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Meu mar na sombra do seu coração
Fandom: Turma da batatinha
Criado: 23/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaDor/ConfortoFofuraHumorHistória DomésticaCiúmes
Febre, Ciúmes e Confusões no QG da Batatinha
O dia no quartel-general da Turma da Batatinha começou mais silencioso que o normal. Geralmente, a essa hora, Yuyu e Batatinha já estariam trocando insultos criativos enquanto Kode tentava mediar a paz com um prato de pão com manteiga (sem ovo, claro). No entanto, o único som que ecoava pelos corredores era o de um espirro abafado vindo do quarto roxo.
Sunny, a menina água-viva de cabelos azuis vibrantes com pontas rosas, flutuava calmamente pelo corredor. Ela segurava um termômetro e uma compressa de água fria. Sunny era lógica, inteligente e raramente deixava suas emoções transparecerem, mas seu processamento interno estava um pouco confuso ultimamente. Toda vez que pensava no Yuyu, seu sistema parecia dar um erro de "disco cheio".
— Yuyu? — Sunny chamou, abrindo a porta do quarto. — Pelos meus cálculos, sua temperatura corporal deve ter subido dois graus desde a última hora. Eu trouxe ajuda.
Yuyu estava enterrado sob várias camadas de cobertores roxos. Apenas seus chifres de pelúcia e seus olhos marejados eram visíveis. Ele, que sempre se portava como a sombra implacável e o mestre do sarcasmo, parecia agora um gatinho indefeso.
— Eu estou bem, Sunny... — tossiu ele, tentando manter a pose de tsundere. — É só um vírus idiota. Eu não preciso de... de... Atchim!
— Seus níveis de teimosia continuam altos, mas seus anticorpos estão perdendo a batalha — Sunny disse, sentando-se na beira da cama. Ela tocou a testa dele com a mão gelada. — Você está queimando.
Ao sentir o toque suave e frio de Sunny, a resistência de Yuyu derreteu instantaneamente. Quando ficava doente, sua personalidade de "garoto durão" desaparecia, dando lugar a uma carência que ele jamais admitiria em estado normal.
— Sunny... — ele murmurou, esticando a mão de pata de gato do seu casaco e segurando a manga dela. — Não vai embora. Fica aqui? O quarto está escuro e... eu gosto quando você está por perto.
Sunny sentiu uma descarga elétrica que não vinha de nenhum videogame.
— Eu não ia a lugar nenhum — respondeu ela, sentindo o rosto esquentar. — Gosto de coisas macias, e você parece um marshmallow roxo agora. Isso é... agradável.
Enquanto isso, na cozinha, o clima era outro. Batatinha, com suas marias-chiquinhas vermelhas balançando de um lado para o outro, estava terminando de passar um batom absurdamente brilhante.
— Kode! — gritou ela. — Você já terminou de arrumar sua sobrancia? Vamos logo, senão vamos perder o horário do cinema!
Kode apareceu na porta, ajeitando o cabelo loiro com as mãos trêmulas. Ele usava sua camisa favorita e parecia mais tímido do que o normal.
— Já estou pronto, Batatinha — disse ele, baixinho. — Mas... você tem certeza de que quer sair comigo? Você sempre diz que quer dominar o mundo e... eu sou só o Kode.
— Deixe de ser bobo, Kode! — Batatinha deu um tapinha no ombro dele. — Um deus precisa de um braço direito fofo. E eu quero comer melância e pipoca. Além disso, você trouxe os levros que eu te pedi?
— Trouxe os livros, sim — Kode sorriu, sentindo o coração disparar. — Vamos?
Os dois saíram para o que seria, secretamente, o primeiro encontro oficial deles, deixando o QG sob os cuidados de Sunny e do doente Yuyu.
De volta ao quarto roxo, a situação havia escalado. Yuyu já não estava mais apenas deitado; ele havia se sentado e agora encarava Sunny com um olhar intenso, embora ainda meio turvo pela febre.
— Sunny, você sabe que eu implico com a Batatinha só por diversão, né? — ele perguntou, a voz rouca.
— Sim, meu banco de dados registra 98% de probabilidade de que suas brigas sejam apenas ruído comunicativo — Sunny respondeu, trocando a compressa de lugar.
— Mas com você é diferente — Yuyu se aproximou mais. A carência da febre o deixava corajoso. — Eu não quero brigar com você. Eu quero...
Antes que Sunny pudesse processar a informação, Yuyu se levantou da cama com uma agilidade surpreendente para um doente. Ele a cercou, prendendo-a contra a parede do quarto. Sunny sentiu suas costas baterem na superfície fria, mas seu corpo estava pegando fogo.
— Yuyu? — ela gaguejou, os olhos azuis arregalados. — Isso não está no protocolo de cuidados médicos.
— Esquece o protocolo — sussurrou ele, aproximando o rosto. — Você é tão inteligente, Sunny... mas não percebe o que está bem na sua frente?
Yuyu a beijou. Foi um beijo rápido, meio desajeitado por causa da febre, mas carregado de todo o sentimento que ele escondia sob as camadas de roxo. Sunny ficou estática por um segundo, seus circuitos mentais entrando em curto-circuito total, antes de fechar os olhos e retribuir, sentindo a maciez do casaco dele contra seus braços.
— Eu... eu acho que também gosto de você — Sunny admitiu, quando se separaram, o rosto tão rosa quanto as pontas de seu cabelo.
— Eu sei — Yuyu deu um sorriso convencido, antes de cambalear e cair de volta na cama. — Agora... me dá mais um pouco de atenção?
Algumas horas se passaram. Yuyu acabou pegando no sono depois de tanta emoção. Sunny, sentindo-se um pouco tonta com as descobertas do dia, decidiu ir até a sala principal para buscar um copo d'água.
Ao chegar no corredor, ela viu algo que não esperava.
Névoa, o fantasma da turma, estava flutuando perto da janela. E Yuyu — ou o que parecia ser ele, já que estava de costas e vestindo o mesmo capuz roxo — estava abraçado a Névoa. De onde Sunny estava, parecia um abraço íntimo, um consolo mútuo em meio às sombras da tarde.
O coração de Sunny, que ela sempre achou ser apenas um órgão funcional, doeu. Uma dor lógica, mas profunda.
— Então era isso? — Sunny murmurou para si mesma, sentindo as lágrimas inundarem seus olhos. — Ele me beijou porque estava carente da febre, mas é da Névoa que ele gosta?
Sem dizer uma palavra, Sunny deu meia-volta e correu para a porta de saída. Ela não queria ouvir explicações. Seus cálculos haviam falhado. Ela se sentia uma tola.
— Sunny! Espera! — gritou Névoa, percebendo a movimentação.
Mas Sunny já estava lá fora, correndo pelo jardim sob a luz do pôr do sol, as lágrimas escorrendo pelo rosto azulado.
Lá dentro, Névoa olhou para a figura que estava abraçando. Não era Yuyu. Era apenas um dos casacos roxos de Yuyu que Névoa estava segurando para tentar costurar um rasgo, e como Névoa é um fantasma, a forma como ele manipulava o tecido no ar criava uma silhueta confusa.
— O que aconteceu? — Yuyu apareceu na porta da sala, tonto, enrolado em um cobertor. — Eu ouvi a Sunny correndo.
— Yuyu! Ela viu a gente... quer dizer, ela me viu com o seu casaco e achou que era você! — Névoa explicou desesperadamente. — Ela saiu chorando!
Yuyu esqueceu a febre, esqueceu a fraqueza e a tontura.
— O quê?! Ela entendeu tudo errado!
Ele saiu em disparada, tropeçando nos próprios pés, mas impulsionado pelo desespero. Encontrou Sunny sentada perto do lago, as pernas encolhidas, observando a água.
— Sunny! — ele gritou, recuperando o fôlego. — Sunny, para de processar dados errados!
Ela olhou para trás, surpresa por vê-lo ali.
— Por que você está aqui, Yuyu? Vá ficar com a Névoa.
— Aquilo era um casaco, sua sabichona! — Yuyu se aproximou, sentando-se ao lado dela, ignorando o frio da grama. — A Névoa estava me ajudando a consertar o capuz que eu rasguei. Eu estava no quarto o tempo todo, tentando não desmaiar de novo!
Sunny piscou, processando a informação.
— Um casaco? — Ela olhou para as mãos, envergonhada. — Minha percepção visual foi enganada por uma ilusão de ótica e perspectiva?
— Não, você só ficou com ciúmes porque gosta de mim — Yuyu disse, voltando ao seu tom tsundere, mas segurando a mão dela com firmeza. — E eu só gosto de você. Mesmo que você seja uma água-viva irritante às vezes.
Sunny limpou as lágrimas e encostou a cabeça no ombro dele.
— Meus cálculos indicam que eu agi de forma irracional.
— Às vezes ser irracional é bom, Sunny — Yuyu sorriu, fechando os olhos e aproveitando o momento, enquanto, ao longe, Batatinha e Kode voltavam do encontro, de mãos dadas e discutindo se melancia se escrevia com ou sem acento.
Naquele momento, no QG da Batatinha, tudo estava exatamente onde deveria estar.
Sunny, a menina água-viva de cabelos azuis vibrantes com pontas rosas, flutuava calmamente pelo corredor. Ela segurava um termômetro e uma compressa de água fria. Sunny era lógica, inteligente e raramente deixava suas emoções transparecerem, mas seu processamento interno estava um pouco confuso ultimamente. Toda vez que pensava no Yuyu, seu sistema parecia dar um erro de "disco cheio".
— Yuyu? — Sunny chamou, abrindo a porta do quarto. — Pelos meus cálculos, sua temperatura corporal deve ter subido dois graus desde a última hora. Eu trouxe ajuda.
Yuyu estava enterrado sob várias camadas de cobertores roxos. Apenas seus chifres de pelúcia e seus olhos marejados eram visíveis. Ele, que sempre se portava como a sombra implacável e o mestre do sarcasmo, parecia agora um gatinho indefeso.
— Eu estou bem, Sunny... — tossiu ele, tentando manter a pose de tsundere. — É só um vírus idiota. Eu não preciso de... de... Atchim!
— Seus níveis de teimosia continuam altos, mas seus anticorpos estão perdendo a batalha — Sunny disse, sentando-se na beira da cama. Ela tocou a testa dele com a mão gelada. — Você está queimando.
Ao sentir o toque suave e frio de Sunny, a resistência de Yuyu derreteu instantaneamente. Quando ficava doente, sua personalidade de "garoto durão" desaparecia, dando lugar a uma carência que ele jamais admitiria em estado normal.
— Sunny... — ele murmurou, esticando a mão de pata de gato do seu casaco e segurando a manga dela. — Não vai embora. Fica aqui? O quarto está escuro e... eu gosto quando você está por perto.
Sunny sentiu uma descarga elétrica que não vinha de nenhum videogame.
— Eu não ia a lugar nenhum — respondeu ela, sentindo o rosto esquentar. — Gosto de coisas macias, e você parece um marshmallow roxo agora. Isso é... agradável.
Enquanto isso, na cozinha, o clima era outro. Batatinha, com suas marias-chiquinhas vermelhas balançando de um lado para o outro, estava terminando de passar um batom absurdamente brilhante.
— Kode! — gritou ela. — Você já terminou de arrumar sua sobrancia? Vamos logo, senão vamos perder o horário do cinema!
Kode apareceu na porta, ajeitando o cabelo loiro com as mãos trêmulas. Ele usava sua camisa favorita e parecia mais tímido do que o normal.
— Já estou pronto, Batatinha — disse ele, baixinho. — Mas... você tem certeza de que quer sair comigo? Você sempre diz que quer dominar o mundo e... eu sou só o Kode.
— Deixe de ser bobo, Kode! — Batatinha deu um tapinha no ombro dele. — Um deus precisa de um braço direito fofo. E eu quero comer melância e pipoca. Além disso, você trouxe os levros que eu te pedi?
— Trouxe os livros, sim — Kode sorriu, sentindo o coração disparar. — Vamos?
Os dois saíram para o que seria, secretamente, o primeiro encontro oficial deles, deixando o QG sob os cuidados de Sunny e do doente Yuyu.
De volta ao quarto roxo, a situação havia escalado. Yuyu já não estava mais apenas deitado; ele havia se sentado e agora encarava Sunny com um olhar intenso, embora ainda meio turvo pela febre.
— Sunny, você sabe que eu implico com a Batatinha só por diversão, né? — ele perguntou, a voz rouca.
— Sim, meu banco de dados registra 98% de probabilidade de que suas brigas sejam apenas ruído comunicativo — Sunny respondeu, trocando a compressa de lugar.
— Mas com você é diferente — Yuyu se aproximou mais. A carência da febre o deixava corajoso. — Eu não quero brigar com você. Eu quero...
Antes que Sunny pudesse processar a informação, Yuyu se levantou da cama com uma agilidade surpreendente para um doente. Ele a cercou, prendendo-a contra a parede do quarto. Sunny sentiu suas costas baterem na superfície fria, mas seu corpo estava pegando fogo.
— Yuyu? — ela gaguejou, os olhos azuis arregalados. — Isso não está no protocolo de cuidados médicos.
— Esquece o protocolo — sussurrou ele, aproximando o rosto. — Você é tão inteligente, Sunny... mas não percebe o que está bem na sua frente?
Yuyu a beijou. Foi um beijo rápido, meio desajeitado por causa da febre, mas carregado de todo o sentimento que ele escondia sob as camadas de roxo. Sunny ficou estática por um segundo, seus circuitos mentais entrando em curto-circuito total, antes de fechar os olhos e retribuir, sentindo a maciez do casaco dele contra seus braços.
— Eu... eu acho que também gosto de você — Sunny admitiu, quando se separaram, o rosto tão rosa quanto as pontas de seu cabelo.
— Eu sei — Yuyu deu um sorriso convencido, antes de cambalear e cair de volta na cama. — Agora... me dá mais um pouco de atenção?
Algumas horas se passaram. Yuyu acabou pegando no sono depois de tanta emoção. Sunny, sentindo-se um pouco tonta com as descobertas do dia, decidiu ir até a sala principal para buscar um copo d'água.
Ao chegar no corredor, ela viu algo que não esperava.
Névoa, o fantasma da turma, estava flutuando perto da janela. E Yuyu — ou o que parecia ser ele, já que estava de costas e vestindo o mesmo capuz roxo — estava abraçado a Névoa. De onde Sunny estava, parecia um abraço íntimo, um consolo mútuo em meio às sombras da tarde.
O coração de Sunny, que ela sempre achou ser apenas um órgão funcional, doeu. Uma dor lógica, mas profunda.
— Então era isso? — Sunny murmurou para si mesma, sentindo as lágrimas inundarem seus olhos. — Ele me beijou porque estava carente da febre, mas é da Névoa que ele gosta?
Sem dizer uma palavra, Sunny deu meia-volta e correu para a porta de saída. Ela não queria ouvir explicações. Seus cálculos haviam falhado. Ela se sentia uma tola.
— Sunny! Espera! — gritou Névoa, percebendo a movimentação.
Mas Sunny já estava lá fora, correndo pelo jardim sob a luz do pôr do sol, as lágrimas escorrendo pelo rosto azulado.
Lá dentro, Névoa olhou para a figura que estava abraçando. Não era Yuyu. Era apenas um dos casacos roxos de Yuyu que Névoa estava segurando para tentar costurar um rasgo, e como Névoa é um fantasma, a forma como ele manipulava o tecido no ar criava uma silhueta confusa.
— O que aconteceu? — Yuyu apareceu na porta da sala, tonto, enrolado em um cobertor. — Eu ouvi a Sunny correndo.
— Yuyu! Ela viu a gente... quer dizer, ela me viu com o seu casaco e achou que era você! — Névoa explicou desesperadamente. — Ela saiu chorando!
Yuyu esqueceu a febre, esqueceu a fraqueza e a tontura.
— O quê?! Ela entendeu tudo errado!
Ele saiu em disparada, tropeçando nos próprios pés, mas impulsionado pelo desespero. Encontrou Sunny sentada perto do lago, as pernas encolhidas, observando a água.
— Sunny! — ele gritou, recuperando o fôlego. — Sunny, para de processar dados errados!
Ela olhou para trás, surpresa por vê-lo ali.
— Por que você está aqui, Yuyu? Vá ficar com a Névoa.
— Aquilo era um casaco, sua sabichona! — Yuyu se aproximou, sentando-se ao lado dela, ignorando o frio da grama. — A Névoa estava me ajudando a consertar o capuz que eu rasguei. Eu estava no quarto o tempo todo, tentando não desmaiar de novo!
Sunny piscou, processando a informação.
— Um casaco? — Ela olhou para as mãos, envergonhada. — Minha percepção visual foi enganada por uma ilusão de ótica e perspectiva?
— Não, você só ficou com ciúmes porque gosta de mim — Yuyu disse, voltando ao seu tom tsundere, mas segurando a mão dela com firmeza. — E eu só gosto de você. Mesmo que você seja uma água-viva irritante às vezes.
Sunny limpou as lágrimas e encostou a cabeça no ombro dele.
— Meus cálculos indicam que eu agi de forma irracional.
— Às vezes ser irracional é bom, Sunny — Yuyu sorriu, fechando os olhos e aproveitando o momento, enquanto, ao longe, Batatinha e Kode voltavam do encontro, de mãos dadas e discutindo se melancia se escrevia com ou sem acento.
Naquele momento, no QG da Batatinha, tudo estava exatamente onde deveria estar.
