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ana viana

Fandom: eu

Criado: 23/06/2026

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Entre o Vapor e o Desejo

O som da maçaneta girando em falso era a última coisa que Ana queria ouvir naquela noite. Ela cruzou os braços, bufando de irritação, enquanto seus olhos castanhos fuzilavam a porta de madeira maciça. O banheiro da festa era luxuoso, mas a tranca parecia ter decidido se aposentar no pior momento possível.

— Você só pode estar brincando comigo — rosnou ela, a voz carregada de uma impaciência que já era sua marca registrada. — Matheus, para de forçar essa porcaria antes que você quebre a maçaneta de vez!

Matheus, parado logo atrás dela, soltou um riso anasalado que vibrou no ar confinado. Ele era absurdamente alto, obrigando Ana a inclinar o pescoço quase noventa graus sempre que queria encará-lo nos olhos. O contraste entre eles era quase cômico: ela, pequena e invocada; ele, um gigante de ombros largos que parecia ocupar metade do cômodo sozinho.

— Eu não estou forçando, Ana, eu estou tentando resolver — disse ele, a voz grave e calma, embora o brilho nos olhos denunciasse que ele não estava exatamente desesperado com a situação. — Mas se você quiser tentar abrir com a força do seu ódio, fica à vontade.

— Engraçadinho — ela retrucou, estreitando os olhos. — A gente está preso num banheiro de dois por dois, com um calor infernal, e você acha tempo para ser sarcástico?

Matheus deu um passo à frente, diminuindo a pouca distância que restava entre eles. Ele usava uma camisa social branca, mas os primeiros botões estavam abertos, revelando o início do abdômen definido que Ana sabia muito bem que estava ali por baixo. Ele era o tipo de cara que sabia o efeito que causava, e o sorriso de canto de boca que ele exibia agora era a prova disso.

— O calor não é culpa da ventilação, Ana — ele provocou, baixando o tom de voz. — É a sua energia que está deixando o ambiente pesado. Relaxa um pouco.

— Relaxar? — Ela soltou uma risada sarcástica. — Eu odeio lugares fechados, odeio esperar e, no momento, estou começando a odiar você também.

— Mentira — Matheus rebateu prontamente, aproximando-se ainda mais, até que seu peito quase tocasse o nariz dela. — Você adora esse meu jeito. E adora o fato de que eu sou o único que não abaixa a cabeça para as suas crises de fúria.

Ana sentiu o rosto esquentar, e não era apenas pelo vapor que começava a embaçar o espelho devido à temperatura do corpo de ambos. Ela era bonita e sabia disso, mas sua personalidade explosiva costumava afastar a maioria das pessoas. Matheus, porém, era diferente. Ele era tão safado quanto ela, provocado pela mesma intensidade perigosa.

Impulsiva, Ana deu as costas para ele e saltou, sentando-se na bancada de mármore da pia. O movimento fez com que o vestido curto subisse pelas suas coxas, e ela não fez questão nenhuma de puxá-lo para baixo. De cima da pia, ela finalmente conseguia olhar para Matheus de uma altura mais equilibrada, embora ele ainda fosse levemente mais alto.

— O que foi? — perguntou ela, desafiadora, balançando as pernas levemente. — Vai ficar aí parado com essa cara de quem ganhou na loteria ou vai dar um jeito de tirar a gente daqui?

Matheus não respondeu de imediato. Ele apenas se posicionou entre as pernas abertas dela, apoiando as mãos na bancada, uma de cada lado dos quadris de Ana. O gesto a encurralou de forma deliberada.

— Sabe, Ana... — ele começou, a voz agora como um sussurro perigoso. — Eu estava com pressa de sair daqui há dois minutos. Mas agora que eu olho bem para você... sentada aí, com esse olhar de quem quer me esganar ou me morder... eu acho que posso esperar o zelador chegar por algumas horas.

— Você é um idiota — ela murmurou, mas sua mão já subia pelo peito dele, sentindo a firmeza dos músculos sob o tecido fino. — Um idiota convencido.

— E você é uma brava que não aguenta dois minutos de provocação — Matheus rebateu, selando a distância.

O beijo não começou com ternura. Foi uma colisão de vontades. Matheus a atacou com uma fome que parecia acumulada há semanas, e Ana respondeu à altura, puxando-o pelo colarinho para trazê-lo ainda mais para perto. A língua dele invadiu a boca dela com autoridade, explorando cada canto, enquanto as mãos de Ana abandonavam a camisa e mergulhavam nos cabelos da nuca dele.

— Merda, Ana... — Matheus arfou contra os lábios dela, interrompendo o beijo por apenas um segundo para recuperar o fôlego. — Você não faz ideia do quanto eu queria te calar assim.

— Então não para — ela ordenou, a voz rouca, as pernas agora se entrelaçando na cintura dele, puxando o corpo de Matheus para o encaixe perfeito entre suas coxas. — Menos conversa e mais ação, Matheus. Você não é o apressadinho?

Ele soltou um rosnado baixo, satisfeito com o desafio. Suas mãos desceram das laterais da pia para as coxas de Ana, apertando a carne macia com força antes de subirem para a barra do vestido. Com um movimento ágil, ele puxou o tecido para cima, deixando a pele dela exposta ao ar frio do banheiro, que contrastava com o calor febril que emanava dele.

Matheus soltou os botões restantes da própria camisa com uma impaciência brutal, jogando a peça em qualquer canto. O abdômen trincado, o famoso tanquinho que Ana tantas vezes cobiçou de longe, agora estava ali, disponível para suas mãos. Ela deslizou as palmas pelos gomos definidos, sentindo a pele quente e levemente suada.

— Você treina só para me irritar, não é? — ela sussurrou, distribuindo beijos pelo pescoço dele, mordiscando a pele logo abaixo da orelha.

— Eu treino para aguentar você — ele respondeu, a voz falhando quando ela apertou os dedos em suas costas.

Matheus a levantou da pia por um momento, apenas para reposicioná-la melhor, fazendo com que o corpo dela ficasse totalmente pressionado contra o dele. Ele era sólido como uma rocha, e a diferença de altura, que antes era motivo de reclamação, agora facilitava o acesso dele aos lugares que queria explorar. Ele enterrou o rosto no decote dela, deixando um rastro de beijos úmidos e marcas que certamente precisariam de corretivo no dia seguinte.

— Matheus... — Ana gemeu, a cabeça jogada para trás, os dedos cravados nos ombros largos dele. — A gente está num banheiro... alguém pode ouvir.

— Deixa ouvirem — ele murmurou contra a pele dela, a mão descendo perigosamente para a intimidade dela por cima da calcinha de renda. — Deixa saberem que a garota mais difícil daquela festa está perdendo a linha comigo.

— Eu não estou perdendo nada — ela retrucou, recuperando um pouco da sua marra, embora o corpo estivesse tremendo. — Eu estou no controle.

Matheus riu, um som sombrio e carregado de desejo. Ele deslizou a mão para dentro da peça íntima, encontrando-a já pronta para ele.

— No controle, é? — Ele começou um movimento rítmico que fez as pernas de Ana fraquejarem. — Então me diz para parar. Se você está no controle, manda eu parar agora.

Ana tentou formular uma resposta, mas o que saiu foi apenas um gemido alto que ecoou pelos azulejos brancos. Ela puxou o rosto dele para o dela, calando-o com outro beijo, desta vez mais profundo, mais desesperado. Suas unhas arranharam as costas dele, deixando marcas vermelhas que Matheus ostentaria com orgulho.

O ambiente estava saturado. O cheiro do perfume dele misturado ao desejo dela criava uma atmosfera inebriante. Matheus se afastou apenas o suficiente para se livrar do cinto e da calça, a impaciência agora atingindo o ápice. Ele não queria preliminares longas; ele queria sentir a possessão completa.

— Olha para mim — ele ordenou, a voz autoritária.

Ana abriu os olhos, as pupilas dilatadas, encarando o gigante à sua frente. Ele a segurou pelas coxas, elevando-a um pouco mais na bancada, e em um movimento firme e decidido, uniu seus corpos. O impacto fez Ana soltar um grito abafado contra o ombro dele, enquanto se agarrava ao pescoço de Matheus como se ele fosse sua única âncora em um mar revolto.

O ritmo que se seguiu foi frenético. Matheus usava sua força e altura para dominá-la, mas Ana não era uma submissa passiva. Ela ditava a velocidade com os quadris, devolvendo cada investida com uma intensidade que parecia desafiá-lo a ir além. O som da pele se chocando, a respiração pesada e os sussurros obscenos preenchiam o pequeno espaço.

— Você é... minha — Matheus rosnou entre dentes, os músculos dos braços saltando enquanto ele a mantinha firme contra si.

— Eu não sou de ninguém — ela ofegou, embora estivesse se perdendo completamente no prazer que ele proporcionava. — Mas você... você é meu agora.

Eles atingiram o limite juntos, em uma explosão que pareceu fazer as paredes do banheiro desaparecerem. Ana se escondeu no pescoço dele, o coração batendo tão forte que parecia querer saltar do peito. Matheus a abraçou com força, enterrando o rosto em seus cabelos, deixando que a adrenalina baixasse lentamente.

Minutos depois, ainda em silêncio, Matheus se afastou devagar, ajudando-a a se recompor. Ele pegou a camisa do chão, vestindo-a sem pressa, enquanto Ana ajeitava o vestido e tentava domar o cabelo bagunçado no espelho embaçado.

— E aí? — ele perguntou, voltando a exibir aquele sorriso de canto de boca enquanto abotoava os punhos. — Ainda quer me matar?

Ana se virou para ele, os lábios inchados e os olhos ainda brilhando com o que acabara de acontecer. Ela deu um passo à frente e deu um tapa leve no peito dele, antes de puxá-lo pela gola para um selinho rápido.

— Quero. Mas talvez eu espere a gente sair daqui para fazer isso de um jeito mais... demorado.

Matheus riu e, com um movimento casual, deu um soco seco na parte lateral da porta, perto da tranca. Com um estalo metálico, a fechadura cedeu e a porta se abriu alguns centímetros.

Ana ficou boquiaberta.

— Você... você sabia como abrir esse tempo todo? — ela gritou, a raiva voltando à tona.

Matheus deu de ombros, saindo para o corredor e piscando para ela.

— Eu disse que era impaciente, Ana. Mas algumas coisas valem a pena esperar o momento certo.

— Matheus, volta aqui! Eu vou te matar! — ela exclamou, correndo atrás dele, mas com um sorriso que não conseguia esconder.
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