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amor entre escolhas
Fandom: stray kids
Criado: 21/06/2026
Tags
RomanceDramaDor/ConfortoMistérioCrimeUso de DrogasMedicina ImprecisaEstudo de PersonagemSuspenseUA (Universo Alternativo)
O Diagnóstico do Acaso
O salão de festas do Grand Hyatt Seoul exalava um luxo sufocante. O tilintar de taças de cristal de boêmia e o murmúrio polido de empresários e celebridades criavam uma sinfonia de poder que, para Hillary, já era rotina. Como CEO do Hospital Central de Seul, um dos pilares da medicina avançada na Coreia, ela estava acostumada a ser o centro das atenções, embora preferisse a ordem silenciosa de seu escritório.
Seus longos cabelos pretos e ondulados caíam como uma cascata de seda sobre o vestido de cetim azul-marinho, que contrastava perfeitamente com sua postura impecável. Hillary gostava de tudo no lugar: sua agenda, seus diagnósticos e sua vida. Mas aquela noite parecia decidida a testar seu autocontrole.
— Hillary, pelo amor de Deus, solta esse champanhe e sorri! — Aurora surgiu ao seu lado, quase saltitando. A loira de olhos castanhos vibrantes usava um vestido dourado que combinava com sua energia escandalosa. — Estamos na festa do ano. Metade desses investidores quer colocar dinheiro no nosso novo centro cirúrgico e a outra metade quer casar com você. Aproveita!
Hillary soltou um suspiro contido, ajeitando uma mecha rebelde de cabelo.
— Eu estou aproveitando, Aurora. Do meu jeito. E os dados mostram que sorrisos excessivos em reuniões de negócios diminuem a percepção de autoridade em 15%.
— Você e seus dados... — Aurora revirou os olhos, rindo. — Vou buscar um drink de verdade. Não saia daí!
Enquanto Aurora se afastava, Hillary sentiu uma aproximação indesejada. Um dos acionistas minoritários do hospital, um homem cujo nome ela sempre fazia questão de esquecer, aproximou-se com um sorriso untuoso.
— Doutora Hillary, que prazer. Aceite uma bebida fresca, a que está na sua mão já deve estar quente.
Hillary, por educação e para evitar uma cena, trocou sua taça pela que ele oferecia. Ela deu apenas dois goles antes de se desculpar e se afastar. No entanto, em menos de cinco minutos, o mundo começou a girar de forma errada. O som da música tornou-se abafado, como se ela estivesse submersa em água, e uma onda de calor anormal subiu por seu pescoço.
Do outro lado do salão, o clima não era diferente para o Stray Kids. O grupo era o convidado de honra, e a presença deles atraía olhares de todos os cantos. Bang Chan, o líder, tentava manter a postura protetora de sempre sobre os outros sete membros, mas ele se sentia estranho.
— Hyung, você está bem? — perguntou Felix, encostando a mão no ombro de Chan. — Você está muito pálido.
— Só um pouco de tontura, Lix — respondeu Chan, forçando um sorriso. — Acho que o ar condicionado está baixo. Vou subir para o quarto por um momento, descansar antes da nossa apresentação de encerramento.
Chan não sabia, mas uma "fã" infiltrada na equipe de buffet havia colocado uma substância potente em sua água mineral. O objetivo dela era segui-lo até o quarto, mas a confusão mental de Chan foi mais rápida.
Hillary, sentindo que suas pernas estavam virando gelatina e sua visão turvando, tateou a bolsa em busca do cartão do quarto que o hospital havia reservado para os executivos passarem a noite após o evento. Ela precisava de silêncio. Precisava de ordem.
O elevador pareceu levar uma eternidade. No corredor do décimo andar, a visão de Hillary falhou por um segundo. Ela viu um vulto alto cambaleando à sua frente. Era Chan, embora ela não o reconhecesse naquele estado de semiconsciência.
O destino, ou talvez o efeito das drogas que nublava a percepção de ambos, pregou uma peça final. Os números nas portas pareciam dançar. Hillary parou diante da porta 1004. Chan, achando que era seu quarto, já estava lá, tentando encostar o cartão magnético sem sucesso.
— Com licença... — murmurou Hillary, a voz saindo mais arrastada do que o normal. — Esse é o meu quarto.
— Não... é o meu... — Chan respondeu, virando-se para ela. Seus olhos estavam dilatados, e ele parecia lutar para manter o equilíbrio.
Em um momento de confusão mútua, a porta se abriu. Talvez um deles tivesse acertado o cartão, ou talvez a porta estivesse mal fechada. Ambos tropeçaram para dentro, o silêncio do quarto de luxo engolindo o barulho da festa lá embaixo.
Hillary sentiu o corpo pesar e caiu sentada na beirada da cama king-size. Chan, perdendo as forças, acabou caindo ao lado dela, a cabeça pendendo para trás.
— Você... — Hillary forçou os olhos a focarem no rosto do homem ao seu lado. — Eu conheço você. Christopher Bang. Líder do Stray Kids.
Chan tentou rir, mas o som saiu como um suspiro sofrido.
— E você... é a Doutora Hillary. A "CEO de Ferro". Por que... por que o quarto está girando?
Hillary, mesmo sob o efeito da substância, sentiu o instinto médico assumir o controle por um breve segundo. Ela tocou o pulso de Chan, sentindo o batimento cardíaco acelerado, errático.
— Droga... — ela sussurrou, a mão tremendo. — Alguém nos deu algo. Taquicardia... midríase...
— Eu me sinto... quente — disse Chan, começando a desabotoar o paletó com dedos desajeitados. — Muito quente.
Hillary sentia o mesmo. O efeito da droga não era apenas letárgico; era algo que desibia os sentidos, que transformava o desconforto em uma urgência perigosa. Ela olhou para Chan. Ele era bonito, imensamente atraente, e a vulnerabilidade em seus olhos castanhos era quase magnética.
— Chan, escute... — Hillary tentou manter a voz firme, embora seu corpo quisesse se inclinar para o dele. — Somos médicos... quer dizer, eu sou médica. O hospital cuida de vocês. Se algo acontecer aqui... vai ser um escândalo.
— Eu não me importo com escândalos agora — murmurou Chan, aproximando-se. O aroma do perfume dela, algo entre lavanda e esterilização, parecia a coisa mais inebriante do mundo. — Eu só quero que essa sensação pare.
Ele tocou o rosto de Hillary. A pele fria dela contra a mão febril dele causou um choque elétrico em ambos. Hillary, que sempre teve tudo sob controle, sentiu a última barreira de sua lógica desmoronar.
— Isso é um erro médico — ela sussurrou, a milímetros dos lábios dele.
— Então me cure, Doutora — respondeu Chan, antes de selar o espaço entre eles.
O beijo foi desesperado, impulsionado pela química artificial e pela atração genuína que sempre existira nas breves consultas anuais que o grupo fazia no hospital dela. No entanto, antes que as coisas avançassem para um ponto sem retorno, o som estridente de um celular tocando ecoou no quarto silencioso.
Era o telefone de Hillary. O nome "AURORA" brilhava intensamente na tela.
A vibração persistente trouxe um lampejo de realidade. Hillary empurrou o peito de Chan levemente, respirando com dificuldade.
— Não... Chan, para.
— O que foi? — Ele perguntou, a voz rouca, tentando puxá-la de volta.
— Eu sou sua médica — disse ela, a voz recuperando um pouco da autoridade, apesar do tremor. — E você é meu paciente. E nós dois fomos drogados. Se fizermos isso agora, não é real. É a substância falando.
Chan piscou, a névoa em seus olhos parecendo clarear por um breve momento diante da seriedade no tom de Hillary. Ele se afastou, sentando-se no chão e apoiando a cabeça na lateral da cama.
— Você está certa. Droga... como isso aconteceu?
Hillary pegou o telefone, mas não atendeu. Ela se levantou cambaleando e foi até o frigobar, pegando duas garrafas de água. Ela jogou uma para Chan e começou a beber a outra desesperadamente.
— Beba. Precisamos diluir isso no sistema o mais rápido possível.
Nesse momento, a porta do quarto foi escancarada. Aurora entrou como um furacão, seguida por um Felix visivelmente preocupado.
— Hillary! Eu vi aquele cara colocar algo na sua bebida e... — Aurora parou abruptamente, os olhos castanhos arregalados ao ver a cena: Hillary descabelada com uma garrafa de água e o líder do Stray Kids sentado no chão, sem gravata e com o paletó jogado. — Meu Deus... eu perdi o início da festa ou o final do mundo?
— Hyung! — Felix correu até Chan. — Você sumiu! Estávamos ficando loucos lá embaixo!
Hillary respirou fundo, tentando recompor sua dignidade de CEO enquanto o quarto ainda balançava levemente.
— Aurora, feche a porta — comandou Hillary, a voz agora gélida. — Felix, ajude ele.
— O que aconteceu aqui? — perguntou Aurora, diminuindo o tom de voz ao perceber a gravidade nos rostos deles.
— Tentativa de intoxicação exógena — diagnosticou Hillary, sentando-se na poltrona e massageando as têmporas. — Em ambos. Alguém queria o Chan e alguém queria a mim. Por um erro de percurso, acabamos no mesmo quarto.
Aurora olhou de Hillary para Chan e depois de volta para Hillary. Um sorriso malicioso começou a brotar em seus lábios, apesar da situação.
— E vocês... "diagnosticaram" muita coisa antes de chegarmos?
— Aurora! — Hillary advertiu, seu rosto ficando vermelho, e desta vez não era pela droga.
— Eu só estou dizendo... — Aurora levantou as mãos em sinal de rendição. — Vocês formam um casal bem fotogênico para um prontuário médico.
Chan soltou uma risada fraca, olhando para Hillary.
— Ela salvou minha carreira, Aurora. E possivelmente a dela.
Hillary olhou para Chan. O perigo havia passado, mas a eletricidade que sentira quando ele a tocou ainda estava lá, vibrando sob sua pele. Ela sabia que, a partir de amanhã, tudo teria que voltar ao normal. Ela seria a CEO e ele o ídolo mundial. Mas, por um momento, no caos daquela substância, a ordem que ela tanto amava tinha sido substituída por algo muito mais interessante.
— Felix — disse Hillary, levantando-se com esforço. — Leve-o para o quarto dele. Amanhã de manhã, quero os dois no meu hospital às oito horas para um check-up completo e exames de toxicologia. E Aurora...
— Eu sei, eu sei — interrompeu a loira. — Nada de fofocas. Mas Hillary, o destino não erra o quarto por acaso.
Hillary não respondeu. Ela apenas observou Felix ajudar Chan a se levantar. Antes de sair, Chan parou na porta e olhou para trás.
— Vejo você às oito, Doutora. Tente não chegar atrasada.
A porta se fechou. Hillary desabou na cama, o coração ainda batendo rápido.
— Tudo no lugar, Hillary — sussurrou para si mesma, embora soubesse que, pela primeira vez na vida, ela não queria que as coisas voltassem exatamente para onde estavam.
Seus longos cabelos pretos e ondulados caíam como uma cascata de seda sobre o vestido de cetim azul-marinho, que contrastava perfeitamente com sua postura impecável. Hillary gostava de tudo no lugar: sua agenda, seus diagnósticos e sua vida. Mas aquela noite parecia decidida a testar seu autocontrole.
— Hillary, pelo amor de Deus, solta esse champanhe e sorri! — Aurora surgiu ao seu lado, quase saltitando. A loira de olhos castanhos vibrantes usava um vestido dourado que combinava com sua energia escandalosa. — Estamos na festa do ano. Metade desses investidores quer colocar dinheiro no nosso novo centro cirúrgico e a outra metade quer casar com você. Aproveita!
Hillary soltou um suspiro contido, ajeitando uma mecha rebelde de cabelo.
— Eu estou aproveitando, Aurora. Do meu jeito. E os dados mostram que sorrisos excessivos em reuniões de negócios diminuem a percepção de autoridade em 15%.
— Você e seus dados... — Aurora revirou os olhos, rindo. — Vou buscar um drink de verdade. Não saia daí!
Enquanto Aurora se afastava, Hillary sentiu uma aproximação indesejada. Um dos acionistas minoritários do hospital, um homem cujo nome ela sempre fazia questão de esquecer, aproximou-se com um sorriso untuoso.
— Doutora Hillary, que prazer. Aceite uma bebida fresca, a que está na sua mão já deve estar quente.
Hillary, por educação e para evitar uma cena, trocou sua taça pela que ele oferecia. Ela deu apenas dois goles antes de se desculpar e se afastar. No entanto, em menos de cinco minutos, o mundo começou a girar de forma errada. O som da música tornou-se abafado, como se ela estivesse submersa em água, e uma onda de calor anormal subiu por seu pescoço.
Do outro lado do salão, o clima não era diferente para o Stray Kids. O grupo era o convidado de honra, e a presença deles atraía olhares de todos os cantos. Bang Chan, o líder, tentava manter a postura protetora de sempre sobre os outros sete membros, mas ele se sentia estranho.
— Hyung, você está bem? — perguntou Felix, encostando a mão no ombro de Chan. — Você está muito pálido.
— Só um pouco de tontura, Lix — respondeu Chan, forçando um sorriso. — Acho que o ar condicionado está baixo. Vou subir para o quarto por um momento, descansar antes da nossa apresentação de encerramento.
Chan não sabia, mas uma "fã" infiltrada na equipe de buffet havia colocado uma substância potente em sua água mineral. O objetivo dela era segui-lo até o quarto, mas a confusão mental de Chan foi mais rápida.
Hillary, sentindo que suas pernas estavam virando gelatina e sua visão turvando, tateou a bolsa em busca do cartão do quarto que o hospital havia reservado para os executivos passarem a noite após o evento. Ela precisava de silêncio. Precisava de ordem.
O elevador pareceu levar uma eternidade. No corredor do décimo andar, a visão de Hillary falhou por um segundo. Ela viu um vulto alto cambaleando à sua frente. Era Chan, embora ela não o reconhecesse naquele estado de semiconsciência.
O destino, ou talvez o efeito das drogas que nublava a percepção de ambos, pregou uma peça final. Os números nas portas pareciam dançar. Hillary parou diante da porta 1004. Chan, achando que era seu quarto, já estava lá, tentando encostar o cartão magnético sem sucesso.
— Com licença... — murmurou Hillary, a voz saindo mais arrastada do que o normal. — Esse é o meu quarto.
— Não... é o meu... — Chan respondeu, virando-se para ela. Seus olhos estavam dilatados, e ele parecia lutar para manter o equilíbrio.
Em um momento de confusão mútua, a porta se abriu. Talvez um deles tivesse acertado o cartão, ou talvez a porta estivesse mal fechada. Ambos tropeçaram para dentro, o silêncio do quarto de luxo engolindo o barulho da festa lá embaixo.
Hillary sentiu o corpo pesar e caiu sentada na beirada da cama king-size. Chan, perdendo as forças, acabou caindo ao lado dela, a cabeça pendendo para trás.
— Você... — Hillary forçou os olhos a focarem no rosto do homem ao seu lado. — Eu conheço você. Christopher Bang. Líder do Stray Kids.
Chan tentou rir, mas o som saiu como um suspiro sofrido.
— E você... é a Doutora Hillary. A "CEO de Ferro". Por que... por que o quarto está girando?
Hillary, mesmo sob o efeito da substância, sentiu o instinto médico assumir o controle por um breve segundo. Ela tocou o pulso de Chan, sentindo o batimento cardíaco acelerado, errático.
— Droga... — ela sussurrou, a mão tremendo. — Alguém nos deu algo. Taquicardia... midríase...
— Eu me sinto... quente — disse Chan, começando a desabotoar o paletó com dedos desajeitados. — Muito quente.
Hillary sentia o mesmo. O efeito da droga não era apenas letárgico; era algo que desibia os sentidos, que transformava o desconforto em uma urgência perigosa. Ela olhou para Chan. Ele era bonito, imensamente atraente, e a vulnerabilidade em seus olhos castanhos era quase magnética.
— Chan, escute... — Hillary tentou manter a voz firme, embora seu corpo quisesse se inclinar para o dele. — Somos médicos... quer dizer, eu sou médica. O hospital cuida de vocês. Se algo acontecer aqui... vai ser um escândalo.
— Eu não me importo com escândalos agora — murmurou Chan, aproximando-se. O aroma do perfume dela, algo entre lavanda e esterilização, parecia a coisa mais inebriante do mundo. — Eu só quero que essa sensação pare.
Ele tocou o rosto de Hillary. A pele fria dela contra a mão febril dele causou um choque elétrico em ambos. Hillary, que sempre teve tudo sob controle, sentiu a última barreira de sua lógica desmoronar.
— Isso é um erro médico — ela sussurrou, a milímetros dos lábios dele.
— Então me cure, Doutora — respondeu Chan, antes de selar o espaço entre eles.
O beijo foi desesperado, impulsionado pela química artificial e pela atração genuína que sempre existira nas breves consultas anuais que o grupo fazia no hospital dela. No entanto, antes que as coisas avançassem para um ponto sem retorno, o som estridente de um celular tocando ecoou no quarto silencioso.
Era o telefone de Hillary. O nome "AURORA" brilhava intensamente na tela.
A vibração persistente trouxe um lampejo de realidade. Hillary empurrou o peito de Chan levemente, respirando com dificuldade.
— Não... Chan, para.
— O que foi? — Ele perguntou, a voz rouca, tentando puxá-la de volta.
— Eu sou sua médica — disse ela, a voz recuperando um pouco da autoridade, apesar do tremor. — E você é meu paciente. E nós dois fomos drogados. Se fizermos isso agora, não é real. É a substância falando.
Chan piscou, a névoa em seus olhos parecendo clarear por um breve momento diante da seriedade no tom de Hillary. Ele se afastou, sentando-se no chão e apoiando a cabeça na lateral da cama.
— Você está certa. Droga... como isso aconteceu?
Hillary pegou o telefone, mas não atendeu. Ela se levantou cambaleando e foi até o frigobar, pegando duas garrafas de água. Ela jogou uma para Chan e começou a beber a outra desesperadamente.
— Beba. Precisamos diluir isso no sistema o mais rápido possível.
Nesse momento, a porta do quarto foi escancarada. Aurora entrou como um furacão, seguida por um Felix visivelmente preocupado.
— Hillary! Eu vi aquele cara colocar algo na sua bebida e... — Aurora parou abruptamente, os olhos castanhos arregalados ao ver a cena: Hillary descabelada com uma garrafa de água e o líder do Stray Kids sentado no chão, sem gravata e com o paletó jogado. — Meu Deus... eu perdi o início da festa ou o final do mundo?
— Hyung! — Felix correu até Chan. — Você sumiu! Estávamos ficando loucos lá embaixo!
Hillary respirou fundo, tentando recompor sua dignidade de CEO enquanto o quarto ainda balançava levemente.
— Aurora, feche a porta — comandou Hillary, a voz agora gélida. — Felix, ajude ele.
— O que aconteceu aqui? — perguntou Aurora, diminuindo o tom de voz ao perceber a gravidade nos rostos deles.
— Tentativa de intoxicação exógena — diagnosticou Hillary, sentando-se na poltrona e massageando as têmporas. — Em ambos. Alguém queria o Chan e alguém queria a mim. Por um erro de percurso, acabamos no mesmo quarto.
Aurora olhou de Hillary para Chan e depois de volta para Hillary. Um sorriso malicioso começou a brotar em seus lábios, apesar da situação.
— E vocês... "diagnosticaram" muita coisa antes de chegarmos?
— Aurora! — Hillary advertiu, seu rosto ficando vermelho, e desta vez não era pela droga.
— Eu só estou dizendo... — Aurora levantou as mãos em sinal de rendição. — Vocês formam um casal bem fotogênico para um prontuário médico.
Chan soltou uma risada fraca, olhando para Hillary.
— Ela salvou minha carreira, Aurora. E possivelmente a dela.
Hillary olhou para Chan. O perigo havia passado, mas a eletricidade que sentira quando ele a tocou ainda estava lá, vibrando sob sua pele. Ela sabia que, a partir de amanhã, tudo teria que voltar ao normal. Ela seria a CEO e ele o ídolo mundial. Mas, por um momento, no caos daquela substância, a ordem que ela tanto amava tinha sido substituída por algo muito mais interessante.
— Felix — disse Hillary, levantando-se com esforço. — Leve-o para o quarto dele. Amanhã de manhã, quero os dois no meu hospital às oito horas para um check-up completo e exames de toxicologia. E Aurora...
— Eu sei, eu sei — interrompeu a loira. — Nada de fofocas. Mas Hillary, o destino não erra o quarto por acaso.
Hillary não respondeu. Ela apenas observou Felix ajudar Chan a se levantar. Antes de sair, Chan parou na porta e olhou para trás.
— Vejo você às oito, Doutora. Tente não chegar atrasada.
A porta se fechou. Hillary desabou na cama, o coração ainda batendo rápido.
— Tudo no lugar, Hillary — sussurrou para si mesma, embora soubesse que, pela primeira vez na vida, ela não queria que as coisas voltassem exatamente para onde estavam.
