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Harry potter

Fandom: Harry Porter, draco malfoy, hermione, tom, ginny

Criado: 22/06/2026

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O Sorriso Amargo da Traição

A luz da manhã filtrava-se pelas janelas altas do Salão Comunal da Sonserina, banhando as poltronas de couro verde em um brilho pálido e frio. Diego, o novo integrante da casa das serpentes, estava jogado em um dos sofás, com os pés sobre a mesa de centro de mogno. Ele tinha um sorriso petulante no rosto, o tipo de sorriso que indicava que ele possuía um segredo valioso demais para ser guardado apenas para si.

Draco Malfoy aproximou-se, ajeitando as abotoaduras de prata de suas vestes. Ele olhou para o amigo com uma sobrancelha erguida, notando a aura de autossatisfação que emanava de Diego.

— Você parece um gato que acabou de engolir o canário, Diego — comentou Draco, sentando-se na poltrona à frente dele. — Alguma novidade que valha o meu tempo?

Diego inclinou-se para a frente, baixando o tom de voz, embora o salão estivesse quase vazio.

— Mais do que o seu tempo, Draco. Digamos que a "Sabe-Tudo" da Grifinória não é tão santinha quanto todos pensam.

Draco congelou por um milésimo de segundo, os olhos cinzentos faiscando de curiosidade e um desprezo divertido.

— Hermione Granger? O que tem ela?

— Digamos que ontem à noite, enquanto o Weasley provavelmente estava sonhando com tortas de melaço, a namorada dele estava ocupada... comigo — Diego soltou uma risada abafada, vendo a expressão de choque misturada com deleite no rosto de Malfoy. — Foi melhor do que eu esperava. Ela tenta manter aquela fachada de ordem, mas entre quatro paredes...

— Você está me dizendo que dormiu com a Granger? — Draco soltou uma gargalhada genuína, algo raro para ele. — Isso é ouro puro! O Weasley vai ter um colapso se descobrir.

— Ah, mas ele não vai descobrir — Diego piscou. — Pelo menos não por ela. Ela está morrendo de medo. Você devia ter visto a cara dela hoje cedo no corredor. Parecia que ia desmaiar só de me ver.

— Isso é perfeito — Draco disse, recostando-se e cruzando as pernas. — Não vamos contar. Pelo menos, não agora. É muito mais divertido vê-lo agir como o idiota que é, sem ter ideia de que os chifres já estão crescendo.

Enquanto isso, no Salão Principal, o café da manhã era uma tortura para Hermione. Ela mantinha os olhos fixos em sua tigela de mingau, sentindo o estômago dar voltas. Ao seu lado, Ron Weasley falava animadamente sobre o próximo treino de Quadribol, completamente alheio ao tormento interno da namorada.

— E se o Harry conseguir pegar o pomo nos primeiros dez minutos, a Sonserina não terá chance — dizia Ron, com a boca meio cheia de torrada. — Não é, Mione?

— O quê? Ah, sim, claro, Ron — respondeu ela, a voz falhando levemente.

Harry, que estava sentado à frente deles, franziu a testa. Ele conhecia Hermione melhor do que quase ninguém e notava que algo estava errado.

— Você está bem, Hermione? Está pálida.

— Só não dormi bem, Harry. Muitos livros, sabe como é — mentiu ela, forçando um sorriso que não chegou aos olhos.

Nesse momento, o grupo da Sonserina entrou no Salão Principal. Diego e Draco caminhavam lado a lado, rindo de algo que parecia ser a piada mais engraçada do mundo. Quando passaram pela mesa da Grifinória, Diego fez questão de diminuir o passo. Ele olhou diretamente para Hermione e deu uma piscadela lenta.

Draco, por sua vez, parou logo atrás de Ron.

— Bom dia, Weasley — disse Draco, com uma voz carregada de sarcasmo. — Dormiu bem? Ou será que teve pesadelos com a sua total incompetência?

— Vá se ferrar, Malfoy — rosnou Ron, sem se virar.

Draco e Diego trocaram um olhar cúmplice e caíram na gargalhada.

— Sabe, Weasley — Diego interveio, aproximando-se do ruivo —, eu realmente admiro sua... confiança. É preciso ser um homem muito seguro para deixar certas coisas escaparem por entre os dedos.

— Do que você está falando, seu idiota? — Ron se virou, irritado.

— De nada, de nada — Diego levantou as mãos em sinal de rendição, ainda rindo. — Só estava comentando com o Draco como o mundo é cheio de surpresas. Algumas bem... prazerosas.

Hermione sentiu o sangue fugir de seu rosto. Ela apertou os talheres com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos. Ela sabia exatamente ao que ele estava se referindo. A culpa a corroía, mas o medo de perder Ron e a amizade de Harry era maior.

— Vamos, Diego — disse Draco, dando um tapinha no ombro do amigo. — Temos muito o que comemorar hoje. Deixe o Weasley aproveitar a sua... "felicidade".

Os dois se afastaram, e suas risadas ecoaram pelo salão, atraindo olhares curiosos de outras mesas.

— O que deu neles? — perguntou Ron, confuso, voltando-se para o prato. — Estão mais insuportáveis do que o normal.

— Eles são apenas idiotas, Ron — disse Harry, embora ainda observasse Hermione com desconfiança. — Ignore.

— É, você tem razão — Ron deu de ombros e voltou a comer. — Mas juro que às vezes parece que eles sabem de algo que eu não sei.

Hermione sentiu uma lágrima solitária ameaçar cair e rapidamente limpou o rosto, fingindo que era apenas o vapor do chá.

— Eu... eu preciso ir para a biblioteca — disse ela, levantando-se apressadamente. — Esqueci um pergaminho importante.

— Mas você mal comeu! — exclamou Ron.

— Não estou com fome. Vejo vocês na aula.

Ela saiu praticamente correndo do Grande Salão. Precisava de ar, precisava de espaço, mas, acima de tudo, precisava fugir daqueles olhares. No entanto, ao dobrar o corredor que levava às masmorras — um caminho mais longo, mas geralmente vazio —, ela deu de cara com quem menos queria ver.

Diego estava encostado na parede, como se estivesse esperando por ela.

— Fugindo tão cedo, Granger? — perguntou ele, o sorriso cínico ainda presente.

— O que você quer, Diego? — sibilou ela, olhando em volta para garantir que ninguém estava por perto. — Você prometeu que seria discreto.

— E eu fui. Eu não contei ao Weasley, contei? — ele deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela. — Mas você tem que admitir, ver a cara de tacho dele enquanto eu e o Draco rimos é impagável. Ele não tem a menor ideia do que você é capaz de fazer quando não está segurando um livro de História da Magia.

— Você é um monstro — sussurrou Hermione, os olhos cheios de lágrimas de raiva.

— E você é uma ótima mentirosa — rebateu ele. — Mas não se preocupe. O segredo está seguro... por enquanto. Desde que você continue sendo "amigável" comigo.

Diego se inclinou e sussurrou algo no ouvido dela que a fez estremecer de pavor. Antes que ela pudesse responder, ele se afastou, assobiando uma melodia alegre, deixando-a sozinha com o peso de sua traição.

Mais tarde, no pátio, a cena se repetiu de forma ainda mais cruel. Ron e Harry estavam sentados em um banco, revisando algumas anotações, quando Draco e Diego passaram novamente.

— Ei, Weasley! — gritou Draco. — Como vai o namoro? Tudo... satisfatório?

Ron levantou a cabeça, franzindo a testa.

— O que você quer dizer com isso, Malfoy?

— Nada, nada — Draco riu, trocando um high-five com Diego. — Só estamos felizes por você. É bom ver que alguém como você consegue manter uma garota como a Granger... mesmo que seja só na teoria.

— O que isso quer dizer? — Ron se levantou, o rosto começando a ficar vermelho de raiva. — Explique-se!

— Não precisamos explicar nada, não é, Diego? — Draco sorriu, olhando para o amigo. — Os fatos falam por si só. Alguns de nós têm o que querem, outros... bem, outros apenas pensam que têm.

— Se você falar mais uma palavra sobre a Hermione, eu juro que... — Ron avançou, mas Harry o segurou pelo braço.

— Não vale a pena, Ron. Eles só querem te provocar.

Diego olhou para Harry e depois para Ron, soltando uma gargalhada ruidosa.

— Você não faz ideia, Weasley. Você realmente não faz a menor ideia.

Eles se afastaram, deixando Ron bufando de raiva e Harry cada vez mais desconfiado. Hermione, que observava a cena de longe, escondida atrás de uma pilastra, sentiu o coração apertar. Ela via a confusão no rosto do namorado e a malícia nos olhos dos sonserinos.

Ela percebeu, com um aperto amargo no peito, que Diego e Draco não precisavam contar a verdade para destruí-la. Eles iam saborear cada momento daquela dúvida, transformando a vida dela em um inferno de risadinhas e indiretas, enquanto Ron permanecia no centro de uma piada que ele era o único a não entender.

Naquela noite, no dormitório feminino, Hermione chorou silenciosamente atrás das cortinas de sua cama. Ela olhou para a foto de Ron em sua mesa de cabeceira e sentiu um nojo profundo de si mesma. O prazer momentâneo que sentira com Diego havia se transformado em uma corrente que agora a prendia ao jogo sádico dos sonserinos.

Enquanto isso, na Sala Comunal da Sonserina, Draco e Diego brindavam com cerveja amanteigada contrabandeada.

— Você viu a cara dele quando eu disse que ele não tinha ideia? — Diego ria tanto que chegava a tossir.

— Foi impagável — concordou Draco, servindo-se de mais um pouco. — A Granger está na palma da sua mão, e o Weasley está agindo como o corno mais feliz de Hogwarts. Diego, meu amigo, este ano vai ser muito mais interessante do que eu imaginei.

— Com certeza, Draco. Com certeza.

O jogo estava apenas começando, e para Hermione Granger, o preço do seu erro estava se tornando alto demais para pagar. A cada risada de Draco e Diego, um pedaço de sua paz desaparecia, substituído pelo medo constante de que a verdade, por mais que ela tentasse esconder, acabaria por vir à tona da maneira mais humilhante possível.
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