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my girl
Fandom: minha escola
Criado: 20/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHumorCenário CanônicoFilme de AmigosCiúmesRealismoEstudo de Personagem
O Sim que Mudou as Férias
O despertador tocou às 5:00 da manhã, um som que normalmente eu odiaria, mas hoje era diferente. Era o último dia de aula antes das férias. Senti aquela mistura de alívio por finalmente poder descansar e aquela pontada de animação que só o ambiente da escola proporciona. Levantei, lavei o rosto e encarei o espelho. Meus cabelos pretos e lisos estavam uma bagunça, mas depois de uma boa escovada, eles caíram perfeitamente pelas minhas costas, longos e brilhantes.
Escolhi minha roupa com cuidado, mesmo sabendo que não haveria aula formal. Coloquei um body preto de manga longa, que contrastava bem com a minha pele, uma calça jeans larga bem estilosa e meu tênis da Nike branco favorito. Para completar, minhas unhas estavam grandes e bem cuidadas, do jeito que eu gosto. Eu me sentia fofa, mas com aquele toque de personalidade que só quem me conhece sabe que eu tenho — carinhosa na maior parte do tempo, mas não pise no meu calo.
Passei na casa da Lorena às 5:40. Moramos super longe da escola, então o trajeto é sempre uma pequena jornada de ônibus e conversas infinitas.
— Amiga, você tá linda — disse Lorena, bocejando, mas sorrindo enquanto caminhávamos para o ponto. — Mas sério, por que a gente tá indo tão cedo se nem tem aula hoje?
— Porque a gente não tem nada melhor para fazer em casa, ué! — respondi, rindo e dando um empurrãozinho nela. — E é o último dia. Se a gente ficasse em casa, ia perder a fofoca.
Chegamos na escola e o pátio estava quase deserto. O sol ainda estava começando a dar as caras, pintando o céu de laranja e rosa. Como não havia professores cobrando presença nas salas, sentamos em um dos bancos de cimento perto da quadra e ficamos mexendo no celular, compartilhando memes e vídeos.
O silêncio não durou muito. Logo, o barulho de risadas e passos pesados ecoou pelo corredor. Era o grupo de sempre: Matheus Luiz, Matheus Gois, Gabriel, Hanan e Davi Henrique. Eles chegaram fazendo aquela bagunça típica de meninos do 8º ano.
Eu senti um frio na barriga assim que vi o Matheus Luiz e o Hanan. O problema é que eu sabia que os dois gostavam de mim. O Matheus Luiz já tinha ido além e me pedido em namoro há alguns dias, mas eu, no meu jeito brincalhão e um pouco indeciso, ainda não tinha dado a resposta definitiva. E ele? Bom, ele não me deixava esquecer, sempre cobrando uma posição.
— Olha só quem chegou cedo — disse Gabriel, aproximando-se com os outros.
— A gente mora em outro estado, praticamente, Gabriel. O costume não muda — brinquei, guardando o celular.
Os meninos estavam agitados. Eles começaram uma daquelas competições bobas de "quem é o mais forte", fazendo queda de braço e comparando os músculos (ou a falta deles). Eu e Lorena trocamos olhares curiosos. A gente não aguenta ver um tumulto que já quer saber o que está acontecendo.
— O que vocês estão aprontando agora? — perguntei, levantando-me e caminhando até o círculo que eles formaram.
— Hanna, você chegou na hora certa! — exclamou Davi Henrique. — A gente precisa de uma juíza imparcial.
Nesse momento, Lorena sentiu que a natureza chamava.
— Amiga, vou ao banheiro rapidinho. Já volto para ver quem é o "Hulk" da turma — disse ela, saindo apressada.
Fiquei ali, cercada pelos meninos. Matheus Luiz e Hanan se posicionaram um de frente para o outro. A tensão no ar era palpável, e não era só pela força física. Dava para sentir que havia uma disputa silenciosa ali por causa de mim.
— E aí, Hanna? — Matheus Luiz me olhou fixamente, com um sorriso desafiador. — Quem você acha que ganha? Quem é o mais forte aqui?
— É, Hanna, decide aí — Hanan completou, tentando parecer confiante, mas eu via que ele também estava nervoso.
Os outros meninos começaram a me pressionar, gritando nomes e fazendo coro. Eu olhei para os dois. O Hanan era muito legal, mas o Matheus Luiz... tinha algo nele que me prendia. Ele tinha sido persistente, carinhoso e, apesar de me cobrar a resposta, ele sempre me tratava com muita atenção.
— Bom... — comecei, fazendo suspense e cruzando os braços, tentando esconder o sorriso. — Pelo conjunto da obra, eu escolho o Matheus Luiz.
Os meninos soltaram um "UHHH!" coletivo. Matheus Luiz abriu um sorriso de orelha a orelha, vitorioso. Mas a pressão não parou por aí. Gabriel deu um passo à frente, com um olhar malicioso.
— Tá, ele ganhou na força. Mas e o resto, Hanna? — perguntou Gabriel. — O Matheus Luiz vive falando que te pediu em namoro. E aí? Você aceitou ou vai deixar o moleque sofrendo nas férias?
O silêncio caiu sobre o grupo. Todos os olhos estavam em mim. Matheus Luiz deu um passo na minha direção, a expectativa brilhando nos olhos castanhos dele. Eu olhei para minhas unhas, depois para ele, e senti que era o momento. Não dava mais para fugir.
— Eu aceitei — respondi, com a voz firme, mas sentindo meu rosto esquentar. — Eu vou namorar com ele.
A reação foi imediata. Os meninos começaram a pular, gritar e comemorar como se tivessem ganhado a Copa do Mundo. Matheus Luiz, sem perder tempo, passou o braço pelo meu pescoço, me puxando para perto dele em um abraço de lado, possessivo mas carinhoso. Eu ri, sentindo-me protegida e, finalmente, decidida.
Foi exatamente nessa hora que a Lorena voltou do banheiro. Ela parou a alguns metros, olhando a cena com os olhos arregalados: os meninos gritando, o Matheus Luiz agarrado no meu pescoço e eu com um sorriso bobo no rosto.
— Gente, o que eu perdi? — perguntou ela, aproximando-se devagar. — O que aconteceu que o mundo parece que vai acabar em festa?
— A Hanna aceitou, Lorena! — gritou Matheus Gois. — O Matheus Luiz finalmente desencalhou!
Lorena me olhou com uma expressão de choque misturada com alegria. Ela se aproximou de mim, enquanto os meninos continuavam a conversa barulhenta entre eles sobre como iam comemorar. Ela se inclinou e sussurrou bem baixinho no meu ouvido, para que só eu escutasse:
— Amiga, sério? Então agora o Hanan tá livre? Eu posso ficar com ele?
Eu olhei para ela e vi aquele brilho de interesse nos olhos dela. Eu sabia que ela tinha uma quedinha por ele há algum tempo. Com um sorriso cúmplice, apenas concordei com a cabeça, dando o "alvará" que ela precisava.
Lorena deu um gritinho de alegria e me abraçou apertado, quase me tirando do chão. Mas, em um segundo, ela mudou a postura. Ela se soltou do abraço e virou-se para o Matheus Luiz com uma expressão brava, mas que eu sabia que era brincadeira.
— Ei, pode soltando! — disse ela, tentando empurrar o braço dele do meu pescoço. — Quem você pensa que é para chegar assim e roubar minha amiga?
— Ih, Lorena, perdeu — brincou Matheus Luiz, apertando o abraço e rindo. — Agora ela é minha namorada.
— Nada disso! — rebateu Lorena, colocando as mãos na cintura. — Ela é minha! Eu cheguei primeiro na vida dela. Você é só um detalhe. Hanna, fala para ele que você é só minha e de mais ninguém!
Eu comecei a rir da cena. De um lado, meu namorado recém-confirmado me segurando, e do outro, minha melhor amiga fingindo uma crise de ciúmes possessivo.
— Calma, gente! — eu disse, tentando falar entre as risadas. — Tem Hanna para todo mundo.
— Não tem, não! — insistiu Lorena, apontando o dedo para o Matheus Luiz. — Eu vou estabelecer um cronograma. Nas férias, ela vai passar 90% do tempo comigo e os outros 10% você pode mandar mensagem, se eu deixar.
— Nem nos seus sonhos, Lorena — respondeu Matheus, rindo e me dando um beijo rápido na bochecha, o que me fez ficar ainda mais vermelha. — Agora o contrato já foi assinado.
Os meninos ao redor, Gabriel, Hanan e os outros, caíram na gargalhada com a discussão dos dois. Hanan olhava para Lorena com um sorriso diferente, talvez já percebendo que as coisas tinham mudado para ele também.
O sol agora já iluminava todo o pátio. O último dia de aula, que prometia ser tedioso e vazio, tinha se tornado um dos dias mais marcantes da minha vida. Entre brincadeiras de força, pressões dos amigos e a fofura protetora da Lorena, eu sabia que aquelas férias seriam inesquecíveis.
— Vamos para a cantina? — sugeriu Davi Henrique. — O "casal do ano" paga o lanche!
— Nem vem! — gritei, rindo. — O Matheus Luiz que paga, ele que ganhou o prêmio hoje!
Caminhamos todos juntos pelo corredor, com Lorena ainda discutindo com o Matheus sobre quem ficaria com meu braço direito e quem ficaria com o esquerdo. Eu apenas observava, sentindo o calor do braço do Matheus no meu pescoço e a segurança de ter meus amigos por perto. A escola podia estar vazia de aulas, mas estava cheia de tudo o que realmente importava.
Escolhi minha roupa com cuidado, mesmo sabendo que não haveria aula formal. Coloquei um body preto de manga longa, que contrastava bem com a minha pele, uma calça jeans larga bem estilosa e meu tênis da Nike branco favorito. Para completar, minhas unhas estavam grandes e bem cuidadas, do jeito que eu gosto. Eu me sentia fofa, mas com aquele toque de personalidade que só quem me conhece sabe que eu tenho — carinhosa na maior parte do tempo, mas não pise no meu calo.
Passei na casa da Lorena às 5:40. Moramos super longe da escola, então o trajeto é sempre uma pequena jornada de ônibus e conversas infinitas.
— Amiga, você tá linda — disse Lorena, bocejando, mas sorrindo enquanto caminhávamos para o ponto. — Mas sério, por que a gente tá indo tão cedo se nem tem aula hoje?
— Porque a gente não tem nada melhor para fazer em casa, ué! — respondi, rindo e dando um empurrãozinho nela. — E é o último dia. Se a gente ficasse em casa, ia perder a fofoca.
Chegamos na escola e o pátio estava quase deserto. O sol ainda estava começando a dar as caras, pintando o céu de laranja e rosa. Como não havia professores cobrando presença nas salas, sentamos em um dos bancos de cimento perto da quadra e ficamos mexendo no celular, compartilhando memes e vídeos.
O silêncio não durou muito. Logo, o barulho de risadas e passos pesados ecoou pelo corredor. Era o grupo de sempre: Matheus Luiz, Matheus Gois, Gabriel, Hanan e Davi Henrique. Eles chegaram fazendo aquela bagunça típica de meninos do 8º ano.
Eu senti um frio na barriga assim que vi o Matheus Luiz e o Hanan. O problema é que eu sabia que os dois gostavam de mim. O Matheus Luiz já tinha ido além e me pedido em namoro há alguns dias, mas eu, no meu jeito brincalhão e um pouco indeciso, ainda não tinha dado a resposta definitiva. E ele? Bom, ele não me deixava esquecer, sempre cobrando uma posição.
— Olha só quem chegou cedo — disse Gabriel, aproximando-se com os outros.
— A gente mora em outro estado, praticamente, Gabriel. O costume não muda — brinquei, guardando o celular.
Os meninos estavam agitados. Eles começaram uma daquelas competições bobas de "quem é o mais forte", fazendo queda de braço e comparando os músculos (ou a falta deles). Eu e Lorena trocamos olhares curiosos. A gente não aguenta ver um tumulto que já quer saber o que está acontecendo.
— O que vocês estão aprontando agora? — perguntei, levantando-me e caminhando até o círculo que eles formaram.
— Hanna, você chegou na hora certa! — exclamou Davi Henrique. — A gente precisa de uma juíza imparcial.
Nesse momento, Lorena sentiu que a natureza chamava.
— Amiga, vou ao banheiro rapidinho. Já volto para ver quem é o "Hulk" da turma — disse ela, saindo apressada.
Fiquei ali, cercada pelos meninos. Matheus Luiz e Hanan se posicionaram um de frente para o outro. A tensão no ar era palpável, e não era só pela força física. Dava para sentir que havia uma disputa silenciosa ali por causa de mim.
— E aí, Hanna? — Matheus Luiz me olhou fixamente, com um sorriso desafiador. — Quem você acha que ganha? Quem é o mais forte aqui?
— É, Hanna, decide aí — Hanan completou, tentando parecer confiante, mas eu via que ele também estava nervoso.
Os outros meninos começaram a me pressionar, gritando nomes e fazendo coro. Eu olhei para os dois. O Hanan era muito legal, mas o Matheus Luiz... tinha algo nele que me prendia. Ele tinha sido persistente, carinhoso e, apesar de me cobrar a resposta, ele sempre me tratava com muita atenção.
— Bom... — comecei, fazendo suspense e cruzando os braços, tentando esconder o sorriso. — Pelo conjunto da obra, eu escolho o Matheus Luiz.
Os meninos soltaram um "UHHH!" coletivo. Matheus Luiz abriu um sorriso de orelha a orelha, vitorioso. Mas a pressão não parou por aí. Gabriel deu um passo à frente, com um olhar malicioso.
— Tá, ele ganhou na força. Mas e o resto, Hanna? — perguntou Gabriel. — O Matheus Luiz vive falando que te pediu em namoro. E aí? Você aceitou ou vai deixar o moleque sofrendo nas férias?
O silêncio caiu sobre o grupo. Todos os olhos estavam em mim. Matheus Luiz deu um passo na minha direção, a expectativa brilhando nos olhos castanhos dele. Eu olhei para minhas unhas, depois para ele, e senti que era o momento. Não dava mais para fugir.
— Eu aceitei — respondi, com a voz firme, mas sentindo meu rosto esquentar. — Eu vou namorar com ele.
A reação foi imediata. Os meninos começaram a pular, gritar e comemorar como se tivessem ganhado a Copa do Mundo. Matheus Luiz, sem perder tempo, passou o braço pelo meu pescoço, me puxando para perto dele em um abraço de lado, possessivo mas carinhoso. Eu ri, sentindo-me protegida e, finalmente, decidida.
Foi exatamente nessa hora que a Lorena voltou do banheiro. Ela parou a alguns metros, olhando a cena com os olhos arregalados: os meninos gritando, o Matheus Luiz agarrado no meu pescoço e eu com um sorriso bobo no rosto.
— Gente, o que eu perdi? — perguntou ela, aproximando-se devagar. — O que aconteceu que o mundo parece que vai acabar em festa?
— A Hanna aceitou, Lorena! — gritou Matheus Gois. — O Matheus Luiz finalmente desencalhou!
Lorena me olhou com uma expressão de choque misturada com alegria. Ela se aproximou de mim, enquanto os meninos continuavam a conversa barulhenta entre eles sobre como iam comemorar. Ela se inclinou e sussurrou bem baixinho no meu ouvido, para que só eu escutasse:
— Amiga, sério? Então agora o Hanan tá livre? Eu posso ficar com ele?
Eu olhei para ela e vi aquele brilho de interesse nos olhos dela. Eu sabia que ela tinha uma quedinha por ele há algum tempo. Com um sorriso cúmplice, apenas concordei com a cabeça, dando o "alvará" que ela precisava.
Lorena deu um gritinho de alegria e me abraçou apertado, quase me tirando do chão. Mas, em um segundo, ela mudou a postura. Ela se soltou do abraço e virou-se para o Matheus Luiz com uma expressão brava, mas que eu sabia que era brincadeira.
— Ei, pode soltando! — disse ela, tentando empurrar o braço dele do meu pescoço. — Quem você pensa que é para chegar assim e roubar minha amiga?
— Ih, Lorena, perdeu — brincou Matheus Luiz, apertando o abraço e rindo. — Agora ela é minha namorada.
— Nada disso! — rebateu Lorena, colocando as mãos na cintura. — Ela é minha! Eu cheguei primeiro na vida dela. Você é só um detalhe. Hanna, fala para ele que você é só minha e de mais ninguém!
Eu comecei a rir da cena. De um lado, meu namorado recém-confirmado me segurando, e do outro, minha melhor amiga fingindo uma crise de ciúmes possessivo.
— Calma, gente! — eu disse, tentando falar entre as risadas. — Tem Hanna para todo mundo.
— Não tem, não! — insistiu Lorena, apontando o dedo para o Matheus Luiz. — Eu vou estabelecer um cronograma. Nas férias, ela vai passar 90% do tempo comigo e os outros 10% você pode mandar mensagem, se eu deixar.
— Nem nos seus sonhos, Lorena — respondeu Matheus, rindo e me dando um beijo rápido na bochecha, o que me fez ficar ainda mais vermelha. — Agora o contrato já foi assinado.
Os meninos ao redor, Gabriel, Hanan e os outros, caíram na gargalhada com a discussão dos dois. Hanan olhava para Lorena com um sorriso diferente, talvez já percebendo que as coisas tinham mudado para ele também.
O sol agora já iluminava todo o pátio. O último dia de aula, que prometia ser tedioso e vazio, tinha se tornado um dos dias mais marcantes da minha vida. Entre brincadeiras de força, pressões dos amigos e a fofura protetora da Lorena, eu sabia que aquelas férias seriam inesquecíveis.
— Vamos para a cantina? — sugeriu Davi Henrique. — O "casal do ano" paga o lanche!
— Nem vem! — gritei, rindo. — O Matheus Luiz que paga, ele que ganhou o prêmio hoje!
Caminhamos todos juntos pelo corredor, com Lorena ainda discutindo com o Matheus sobre quem ficaria com meu braço direito e quem ficaria com o esquerdo. Eu apenas observava, sentindo o calor do braço do Matheus no meu pescoço e a segurança de ter meus amigos por perto. A escola podia estar vazia de aulas, mas estava cheia de tudo o que realmente importava.
