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Fights and devotion
Fandom: LMSY
Criado: 23/06/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaDor/ConfortoFofuraAçãoViolência GráficaCiúmes
O Brilho do Ouro e o Sangue nos Nós dos Dedos
O corredor leste da universidade estava estranhamente silencioso, um contraste gritante com o burburinho habitual do intervalo. O motivo era simples: Lookmhee Punyapat estava parada no centro do saguão, ajustando os óculos de armação fina sobre a ponte do nariz. Seus cabelos pretos e lisos caíam perfeitamente sobre os ombros, e sua postura ereta exalava a aura de uma aluna nota dez. No entanto, o brilho frio em seus olhos escuros dizia outra coisa.
À sua frente, dois veteranos do time de rúgbi pareciam subitamente muito menores do que seus tamanhos físicos sugeriam. Um deles tinha cometido o erro fatal de comentar, em voz alta o suficiente para ser ouvido, sobre como Sonya Pedersen era "areia demais para o caminhãozinho de uma nerd esquisita".
Lookmhee não disse uma palavra inicialmente. Com uma calma metódica que beirava o aterrorizante, ela levou a mão direita à mão esquerda. Seus dedos longos e pálidos deslizaram pelo metal frio da aliança de namoro que dividia com Sonya. Ela a removeu com delicadeza, como se estivesse manuseando uma relíquia sagrada, e a guardou no bolso interno de seu blazer.
— Eu não quero manchar o ouro com o lixo que sai de vocês — disse Lookmhee, sua voz era um sussurro sarcástico, cortante como uma lâmina.
— Qual é, Punyapat? Vai fazer o quê? Chamar o diretor? — um deles tentou rir, mas o som morreu na garganta quando Lookmhee deu um passo à frente.
O que se seguiu foi uma demonstração de eficiência brutal. Lookmhee não lutava como uma briguenta de rua comum; ela era precisa. Um soco bem colocado no plexo solar, um chute lateral que desequilibrou o segundo rapaz e, em questão de segundos, o corredor não estava mais silencioso. O som de carne atingindo carne ecoava, seguido por gemidos abafados. Ela só parou quando sentiu que a raiva em seu peito havia diminuído o suficiente para não matá-los.
Limpando um pequeno respingo de sangue do canto da boca com as costas da mão, Lookmhee recolocou os óculos que haviam escorregado levemente. Ela pegou a aliança do bolso, beijou o metal e a colocou de volta no dedo anelar. A transição da "encrenqueira sanguinária" de volta para a "estudante número um do campus" foi instantânea.
— Mhee! — Uma voz doce e vibrante ecoou pelo corredor.
O corpo de Lookmhee, que segundos antes era puro aço e tensão, relaxou imediatamente. Ela se virou, e a expressão de desprezo desapareceu, substituída por algo que apenas uma pessoa no mundo inteiro tinha o privilégio de ver: devoção absoluta.
Sonya Pedersen vinha correndo em sua direção, os cabelos castanho-claros ondulando a cada passo. Ela irrompeu no saguão como um raio de sol atravessando uma tempestade. Sonya não olhou para os dois rapazes gemendo no chão; seus olhos estavam fixos apenas em Lookmhee.
— Você está aqui! Eu te procurei por todo o prédio de ciências — disse Sonya, ofegante, parando bem na frente da namorada.
— Eu tive um pequeno contratempo, Sun — respondeu Lookmhee, a voz agora suave, quase melódica. Ela estendeu a mão para afastar uma mecha de cabelo do rosto de Sonya.
Sonya franziu a testa, notando os nós dos dedos de Lookmhee levemente avermelhados. Ela pegou a mão da namorada, ignorando o fato de que Lookmhee detestava ser tocada por qualquer ser humano no planeta. Mas Sonya não era qualquer ser humano. Sonya era o seu mundo.
— De novo, Mhee? — Sonya perguntou, embora não houvesse julgamento em sua voz, apenas uma preocupação carinhosa.
— Eles falaram de você — Lookmhee deu de ombros, como se isso justificasse qualquer crime de guerra. — Ninguém fala de você e sai caminhando normalmente.
Sonya soltou um risinho baixo e se inclinou, envolvendo os braços em volta do pescoço de Lookmhee. Ela sentiu a namorada ficar rígida por um milésimo de segundo antes de se derreter em seus braços, as mãos de Lookmhee encontrando a cintura de Sonya com uma possessividade protetora.
— Você é tão teimosa — sussurrou Sonya, aproximando o rosto do pescoço de Lookmhee. — Mas eu amo como você cuida de mim.
Sonya depositou um beijo demorado e suave bem na curva do pescoço de Lookmhee, sentindo o arrepio que percorreu o corpo da mais alta. Era o ponto fraco de Lookmhee, e ambas sabiam disso. A nerd arrogante, que fazia professores tremerem com suas perguntas complexas e veteranos fugirem com seus punhos, era agora apenas uma garota completamente rendida ao toque da namorada.
— Vamos sair daqui — disse Lookmhee, sua voz um pouco mais rouca. — Eu preciso terminar de revisar seu ensaio de história. Você está em segundo lugar no ranking da sala, Sonya. Isso é inaceitável.
— Ah, Mhee... É só uma posição — Sonya riu, entrelaçando seus dedos nos de Lookmhee, as alianças idênticas brilhando sob as luzes do campus.
— Não para mim. Você merece o topo em tudo. Se eu sou a número um, você tem que estar logo ao meu lado. Eu não aceito nada menos que a perfeição para você.
Elas começaram a caminhar em direção à biblioteca, deixando para trás o rastro da confusão. Os alunos que passavam por elas abriam caminho imediatamente, como se o Mar Vermelho estivesse se dividindo. O medo que Lookmhee inspirava era palpável, mas ao lado dela, Sonya caminhava com uma leveza invejável, sorrindo e cumprimentando as pessoas com sua gentileza habitual.
Para o resto da universidade, era um mistério absoluto. Como a garota mais doce e popular do campus podia estar com a "Nerd do Mal"? Como Sonya conseguia lidar com o sarcasmo ácido e a rebeldia violenta de Lookmhee?
A resposta era simples, mas invisível para os estranhos. Sonya não via a Lookmhee que quebrava narizes; ela via a Lookmhee que passava noites em claro criando guias de estudo personalizados para ela. Ela via a Lookmhee que, apesar de odiar contato físico, buscava sua mão debaixo da mesa sempre que ela parecia ansiosa.
Ao chegarem em uma mesa isolada na parte de trás da biblioteca, Lookmhee puxou a cadeira para Sonya com um cavalheirismo silencioso. Assim que se sentaram, Lookmhee abriu o notebook, mas antes de digitar a primeira letra, sentiu o peso da cabeça de Sonya em seu ombro.
— Mhee? — chamou Sonya baixinho.
— Sim, meu amor?
— Promete que não vai se meter em mais briga hoje? Minha mão vai cansar de passar pomada nos seus dedos.
Lookmhee olhou para a aliança em seu dedo, depois para o rosto sereno de Sonya. O sarcasmo que ela costumava usar como armadura derreteu completamente.
— Eu prometo — disse Lookmhee, beijando a testa de Sonya. — Pelo menos até alguém olhar torto para você de novo.
— Lookmhee! — Sonya reclamou, mas acabou rindo, escondendo o rosto no pescoço da namorada novamente.
— Eu estou brincando. Talvez. — Lookmhee deu um meio sorriso, aquele que ela guardava exclusivamente para os momentos a sós. — Agora, vamos focar. Você precisa entender a Revolução Industrial se quiser gabaritar aquela prova amanhã.
— Com você me ensinando, eu sinto que posso aprender qualquer coisa — Sonya disse com sinceridade, seus olhos brilhando de admiração.
Lookmhee sentiu o coração acelerar. Ela podia ser a melhor aluna, a melhor lutadora e a pessoa mais temida daquelas quatro paredes, mas ali, sob o olhar de Sonya Pedersen, ela era apenas uma garota devota, pronta para mover o mundo, ou destruí-lo, apenas para ver Sonya sorrir.
O silêncio da biblioteca as envolveu, e por algumas horas, o caos do campus não existia. Havia apenas os livros, o som suave da digitação de Lookmhee e o calor reconfortante de estarem juntas. Porque no final das contas, para Lookmhee, o conhecimento era poder, mas Sonya era a única autoridade que realmente importava.
À sua frente, dois veteranos do time de rúgbi pareciam subitamente muito menores do que seus tamanhos físicos sugeriam. Um deles tinha cometido o erro fatal de comentar, em voz alta o suficiente para ser ouvido, sobre como Sonya Pedersen era "areia demais para o caminhãozinho de uma nerd esquisita".
Lookmhee não disse uma palavra inicialmente. Com uma calma metódica que beirava o aterrorizante, ela levou a mão direita à mão esquerda. Seus dedos longos e pálidos deslizaram pelo metal frio da aliança de namoro que dividia com Sonya. Ela a removeu com delicadeza, como se estivesse manuseando uma relíquia sagrada, e a guardou no bolso interno de seu blazer.
— Eu não quero manchar o ouro com o lixo que sai de vocês — disse Lookmhee, sua voz era um sussurro sarcástico, cortante como uma lâmina.
— Qual é, Punyapat? Vai fazer o quê? Chamar o diretor? — um deles tentou rir, mas o som morreu na garganta quando Lookmhee deu um passo à frente.
O que se seguiu foi uma demonstração de eficiência brutal. Lookmhee não lutava como uma briguenta de rua comum; ela era precisa. Um soco bem colocado no plexo solar, um chute lateral que desequilibrou o segundo rapaz e, em questão de segundos, o corredor não estava mais silencioso. O som de carne atingindo carne ecoava, seguido por gemidos abafados. Ela só parou quando sentiu que a raiva em seu peito havia diminuído o suficiente para não matá-los.
Limpando um pequeno respingo de sangue do canto da boca com as costas da mão, Lookmhee recolocou os óculos que haviam escorregado levemente. Ela pegou a aliança do bolso, beijou o metal e a colocou de volta no dedo anelar. A transição da "encrenqueira sanguinária" de volta para a "estudante número um do campus" foi instantânea.
— Mhee! — Uma voz doce e vibrante ecoou pelo corredor.
O corpo de Lookmhee, que segundos antes era puro aço e tensão, relaxou imediatamente. Ela se virou, e a expressão de desprezo desapareceu, substituída por algo que apenas uma pessoa no mundo inteiro tinha o privilégio de ver: devoção absoluta.
Sonya Pedersen vinha correndo em sua direção, os cabelos castanho-claros ondulando a cada passo. Ela irrompeu no saguão como um raio de sol atravessando uma tempestade. Sonya não olhou para os dois rapazes gemendo no chão; seus olhos estavam fixos apenas em Lookmhee.
— Você está aqui! Eu te procurei por todo o prédio de ciências — disse Sonya, ofegante, parando bem na frente da namorada.
— Eu tive um pequeno contratempo, Sun — respondeu Lookmhee, a voz agora suave, quase melódica. Ela estendeu a mão para afastar uma mecha de cabelo do rosto de Sonya.
Sonya franziu a testa, notando os nós dos dedos de Lookmhee levemente avermelhados. Ela pegou a mão da namorada, ignorando o fato de que Lookmhee detestava ser tocada por qualquer ser humano no planeta. Mas Sonya não era qualquer ser humano. Sonya era o seu mundo.
— De novo, Mhee? — Sonya perguntou, embora não houvesse julgamento em sua voz, apenas uma preocupação carinhosa.
— Eles falaram de você — Lookmhee deu de ombros, como se isso justificasse qualquer crime de guerra. — Ninguém fala de você e sai caminhando normalmente.
Sonya soltou um risinho baixo e se inclinou, envolvendo os braços em volta do pescoço de Lookmhee. Ela sentiu a namorada ficar rígida por um milésimo de segundo antes de se derreter em seus braços, as mãos de Lookmhee encontrando a cintura de Sonya com uma possessividade protetora.
— Você é tão teimosa — sussurrou Sonya, aproximando o rosto do pescoço de Lookmhee. — Mas eu amo como você cuida de mim.
Sonya depositou um beijo demorado e suave bem na curva do pescoço de Lookmhee, sentindo o arrepio que percorreu o corpo da mais alta. Era o ponto fraco de Lookmhee, e ambas sabiam disso. A nerd arrogante, que fazia professores tremerem com suas perguntas complexas e veteranos fugirem com seus punhos, era agora apenas uma garota completamente rendida ao toque da namorada.
— Vamos sair daqui — disse Lookmhee, sua voz um pouco mais rouca. — Eu preciso terminar de revisar seu ensaio de história. Você está em segundo lugar no ranking da sala, Sonya. Isso é inaceitável.
— Ah, Mhee... É só uma posição — Sonya riu, entrelaçando seus dedos nos de Lookmhee, as alianças idênticas brilhando sob as luzes do campus.
— Não para mim. Você merece o topo em tudo. Se eu sou a número um, você tem que estar logo ao meu lado. Eu não aceito nada menos que a perfeição para você.
Elas começaram a caminhar em direção à biblioteca, deixando para trás o rastro da confusão. Os alunos que passavam por elas abriam caminho imediatamente, como se o Mar Vermelho estivesse se dividindo. O medo que Lookmhee inspirava era palpável, mas ao lado dela, Sonya caminhava com uma leveza invejável, sorrindo e cumprimentando as pessoas com sua gentileza habitual.
Para o resto da universidade, era um mistério absoluto. Como a garota mais doce e popular do campus podia estar com a "Nerd do Mal"? Como Sonya conseguia lidar com o sarcasmo ácido e a rebeldia violenta de Lookmhee?
A resposta era simples, mas invisível para os estranhos. Sonya não via a Lookmhee que quebrava narizes; ela via a Lookmhee que passava noites em claro criando guias de estudo personalizados para ela. Ela via a Lookmhee que, apesar de odiar contato físico, buscava sua mão debaixo da mesa sempre que ela parecia ansiosa.
Ao chegarem em uma mesa isolada na parte de trás da biblioteca, Lookmhee puxou a cadeira para Sonya com um cavalheirismo silencioso. Assim que se sentaram, Lookmhee abriu o notebook, mas antes de digitar a primeira letra, sentiu o peso da cabeça de Sonya em seu ombro.
— Mhee? — chamou Sonya baixinho.
— Sim, meu amor?
— Promete que não vai se meter em mais briga hoje? Minha mão vai cansar de passar pomada nos seus dedos.
Lookmhee olhou para a aliança em seu dedo, depois para o rosto sereno de Sonya. O sarcasmo que ela costumava usar como armadura derreteu completamente.
— Eu prometo — disse Lookmhee, beijando a testa de Sonya. — Pelo menos até alguém olhar torto para você de novo.
— Lookmhee! — Sonya reclamou, mas acabou rindo, escondendo o rosto no pescoço da namorada novamente.
— Eu estou brincando. Talvez. — Lookmhee deu um meio sorriso, aquele que ela guardava exclusivamente para os momentos a sós. — Agora, vamos focar. Você precisa entender a Revolução Industrial se quiser gabaritar aquela prova amanhã.
— Com você me ensinando, eu sinto que posso aprender qualquer coisa — Sonya disse com sinceridade, seus olhos brilhando de admiração.
Lookmhee sentiu o coração acelerar. Ela podia ser a melhor aluna, a melhor lutadora e a pessoa mais temida daquelas quatro paredes, mas ali, sob o olhar de Sonya Pedersen, ela era apenas uma garota devota, pronta para mover o mundo, ou destruí-lo, apenas para ver Sonya sorrir.
O silêncio da biblioteca as envolveu, e por algumas horas, o caos do campus não existia. Havia apenas os livros, o som suave da digitação de Lookmhee e o calor reconfortante de estarem juntas. Porque no final das contas, para Lookmhee, o conhecimento era poder, mas Sonya era a única autoridade que realmente importava.
