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Desde cedo

Fandom: Highschool

Criado: 21/06/2026

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Jogos de Poder e Provocação

A fumaça de cigarro eletrônico misturava-se ao cheiro de álcool barato e perfumes caros no porão lotado da fraternidade. A música eletrônica batia tão forte contra as paredes que Amaia sentia a vibração subir pelos seus calcanhares, percorrendo suas coxas expostas pela saia de couro curtíssima. Ela sabia que ele estava olhando. Ela sempre sabia.

Damon estava encostado no balcão improvisado do bar, uma garrafa de cerveja pendendo frouxamente entre seus dedos longos. Com seus 1,90m de altura, ele dominava o ambiente sem precisar dizer uma única palavra. O maxilar travado e os olhos escuros seguiam cada movimento de Amaia enquanto ela dançava com um grupo de amigas, rindo alto e jogando os cabelos escuros para trás.

Ele era o terror do primeiro ano. Bonito demais, rico demais e perigosamente intenso. Damon tinha uma fila de garotas prontas para qualquer coisa que ele pedisse, mas, desde o primeiro dia de aula, seus olhos só focavam na pequena figura de 1,60m que parecia determinada a ignorar sua existência.

Amaia sentiu o olhar dele queimar sua pele como um ferro em brasa. Ela adorava aquilo. Adorava a possessividade silenciosa que ele emanava, mesmo que ela o rotulasse mentalmente como um mulherengo incurável que não merecia seu tempo.

— Ele não para de te encarar, Amaia — sussurrou uma de suas amigas no ouvido dela. — Se olhares pudessem despir alguém, você estaria nua no meio da pista.

Amaia deu um sorriso de lado, os olhos brilhando com malícia.

— Deixe que olhe — respondeu ela, aumentando o rebolado propositalmente. — Ele precisa aprender que nem tudo o que ele quer, ele tem na hora que estala os dedos.

Damon não aguentou mais. Ele afastou uma garota loira que tentava chamar sua atenção e caminhou a passos largos e predatórios em direção à pista. A multidão parecia se abrir para ele por puro instinto de sobrevivência. Quando ele parou atrás de Amaia, a temperatura ao redor deles pareceu subir dez graus.

— Chega de show, Amaia — a voz dele era um barítono grave que vibrou contra a nuca dela.

Ela parou de dançar lentamente, virando-se para encará-lo com um olhar de puro desafio.

— Eu não sabia que você era o dono da festa, Damon. Ou será que agora você também quer mandar no meu jeito de dançar?

Damon deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela até que seus corpos quase se tocassem. Ele era uma montanha de músculos e arrogância, olhando para baixo para encontrar os olhos provocadores dela.

— Você sabe exatamente o que está fazendo — disse ele, a voz carregada de uma promessa perigosa. — Está tentando me deixar louco desde que entrou por aquela porta.

Amaia inclinou a cabeça para o lado, um sorriso travesso brincando em seus lábios.

— E se eu estiver? O que o grande Damon vai fazer a respeito? Vai me colocar de castigo?

A mão dele disparou, segurando a cintura dela com uma força que beirava a dor, puxando-a para perto. O contraste de alturas era gritante, a cabeça dela mal chegava ao peito dele, mas a energia que emanava de Amaia era tão poderosa quanto a dele.

— Você é teimosa demais para o seu próprio bem — rosnou ele, os olhos fixos na boca dela. — Eu já disse que não quero outros caras olhando para o que é meu.

— Eu não sou sua, Damon — ela sussurrou, aproximando o rosto do dele até que suas respirações se misturassem. — Você tem garotas o suficiente no seu pé para se preocupar com quem me olha. Por que não vai lá com aquela loira que estava quase se esfregando em você?

O aperto dele na cintura dela se intensificou, as unhas cravando levemente no couro da saia.

— Eu não quero nenhuma delas. E você sabe disso.

— Prove — desafiou ela, passando a língua pelos lábios de forma lenta.

Damon soltou um rosnado baixo, quase animal. Sem dizer mais nada, ele a segurou pelo pulso e começou a arrastá-la para fora da pista de dança.

— Ei! Onde você pensa que está me levando? — protestou ela, embora não estivesse realmente tentando se soltar.

— Para algum lugar onde eu possa te calar sem que ninguém nos interrompa — respondeu ele, subindo as escadas da casa com passos decididos.

Ele a levou para um dos quartos vazios no andar de cima, empurrando a porta e trancando-a logo em seguida. O silêncio do corredor foi substituído pelo som pesado da respiração de ambos. Damon a prensou contra a porta de madeira, as mãos grandes prendendo os pulsos de Amaia acima da cabeça dela.

— Você acha que isso é um jogo, não é? — perguntou ele, o corpo pressionando-a com todo o seu peso. — Acha divertido me provocar até eu perder o controle.

— Eu acho que você se acha muito importante, Damon — respondeu ela, arqueando as costas para sentir o volume rígido entre as pernas dele. — Mas eu gosto de ver você perder a pose. Gosto de ver quando esse seu olhar de mandão se transforma em puro desejo.

Damon soltou os pulsos dela, mas apenas para descer as mãos pelo pescoço de Amaia, apertando-o levemente, o suficiente para fazê-la ofegar.

— Você é uma vadiazinha provocadora — ele sussurrou perto do ouvido dela, mordendo o lóbulo com força. — Mas é a única que eu quero destruir.

— Então destrói — desafiou ela, as mãos subindo para o cabelo dele, puxando os fios escuros com força. — Para de falar e faz alguma coisa.

Damon não precisou de um segundo convite. Ele colou seus lábios nos dela em um beijo que não tinha nada de gentil. Era uma batalha de línguas, um choque de dentes e desejo reprimido. Ele a beijava com uma fome que parecia querer devorá-la por inteiro, enquanto as mãos de Amaia exploravam o peito largo dele por baixo da camiseta preta.

Ele a pegou no colo, as pernas dela circulando automaticamente a cintura dele. Damon a carregou até a cama grande no centro do quarto, jogando-a sobre o colchão e subindo logo em cima.

— Eu vou te ensinar a não brincar com fogo, Amaia — disse ele, a voz rouca enquanto arrancava a própria camiseta, revelando um abdômen definido e tatuagens que sumiam dentro da calça jeans.

— Eu não tenho medo de me queimar — rebateu ela, esticando a mão para abrir o cinto dele. — Na verdade, eu estou contando com isso.

Damon livrou-a da blusa fina que ela usava, deixando-a apenas de sutiã de renda preta. Ele parou por um segundo, admirando a pele pálida e os seios que subiam e desciam com a respiração acelerada.

— Você é linda demais para o meu próprio juízo — admitiu ele, a voz suave por apenas um instante antes da escuridão voltar aos seus olhos. — Mas hoje você vai aprender quem manda aqui.

Ele desceu os beijos pelo pescoço dela, deixando marcas arroxeadas que seriam impossíveis de esconder no dia seguinte. Amaia soltou um gemido alto, as unhas cravando-se nos ombros largos dele.

— Damon... agora... — implorou ela, a provocação dando lugar a uma necessidade urgente.

Ele sorriu, um sorriso predatório e sensual.

— Não tenha pressa, gatinha. Nós temos a noite toda. E eu pretendo aproveitar cada segundo da sua rendição.

Damon livrou-se do resto de suas roupas com movimentos ágeis, revelando sua masculinidade pulsante e imponente. Amaia sentiu um frio na barriga, uma mistura de antecipação e luxúria. Quando ele se livrou da calcinha dela e se posicionou entre suas pernas, o mundo lá fora, a música e as pessoas desapareceram.

— Olha para mim — ordenou ele, segurando o queixo dela com firmeza.

Amaia obedeceu, os olhos nublados pelo desejo encontrando a imensidão escura dos dele.

— Diga que você é minha — ele exigiu, a voz vibrando de possessividade.

— Eu sou sua... — ela ofegou quando sentiu a ponta dele pressionar sua entrada. — Mas só se você for meu.

Damon soltou um riso curto e sombrio.

— Eu sou seu desde o momento em que te vi naquela sala de aula, sua pequena irritante.

Ele empurrou de uma vez, preenchendo-a completamente. Amaia soltou um grito abafado contra o ombro dele, as pernas apertando-se ao redor dos quadris de Damon. A sensação de plenitude era avassaladora. Ele começou a se mover, estocadas lentas e profundas que faziam Amaia revirar os olhos.

— Isso... Damon... mais forte — pedia ela, o corpo reagindo a cada movimento dele.

Ele aumentou o ritmo, transformando o ato em algo bruto e intenso. O som da pele se chocando e os gemidos sincronizados preenchiam o quarto. Damon era um animal, dominando cada centímetro dela, enquanto Amaia o recebia com a mesma intensidade, provocando-o com movimentos de quadril que o levavam ao limite.

— Você é tão apertada... — rosnou ele, o suor brilhando em sua pele sob a luz fraca que vinha da rua. — Vai me fazer virar rápido demais.

— Então não para — ela disse, puxando-o para um beijo profundo enquanto ele acelerava ainda mais.

O prazer subiu como uma onda gigante, arrastando ambos para o abismo. Amaia sentiu as paredes de seus músculos se contraírem ao redor dele, e o nome de Damon escapou de seus lábios como uma prece desesperada. Segundos depois, ele soltou um rugido baixo, descarregando-se dentro dela com uma força que a fez tremer por inteiro.

Eles ficaram ali, ofegantes, os corpos entrelaçados e suados, o silêncio finalmente caindo sobre o quarto. Damon enterrou o rosto no pescoço dela, deixando um beijo suave onde antes havia mordido.

— Se eu te pegar provocando outro cara daquele jeito de novo — ele sussurrou, a voz voltando ao tom autoritário —, eu não vou ser tão gentil na próxima vez.

Amaia sorriu contra o peito dele, sentindo o coração de Damon bater forte contra o seu. Ela sabia que ele não estava brincando, e era exatamente isso que a fascinava.

— Eu sei que não vai — respondeu ela, fechando os olhos. — E é por isso que eu vou continuar fazendo.

Damon soltou um suspiro de frustração fingida, mas a apertou mais forte contra si. Ele sabia que tinha encontrado sua igual, e que aquela guerra de poder estava longe de terminar. Na verdade, estava apenas começando.
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