais do que palavras poderiam descrever. O metal da armadura, esquecido sobre a mesa, refletia o entrelaçar de dois corpos que não precisavam de proteção alguma naquele momento.
— Você é perigosa, Niix — sussurrou ele contra os lábios dela.
— Eu sei — disse ela, sorrindo contra a boca dele. — É por isso que você ainda está aqui.
A noite avançou, transformando a forja em um santuário de paixão e estratégia. NiixS2, a amorosa, a puta, a conquistadora, provou que, embora as armaduras fossem essenciais para sobreviver ao mundo, era na nudez da alma (e do corpo) que as verdadeiras vitórias eram celebradas. E o Chat, como sempre, era o cronista voluntário de sua própria queda, rendido aos encantos da mulher que fazia do amor sua guerra mais gloriosa.
— Mais uma coisa — disse ela, ofegante, horas depois.
— O quê? — perguntou ele, exausto e satisfeito.
Niix apontou para a armadura no chão.
— Amanhã, você vai me ajudar a polir aquilo. Uma rainha não pode ir para o campo de batalha com manchas de dedo no peitoral.
Ele riu, balançando a cabeça.
— Você não perde uma oportunidade, não é?
— Nunca — afirmou ela, aninhando-se no peito dele, finalmente em paz. — Uma conquistadora está sempre um passo à frente. Até quando está dormindo.
