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d40
Fandom: record of ragnarok
Criado: 21/06/2026
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RomanceAçãoHumorCrack / Humor ParódicoFantasiaRecontarEstudo de PersonagemDivergência
O Trono de Vidro e o Beijo do Submundo
A arena do Valhalla nunca havia testemunhado tamanha audácia. No centro do campo de batalha, onde o sangue de deuses e humanos costumava ser derramado em nome da sobrevivência das espécies, Qin Shi Huang não estava lutando. Ele estava reinando.
Sentado em um trono improvisado de escombros e seda, o Primeiro Imperador da China mantinha a venda sobre os olhos, mas seu sorriso era mais afiado que qualquer lâmina. A seus pés, a história do universo parecia ter sido reescrita em uma única tarde.
— Onde eu me sento, é o meu trono — declarou Qin, a voz carregada de uma arrogância tão pura que chegava a ser magnética. — E hoje, parece que o meu trono é o mundo inteiro.
O caos havia começado como um desafio de treinamento que saiu do controle. Primeiro, Lu Bu, o General Voador, buscou testar a força do Imperador. Ele caiu diante da técnica de redirecionamento de Qin, sua força bruta sendo devolvida contra si mesmo. Depois veio Adão, o Pai da Humanidade, que sorriu ao ver seu "filho" se portar com tamanha dignidade, mas até os Olhos do Senhor encontraram dificuldade em copiar a essência de um homem que via o fluxo do chi como se fosse poesia.
Um a um, os representantes da humanidade e os governantes do cosmos tentaram derrubar o homem que se autodenominava o "Único Verdadeiro Rei".
Sasaki Kojiro viu suas milhares de simulações falharem diante da imprevisibilidade real de Qin. Jack, o Estripador, tentou cercá-lo com fios e armadilhas, apenas para ver o Imperador caminhar calmamente pelo cenário, destruindo cada plano com um toque preciso. Raiden Tameemon, Nikola Tesla com sua ciência, o furioso Leônidas e até o místico Nostradamus — todos provaram do "Hao" de Qin Shi Huang.
E não parou nos humanos. Os deuses, feridos em seu orgulho, desceram à arena. Thor invocou seus trovões, mas Qin apenas desviou a energia. Shiva dançou o ritmo da destruição, mas o Imperador manteve seu próprio compasso. Até Zeus, em sua forma Adamas, viu-se ofegante enquanto Qin, com uma elegância irritante, limpava uma poeira inexistente de seus ombros.
— Próximo — disse Qin, bocejando levemente. — Existe mais algum "rei" ou "deus" que deseja aprender a etiqueta de como se portar diante de sua majestade?
O silêncio caiu sobre a arena. Odin apertava seu Gungnir com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos. Beelzebub observava com um interesse clínico, mas hesitava em se aproximar de um homem que parecia absorver toda a dor do mundo e transformá-la em poder.
Foi então que os passos ecoaram. Firmes, aristocráticos e carregados de uma autoridade que não precisava de gritos para ser notada.
Hades, o Rei do Submundo, caminhava pela arena. Ele não parecia furioso como os outros. Pelo contrário, havia uma calma perigosa em seus olhos claros, uma sofisticação que rivalizava com a do próprio Qin. Ele observou os corpos exaustos de seus irmãos e dos guerreiros humanos espalhados pelas arquibancadas e pelo chão da arena.
— Você se divertiu bastante, passarinho — disse Hades, sua voz profunda ressoando por todo o estádio.
Qin Shi Huang inclinou a cabeça para o lado, o sorriso aumentando.
— Ah, o Rei do Submundo decidiu se juntar à audiência? — Qin levantou-se de seu trono de pedras, ajeitando as proteções de dedos em suas mãos. — Saiba que, embora você seja um governante de mortos, aqui, na minha presença, você é apenas mais um súdito.
Hades soltou um riso curto, quase imperceptível. Ele não levantou seu bidente. Ele não assumiu uma postura de combate. Ele simplesmente continuou caminhando em direção a Qin.
— Você derrotou a todos porque eles lutaram contra você como guerreiros — disse Hades, diminuindo a distância. — Eles tentaram quebrar sua armadura, sem perceber que sua maior força é o seu orgulho. Mas eu conheço o peso de uma coroa, Qin. Eu conheço a dor que você esconde atrás desse sorriso exuberante.
Qin sentiu um leve tremor. Sua sinestesia toque-espelho, a maldição e benção que o fazia sentir a dor alheia, começou a formigar. Em Hades, ele não sentia ódio. Ele sentia uma responsabilidade esmagadora, um amor profundo pelos irmãos e uma solidão real.
— Palavras bonitas para alguém que está prestes a beijar o chão — retrucou Qin, embora sua postura tenha ficado um pouco mais tensa.
Hades parou a poucos centímetros dele. A diferença de altura e a presença imponente do deus fizeram com que os espectadores prendessem a respiração. Brunhilde, nas tribunas, estava pálida. Zeus observava, curioso, limpando o sangue do nariz.
— Eu não vim aqui para te derrubar com força, Imperador — sussurrou Hades, aproximando o rosto do de Qin.
Antes que Qin pudesse reagir com uma de suas técnicas de defesa, Hades agiu com a precisão de um estrategista e a paixão de um rei que sabe exatamente o que quer.
Ele envolveu a nuca de Qin com uma das mãos, os dedos longos se perdendo nos cabelos do chinês, e o puxou para um beijo.
Não foi um beijo de escárnio. Foi um beijo avassalador, carregado de uma intensidade que parecia querer consumir a alma de Qin. O Imperador, que havia enfrentado exércitos e divindades sem piscar, congelou. O mundo ao seu redor desapareceu. O toque de Hades era quente, firme e dominador, uma força da natureza que não pedia permissão.
Qin sentiu seus sentidos vacilarem. A audácia de Hades era algo que ele nunca esperava. O ar faltou em seus pulmões, e por um breve momento, o "Único Verdadeiro Rei" esqueceu-se de sua própria arrogância.
Hades separou os lábios apenas alguns milímetros, mantendo Qin em seu transe, e então, com um movimento rápido e sonoro, deu um tapa firme e certeiro na bunda do Imperador.
O estalo ecoou pela arena silenciosa.
— ¡Agh! — Qin deu um salto, o susto quebrando sua postura real pela primeira vez em séculos. — Mas o que...?!
Ele tropeçou para trás, o rosto subitamente tingido de um vermelho escarlate que subia até as orelhas. Ele levou a mão ao local atingido, os olhos (mesmo sob a venda) arregalados de choque puro.
Hades permaneceu parado, recompondo sua postura nobre, um sorriso de canto de lábios adornando seu rosto majestoso.
— Xeque-mate — disse o Rei do Submundo, limpando o canto da boca com o polegar. — Você pode vencer deuses e homens na guerra, Qin Shi Huang. Mas você esqueceu que, para um rei de verdade, a rendição às vezes vem de formas que a espada não alcança.
Qin tentou recuperar a fala. Ele abriu a boca, fechou, ajeitou a venda de forma frenética e apontou um dedo trêmulo para Hades.
— Isso... isso foi um golpe baixo! — exclamou Qin, a voz perdendo a compostura divina e soando quase... humana. — Você me desonrou diante do meu povo!
— Pelo contrário — Hades deu as costas, começando a caminhar calmamente para fora da arena. — Eu acabei de mostrar a todos que o Imperador da China é, afinal, capaz de sentir algo além de orgulho. E devo dizer... você fica muito bem quando está sem palavras.
As arquibancadas explodiram. Os humanos não sabiam se riam ou se choravam. Os deuses estavam boquiabertos. Zeus começou a gargalhar tão alto que quase caiu de seu assento.
— Esse é o meu irmão! — gritou o Rei do Olimpo. — Eficácia acima de tudo!
Qin Shi Huang ficou ali, no centro da arena destruída, cercado pelos maiores guerreiros da história, todos derrotados por ele. Mas ali estava ele, o grande vencedor, sentindo o rosto arder e o coração bater num ritmo que nenhuma batalha jamais havia provocado.
Ele olhou para a silhueta de Hades desaparecendo no túnel dos deuses.
— Aquele... aquele maldito deus — resmungou Qin, tentando retomar sua pose e sentar-se novamente em seu trono de escombros, mas sentindo um incômodo que o fez se levantar imediatamente.
Ele bufou, cruzando os braços e tentando ignorar os olhares de Kojiro e Buda, que agora o encaravam com sorrisos maliciosos.
— Não olhem para mim! — ordenou Qin, recuperando parte de sua altivez. — A luta acabou! Eu venci todos vocês!
— É, você venceu — disse Buda, mastigando um doce e apontando para a saída. — Mas acho que o Hades levou o prêmio principal, não acha, Majestade?
Qin Shi Huang apenas virou o rosto, o sorriso finalmente retornando, mas desta vez era um sorriso diferente. Era o sorriso de alguém que, pela primeira vez em muito tempo, encontrou algo — ou alguém — que realmente valia a pena desafiar.
— Onde eu me sento, é o meu trono — murmurou ele para si mesmo, tocando os próprios lábios. — Mas parece que o Submundo tem um assento reservado para mim.
Naquele dia, o Ragnarok não terminou com uma morte, mas com a maior derrota que o ego de um imperador já sofreu. E, estranhamente, Qin Shi Huang nunca se sentiu tão vitorioso.
Sentado em um trono improvisado de escombros e seda, o Primeiro Imperador da China mantinha a venda sobre os olhos, mas seu sorriso era mais afiado que qualquer lâmina. A seus pés, a história do universo parecia ter sido reescrita em uma única tarde.
— Onde eu me sento, é o meu trono — declarou Qin, a voz carregada de uma arrogância tão pura que chegava a ser magnética. — E hoje, parece que o meu trono é o mundo inteiro.
O caos havia começado como um desafio de treinamento que saiu do controle. Primeiro, Lu Bu, o General Voador, buscou testar a força do Imperador. Ele caiu diante da técnica de redirecionamento de Qin, sua força bruta sendo devolvida contra si mesmo. Depois veio Adão, o Pai da Humanidade, que sorriu ao ver seu "filho" se portar com tamanha dignidade, mas até os Olhos do Senhor encontraram dificuldade em copiar a essência de um homem que via o fluxo do chi como se fosse poesia.
Um a um, os representantes da humanidade e os governantes do cosmos tentaram derrubar o homem que se autodenominava o "Único Verdadeiro Rei".
Sasaki Kojiro viu suas milhares de simulações falharem diante da imprevisibilidade real de Qin. Jack, o Estripador, tentou cercá-lo com fios e armadilhas, apenas para ver o Imperador caminhar calmamente pelo cenário, destruindo cada plano com um toque preciso. Raiden Tameemon, Nikola Tesla com sua ciência, o furioso Leônidas e até o místico Nostradamus — todos provaram do "Hao" de Qin Shi Huang.
E não parou nos humanos. Os deuses, feridos em seu orgulho, desceram à arena. Thor invocou seus trovões, mas Qin apenas desviou a energia. Shiva dançou o ritmo da destruição, mas o Imperador manteve seu próprio compasso. Até Zeus, em sua forma Adamas, viu-se ofegante enquanto Qin, com uma elegância irritante, limpava uma poeira inexistente de seus ombros.
— Próximo — disse Qin, bocejando levemente. — Existe mais algum "rei" ou "deus" que deseja aprender a etiqueta de como se portar diante de sua majestade?
O silêncio caiu sobre a arena. Odin apertava seu Gungnir com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos. Beelzebub observava com um interesse clínico, mas hesitava em se aproximar de um homem que parecia absorver toda a dor do mundo e transformá-la em poder.
Foi então que os passos ecoaram. Firmes, aristocráticos e carregados de uma autoridade que não precisava de gritos para ser notada.
Hades, o Rei do Submundo, caminhava pela arena. Ele não parecia furioso como os outros. Pelo contrário, havia uma calma perigosa em seus olhos claros, uma sofisticação que rivalizava com a do próprio Qin. Ele observou os corpos exaustos de seus irmãos e dos guerreiros humanos espalhados pelas arquibancadas e pelo chão da arena.
— Você se divertiu bastante, passarinho — disse Hades, sua voz profunda ressoando por todo o estádio.
Qin Shi Huang inclinou a cabeça para o lado, o sorriso aumentando.
— Ah, o Rei do Submundo decidiu se juntar à audiência? — Qin levantou-se de seu trono de pedras, ajeitando as proteções de dedos em suas mãos. — Saiba que, embora você seja um governante de mortos, aqui, na minha presença, você é apenas mais um súdito.
Hades soltou um riso curto, quase imperceptível. Ele não levantou seu bidente. Ele não assumiu uma postura de combate. Ele simplesmente continuou caminhando em direção a Qin.
— Você derrotou a todos porque eles lutaram contra você como guerreiros — disse Hades, diminuindo a distância. — Eles tentaram quebrar sua armadura, sem perceber que sua maior força é o seu orgulho. Mas eu conheço o peso de uma coroa, Qin. Eu conheço a dor que você esconde atrás desse sorriso exuberante.
Qin sentiu um leve tremor. Sua sinestesia toque-espelho, a maldição e benção que o fazia sentir a dor alheia, começou a formigar. Em Hades, ele não sentia ódio. Ele sentia uma responsabilidade esmagadora, um amor profundo pelos irmãos e uma solidão real.
— Palavras bonitas para alguém que está prestes a beijar o chão — retrucou Qin, embora sua postura tenha ficado um pouco mais tensa.
Hades parou a poucos centímetros dele. A diferença de altura e a presença imponente do deus fizeram com que os espectadores prendessem a respiração. Brunhilde, nas tribunas, estava pálida. Zeus observava, curioso, limpando o sangue do nariz.
— Eu não vim aqui para te derrubar com força, Imperador — sussurrou Hades, aproximando o rosto do de Qin.
Antes que Qin pudesse reagir com uma de suas técnicas de defesa, Hades agiu com a precisão de um estrategista e a paixão de um rei que sabe exatamente o que quer.
Ele envolveu a nuca de Qin com uma das mãos, os dedos longos se perdendo nos cabelos do chinês, e o puxou para um beijo.
Não foi um beijo de escárnio. Foi um beijo avassalador, carregado de uma intensidade que parecia querer consumir a alma de Qin. O Imperador, que havia enfrentado exércitos e divindades sem piscar, congelou. O mundo ao seu redor desapareceu. O toque de Hades era quente, firme e dominador, uma força da natureza que não pedia permissão.
Qin sentiu seus sentidos vacilarem. A audácia de Hades era algo que ele nunca esperava. O ar faltou em seus pulmões, e por um breve momento, o "Único Verdadeiro Rei" esqueceu-se de sua própria arrogância.
Hades separou os lábios apenas alguns milímetros, mantendo Qin em seu transe, e então, com um movimento rápido e sonoro, deu um tapa firme e certeiro na bunda do Imperador.
O estalo ecoou pela arena silenciosa.
— ¡Agh! — Qin deu um salto, o susto quebrando sua postura real pela primeira vez em séculos. — Mas o que...?!
Ele tropeçou para trás, o rosto subitamente tingido de um vermelho escarlate que subia até as orelhas. Ele levou a mão ao local atingido, os olhos (mesmo sob a venda) arregalados de choque puro.
Hades permaneceu parado, recompondo sua postura nobre, um sorriso de canto de lábios adornando seu rosto majestoso.
— Xeque-mate — disse o Rei do Submundo, limpando o canto da boca com o polegar. — Você pode vencer deuses e homens na guerra, Qin Shi Huang. Mas você esqueceu que, para um rei de verdade, a rendição às vezes vem de formas que a espada não alcança.
Qin tentou recuperar a fala. Ele abriu a boca, fechou, ajeitou a venda de forma frenética e apontou um dedo trêmulo para Hades.
— Isso... isso foi um golpe baixo! — exclamou Qin, a voz perdendo a compostura divina e soando quase... humana. — Você me desonrou diante do meu povo!
— Pelo contrário — Hades deu as costas, começando a caminhar calmamente para fora da arena. — Eu acabei de mostrar a todos que o Imperador da China é, afinal, capaz de sentir algo além de orgulho. E devo dizer... você fica muito bem quando está sem palavras.
As arquibancadas explodiram. Os humanos não sabiam se riam ou se choravam. Os deuses estavam boquiabertos. Zeus começou a gargalhar tão alto que quase caiu de seu assento.
— Esse é o meu irmão! — gritou o Rei do Olimpo. — Eficácia acima de tudo!
Qin Shi Huang ficou ali, no centro da arena destruída, cercado pelos maiores guerreiros da história, todos derrotados por ele. Mas ali estava ele, o grande vencedor, sentindo o rosto arder e o coração bater num ritmo que nenhuma batalha jamais havia provocado.
Ele olhou para a silhueta de Hades desaparecendo no túnel dos deuses.
— Aquele... aquele maldito deus — resmungou Qin, tentando retomar sua pose e sentar-se novamente em seu trono de escombros, mas sentindo um incômodo que o fez se levantar imediatamente.
Ele bufou, cruzando os braços e tentando ignorar os olhares de Kojiro e Buda, que agora o encaravam com sorrisos maliciosos.
— Não olhem para mim! — ordenou Qin, recuperando parte de sua altivez. — A luta acabou! Eu venci todos vocês!
— É, você venceu — disse Buda, mastigando um doce e apontando para a saída. — Mas acho que o Hades levou o prêmio principal, não acha, Majestade?
Qin Shi Huang apenas virou o rosto, o sorriso finalmente retornando, mas desta vez era um sorriso diferente. Era o sorriso de alguém que, pela primeira vez em muito tempo, encontrou algo — ou alguém — que realmente valia a pena desafiar.
— Onde eu me sento, é o meu trono — murmurou ele para si mesmo, tocando os próprios lábios. — Mas parece que o Submundo tem um assento reservado para mim.
Naquele dia, o Ragnarok não terminou com uma morte, mas com a maior derrota que o ego de um imperador já sofreu. E, estranhamente, Qin Shi Huang nunca se sentiu tão vitorioso.
