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Fandom: Tensei shitara slime datta Ken
Criado: 21/06/2026
Tags
FantasiaDramaAngústiaDor/ConfortoMpregGravidez Não Planejada/IndesejadaTragédiaSobrevivênciaDivergência
O Preço do Desejo e o Milagre Frágil
A neve caía implacável do lado de fora do Palácio de Gelo, mas dentro dos salões de Guy Crimson, o ar estava carregado com uma tensão que nada tinha a ver com o clima. Rimuru Tempest, o soberano de Jura Tempest, estava recostado em um divã luxuoso, sua pele — geralmente de um brilho saudável e azulado — parecia quase translúcida sob a luz dos candelabros.
Tudo havia começado como uma brincadeira, uma provocação típica de Rimuru em sua forma feminina, testando os limites da paciência dos servos de Guy e do próprio Lorde Demônio. Mas a poção de estimulação, escondida em um doce exótico durante o festival, transformara a diversão em uma tempestade de luxúria avassaladora. Dias de paixão desenfreada se seguiram, um frenesi que só parou quando Rimuru desmaiou nos braços de Guy durante um banho.
Agora, de volta a Tempest, a realidade cobrava seu preço.
— Rimuru-sama, por favor, tente beber apenas mais um pouco deste caldo. — A voz de Shuna era suave, mas carregada de uma ansiedade que ela mal conseguia esconder.
Rimuru tentou se sentar, mas uma tontura súbita o fez recuar contra os travesseiros. Seus olhos amarelos, antes cheios de uma inocência travessa, estavam opacos e cansados.
— Eu não sinto fome, Shuna... — sussurrou ele, sua voz mal passando de um fio. — Sinto como se minhas energias estivessem sendo drenadas por um buraco negro.
Guy Crimson, que permanecia nas sombras do quarto desde que chegaram, aproximou-se da cama com passos pesados. O Lorde Demônio do Orgulho, conhecido por sua arrogância e poder incomensurável, parecia estranhamente vulnerável. Ele segurou a mão de Rimuru, sentindo a fragilidade dos dedos do slime.
— Você está pálido demais, Rimuru — disse Guy, sua voz rouca. — Se eu soubesse que aquele... incidente... causaria isso, eu teria me controlado.
Rimuru esboçou um sorriso fraco, tentando manter seu sarcasmo habitual.
— Ah, agora o grande Guy Crimson está arrependido? — Ele tossiu levemente, fechando os olhos. — Eu também tive culpa. Eu provoquei. Mas não achei que um pouco de diversão me deixaria nesse estado.
Shuna terminou de organizar os instrumentos médicos e as poções sobre a mesa de cabeceira. Seu rosto estava sério, uma expressão que raramente direcionava ao seu mestre.
— Não foi apenas o esforço físico, Rimuru-sama. — Shuna olhou para Guy e depois voltou para Rimuru. — Eu terminei a análise mágica e biológica completa. O motivo de seus desmaios, da sua palidez e da sua fraqueza extrema... não é uma doença.
Rimuru franziu o cenho, confuso.
— Então o que é? Ciel não está me respondendo direito, parece que ela está focada em estabilizar meu núcleo de energia.
Shuna respirou fundo, suas mãos tremendo levemente.
— Rimuru-sama... você está grávida.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Guy estancou, seus olhos vermelhos arregalados em choque, enquanto Rimuru apenas piscou, processando a informação que parecia desafiar toda a lógica de sua existência como um slime.
— Grávida? — Rimuru finalmente conseguiu falar. — Mas... eu sou um slime. Tecnicamente assexuado, a menos que eu mude de forma...
— A poção que vocês ingeriram não era apenas um estimulante — explicou Shuna, a voz embargada. — Era um composto alquímico antigo, projetado para forçar a compatibilidade genética entre seres de alto nível espiritual. E devido ao poder avassalador de Guy-sama e à sua própria natureza adaptável, o corpo de Rimuru-sama criou um núcleo de vida.
Guy apertou a mão de Rimuru com mais força, o pânico começando a surgir em suas feições.
— Isso é bom, não é? Um herdeiro... — Guy começou, mas parou ao ver a expressão sombria de Shuna.
— Não, Guy-sama. Não é bom — interrompeu ela. — O feto é uma massa de energia mágica puríssima e instável. Ele está consumindo a energia vital de Rimuru-sama em uma velocidade alarmante para se manifestar. Como Rimuru-sama é um ser de energia, o bebê não está apenas se alimentando de nutrientes, ele está devorando a própria essência da alma dele.
Rimuru sentiu um frio gélido percorrer sua espinha. Ele tentou se levantar, movido pelo instinto de agir, mas no momento em que seus pés tocaram o chão, sua visão escureceu.
— Rimuru! — Guy o segurou antes que ele atingisse o tapete.
O nariz de Rimuru começou a sangrar, o líquido carmesim manchando a túnica de seda branca que ele usava. Ele tremia violentamente nos braços de Guy.
— É um risco de morte — continuou Shuna, as lágrimas agora rolando livremente. — Se a gestação continuar, o corpo de Rimuru-sama vai colapsar antes do nascimento. E se tentarmos interromper agora, a explosão de energia mágica acumulada pode destruir toda a capital de Tempest e matar ambos.
Guy olhou para o pequeno ser em seus braços, a pessoa que ele amava e que agora parecia uma boneca de porcelana prestes a quebrar. O orgulho do Lorde Demônio não significava nada diante daquela fragilidade.
— Eu não vou permitir — rugiu Guy, embora sua voz estivesse embargada. — Deve haver uma maneira. Use toda a tecnologia de Tempest, chame Ramiris, chame os outros Lordes Demônios!
— Já estamos fazendo tudo o que podemos — disse Shuna, limpando o sangue do rosto de Rimuru. — Mas Rimuru-sama precisa de repouso absoluto. Qualquer esforço, por menor que seja, pode ser fatal.
Rimuru abriu os olhos lentamente, focando no rosto de Guy. Ele estendeu a mão, acariciando a bochecha do Lorde Demônio com doçura.
— Ei... não faça essa cara — sussurrou Rimuru. — Eu sou o líder de Tempest, lembra? Eu sempre dou um jeito.
— Você mal consegue ficar acordado, Rimuru — rebateu Guy, encostando a testa na dele. — Por que você sempre tem que ser tão doce, mesmo quando está morrendo?
— Porque eu sei que meus subordinados fariam tudo por mim — Rimuru sorriu fracamente, olhando para Shuna. — E porque eu sei que você não vai me deixar ir.
Fora do quarto, o clima em Tempest era de luto antecipado. Benimaru, Shion e os outros subordinados montavam guarda, seus rostos obscurecidos pela dor. Para eles, Rimuru era o seu Deus, a razão de sua existência. Saber que ele estava sofrendo e que a causa era algo que eles não podiam lutar contra — um inimigo interno nascido de um momento de paixão — era uma tortura insuportável.
— Se o mestre não sobreviver... — Shion começou, sua mão apertando o cabo de sua espada até os nós dos dedos ficarem brancos.
— Ele vai sobreviver — interrompeu Benimaru, embora sua própria voz traísse sua incerteza. — Ele é Rimuru Tempest. Ele sobreviveu a batalhas contra deuses e dragões. Ele não vai ser derrotado por isso.
Dentro do quarto, o silêncio retornou, apenas quebrado pela respiração curta de Rimuru. Guy não saiu do seu lado por um segundo sequer. Ele o alimentava com doces imbuídos de magia, tentando desesperadamente repor a energia que o bebê consumia.
— Guy... — chamou Rimuru no meio da noite.
— Estou aqui. — Guy acordou instantaneamente de seu cochilo sentado.
— Se... se as coisas ficarem ruins — Rimuru sussurrou, olhando para o teto — prometa que vai cuidar de Tempest. Eles adoram você, de um jeito estranho, mas adoram.
— Não diga bobagens — rosnou Guy, a dor brilhando em seus olhos. — Você vai cuidar deles. Você vai me provocar novamente, vai me fazer perder a paciência com suas festas e sua comida humana. E nós vamos ver esse pequeno monstro que você está carregando crescer juntos.
Rimuru fechou os olhos, um pequeno sorriso brincando em seus lábios pálidos.
— Um pequeno monstro, hein? Espero que ele tenha o seu cabelo e a minha paciência.
Guy beijou a testa de Rimuru, sentindo a pele fria. Ele sabia que os próximos meses seriam uma batalha de atrito, uma luta onde o poder bruto não servia de nada. O Lorde Demônio mais poderoso do mundo estava, pela primeira vez, completamente impotente, restando-lhe apenas a esperança de que o milagre que Rimuru representava fosse forte o suficiente para vencer a própria morte.
— Descanse, meu pequeno slime — sussurrou Guy. — Eu estarei aqui quando você acordar. Sempre.
Enquanto Rimuru mergulhava em um sono profundo e assistido por magia, o núcleo em seu ventre pulsava com uma luz dourada e carmesim, um sinal de vida que era, ao mesmo tempo, a maior promessa e a maior ameaça que a Federação Jura Tempest já havia enfrentado.
Tudo havia começado como uma brincadeira, uma provocação típica de Rimuru em sua forma feminina, testando os limites da paciência dos servos de Guy e do próprio Lorde Demônio. Mas a poção de estimulação, escondida em um doce exótico durante o festival, transformara a diversão em uma tempestade de luxúria avassaladora. Dias de paixão desenfreada se seguiram, um frenesi que só parou quando Rimuru desmaiou nos braços de Guy durante um banho.
Agora, de volta a Tempest, a realidade cobrava seu preço.
— Rimuru-sama, por favor, tente beber apenas mais um pouco deste caldo. — A voz de Shuna era suave, mas carregada de uma ansiedade que ela mal conseguia esconder.
Rimuru tentou se sentar, mas uma tontura súbita o fez recuar contra os travesseiros. Seus olhos amarelos, antes cheios de uma inocência travessa, estavam opacos e cansados.
— Eu não sinto fome, Shuna... — sussurrou ele, sua voz mal passando de um fio. — Sinto como se minhas energias estivessem sendo drenadas por um buraco negro.
Guy Crimson, que permanecia nas sombras do quarto desde que chegaram, aproximou-se da cama com passos pesados. O Lorde Demônio do Orgulho, conhecido por sua arrogância e poder incomensurável, parecia estranhamente vulnerável. Ele segurou a mão de Rimuru, sentindo a fragilidade dos dedos do slime.
— Você está pálido demais, Rimuru — disse Guy, sua voz rouca. — Se eu soubesse que aquele... incidente... causaria isso, eu teria me controlado.
Rimuru esboçou um sorriso fraco, tentando manter seu sarcasmo habitual.
— Ah, agora o grande Guy Crimson está arrependido? — Ele tossiu levemente, fechando os olhos. — Eu também tive culpa. Eu provoquei. Mas não achei que um pouco de diversão me deixaria nesse estado.
Shuna terminou de organizar os instrumentos médicos e as poções sobre a mesa de cabeceira. Seu rosto estava sério, uma expressão que raramente direcionava ao seu mestre.
— Não foi apenas o esforço físico, Rimuru-sama. — Shuna olhou para Guy e depois voltou para Rimuru. — Eu terminei a análise mágica e biológica completa. O motivo de seus desmaios, da sua palidez e da sua fraqueza extrema... não é uma doença.
Rimuru franziu o cenho, confuso.
— Então o que é? Ciel não está me respondendo direito, parece que ela está focada em estabilizar meu núcleo de energia.
Shuna respirou fundo, suas mãos tremendo levemente.
— Rimuru-sama... você está grávida.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Guy estancou, seus olhos vermelhos arregalados em choque, enquanto Rimuru apenas piscou, processando a informação que parecia desafiar toda a lógica de sua existência como um slime.
— Grávida? — Rimuru finalmente conseguiu falar. — Mas... eu sou um slime. Tecnicamente assexuado, a menos que eu mude de forma...
— A poção que vocês ingeriram não era apenas um estimulante — explicou Shuna, a voz embargada. — Era um composto alquímico antigo, projetado para forçar a compatibilidade genética entre seres de alto nível espiritual. E devido ao poder avassalador de Guy-sama e à sua própria natureza adaptável, o corpo de Rimuru-sama criou um núcleo de vida.
Guy apertou a mão de Rimuru com mais força, o pânico começando a surgir em suas feições.
— Isso é bom, não é? Um herdeiro... — Guy começou, mas parou ao ver a expressão sombria de Shuna.
— Não, Guy-sama. Não é bom — interrompeu ela. — O feto é uma massa de energia mágica puríssima e instável. Ele está consumindo a energia vital de Rimuru-sama em uma velocidade alarmante para se manifestar. Como Rimuru-sama é um ser de energia, o bebê não está apenas se alimentando de nutrientes, ele está devorando a própria essência da alma dele.
Rimuru sentiu um frio gélido percorrer sua espinha. Ele tentou se levantar, movido pelo instinto de agir, mas no momento em que seus pés tocaram o chão, sua visão escureceu.
— Rimuru! — Guy o segurou antes que ele atingisse o tapete.
O nariz de Rimuru começou a sangrar, o líquido carmesim manchando a túnica de seda branca que ele usava. Ele tremia violentamente nos braços de Guy.
— É um risco de morte — continuou Shuna, as lágrimas agora rolando livremente. — Se a gestação continuar, o corpo de Rimuru-sama vai colapsar antes do nascimento. E se tentarmos interromper agora, a explosão de energia mágica acumulada pode destruir toda a capital de Tempest e matar ambos.
Guy olhou para o pequeno ser em seus braços, a pessoa que ele amava e que agora parecia uma boneca de porcelana prestes a quebrar. O orgulho do Lorde Demônio não significava nada diante daquela fragilidade.
— Eu não vou permitir — rugiu Guy, embora sua voz estivesse embargada. — Deve haver uma maneira. Use toda a tecnologia de Tempest, chame Ramiris, chame os outros Lordes Demônios!
— Já estamos fazendo tudo o que podemos — disse Shuna, limpando o sangue do rosto de Rimuru. — Mas Rimuru-sama precisa de repouso absoluto. Qualquer esforço, por menor que seja, pode ser fatal.
Rimuru abriu os olhos lentamente, focando no rosto de Guy. Ele estendeu a mão, acariciando a bochecha do Lorde Demônio com doçura.
— Ei... não faça essa cara — sussurrou Rimuru. — Eu sou o líder de Tempest, lembra? Eu sempre dou um jeito.
— Você mal consegue ficar acordado, Rimuru — rebateu Guy, encostando a testa na dele. — Por que você sempre tem que ser tão doce, mesmo quando está morrendo?
— Porque eu sei que meus subordinados fariam tudo por mim — Rimuru sorriu fracamente, olhando para Shuna. — E porque eu sei que você não vai me deixar ir.
Fora do quarto, o clima em Tempest era de luto antecipado. Benimaru, Shion e os outros subordinados montavam guarda, seus rostos obscurecidos pela dor. Para eles, Rimuru era o seu Deus, a razão de sua existência. Saber que ele estava sofrendo e que a causa era algo que eles não podiam lutar contra — um inimigo interno nascido de um momento de paixão — era uma tortura insuportável.
— Se o mestre não sobreviver... — Shion começou, sua mão apertando o cabo de sua espada até os nós dos dedos ficarem brancos.
— Ele vai sobreviver — interrompeu Benimaru, embora sua própria voz traísse sua incerteza. — Ele é Rimuru Tempest. Ele sobreviveu a batalhas contra deuses e dragões. Ele não vai ser derrotado por isso.
Dentro do quarto, o silêncio retornou, apenas quebrado pela respiração curta de Rimuru. Guy não saiu do seu lado por um segundo sequer. Ele o alimentava com doces imbuídos de magia, tentando desesperadamente repor a energia que o bebê consumia.
— Guy... — chamou Rimuru no meio da noite.
— Estou aqui. — Guy acordou instantaneamente de seu cochilo sentado.
— Se... se as coisas ficarem ruins — Rimuru sussurrou, olhando para o teto — prometa que vai cuidar de Tempest. Eles adoram você, de um jeito estranho, mas adoram.
— Não diga bobagens — rosnou Guy, a dor brilhando em seus olhos. — Você vai cuidar deles. Você vai me provocar novamente, vai me fazer perder a paciência com suas festas e sua comida humana. E nós vamos ver esse pequeno monstro que você está carregando crescer juntos.
Rimuru fechou os olhos, um pequeno sorriso brincando em seus lábios pálidos.
— Um pequeno monstro, hein? Espero que ele tenha o seu cabelo e a minha paciência.
Guy beijou a testa de Rimuru, sentindo a pele fria. Ele sabia que os próximos meses seriam uma batalha de atrito, uma luta onde o poder bruto não servia de nada. O Lorde Demônio mais poderoso do mundo estava, pela primeira vez, completamente impotente, restando-lhe apenas a esperança de que o milagre que Rimuru representava fosse forte o suficiente para vencer a própria morte.
— Descanse, meu pequeno slime — sussurrou Guy. — Eu estarei aqui quando você acordar. Sempre.
Enquanto Rimuru mergulhava em um sono profundo e assistido por magia, o núcleo em seu ventre pulsava com uma luz dourada e carmesim, um sinal de vida que era, ao mesmo tempo, a maior promessa e a maior ameaça que a Federação Jura Tempest já havia enfrentado.
