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d35
Fandom: record of ragnarok
Criado: 21/06/2026
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RomanceDramaFantasiaSombrioCiúmesCenário CanônicoSandalpunk
O Trono de Jade e o Ciúme do Submundo
A arena do Valhalla estava estranhamente silenciosa naquela tarde, um intervalo raro entre as tensões brutais do Ragnarok. Deuses e humanos, por um breve e bizarro acordo de trégua mediado por Zeus e Brunhilde, encontravam-se em um salão comunal vasto, decorado com o luxo que apenas o panteão divino poderia proporcionar. O objetivo era "acalmar os ânimos", mas o que se via era uma divisão clara: de um lado, os guerreiros da humanidade; do outro, as divindades orgulhosas.
No centro de tudo, sentado em um divã que ele mesmo havia reivindicado como seu trono pessoal, estava Qin Shi Huang. O Primeiro Imperador da China não se importava com protocolos. Ele usava sua venda característica, um sorriso enigmático brincando em seus lábios, enquanto bebericava um vinho que cheirava a séculos de história.
— Este lugar é aceitável — declarou Qin, sua voz ecoando com a autoridade de quem não pede permissão, mas dita a realidade. — Embora o meu palácio em Xianyang tivesse uma brisa muito mais imperial.
Perto dali, Hades, o Rei do Submundo, observava o imperador com uma expressão de calma sofisticação. Hades não era um homem de explosões, mas de profundidade. Ele respeitava Qin. Havia algo na postura do humano que ressoava com sua própria dignidade como governante de Helheim. No entanto, o que aconteceu a seguir testou até mesmo a paciência milenar do deus mais velho do Olimpo.
Qin, distraído por um pensamento sobre a disposição das uvas em sua mesa, inclinou-se para frente. Um pequeno ornamento de jade, uma peça que ele carregava desde que era apenas um menino solitário e abusado, escorregou de suas vestes e caiu no chão de mármore.
Sem pensar duas vezes, Qin Shi Huang levantou-se e inclinou-se profundamente para recuperar o objeto.
O movimento foi fluido, gracioso, e as vestes imperiais, justas em certos pontos estratégicos para permitir sua agilidade em combate, acentuaram cada curva de seu corpo. O foco do salão mudou instantaneamente.
Lu Bu, que polia sua lança, parou o movimento. Sasaki Kojiro engasgou levemente com seu chá. Até mesmo o estoico Leônidas I baixou seu escudo, os olhos arregalados. Jack, o Estripador, ajustou o monóculo, enquanto Nikola Tesla parou de murmurar fórmulas científicas para observar a "geometria" perfeita à sua frente.
Do lado dos deuses, a reação não foi diferente. Thor apertou o cabo do Mjölnir com uma força desnecessária. Shiva, com seus quatro braços, parecia não saber qual deles usar para limpar o suor repentino. Apolo sorriu com uma apreciação estética quase divina, e até Beelzebub pareceu momentaneamente distraído de seu niilismo.
— Pelas barbas de Cronos... — murmurou Zeus, os olhos saltando das órbitas.
Hades sentiu uma onda de calor que não vinha das chamas de Helheim. Ele viu como os olhares de todos os homens — deuses e humanos — convergiam para o mesmo ponto: a silhueta curvada e provocante do Imperador Qin. O ciúme, um sentimento que Hades raramente se permitia experimentar, subiu por sua espinha como um veneno gelado.
Qin recuperou o jade e se levantou, voltando a sentar-se com a elegância de um gato, totalmente alheio — ou talvez fingindo estar — ao caos silencioso que havia causado.
— Por que todos estão tão quietos? — perguntou Qin, ajeitando a venda. — O brilho da minha presença finalmente os cegou?
Hades não respondeu. Ele apenas se levantou, sua capa fluindo atrás dele como uma sombra densa. Seus olhos, geralmente serenos, brilhavam com uma intensidade perigosa. Ele caminhou até Qin, ignorando os olhares curiosos de seus irmãos.
— Imperador — disse Hades, sua voz soando como um trovão distante. — Creio que precisamos discutir certos termos de... etiqueta. Em particular.
Qin sorriu, aquele sorriso que escondia séculos de dor e uma arrogância inabalável.
— O Rei do Submundo deseja uma audiência privada com o Rei dos Homens? — Qin estendeu a mão, o gesto de um soberano. — Pois bem. Eu concedo esse desejo. Afinal, onde eu vou, é o meu reino.
Hades não esperou por mais palavras. Ele envolveu o pulso de Qin com uma firmeza que não admitia contestação e o conduziu para fora do salão, em direção aos aposentos privados que haviam sido destinados aos governantes.
Assim que a porta pesada de carvalho e ouro se fechou atrás deles, a atmosfera mudou. Hades prensou Qin contra a madeira, suas mãos prendendo os braços do imperador acima da cabeça.
— Você tem ideia do que acabou de fazer lá fora? — rosnou Hades, o rosto a centímetros do de Qin.
— Eu recuperei um pertence. — Qin não recuou. Ele sentia a intensidade de Hades, a sinestesia toque-espelho captando a vibração de possessividade e fúria que emanava do deus. — Ou será que os deuses agora proíbem os reis de se curvarem para o que lhes pertence?
— Você se exibiu para cada ser vivo e morto naquela sala! — Hades apertou mais os pulsos de Qin. — Vi os olhos de Zeus, vi o desejo de cada um daqueles humanos imundos. Você é meu, Qin. O único trono onde você deve se inclinar é o meu.
Qin Shi Huang soltou uma risadinha baixa, provocante.
— Oh? O grande Rei do Submundo está com ciúmes? Que honra para um simples humano.
— Não brinque comigo, pequeno imperador — disse Hades, sua voz descendo para um tom gutural. — Eu governa o lugar para onde todas as almas vão. Eu conheço cada desejo sombrio que habita o coração dos homens. Mas nenhum deles se compara ao que sinto agora.
Hades não esperou por uma resposta. Ele atacou os lábios de Qin com uma fome que não era nobre nem calma. Era a fome de um conquistador. Qin respondeu à altura, sua natureza indomável lutando contra o domínio do deus, mas logo cedendo à sensação avassaladora de ser desejado por uma entidade tão poderosa.
Hades o jogou na cama vasta, rasgando as vestes imperiais com uma urgência que Qin nunca vira no deus estrategista. A pele de Qin, marcada pelas cicatrizes de sua infância e pelas provações de se tornar o primeiro imperador, brilhava sob a luz das tochas.
— Eu vou fazer você esquecer que qualquer outro homem já olhou para você — sussurrou Hades, seus dedos traçando o contorno da mandíbula de Qin antes de descerem para seu pescoço.
— Tente, se for capaz, Rei de Helheim — desafiou Qin, embora sua respiração estivesse falhando. — Mas lembre-se, eu não sou um súdito. Eu sou o trono.
Hades riu, um som sombrio e carregado de desejo.
— Então eu serei o rei que o conquistará repetidamente.
O que se seguiu foi uma tempestade. Hades não foi gentil. Ele usou seu corpo para reivindicar cada centímetro de Qin, sua força divina sobrepujando a resistência humana. A cada estocada, Hades lembrava a Qin a quem ele pertencia, marcando sua pele com beijos e mordidas que deixariam marcas claras de posse.
Qin, por sua vez, sentia tudo em dobro. A dor e o prazer de Hades fluíam através dele devido à sua sensibilidade, criando um ciclo de êxtase que ele mal conseguia processar. Ele tentou manter sua compostura real, seu orgulho de imperador, mas Hades era implacável.
— Diga meu nome — ordenou Hades, segurando os quadris de Qin com força suficiente para deixar hematomas. — Diga quem governa você.
— Eu... eu sou o Imperador... — tentou Qin, mas sua voz quebrou quando Hades atingiu um ponto profundo, fazendo seus dedos dos pés se curvarem.
— Aqui, você é apenas meu — rebateu Hades, intensificando o ritmo, o ciúme transformado em puro vigor físico.
As horas pareciam se arrastar enquanto Hades despejava toda a sua frustração e desejo em Qin. O imperador, que nunca se curvara a ninguém, viu-se arqueando as costas, as lágrimas de prazer e exaustão começando a brotar sob a venda.
— Hades... pare... — sussurrou Qin, sua voz mal passando de um suspiro rouco. — Eu... eu não aguento mais...
Hades parou por um segundo, observando o estado do homem abaixo dele. O cabelo de Qin estava bagunçado, sua pele brilhava de suor e seu peito subia e descia freneticamente. O orgulhoso imperador estava desfeito, reduzido a um ser que buscava ar e alívio. Mas o ciúme ainda queimava no peito do deus.
— Você ainda quer que os outros olhem? — perguntou Hades, sua voz fria e possessiva.
— Não... — Qin ofegou, agarrando os lençóis. — Por favor... Hades... chega... eu imploro...
Ouvir o Primeiro Imperador, o homem que desafiou os próprios deuses, implorar, foi o gatilho final para Hades. Ele deu um último impulso, reivindicando Qin de uma forma que selava qualquer dúvida.
Quando o silêncio finalmente caiu sobre o quarto, Hades deitou-se ao lado de Qin, puxando o corpo exausto do humano para o seu peito. Ele acariciou os cabelos negros de Qin, sua expressão voltando à sofisticação calma, embora seus olhos ainda guardassem o brilho da vitória.
— Você é um excelente rei, Qin Shi Huang — murmurou Hades no ouvido do outro. — Mas nunca se esqueça que, entre todos os reinos, o meu é o único que você nunca poderá governar sozinho.
Qin, exausto demais para retrucar com sua arrogância habitual, apenas se aninhou no calor do deus. Ele havia perdido aquela batalha, mas, no fundo de sua mente estratégica, ele sabia que tinha o Rei do Submundo exatamente onde queria: completamente devoto a ele.
— Onde eu me sento... é o meu trono — murmurou Qin, quase dormindo. — E hoje... o seu trono foi meu.
Hades sorriu, fechando os olhos. O ciúme havia passado, substituído por uma satisfação sombria. Que os outros olhassem. Afinal, eles só podiam ver. Apenas Hades podia possuir.
No centro de tudo, sentado em um divã que ele mesmo havia reivindicado como seu trono pessoal, estava Qin Shi Huang. O Primeiro Imperador da China não se importava com protocolos. Ele usava sua venda característica, um sorriso enigmático brincando em seus lábios, enquanto bebericava um vinho que cheirava a séculos de história.
— Este lugar é aceitável — declarou Qin, sua voz ecoando com a autoridade de quem não pede permissão, mas dita a realidade. — Embora o meu palácio em Xianyang tivesse uma brisa muito mais imperial.
Perto dali, Hades, o Rei do Submundo, observava o imperador com uma expressão de calma sofisticação. Hades não era um homem de explosões, mas de profundidade. Ele respeitava Qin. Havia algo na postura do humano que ressoava com sua própria dignidade como governante de Helheim. No entanto, o que aconteceu a seguir testou até mesmo a paciência milenar do deus mais velho do Olimpo.
Qin, distraído por um pensamento sobre a disposição das uvas em sua mesa, inclinou-se para frente. Um pequeno ornamento de jade, uma peça que ele carregava desde que era apenas um menino solitário e abusado, escorregou de suas vestes e caiu no chão de mármore.
Sem pensar duas vezes, Qin Shi Huang levantou-se e inclinou-se profundamente para recuperar o objeto.
O movimento foi fluido, gracioso, e as vestes imperiais, justas em certos pontos estratégicos para permitir sua agilidade em combate, acentuaram cada curva de seu corpo. O foco do salão mudou instantaneamente.
Lu Bu, que polia sua lança, parou o movimento. Sasaki Kojiro engasgou levemente com seu chá. Até mesmo o estoico Leônidas I baixou seu escudo, os olhos arregalados. Jack, o Estripador, ajustou o monóculo, enquanto Nikola Tesla parou de murmurar fórmulas científicas para observar a "geometria" perfeita à sua frente.
Do lado dos deuses, a reação não foi diferente. Thor apertou o cabo do Mjölnir com uma força desnecessária. Shiva, com seus quatro braços, parecia não saber qual deles usar para limpar o suor repentino. Apolo sorriu com uma apreciação estética quase divina, e até Beelzebub pareceu momentaneamente distraído de seu niilismo.
— Pelas barbas de Cronos... — murmurou Zeus, os olhos saltando das órbitas.
Hades sentiu uma onda de calor que não vinha das chamas de Helheim. Ele viu como os olhares de todos os homens — deuses e humanos — convergiam para o mesmo ponto: a silhueta curvada e provocante do Imperador Qin. O ciúme, um sentimento que Hades raramente se permitia experimentar, subiu por sua espinha como um veneno gelado.
Qin recuperou o jade e se levantou, voltando a sentar-se com a elegância de um gato, totalmente alheio — ou talvez fingindo estar — ao caos silencioso que havia causado.
— Por que todos estão tão quietos? — perguntou Qin, ajeitando a venda. — O brilho da minha presença finalmente os cegou?
Hades não respondeu. Ele apenas se levantou, sua capa fluindo atrás dele como uma sombra densa. Seus olhos, geralmente serenos, brilhavam com uma intensidade perigosa. Ele caminhou até Qin, ignorando os olhares curiosos de seus irmãos.
— Imperador — disse Hades, sua voz soando como um trovão distante. — Creio que precisamos discutir certos termos de... etiqueta. Em particular.
Qin sorriu, aquele sorriso que escondia séculos de dor e uma arrogância inabalável.
— O Rei do Submundo deseja uma audiência privada com o Rei dos Homens? — Qin estendeu a mão, o gesto de um soberano. — Pois bem. Eu concedo esse desejo. Afinal, onde eu vou, é o meu reino.
Hades não esperou por mais palavras. Ele envolveu o pulso de Qin com uma firmeza que não admitia contestação e o conduziu para fora do salão, em direção aos aposentos privados que haviam sido destinados aos governantes.
Assim que a porta pesada de carvalho e ouro se fechou atrás deles, a atmosfera mudou. Hades prensou Qin contra a madeira, suas mãos prendendo os braços do imperador acima da cabeça.
— Você tem ideia do que acabou de fazer lá fora? — rosnou Hades, o rosto a centímetros do de Qin.
— Eu recuperei um pertence. — Qin não recuou. Ele sentia a intensidade de Hades, a sinestesia toque-espelho captando a vibração de possessividade e fúria que emanava do deus. — Ou será que os deuses agora proíbem os reis de se curvarem para o que lhes pertence?
— Você se exibiu para cada ser vivo e morto naquela sala! — Hades apertou mais os pulsos de Qin. — Vi os olhos de Zeus, vi o desejo de cada um daqueles humanos imundos. Você é meu, Qin. O único trono onde você deve se inclinar é o meu.
Qin Shi Huang soltou uma risadinha baixa, provocante.
— Oh? O grande Rei do Submundo está com ciúmes? Que honra para um simples humano.
— Não brinque comigo, pequeno imperador — disse Hades, sua voz descendo para um tom gutural. — Eu governa o lugar para onde todas as almas vão. Eu conheço cada desejo sombrio que habita o coração dos homens. Mas nenhum deles se compara ao que sinto agora.
Hades não esperou por uma resposta. Ele atacou os lábios de Qin com uma fome que não era nobre nem calma. Era a fome de um conquistador. Qin respondeu à altura, sua natureza indomável lutando contra o domínio do deus, mas logo cedendo à sensação avassaladora de ser desejado por uma entidade tão poderosa.
Hades o jogou na cama vasta, rasgando as vestes imperiais com uma urgência que Qin nunca vira no deus estrategista. A pele de Qin, marcada pelas cicatrizes de sua infância e pelas provações de se tornar o primeiro imperador, brilhava sob a luz das tochas.
— Eu vou fazer você esquecer que qualquer outro homem já olhou para você — sussurrou Hades, seus dedos traçando o contorno da mandíbula de Qin antes de descerem para seu pescoço.
— Tente, se for capaz, Rei de Helheim — desafiou Qin, embora sua respiração estivesse falhando. — Mas lembre-se, eu não sou um súdito. Eu sou o trono.
Hades riu, um som sombrio e carregado de desejo.
— Então eu serei o rei que o conquistará repetidamente.
O que se seguiu foi uma tempestade. Hades não foi gentil. Ele usou seu corpo para reivindicar cada centímetro de Qin, sua força divina sobrepujando a resistência humana. A cada estocada, Hades lembrava a Qin a quem ele pertencia, marcando sua pele com beijos e mordidas que deixariam marcas claras de posse.
Qin, por sua vez, sentia tudo em dobro. A dor e o prazer de Hades fluíam através dele devido à sua sensibilidade, criando um ciclo de êxtase que ele mal conseguia processar. Ele tentou manter sua compostura real, seu orgulho de imperador, mas Hades era implacável.
— Diga meu nome — ordenou Hades, segurando os quadris de Qin com força suficiente para deixar hematomas. — Diga quem governa você.
— Eu... eu sou o Imperador... — tentou Qin, mas sua voz quebrou quando Hades atingiu um ponto profundo, fazendo seus dedos dos pés se curvarem.
— Aqui, você é apenas meu — rebateu Hades, intensificando o ritmo, o ciúme transformado em puro vigor físico.
As horas pareciam se arrastar enquanto Hades despejava toda a sua frustração e desejo em Qin. O imperador, que nunca se curvara a ninguém, viu-se arqueando as costas, as lágrimas de prazer e exaustão começando a brotar sob a venda.
— Hades... pare... — sussurrou Qin, sua voz mal passando de um suspiro rouco. — Eu... eu não aguento mais...
Hades parou por um segundo, observando o estado do homem abaixo dele. O cabelo de Qin estava bagunçado, sua pele brilhava de suor e seu peito subia e descia freneticamente. O orgulhoso imperador estava desfeito, reduzido a um ser que buscava ar e alívio. Mas o ciúme ainda queimava no peito do deus.
— Você ainda quer que os outros olhem? — perguntou Hades, sua voz fria e possessiva.
— Não... — Qin ofegou, agarrando os lençóis. — Por favor... Hades... chega... eu imploro...
Ouvir o Primeiro Imperador, o homem que desafiou os próprios deuses, implorar, foi o gatilho final para Hades. Ele deu um último impulso, reivindicando Qin de uma forma que selava qualquer dúvida.
Quando o silêncio finalmente caiu sobre o quarto, Hades deitou-se ao lado de Qin, puxando o corpo exausto do humano para o seu peito. Ele acariciou os cabelos negros de Qin, sua expressão voltando à sofisticação calma, embora seus olhos ainda guardassem o brilho da vitória.
— Você é um excelente rei, Qin Shi Huang — murmurou Hades no ouvido do outro. — Mas nunca se esqueça que, entre todos os reinos, o meu é o único que você nunca poderá governar sozinho.
Qin, exausto demais para retrucar com sua arrogância habitual, apenas se aninhou no calor do deus. Ele havia perdido aquela batalha, mas, no fundo de sua mente estratégica, ele sabia que tinha o Rei do Submundo exatamente onde queria: completamente devoto a ele.
— Onde eu me sento... é o meu trono — murmurou Qin, quase dormindo. — E hoje... o seu trono foi meu.
Hades sorriu, fechando os olhos. O ciúme havia passado, substituído por uma satisfação sombria. Que os outros olhassem. Afinal, eles só podiam ver. Apenas Hades podia possuir.
