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Inimance
Fandom: (não é uma obra famosa)
Criado: 22/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaHumorRealismoEstudo de PersonagemCenário Canônico
Faíscas e Espinhos
O corredor da velha escola de artes parecia pequeno demais para Ryoo quando ele decidia ocupar espaço. Vestido inteiramente de preto, com uma jaqueta de couro repleta de spikes prateados que brilhavam sob as luzes fluorescentes, ele parecia uma anomalia punk em meio ao tédio matinal. Ele girava um isqueiro desligado entre os dedos, um hábito nervoso que ele transformava em puro charme, enquanto seus olhos escuros buscavam um alvo específico.
Yosu estava encostada em seu armário, a personificação do desdém estiloso. Ela usava uma saia xadrez curta, coturnos pesados que já haviam visto dias melhores e uma camiseta de banda puída que deixava claro seu gosto musical refinado. Seu delineado gatinho estava impecável, mesmo que sua expressão indicasse que ela preferia estar em qualquer outro lugar do planeta, preferencialmente um que não envolvesse álgebra.
Ryoo se aproximou com passos lentos, um sorriso de lado brincando em seus lábios. Ele parou a poucos centímetros dela, invadindo seu espaço pessoal com a confiança de quem sabe que é bonito demais para ser ignorado.
— Sabe, Yosu, eu tive um sonho com você ontem à noite — disse ele, a voz carregada de uma falsa inocência. — Mas acho que não posso contar os detalhes aqui. O diretor poderia confiscar meus pensamentos por serem inadequados para o ambiente escolar.
Yosu nem sequer desviou o olhar do livro que segurava, embora um canto de sua boca tenha tencionado.
— Engraçado — respondeu ela, fechando o livro com um estalo seco —, eu também tive um sonho com você. Você caía em um poço de piche e eu era a pessoa que jogava o fósforo. Foi muito terapêutico.
Ryoo soltou uma risada curta, jogando a cabeça para trás. Ele adorava como ela nunca recuava.
— Cruel. Eu adoro isso em você — ele se inclinou mais, apoiando a mão no armário logo acima do ombro dela. — Mas admita, esse seu mau humor todo é só uma fachada. No fundo, você está morrendo de vontade de saber se eu beijo tão bem quanto provoco.
Yosu finalmente olhou para ele, seus olhos castanhos faiscando com uma mistura de irritação e diversão sarcástica. Ela cruzou os braços, o que só serviu para enfatizar sua postura desafiadora.
— Ryoo, sua autoestima é quase tão grande quanto o número de acessórios inúteis que você pendura nessa jaqueta — ela esticou o dedo e tocou em um dos espinhos no ombro dele. — Cuidado para não se furar com o próprio ego. Deve doer.
— Eu gosto do perigo — ele deu de ombros, aproximando o rosto do dela até que pudessem sentir a respiração um do outro. — E você é o maior perigo que eu encontrei por aqui ultimamente. Por que a gente não pula essa parte de fingir que você me odeia e vai direto para a parte em que você me deixa te levar para sair?
Yosu soltou um suspiro teatral, revirando os olhos, mas não se afastou.
— Sair com você? — perguntou ela, arqueando uma sobrancelha. — Eu preferiria fazer uma tatuagem no olho. Seria menos doloroso do que ouvir suas cantadas baratas por duas horas.
— Não seriam duas horas — Ryoo piscou para ela. — Eu garanto que em quinze minutos você estaria implorando para que a noite nunca acabasse. Eu tenho talentos, Yosu. Muitos deles.
— É mesmo? — ela deu um passo à frente, forçando-o a recuar minimamente por puro reflexo. — E algum desses talentos inclui ficar calado por mais de trinta segundos? Porque esse seria o meu favorito.
Ryoo riu novamente, o som ecoando pelo corredor agora quase vazio. Ele amava o jogo. Para ele, conquistar Yosu não era apenas sobre atração; era sobre o desafio de desarmar a mulher que parecia ter uma resposta ácida para cada partícula de oxigênio no ar.
— Tudo bem, desafio aceito — ele guardou o isqueiro no bolso e endireitou a postura. — Se eu conseguir ficar em silêncio até a hora do intervalo, você me dá uma chance. Um encontro. No lugar que eu escolher.
Yosu soltou uma risada seca, mas havia um brilho de interesse em seu olhar.
— E se você perder? — questionou ela.
— Se eu perder — Ryoo sorriu de forma provocativa —, eu deixo você escolher a minha próxima tatuagem. E eu prometo não reclamar do desenho, mesmo que seja um pônei rosa.
Yosu pareceu considerar a proposta por um momento. Ela sabia que Ryoo era um tagarela incurável, alguém que vivia de comentários rápidos e piadas de duplo sentido. O silêncio seria tortura para ele.
— Fechado — disse ela, estendendo a mão. — Mas eu quero que o pônei tenha asas.
Ryoo apertou a mão dela, sentindo a pele macia em contraste com a aspereza das luvas de couro dele.
— Negócio fechado, gatinha — ele murmurou, a voz descendo uma oitava.
O sinal tocou, anunciando o início das aulas. Ryoo fez um gesto de fechar um zíper sobre a própria boca e piscou para ela antes de se virar e caminhar em direção à sala de aula, mantendo o gingado rebelde que o tornava o centro das atenções por onde passava.
Durante as três horas seguintes, o clima na sala de aula estava carregado. Yosu, que geralmente se perdia em seus próprios desenhos nas margens dos cadernos, viu-se observando Ryoo mais do que gostaria de admitir. Ele estava sentado três fileiras à frente, visivelmente sofrendo. Ele batucava os dedos na mesa, balançava a perna incessantemente e, várias vezes, começou a abrir a boca para falar com alguém, apenas para lembrar do acordo e se calar bruscamente, lançando um olhar de agonia para trás, em direção a ela.
Yosu sorria para si mesma. Era divertido vê-lo naquele estado. No entanto, havia algo na determinação dele que a incomodava. Ryoo não era apenas um idiota bonito; ele era persistente. E, por trás de todas as provocações e do estilo agressivo, ela sabia que ele tinha um magnetismo que era difícil de ignorar.
Quando o sinal para o intervalo finalmente tocou, Ryoo saltou da cadeira como se tivesse sido eletrocutado. Ele esperou por ela na porta da sala, o rosto vermelho de esforço.
Assim que Yosu cruzou o batente, ele soltou um grito de alívio que assustou dois calouros que passavam.
— Pelo amor de todos os deuses da música! — exclamou ele, gesticulando dramaticamente. — Aquilo foi pior do que o inferno. Eu acho que minha língua atrofiou. Eu senti meus neurônios morrendo um por um por falta de expressão verbal!
Yosu cruzou os braços, tentando conter o riso.
— Você sobreviveu. Estou impressionada. Achei que sua cabeça fosse explodir no meio da aula de história.
— Quase explodiu — Ryoo se aproximou, recuperando sua aura de confiança agora que podia falar. — Mas valeu a pena. Porque agora, Yosu, você é minha.
Ela arqueou uma sobrancelha, o sarcasmo voltando com força total.
— "Sua"? Menos, Ryoo. Bem menos. Eu aceitei um encontro, não um contrato de propriedade.
— Detalhes técnicos — ele descartou com um aceno de mão. — Sexta-feira, às oito. Eu passo na sua casa. E não se preocupe em se vestir bem, eu sei que você ficaria sexy até com um saco de batatas.
Yosu sentiu o rosto esquentar por um breve segundo, mas não deixou transparecer. Ela deu um passo em direção a ele, ficando tão próxima que seus spikes quase furaram sua camiseta.
— Eu vou — disse ela, a voz baixa e desafiadora. — Mas se você disser uma única frase idiota nos primeiros cinco minutos, eu viro as costas e vou embora. E eu vou levar sua jaqueta como troféu.
Ryoo sorriu, um sorriso genuíno que iluminou seu rosto de uma forma que ela raramente via.
— É um risco que eu estou disposto a correr.
Ele se inclinou, como se fosse beijá-la na bochecha, mas no último segundo, desviou e sussurrou em seu ouvido:
— Mal posso esperar para ver qual parte de você vai ceder primeiro: o seu sarcasmo ou o seu coração.
Antes que ela pudesse responder com um insulto bem elaborado ou um empurrão, ele se afastou, caminhando de costas pelo corredor enquanto fazia um sinal de paz com os dedos.
— Até sexta, Yosu! Tente não sentir muita saudade da minha voz até lá!
Yosu ficou parada, observando-o desaparecer na multidão de estudantes. Ela soltou um suspiro longo, passando a mão pelos cabelos.
— Idiota — resmungou ela para si mesma.
Mas, pela primeira vez em muito tempo, ela não conseguiu esconder o pequeno sorriso que surgiu em seus lábios. Ryoo era irritante, barulhento e perigosamente atraente. E, embora ela nunca fosse admitir em voz alta, a sexta-feira parecia estar muito longe.
Ela voltou a caminhar, sentindo o peso do olhar de algumas garotas que haviam presenciado a cena. Yosu sabia o que elas pensavam. Ryoo era o tipo de garoto que todas queriam, mas que ninguém conseguia domar.
— Elas não entendem — murmurou ela, ajustando a alça da mochila. — Não se trata de domar.
Tratava-se de encontrar alguém que tivesse o mesmo fogo, a mesma vontade de quebrar as regras e a mesma língua afiada. E Ryoo, com todos os seus espinhos e provocações, parecia ser o único capaz de manter o ritmo dela.
Enquanto caminhava para o refeitório, Yosu já planejava mentalmente sua roupa. Não para impressioná-lo, ela dizia a si mesma, mas para garantir que, quando ele a visse, ele soubesse exatamente no que estava se metendo. Faíscas iriam voar, disso ela não tinha dúvida. E se o preço de uma noite divertida fosse aturar o ego de Ryoo, talvez, apenas talvez, valesse a pena o investimento.
Afinal, todo rebelde precisava de alguém que não tivesse medo de se queimar. E Yosu sempre foi fã de incêndios.
Yosu estava encostada em seu armário, a personificação do desdém estiloso. Ela usava uma saia xadrez curta, coturnos pesados que já haviam visto dias melhores e uma camiseta de banda puída que deixava claro seu gosto musical refinado. Seu delineado gatinho estava impecável, mesmo que sua expressão indicasse que ela preferia estar em qualquer outro lugar do planeta, preferencialmente um que não envolvesse álgebra.
Ryoo se aproximou com passos lentos, um sorriso de lado brincando em seus lábios. Ele parou a poucos centímetros dela, invadindo seu espaço pessoal com a confiança de quem sabe que é bonito demais para ser ignorado.
— Sabe, Yosu, eu tive um sonho com você ontem à noite — disse ele, a voz carregada de uma falsa inocência. — Mas acho que não posso contar os detalhes aqui. O diretor poderia confiscar meus pensamentos por serem inadequados para o ambiente escolar.
Yosu nem sequer desviou o olhar do livro que segurava, embora um canto de sua boca tenha tencionado.
— Engraçado — respondeu ela, fechando o livro com um estalo seco —, eu também tive um sonho com você. Você caía em um poço de piche e eu era a pessoa que jogava o fósforo. Foi muito terapêutico.
Ryoo soltou uma risada curta, jogando a cabeça para trás. Ele adorava como ela nunca recuava.
— Cruel. Eu adoro isso em você — ele se inclinou mais, apoiando a mão no armário logo acima do ombro dela. — Mas admita, esse seu mau humor todo é só uma fachada. No fundo, você está morrendo de vontade de saber se eu beijo tão bem quanto provoco.
Yosu finalmente olhou para ele, seus olhos castanhos faiscando com uma mistura de irritação e diversão sarcástica. Ela cruzou os braços, o que só serviu para enfatizar sua postura desafiadora.
— Ryoo, sua autoestima é quase tão grande quanto o número de acessórios inúteis que você pendura nessa jaqueta — ela esticou o dedo e tocou em um dos espinhos no ombro dele. — Cuidado para não se furar com o próprio ego. Deve doer.
— Eu gosto do perigo — ele deu de ombros, aproximando o rosto do dela até que pudessem sentir a respiração um do outro. — E você é o maior perigo que eu encontrei por aqui ultimamente. Por que a gente não pula essa parte de fingir que você me odeia e vai direto para a parte em que você me deixa te levar para sair?
Yosu soltou um suspiro teatral, revirando os olhos, mas não se afastou.
— Sair com você? — perguntou ela, arqueando uma sobrancelha. — Eu preferiria fazer uma tatuagem no olho. Seria menos doloroso do que ouvir suas cantadas baratas por duas horas.
— Não seriam duas horas — Ryoo piscou para ela. — Eu garanto que em quinze minutos você estaria implorando para que a noite nunca acabasse. Eu tenho talentos, Yosu. Muitos deles.
— É mesmo? — ela deu um passo à frente, forçando-o a recuar minimamente por puro reflexo. — E algum desses talentos inclui ficar calado por mais de trinta segundos? Porque esse seria o meu favorito.
Ryoo riu novamente, o som ecoando pelo corredor agora quase vazio. Ele amava o jogo. Para ele, conquistar Yosu não era apenas sobre atração; era sobre o desafio de desarmar a mulher que parecia ter uma resposta ácida para cada partícula de oxigênio no ar.
— Tudo bem, desafio aceito — ele guardou o isqueiro no bolso e endireitou a postura. — Se eu conseguir ficar em silêncio até a hora do intervalo, você me dá uma chance. Um encontro. No lugar que eu escolher.
Yosu soltou uma risada seca, mas havia um brilho de interesse em seu olhar.
— E se você perder? — questionou ela.
— Se eu perder — Ryoo sorriu de forma provocativa —, eu deixo você escolher a minha próxima tatuagem. E eu prometo não reclamar do desenho, mesmo que seja um pônei rosa.
Yosu pareceu considerar a proposta por um momento. Ela sabia que Ryoo era um tagarela incurável, alguém que vivia de comentários rápidos e piadas de duplo sentido. O silêncio seria tortura para ele.
— Fechado — disse ela, estendendo a mão. — Mas eu quero que o pônei tenha asas.
Ryoo apertou a mão dela, sentindo a pele macia em contraste com a aspereza das luvas de couro dele.
— Negócio fechado, gatinha — ele murmurou, a voz descendo uma oitava.
O sinal tocou, anunciando o início das aulas. Ryoo fez um gesto de fechar um zíper sobre a própria boca e piscou para ela antes de se virar e caminhar em direção à sala de aula, mantendo o gingado rebelde que o tornava o centro das atenções por onde passava.
Durante as três horas seguintes, o clima na sala de aula estava carregado. Yosu, que geralmente se perdia em seus próprios desenhos nas margens dos cadernos, viu-se observando Ryoo mais do que gostaria de admitir. Ele estava sentado três fileiras à frente, visivelmente sofrendo. Ele batucava os dedos na mesa, balançava a perna incessantemente e, várias vezes, começou a abrir a boca para falar com alguém, apenas para lembrar do acordo e se calar bruscamente, lançando um olhar de agonia para trás, em direção a ela.
Yosu sorria para si mesma. Era divertido vê-lo naquele estado. No entanto, havia algo na determinação dele que a incomodava. Ryoo não era apenas um idiota bonito; ele era persistente. E, por trás de todas as provocações e do estilo agressivo, ela sabia que ele tinha um magnetismo que era difícil de ignorar.
Quando o sinal para o intervalo finalmente tocou, Ryoo saltou da cadeira como se tivesse sido eletrocutado. Ele esperou por ela na porta da sala, o rosto vermelho de esforço.
Assim que Yosu cruzou o batente, ele soltou um grito de alívio que assustou dois calouros que passavam.
— Pelo amor de todos os deuses da música! — exclamou ele, gesticulando dramaticamente. — Aquilo foi pior do que o inferno. Eu acho que minha língua atrofiou. Eu senti meus neurônios morrendo um por um por falta de expressão verbal!
Yosu cruzou os braços, tentando conter o riso.
— Você sobreviveu. Estou impressionada. Achei que sua cabeça fosse explodir no meio da aula de história.
— Quase explodiu — Ryoo se aproximou, recuperando sua aura de confiança agora que podia falar. — Mas valeu a pena. Porque agora, Yosu, você é minha.
Ela arqueou uma sobrancelha, o sarcasmo voltando com força total.
— "Sua"? Menos, Ryoo. Bem menos. Eu aceitei um encontro, não um contrato de propriedade.
— Detalhes técnicos — ele descartou com um aceno de mão. — Sexta-feira, às oito. Eu passo na sua casa. E não se preocupe em se vestir bem, eu sei que você ficaria sexy até com um saco de batatas.
Yosu sentiu o rosto esquentar por um breve segundo, mas não deixou transparecer. Ela deu um passo em direção a ele, ficando tão próxima que seus spikes quase furaram sua camiseta.
— Eu vou — disse ela, a voz baixa e desafiadora. — Mas se você disser uma única frase idiota nos primeiros cinco minutos, eu viro as costas e vou embora. E eu vou levar sua jaqueta como troféu.
Ryoo sorriu, um sorriso genuíno que iluminou seu rosto de uma forma que ela raramente via.
— É um risco que eu estou disposto a correr.
Ele se inclinou, como se fosse beijá-la na bochecha, mas no último segundo, desviou e sussurrou em seu ouvido:
— Mal posso esperar para ver qual parte de você vai ceder primeiro: o seu sarcasmo ou o seu coração.
Antes que ela pudesse responder com um insulto bem elaborado ou um empurrão, ele se afastou, caminhando de costas pelo corredor enquanto fazia um sinal de paz com os dedos.
— Até sexta, Yosu! Tente não sentir muita saudade da minha voz até lá!
Yosu ficou parada, observando-o desaparecer na multidão de estudantes. Ela soltou um suspiro longo, passando a mão pelos cabelos.
— Idiota — resmungou ela para si mesma.
Mas, pela primeira vez em muito tempo, ela não conseguiu esconder o pequeno sorriso que surgiu em seus lábios. Ryoo era irritante, barulhento e perigosamente atraente. E, embora ela nunca fosse admitir em voz alta, a sexta-feira parecia estar muito longe.
Ela voltou a caminhar, sentindo o peso do olhar de algumas garotas que haviam presenciado a cena. Yosu sabia o que elas pensavam. Ryoo era o tipo de garoto que todas queriam, mas que ninguém conseguia domar.
— Elas não entendem — murmurou ela, ajustando a alça da mochila. — Não se trata de domar.
Tratava-se de encontrar alguém que tivesse o mesmo fogo, a mesma vontade de quebrar as regras e a mesma língua afiada. E Ryoo, com todos os seus espinhos e provocações, parecia ser o único capaz de manter o ritmo dela.
Enquanto caminhava para o refeitório, Yosu já planejava mentalmente sua roupa. Não para impressioná-lo, ela dizia a si mesma, mas para garantir que, quando ele a visse, ele soubesse exatamente no que estava se metendo. Faíscas iriam voar, disso ela não tinha dúvida. E se o preço de uma noite divertida fosse aturar o ego de Ryoo, talvez, apenas talvez, valesse a pena o investimento.
Afinal, todo rebelde precisava de alguém que não tivesse medo de se queimar. E Yosu sempre foi fã de incêndios.
