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Homem morto
Fandom: Tensei shitara slime datta Ken
Criado: 21/06/2026
Tags
FantasiaIsekai / Fantasia PortalDramaAngústiaSombrioAçãoCenário CanônicoTroca de GêneroViolência Gráfica
O Limiar da Paciência e o Festival da Humilhação
A sala de reuniões em Tempest nunca esteve tão carregada de uma eletricidade estática tão perigosa. O ar parecia pesado, quase sólido, e a razão não era apenas a presença de quatro Lordes Demônios e um Dragão Verdadeiro, mas sim o homem sentado à frente de Rimuru Tempest. O Rei Malphas, governante de uma nação rica em recursos mágicos e detentor de um exército considerável, agia como se fosse o dono do mundo.
Rimuru, em sua forma humana feminina, tentava manter um sorriso diplomático, embora seus olhos amarelos brilhassem com uma irritação contida. Sua pele branca leitosa contrastava com o azul prateado de seus cabelos, atraindo o olhar predatório de Malphas de uma maneira que fazia o estômago do Slime revirar.
— Veja bem, Lorde Rimuru... ou devo dizer, minha querida Lady? — Malphas esticou o braço sobre a mesa de mogno, deslizando a mão atrevidamente sobre o dorso da mão de Rimuru, apertando-a com uma familiaridade indesejada. — Um acordo comercial desta magnitude exige... sacrifícios. E diversão.
Veldora, sentado à direita de Rimuru, parou de ler seu mangá. O papel em suas mãos começou a fumegar. Diablo, parado logo atrás da cadeira de seu mestre, mantinha um sorriso fixo, mas a aura de niilismo que emanava dele estava começando a rachar o chão de mármore sob seus pés. Milim Nava, geralmente saltitante, estava com os punhos cerrados, as juntas brancas.
— O que você tem em mente, Rei Malphas? — perguntou Rimuru, retirando a mão calmamente, embora por dentro estivesse gritando.
— Um festival! — exclamou o homem, levantando-se e caminhando até Rimuru. Ele parou atrás da cadeira do Slime e, para o horror de todos na sala, colocou as mãos nos ombros de Rimuru, descendo-as perigosamente em direção à sua cintura. — Mas não um festival comum. Quero ver as belezas de Tempest em ação. Esportes, dança... e eu farei questão de escolher os uniformes. Especialmente o seu.
— Isso é um absurdo! — Milim explodiu, levantando-se da cadeira. — Rimuru não precisa se sujeitar a...
— Milim, por favor — Rimuru a interrompeu com um olhar suplicante. — Se conseguirmos essa aliança, garantiremos a segurança da fronteira leste por décadas sem derramamento de sangue.
Malphas riu, um som anasalado e arrogante. Ele se curvou, sussurrando perto do ouvido de Rimuru, enquanto sua mão apertava a cintura do Slime com força.
— Você tem curvas adoráveis para uma criatura sem gênero, sabia? Mal posso esperar para vê-la naquelas roupas.
Diablo deu um passo à frente, as garras negras começando a se manifestar.
— Meu senhor, eu imploro por sua permissão para remover os membros deste verme — a voz de Diablo era um sussurro de pura malícia.
— Ainda não, Diablo — murmurou Rimuru, sentindo um calafrio de nojo quando Malphas deu um tapinha audível em seu traseiro antes de se afastar. — Vamos... vamos ver as exigências dele.
O dia do festival chegou com um céu azul limpo, mas o clima em Tempest era de um funeral iminente. Os convidados haviam chegado: Guy Crimson, Leon Cromwell e até Luminas Valentine estavam presentes, sentados nos camarotes de honra. Guy observava a cena com um sorriso intrigado, embora seus olhos vermelhos estivessem fixos em Malphas com um desdém mortal.
O primeiro evento era o vôlei. Rimuru entrou na quadra de areia sentindo-se extremamente exposta. Malphas havia escolhido um top curto com um decote profundo que mal continha a forma que Rimuru havia assumido, acompanhado de uma saia preta tão curta que qualquer movimento revelava a calcinha azul por baixo.
— Olhem só para isso — comentou Malphas em voz alta para os outros líderes, bebendo vinho. — Ela não é uma visão?
No meio da partida, Rimuru saltou para um bloqueio. Ao aterrissar, Malphas, que estava na beira da quadra, esticou a mão e tocou a coxa de Rimuru, subindo os dedos por baixo da saia.
— Excelente salto, querida — disse ele, piscando.
Veldora, na arquibancada, quebrou o assento de pedra onde estava sentado.
— Rimuru! — rugiu o Dragão Verdadeiro. — Deixe-me dar um golpe de vento nele! Só um!
— Veldora, não! — gritou Rimuru, recompondo a saia e tentando ignorar a sensação de sujeira.
O festival seguiu para o sumô. O traje tradicional que Malphas escolhera era, na verdade, apenas algumas tiras de tecido que mal cobriam o essencial. Rimuru teve que lutar contra uma ogra subordinada, tentando não desmoronar de vergonha enquanto Malphas fazia comentários obscenos sobre "o balanço de seus peitos" durante o esforço físico.
Na guerra de água, a situação piorou. O biquíni branco era minúsculo. Assim que Rimuru foi atingida pelo primeiro jato de água, o tecido tornou-se quase completamente transparente.
— Oh, vejam só! — gritou Malphas, rindo e apontando. — Parece que o Slime está se revelando para nós!
Guy Crimson, sentado ao lado de Leon, apertou o cálice de cristal até que ele virasse pó.
— Aquele humano tem um desejo de morte muito peculiar — comentou Guy, sua voz gélida.
— Eu não o impedirei se você decidir agir — respondeu Leon, igualmente irritado com o desrespeito ao seu "colega" Lorde Demônio.
Rimuru corria na pista de atletismo, o top azul curto e a saia esvoaçando, quando Malphas deliberadamente se colocou no caminho, fazendo Rimuru colidir contra ele. O homem aproveitou o impacto para segurar Rimuru pelos braços, apertando seu corpo contra o dele e descendo as mãos para as nádegas do Slime diante de toda a plateia.
— Ops, que desajeitada — Malphas sussurrou, apertando a carne de Rimuru com força. — Você é tão macia. Por que não desistimos desse festival e vamos para os meus aposentos?
— Rei Malphas — Rimuru disse, sua voz tremendo não de medo, mas de uma fúria que começava a transbordar —, por favor, contenha-se. Estamos em público.
— E quem vai me impedir? Esses seus "amigos"? Eles sabem que eu sou necessário — ele riu, soltando-a, mas não antes de passar a mão descaradamente pelo decote de Rimuru.
O evento seguinte foi o pula-corda. O top branco com sutiã de renda azul e a saia mínima faziam com que cada salto de Rimuru fosse um espetáculo de exibicionismo forçado. Diablo estava parado na sombra da arena, suas unhas cravadas na própria palma da mão, o sangue negro pingando no chão.
— Mestre... apenas uma palavra... — Diablo implorava mentalmente.
A dança veio a seguir. O vestido azul escuro era tão justo que Rimuru mal conseguia respirar, com fendas laterais que subiam até o quadril. Durante a performance, Malphas subiu ao palco improvisado, juntando-se a Rimuru. Ele a segurou pela cintura, puxando-a para perto, e sua mão subiu audaciosamente, apertando o peito de Rimuru por cima do tecido fino.
— Você dança como uma deusa — ele disse, a voz rouca de luxúria.
Milim estava prestes a invocar sua Drago-Nova. O céu sobre Tempest começou a escurecer com nuvens de tempestade.
— Rimuru! — gritou Milim. — Eu vou acabar com ele agora!
— Espere, Milim! — Rimuru suplicou, afastando-se de Malphas com um giro rápido. — Falta apenas um evento! O handebol! Por favor, aguente!
O último evento, o handebol, foi o limite. Rimuru vestia uma blusa azul translúcida que deixava o sutiã de renda à mostra, e um short branco de cós tão baixo que as alças da calcinha de renda azul estavam visíveis para todos.
No meio do jogo, Malphas, embriagado de poder e vinho, entrou na quadra e segurou Rimuru por trás, imobilizando seus braços.
— Chega de jogos — declarou o rei, sua mão descendo livremente pela frente do short de Rimuru diante de todos os Lordes Demônios, subordinados e cidadãos. — Eu decidi. Você virá comigo como minha concubina pessoal. Esse é o preço da aliança.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Era o silêncio que precede o fim do mundo.
Rimuru sentiu a mão do homem tocar sua pele íntima e algo dentro dele finalmente quebrou. A diplomacia, a paciência, a necessidade de recursos... tudo desapareceu diante da náusea e da humilhação.
— Malphas — a voz de Rimuru não era mais a de uma jovem doce. Era uma vibração profunda e fria que fez a temperatura da arena cair trinta graus instantaneamente.
— O quê? — Malphas riu, ainda tentando puxar Rimuru para mais perto. — Você deveria estar honrada...
Rimuru se transformou. Não em slime, mas sua aura explodiu em uma coluna de energia azul e negra que arremessou Malphas para o outro lado da quadra.
— Eu tentei — disse Rimuru, caminhando lentamente em direção ao homem caído. As roupas provocantes ainda estavam lá, mas agora Rimuru emanava uma majestade tão aterrorizante que ninguém ousava olhar diretamente para ele. — Eu realmente tentei ser civilizado.
Diablo apareceu instantaneamente ao lado de Rimuru, ajoelhando-se.
— Meu senhor, posso entender que as restrições foram... levantadas?
— Diablo — disse Rimuru, os olhos amarelos brilhando como sóis de destruição. — Veldora. Milim.
Os três se aproximaram, cercando o Rei Malphas, que agora tremia, percebendo tarde demais o abismo onde havia caído. Guy Crimson se levantou de seu assento, batendo palmas lentamente.
— Finalmente — disse Guy. — Eu já estava ficando entediado de ver você ser tão submisso, Rimuru.
— Ele tocou no Rimuru — disse Milim, seu punho brilhando com uma energia vermelha devastadora. — Ele tocou no meu melhor amigo daquele jeito!
— Ele desonrou o pacto de hospitalidade — rosnou Veldora, a eletricidade saltando de seu corpo. — E o que é pior, ele interrompeu a leitura do meu mangá com sua vulgaridade!
Malphas tentou gaguejar uma desculpa, arrastando-se para trás.
— Eu... eu sou um aliado poderoso! Vocês não podem...
— Aliado? — Rimuru inclinou a cabeça, um sorriso frio e sem vida surgindo em seu rosto. — Você não é um aliado. Você é apenas um erro que eu estou prestes a apagar.
— Diablo — comandou Rimuru, virando as costas e começando a caminhar para fora da arena. — Garanta que ele se arrependa de cada segundo, de cada toque e de cada palavra. Mas não o deixe morrer rápido demais.
— Com o maior prazer, meu senhor — respondeu o demônio, seu sorriso se alargando de orelha a orelha enquanto as sombras consumiam o Rei Malphas.
Os gritos que ecoaram pela arena de Tempest naquela tarde serviram como um lembrete para todo o mundo central: Rimuru Tempest podia ser calmo, sarcástico e evitar confusões, mas havia linhas que ninguém, nem mesmo o aliado mais poderoso, deveria cruzar.
Rimuru, agora vestindo seu casaco habitual que Shuna rapidamente lhe trouxe, suspirou enquanto ouvia o caos atrás de si.
— Da próxima vez — murmurou Rimuru para si mesmo —, eu simplesmente mando o Diablo cuidar da papelada desde o início.
— Shion! — chamou Rimuru. — Traga-me algo forte para beber. E queime essas roupas de festival. Todas elas. Especialmente o biquíni branco.
Rimuru, em sua forma humana feminina, tentava manter um sorriso diplomático, embora seus olhos amarelos brilhassem com uma irritação contida. Sua pele branca leitosa contrastava com o azul prateado de seus cabelos, atraindo o olhar predatório de Malphas de uma maneira que fazia o estômago do Slime revirar.
— Veja bem, Lorde Rimuru... ou devo dizer, minha querida Lady? — Malphas esticou o braço sobre a mesa de mogno, deslizando a mão atrevidamente sobre o dorso da mão de Rimuru, apertando-a com uma familiaridade indesejada. — Um acordo comercial desta magnitude exige... sacrifícios. E diversão.
Veldora, sentado à direita de Rimuru, parou de ler seu mangá. O papel em suas mãos começou a fumegar. Diablo, parado logo atrás da cadeira de seu mestre, mantinha um sorriso fixo, mas a aura de niilismo que emanava dele estava começando a rachar o chão de mármore sob seus pés. Milim Nava, geralmente saltitante, estava com os punhos cerrados, as juntas brancas.
— O que você tem em mente, Rei Malphas? — perguntou Rimuru, retirando a mão calmamente, embora por dentro estivesse gritando.
— Um festival! — exclamou o homem, levantando-se e caminhando até Rimuru. Ele parou atrás da cadeira do Slime e, para o horror de todos na sala, colocou as mãos nos ombros de Rimuru, descendo-as perigosamente em direção à sua cintura. — Mas não um festival comum. Quero ver as belezas de Tempest em ação. Esportes, dança... e eu farei questão de escolher os uniformes. Especialmente o seu.
— Isso é um absurdo! — Milim explodiu, levantando-se da cadeira. — Rimuru não precisa se sujeitar a...
— Milim, por favor — Rimuru a interrompeu com um olhar suplicante. — Se conseguirmos essa aliança, garantiremos a segurança da fronteira leste por décadas sem derramamento de sangue.
Malphas riu, um som anasalado e arrogante. Ele se curvou, sussurrando perto do ouvido de Rimuru, enquanto sua mão apertava a cintura do Slime com força.
— Você tem curvas adoráveis para uma criatura sem gênero, sabia? Mal posso esperar para vê-la naquelas roupas.
Diablo deu um passo à frente, as garras negras começando a se manifestar.
— Meu senhor, eu imploro por sua permissão para remover os membros deste verme — a voz de Diablo era um sussurro de pura malícia.
— Ainda não, Diablo — murmurou Rimuru, sentindo um calafrio de nojo quando Malphas deu um tapinha audível em seu traseiro antes de se afastar. — Vamos... vamos ver as exigências dele.
O dia do festival chegou com um céu azul limpo, mas o clima em Tempest era de um funeral iminente. Os convidados haviam chegado: Guy Crimson, Leon Cromwell e até Luminas Valentine estavam presentes, sentados nos camarotes de honra. Guy observava a cena com um sorriso intrigado, embora seus olhos vermelhos estivessem fixos em Malphas com um desdém mortal.
O primeiro evento era o vôlei. Rimuru entrou na quadra de areia sentindo-se extremamente exposta. Malphas havia escolhido um top curto com um decote profundo que mal continha a forma que Rimuru havia assumido, acompanhado de uma saia preta tão curta que qualquer movimento revelava a calcinha azul por baixo.
— Olhem só para isso — comentou Malphas em voz alta para os outros líderes, bebendo vinho. — Ela não é uma visão?
No meio da partida, Rimuru saltou para um bloqueio. Ao aterrissar, Malphas, que estava na beira da quadra, esticou a mão e tocou a coxa de Rimuru, subindo os dedos por baixo da saia.
— Excelente salto, querida — disse ele, piscando.
Veldora, na arquibancada, quebrou o assento de pedra onde estava sentado.
— Rimuru! — rugiu o Dragão Verdadeiro. — Deixe-me dar um golpe de vento nele! Só um!
— Veldora, não! — gritou Rimuru, recompondo a saia e tentando ignorar a sensação de sujeira.
O festival seguiu para o sumô. O traje tradicional que Malphas escolhera era, na verdade, apenas algumas tiras de tecido que mal cobriam o essencial. Rimuru teve que lutar contra uma ogra subordinada, tentando não desmoronar de vergonha enquanto Malphas fazia comentários obscenos sobre "o balanço de seus peitos" durante o esforço físico.
Na guerra de água, a situação piorou. O biquíni branco era minúsculo. Assim que Rimuru foi atingida pelo primeiro jato de água, o tecido tornou-se quase completamente transparente.
— Oh, vejam só! — gritou Malphas, rindo e apontando. — Parece que o Slime está se revelando para nós!
Guy Crimson, sentado ao lado de Leon, apertou o cálice de cristal até que ele virasse pó.
— Aquele humano tem um desejo de morte muito peculiar — comentou Guy, sua voz gélida.
— Eu não o impedirei se você decidir agir — respondeu Leon, igualmente irritado com o desrespeito ao seu "colega" Lorde Demônio.
Rimuru corria na pista de atletismo, o top azul curto e a saia esvoaçando, quando Malphas deliberadamente se colocou no caminho, fazendo Rimuru colidir contra ele. O homem aproveitou o impacto para segurar Rimuru pelos braços, apertando seu corpo contra o dele e descendo as mãos para as nádegas do Slime diante de toda a plateia.
— Ops, que desajeitada — Malphas sussurrou, apertando a carne de Rimuru com força. — Você é tão macia. Por que não desistimos desse festival e vamos para os meus aposentos?
— Rei Malphas — Rimuru disse, sua voz tremendo não de medo, mas de uma fúria que começava a transbordar —, por favor, contenha-se. Estamos em público.
— E quem vai me impedir? Esses seus "amigos"? Eles sabem que eu sou necessário — ele riu, soltando-a, mas não antes de passar a mão descaradamente pelo decote de Rimuru.
O evento seguinte foi o pula-corda. O top branco com sutiã de renda azul e a saia mínima faziam com que cada salto de Rimuru fosse um espetáculo de exibicionismo forçado. Diablo estava parado na sombra da arena, suas unhas cravadas na própria palma da mão, o sangue negro pingando no chão.
— Mestre... apenas uma palavra... — Diablo implorava mentalmente.
A dança veio a seguir. O vestido azul escuro era tão justo que Rimuru mal conseguia respirar, com fendas laterais que subiam até o quadril. Durante a performance, Malphas subiu ao palco improvisado, juntando-se a Rimuru. Ele a segurou pela cintura, puxando-a para perto, e sua mão subiu audaciosamente, apertando o peito de Rimuru por cima do tecido fino.
— Você dança como uma deusa — ele disse, a voz rouca de luxúria.
Milim estava prestes a invocar sua Drago-Nova. O céu sobre Tempest começou a escurecer com nuvens de tempestade.
— Rimuru! — gritou Milim. — Eu vou acabar com ele agora!
— Espere, Milim! — Rimuru suplicou, afastando-se de Malphas com um giro rápido. — Falta apenas um evento! O handebol! Por favor, aguente!
O último evento, o handebol, foi o limite. Rimuru vestia uma blusa azul translúcida que deixava o sutiã de renda à mostra, e um short branco de cós tão baixo que as alças da calcinha de renda azul estavam visíveis para todos.
No meio do jogo, Malphas, embriagado de poder e vinho, entrou na quadra e segurou Rimuru por trás, imobilizando seus braços.
— Chega de jogos — declarou o rei, sua mão descendo livremente pela frente do short de Rimuru diante de todos os Lordes Demônios, subordinados e cidadãos. — Eu decidi. Você virá comigo como minha concubina pessoal. Esse é o preço da aliança.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Era o silêncio que precede o fim do mundo.
Rimuru sentiu a mão do homem tocar sua pele íntima e algo dentro dele finalmente quebrou. A diplomacia, a paciência, a necessidade de recursos... tudo desapareceu diante da náusea e da humilhação.
— Malphas — a voz de Rimuru não era mais a de uma jovem doce. Era uma vibração profunda e fria que fez a temperatura da arena cair trinta graus instantaneamente.
— O quê? — Malphas riu, ainda tentando puxar Rimuru para mais perto. — Você deveria estar honrada...
Rimuru se transformou. Não em slime, mas sua aura explodiu em uma coluna de energia azul e negra que arremessou Malphas para o outro lado da quadra.
— Eu tentei — disse Rimuru, caminhando lentamente em direção ao homem caído. As roupas provocantes ainda estavam lá, mas agora Rimuru emanava uma majestade tão aterrorizante que ninguém ousava olhar diretamente para ele. — Eu realmente tentei ser civilizado.
Diablo apareceu instantaneamente ao lado de Rimuru, ajoelhando-se.
— Meu senhor, posso entender que as restrições foram... levantadas?
— Diablo — disse Rimuru, os olhos amarelos brilhando como sóis de destruição. — Veldora. Milim.
Os três se aproximaram, cercando o Rei Malphas, que agora tremia, percebendo tarde demais o abismo onde havia caído. Guy Crimson se levantou de seu assento, batendo palmas lentamente.
— Finalmente — disse Guy. — Eu já estava ficando entediado de ver você ser tão submisso, Rimuru.
— Ele tocou no Rimuru — disse Milim, seu punho brilhando com uma energia vermelha devastadora. — Ele tocou no meu melhor amigo daquele jeito!
— Ele desonrou o pacto de hospitalidade — rosnou Veldora, a eletricidade saltando de seu corpo. — E o que é pior, ele interrompeu a leitura do meu mangá com sua vulgaridade!
Malphas tentou gaguejar uma desculpa, arrastando-se para trás.
— Eu... eu sou um aliado poderoso! Vocês não podem...
— Aliado? — Rimuru inclinou a cabeça, um sorriso frio e sem vida surgindo em seu rosto. — Você não é um aliado. Você é apenas um erro que eu estou prestes a apagar.
— Diablo — comandou Rimuru, virando as costas e começando a caminhar para fora da arena. — Garanta que ele se arrependa de cada segundo, de cada toque e de cada palavra. Mas não o deixe morrer rápido demais.
— Com o maior prazer, meu senhor — respondeu o demônio, seu sorriso se alargando de orelha a orelha enquanto as sombras consumiam o Rei Malphas.
Os gritos que ecoaram pela arena de Tempest naquela tarde serviram como um lembrete para todo o mundo central: Rimuru Tempest podia ser calmo, sarcástico e evitar confusões, mas havia linhas que ninguém, nem mesmo o aliado mais poderoso, deveria cruzar.
Rimuru, agora vestindo seu casaco habitual que Shuna rapidamente lhe trouxe, suspirou enquanto ouvia o caos atrás de si.
— Da próxima vez — murmurou Rimuru para si mesmo —, eu simplesmente mando o Diablo cuidar da papelada desde o início.
— Shion! — chamou Rimuru. — Traga-me algo forte para beber. E queime essas roupas de festival. Todas elas. Especialmente o biquíni branco.
