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Adolescentes
Fandom: Tensei shitara slime datta Ken
Criado: 21/06/2026
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FantasiaUA (Universo Alternativo)MpregFofuraHumorFatias de VidaCiúmesIsekai / Fantasia Portal
O Doce Peso da Paciência e o Rugido dos Protetores
A luz do sol atravessava as janelas altas da academia real de Ingrassia, iluminando as partículas de poeira que flutuavam sobre os alunos. Sentado à mesa principal, Rimuru Tempest suspirou internamente, ajustando a saia do uniforme feminino que usava para manter o disfarce. Com seus cabelos azuis prateados caindo suavemente sobre os ombros e seus olhos amarelos brilhantes transmitindo uma calma quase divina, ele parecia a personificação da delicadeza.
— Como eu estava dizendo — começou Rimuru, sua voz suave ecoando pela sala —, a cooperação entre as nações é a base para a paz duradoura. Se vocês ignorarem o contexto histórico das raças mágicas, estarão fadados a repetir erros do passado.
— Com licença, "professora" — interrompeu um jovem nobre, com um sorriso de escárnio nos lábios e os pés sobre a mesa. — Por que deveríamos ouvir uma palestra sobre paz vinda de alguém que parece que quebraria se eu soprasse com muita força? Onde está o instrutor de verdade?
Rimuru piscou, mantendo o sorriso sereno. Sua paciência era vastíssima, forjada em anos de lidar com burocracias e monstros teimosos.
— A força nem sempre se manifesta em músculos, Alaric-kun — respondeu Rimuru, calmamente. — Às vezes, a maior força é saber quando não lutar.
Risadinhas abafadas percorreram a sala. Os adolescentes daquele reino eram filhos de duques e condes, criados com a ideia de que o mundo girava em torno de seus títulos. Para eles, aquela mulher jovem e bonita à frente deles era apenas uma serva educada enviada por Tempest.
A aula seguinte era sobre a hierarquia dos demônios, especificamente os Primordiais. Rimuru mal tinha começado a escrever no quadro negro quando a porta da sala se abriu sem um aviso. Um homem alto, de cabelos negros com mechas vermelhas e amarelas, entrou com uma elegância sobrenatural.
— Rimuru-sama, peço perdão pela interrupção — disse Diablo, curvando-se profundamente, ignorando completamente os alunos boquiabertos. — Mas os relatórios sobre as novas rotas comerciais de Tempest precisam de sua aprovação imediata. Além disso... senti saudades de sua presença.
Rimuru suspirou, mas uma ideia lhe ocorreu.
— Diablo, que bom que apareceu. Estamos falando sobre os Primordiais. Já que você é um especialista... por que não explica a esses jovens um pouco sobre seus poderes e feitos?
Diablo endireitou-se, seus olhos vermelhos brilhando com uma intensidade perigosa. Ele se virou para a classe. O ar na sala pareceu esfriar instantaneamente.
— É um prazer — disse Diablo, embora o sorriso em seu rosto não chegasse aos olhos. — Como um dos Sete Primordiais, eu poderia explicar como a existência de seres como eu torna a arrogância de vermes como vocês algo... fascinante. Sabiam que eu posso colapsar o espaço ao redor de um indivíduo apenas por ele olhar de forma desrespeitosa para o meu senhor?
Ele caminhou lentamente até a mesa de Alaric, que agora estava pálido.
— Se algum de vocês causar mais um pingo de estresse à Rimuru-sama — sussurrou Diablo, sua voz carregada de uma intenção assassina que fez os dentes dos alunos baterem —, eu pessoalmente garantirei que suas almas sirvam de combustível para as luminárias do meu jardim. Entendido?
Os alunos assentiram freneticamente. Rimuru tossiu, tentando dissipar a tensão.
— Obrigado, Diablo. Pode deixar os papéis ali.
Diablo beijou a mão de Rimuru com reverência e saiu, deixando um rastro de terror absoluto para trás. No entanto, a memória dos adolescentes era curta e a teimosia, longa. Assim que o medo diminuiu, eles voltaram a murmurar comentários maldosos sobre como Rimuru "provavelmente usava truques baratos".
No dia seguinte, o tema eram os Dragões Verdadeiros. Antes que Rimuru pudesse terminar a introdução, a parede lateral da sala quase tremeu com uma batida forte na porta. Veldora entrou, rindo alto, com sua habitual capa balançando.
— Rimuru! Onde está aquele novo volume do mangá que você prometeu? Eu terminei o anterior e o suspense está me matando!
— Veldora, eu estou no meio de uma aula — disse Rimuru, massageando as têmporas. — Mas olhe, se você explicar para eles sobre a biologia e a história dos Dragões Verdadeiros de forma clara, eu te dou o mangá e uma caixa inteira daqueles doces novos da Shuna.
Os olhos de Veldora brilharam.
— Um desafio digno do Dragão da Tempestade! — Ele se posicionou à frente da sala e começou uma explicação técnica surpreendentemente precisa, embora intercalada com frases dramáticas de vilões de mangá.
Enquanto explicava, Veldora notou um grupo de garotas no fundo rindo da aparência de Rimuru e fazendo gestos de desdém. O humor do dragão mudou instantaneamente. Ele parou de falar e liberou uma fração mínima, mas esmagadora, de sua aura.
O peso foi tão grande que os alunos caíram de suas cadeiras, lutando para respirar. Os olhos de Veldora tornaram-se fendas verticais, fixos nos alunos que estavam sendo desrespeitosos.
— Vocês... — rosnou Veldora, a voz vibrando como um trovão. — Estão na presença do ser mais precioso deste mundo. Se eu vir mais uma careta direcionada ao meu irmão do coração, eu transformarei este reino em cinzas antes que possam pedir perdão.
A pressão era insuportável até que Rimuru se levantou e caminhou até Veldora. Ele tocou o braço do dragão e entregou-lhe um pequeno pacote de doces.
— Já chega, Veldora. Você foi muito bem — disse Rimuru, abraçando-o brevemente.
Veldora relaxou na hora, voltando a ser o grandalhão barulhento de sempre.
— Hmph! Só porque você pediu, Rimuru! — Ele se sentou em um canto da sala, cruzando os braços. — Vou ficar aqui para garantir que esses humanos aprendam a lição.
A aula continuou sob o olhar vigilante e intimidador de Veldora. No meio da tarde, a janela foi aberta bruscamente e uma pequena figura rosa voou para dentro, aterrissando diretamente no colo de Rimuru.
— Rimuruuuuu! Mel! Eu quero mel e carinho! — exclamou Milim Nava, esfregando o rosto no peito de Rimuru.
— Milim! Você também? — Rimuru riu, cedendo.
Ele passou o resto da aula com Milim sentada em seu colo como um bebê. Ele acariciava o cabelo dela enquanto explicava sobre os Lordes Demônios. Um aluno, talvez mais corajoso ou estúpido que os outros, tentou se aproximar para pegar um papel na mesa de Rimuru e, sem querer, sua mão passou perto demais do cabelo de Rimuru.
Milim, que parecia cochilar, abriu um olho. Em um movimento rápido demais para ser visto, ela segurou o pulso do garoto.
— Toque nele sem permissão e eu arranco seu braço — disse ela, com uma voz infantil, mas carregada de uma promessa de destruição total.
O garoto recuou tropeçando, quase urinando nas calças. Milim voltou a sorrir e pediu mais carinho, enquanto Rimuru apenas suspirava, acostumado com o caos.
Finalmente, a última aula do dia era sobre os Octagrama e seu comandante. Foi então que a porta se abriu suavemente, e Guy Crimson entrou. Sua presença era tão dominante que até Veldora, no canto, endireitou a postura.
— Rimuru — disse Guy, caminhando até ele com um sorriso possessivo. — Já chega de brincar de professora. Eu preparei a zona termal em Tempest. Quero beber, comer doces e ter você só para mim por algumas horas.
Guy aproximou-se e abraçou Rimuru por trás, repousando as mãos delicadamente sobre o ventre de Rimuru. O gesto foi sutil, mas para Guy, era o centro do seu universo. Rimuru estava grávido, um milagre biológico e mágico que apenas os dois e alguns íntimos sabiam.
— Guy, eu ainda não terminei — protestou Rimuru, embora estivesse encostando a cabeça no ombro do ruivo.
Guy olhou de relance para a sala. Ele viu as expressões de desdém que ainda persistiam em alguns rostos, a falta de reverência para com a criatura que ele mais amava. Ele sentiu o cheiro do medo, mas também da insolência.
— Esses humanos... — começou Guy, sua voz baixa e perigosa. — Eles não têm ideia de quem você é, não é? Eles não sabem que estão vivos apenas porque você tem um coração bondoso demais.
Guy virou-se para os alunos, sua aura vermelha começando a queimar as bordas da realidade.
— Escutem bem, pequenas vidas insignificantes — declarou Guy Crimson. — Esta "professora" é o meu companheiro. O governante de Tempest e a mãe do meu herdeiro. Se eu ouvir falar que um de vocês respirou de forma errada na direção dele, eu não vou apenas matá-los. Eu vou apagar a existência de cada ancestral e descendente de suas linhagens.
O silêncio na sala era absoluto. Até o som da respiração parecia ter parado.
Rimuru, sentindo que Guy estava realmente ficando irritado, virou-se nos braços dele e tocou seu rosto.
— Guy, acalme-se. Eles são apenas crianças.
— Crianças precisam de disciplina, Rimuru — respondeu Guy, suavizando o olhar apenas para ele. — Mas você está certo. Vamos para casa. Já perdi tempo demais dividindo você com eles.
Rimuru olhou para a classe uma última vez.
— Bem, acho que a aula de hoje termina mais cedo. Estudem os capítulos dez e onze. Haverá teste na próxima semana... se vocês sobreviverem ao estresse pós-traumático.
Guy pegou Rimuru no colo, no estilo noiva, ignorando os protestos corados do slime. Veldora e Milim os seguiram, rindo e discutindo sobre quem ganharia mais doces em Tempest.
Enquanto a sala ficava vazia, os alunos de Ingrassia permaneceram imóveis por longos minutos. Eles tinham sido ensinados por um Lorde Demônio, protegidos por um Dragão Verdadeiro e ameaçados pelo demônio mais poderoso da existência.
A partir daquele dia, nunca mais houve um comentário desrespeitoso na academia. E Rimuru, de volta ao conforto de seu reino e aos braços de Guy, finalmente pôde relaxar, sentindo o pequeno pulsar de vida dentro de si, protegido pelos seres mais poderosos do mundo.
— Como eu estava dizendo — começou Rimuru, sua voz suave ecoando pela sala —, a cooperação entre as nações é a base para a paz duradoura. Se vocês ignorarem o contexto histórico das raças mágicas, estarão fadados a repetir erros do passado.
— Com licença, "professora" — interrompeu um jovem nobre, com um sorriso de escárnio nos lábios e os pés sobre a mesa. — Por que deveríamos ouvir uma palestra sobre paz vinda de alguém que parece que quebraria se eu soprasse com muita força? Onde está o instrutor de verdade?
Rimuru piscou, mantendo o sorriso sereno. Sua paciência era vastíssima, forjada em anos de lidar com burocracias e monstros teimosos.
— A força nem sempre se manifesta em músculos, Alaric-kun — respondeu Rimuru, calmamente. — Às vezes, a maior força é saber quando não lutar.
Risadinhas abafadas percorreram a sala. Os adolescentes daquele reino eram filhos de duques e condes, criados com a ideia de que o mundo girava em torno de seus títulos. Para eles, aquela mulher jovem e bonita à frente deles era apenas uma serva educada enviada por Tempest.
A aula seguinte era sobre a hierarquia dos demônios, especificamente os Primordiais. Rimuru mal tinha começado a escrever no quadro negro quando a porta da sala se abriu sem um aviso. Um homem alto, de cabelos negros com mechas vermelhas e amarelas, entrou com uma elegância sobrenatural.
— Rimuru-sama, peço perdão pela interrupção — disse Diablo, curvando-se profundamente, ignorando completamente os alunos boquiabertos. — Mas os relatórios sobre as novas rotas comerciais de Tempest precisam de sua aprovação imediata. Além disso... senti saudades de sua presença.
Rimuru suspirou, mas uma ideia lhe ocorreu.
— Diablo, que bom que apareceu. Estamos falando sobre os Primordiais. Já que você é um especialista... por que não explica a esses jovens um pouco sobre seus poderes e feitos?
Diablo endireitou-se, seus olhos vermelhos brilhando com uma intensidade perigosa. Ele se virou para a classe. O ar na sala pareceu esfriar instantaneamente.
— É um prazer — disse Diablo, embora o sorriso em seu rosto não chegasse aos olhos. — Como um dos Sete Primordiais, eu poderia explicar como a existência de seres como eu torna a arrogância de vermes como vocês algo... fascinante. Sabiam que eu posso colapsar o espaço ao redor de um indivíduo apenas por ele olhar de forma desrespeitosa para o meu senhor?
Ele caminhou lentamente até a mesa de Alaric, que agora estava pálido.
— Se algum de vocês causar mais um pingo de estresse à Rimuru-sama — sussurrou Diablo, sua voz carregada de uma intenção assassina que fez os dentes dos alunos baterem —, eu pessoalmente garantirei que suas almas sirvam de combustível para as luminárias do meu jardim. Entendido?
Os alunos assentiram freneticamente. Rimuru tossiu, tentando dissipar a tensão.
— Obrigado, Diablo. Pode deixar os papéis ali.
Diablo beijou a mão de Rimuru com reverência e saiu, deixando um rastro de terror absoluto para trás. No entanto, a memória dos adolescentes era curta e a teimosia, longa. Assim que o medo diminuiu, eles voltaram a murmurar comentários maldosos sobre como Rimuru "provavelmente usava truques baratos".
No dia seguinte, o tema eram os Dragões Verdadeiros. Antes que Rimuru pudesse terminar a introdução, a parede lateral da sala quase tremeu com uma batida forte na porta. Veldora entrou, rindo alto, com sua habitual capa balançando.
— Rimuru! Onde está aquele novo volume do mangá que você prometeu? Eu terminei o anterior e o suspense está me matando!
— Veldora, eu estou no meio de uma aula — disse Rimuru, massageando as têmporas. — Mas olhe, se você explicar para eles sobre a biologia e a história dos Dragões Verdadeiros de forma clara, eu te dou o mangá e uma caixa inteira daqueles doces novos da Shuna.
Os olhos de Veldora brilharam.
— Um desafio digno do Dragão da Tempestade! — Ele se posicionou à frente da sala e começou uma explicação técnica surpreendentemente precisa, embora intercalada com frases dramáticas de vilões de mangá.
Enquanto explicava, Veldora notou um grupo de garotas no fundo rindo da aparência de Rimuru e fazendo gestos de desdém. O humor do dragão mudou instantaneamente. Ele parou de falar e liberou uma fração mínima, mas esmagadora, de sua aura.
O peso foi tão grande que os alunos caíram de suas cadeiras, lutando para respirar. Os olhos de Veldora tornaram-se fendas verticais, fixos nos alunos que estavam sendo desrespeitosos.
— Vocês... — rosnou Veldora, a voz vibrando como um trovão. — Estão na presença do ser mais precioso deste mundo. Se eu vir mais uma careta direcionada ao meu irmão do coração, eu transformarei este reino em cinzas antes que possam pedir perdão.
A pressão era insuportável até que Rimuru se levantou e caminhou até Veldora. Ele tocou o braço do dragão e entregou-lhe um pequeno pacote de doces.
— Já chega, Veldora. Você foi muito bem — disse Rimuru, abraçando-o brevemente.
Veldora relaxou na hora, voltando a ser o grandalhão barulhento de sempre.
— Hmph! Só porque você pediu, Rimuru! — Ele se sentou em um canto da sala, cruzando os braços. — Vou ficar aqui para garantir que esses humanos aprendam a lição.
A aula continuou sob o olhar vigilante e intimidador de Veldora. No meio da tarde, a janela foi aberta bruscamente e uma pequena figura rosa voou para dentro, aterrissando diretamente no colo de Rimuru.
— Rimuruuuuu! Mel! Eu quero mel e carinho! — exclamou Milim Nava, esfregando o rosto no peito de Rimuru.
— Milim! Você também? — Rimuru riu, cedendo.
Ele passou o resto da aula com Milim sentada em seu colo como um bebê. Ele acariciava o cabelo dela enquanto explicava sobre os Lordes Demônios. Um aluno, talvez mais corajoso ou estúpido que os outros, tentou se aproximar para pegar um papel na mesa de Rimuru e, sem querer, sua mão passou perto demais do cabelo de Rimuru.
Milim, que parecia cochilar, abriu um olho. Em um movimento rápido demais para ser visto, ela segurou o pulso do garoto.
— Toque nele sem permissão e eu arranco seu braço — disse ela, com uma voz infantil, mas carregada de uma promessa de destruição total.
O garoto recuou tropeçando, quase urinando nas calças. Milim voltou a sorrir e pediu mais carinho, enquanto Rimuru apenas suspirava, acostumado com o caos.
Finalmente, a última aula do dia era sobre os Octagrama e seu comandante. Foi então que a porta se abriu suavemente, e Guy Crimson entrou. Sua presença era tão dominante que até Veldora, no canto, endireitou a postura.
— Rimuru — disse Guy, caminhando até ele com um sorriso possessivo. — Já chega de brincar de professora. Eu preparei a zona termal em Tempest. Quero beber, comer doces e ter você só para mim por algumas horas.
Guy aproximou-se e abraçou Rimuru por trás, repousando as mãos delicadamente sobre o ventre de Rimuru. O gesto foi sutil, mas para Guy, era o centro do seu universo. Rimuru estava grávido, um milagre biológico e mágico que apenas os dois e alguns íntimos sabiam.
— Guy, eu ainda não terminei — protestou Rimuru, embora estivesse encostando a cabeça no ombro do ruivo.
Guy olhou de relance para a sala. Ele viu as expressões de desdém que ainda persistiam em alguns rostos, a falta de reverência para com a criatura que ele mais amava. Ele sentiu o cheiro do medo, mas também da insolência.
— Esses humanos... — começou Guy, sua voz baixa e perigosa. — Eles não têm ideia de quem você é, não é? Eles não sabem que estão vivos apenas porque você tem um coração bondoso demais.
Guy virou-se para os alunos, sua aura vermelha começando a queimar as bordas da realidade.
— Escutem bem, pequenas vidas insignificantes — declarou Guy Crimson. — Esta "professora" é o meu companheiro. O governante de Tempest e a mãe do meu herdeiro. Se eu ouvir falar que um de vocês respirou de forma errada na direção dele, eu não vou apenas matá-los. Eu vou apagar a existência de cada ancestral e descendente de suas linhagens.
O silêncio na sala era absoluto. Até o som da respiração parecia ter parado.
Rimuru, sentindo que Guy estava realmente ficando irritado, virou-se nos braços dele e tocou seu rosto.
— Guy, acalme-se. Eles são apenas crianças.
— Crianças precisam de disciplina, Rimuru — respondeu Guy, suavizando o olhar apenas para ele. — Mas você está certo. Vamos para casa. Já perdi tempo demais dividindo você com eles.
Rimuru olhou para a classe uma última vez.
— Bem, acho que a aula de hoje termina mais cedo. Estudem os capítulos dez e onze. Haverá teste na próxima semana... se vocês sobreviverem ao estresse pós-traumático.
Guy pegou Rimuru no colo, no estilo noiva, ignorando os protestos corados do slime. Veldora e Milim os seguiram, rindo e discutindo sobre quem ganharia mais doces em Tempest.
Enquanto a sala ficava vazia, os alunos de Ingrassia permaneceram imóveis por longos minutos. Eles tinham sido ensinados por um Lorde Demônio, protegidos por um Dragão Verdadeiro e ameaçados pelo demônio mais poderoso da existência.
A partir daquele dia, nunca mais houve um comentário desrespeitoso na academia. E Rimuru, de volta ao conforto de seu reino e aos braços de Guy, finalmente pôde relaxar, sentindo o pequeno pulsar de vida dentro de si, protegido pelos seres mais poderosos do mundo.
