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Oliver x ∆lice
Fandom: Kaatieverse (Fpe)
Criado: 24/06/2026
Tags
Fatias de VidaFofuraHumorAventuraCenário Canônico
O Encontro sob as Sombras dos Pinheiros
A floresta nos arredores da escola era um lugar cheio de mistérios para uma criança de apenas cinco anos. Para Oliver, no entanto, aqueles troncos altos e as folhas secas que estalavam sob seus pés eram apenas o cenário de sua próxima grande aventura. Oliver era um garotinho de energia inesgotável, com um brilho travesso nos olhos que sempre indicava que ele estava prestes a aprontar alguma. Naquela tarde, ele corria entre as árvores, fingindo ser um explorador em busca de tesouros escondidos.
O sol filtrava-se por entre as copas das árvores, criando padrões de luz e sombra no chão coberto de musgo. Oliver parou de repente, suas orelhas atentas. Ele ouviu um farfalhar suave vindo de um arbusto denso perto de um carvalho antigo. O som não era de vento, era algo mais rítmico, como se algo estivesse se escondendo ali.
Curioso, ele se aproximou na ponta dos pés. Seus olhos pequenos se arregalaram quando ele notou algo peculiar saindo por entre as folhas: duas tranças castanhas, amarradas com laços pretos que pareciam um pouco gastos, e o que parecia ser a orelha de um animal. Mas não era um animal de verdade. Era um coelho de pelúcia preto, com um aspecto um tanto misterioso, mas muito fofinho.
Oliver, movido pelo seu instinto brincalhão, esticou a mãozinha lentamente. Ele queria tocar naquele coelho, sentir a textura do brinquedo que parecia tão solitário ali no meio do mato.
Assim que seus dedos encostaram no pelo macio da pelúcia, a reação foi instantânea. Uma mãozinha pequena e rápida saiu de dentro da folhagem e puxou o coelho para longe. Antes que Oliver pudesse reagir, a mesma mãozinha alcançou seu braço e lhe deu um beliscão estalado.
— Ai! — exclamou Oliver, recuando um passo e esfregando o braço atingido.
De trás dos arbustos, surgiu uma garotinha que parecia ser um pouco menor que ele. Ela tinha cerca de quatro anos, bochechas muito rosadas e um olhar que misturava bravura com uma curiosidade latente. Ela usava um macacão jeans por cima de uma blusa branca de mangas compridas, e segurava o coelho preto contra o peito como se fosse o tesouro mais valioso do mundo.
Aquela era Alice. Ela franziu a testa para Oliver, parecendo pronta para dar outro beliscão se ele se aproximasse demais de seu brinquedo.
Oliver, longe de ficar bravo, achou a situação divertida. Ele adorava uma reação inesperada. Com um brilho travesso nos olhos, ele respirou fundo e, de repente, abriu um sorriso enorme e exagerado, chegando bem perto do rosto dela e soltando um "Bu!" alto e animado.
O susto foi tão grande que Alice deu um pulinho para trás, seus olhos se arregalando como duas luas cheias.
— AAAAAAH! — ela gritou, um som agudo que ecoou por entre os pinheiros, fazendo alguns pássaros levantarem voo.
Oliver começou a rir, mas logo percebeu que ela parecia realmente assustada, com o lábio inferior tremendo levemente. Seu lado protetor e divertido logo entrou em ação para remediar a situação.
— Ei, ei! Calma! — disse Oliver, balançando as mãos no ar. — Eu só estava brincando. Sou eu, o Oliver! Não precisa gritar, eu não sou um monstro da floresta.
Alice parou de gritar e o encarou com desconfiança. Ela deu um passo à frente, ainda segurando o coelho com força. De forma inesperada e puramente instintiva, como fazem as crianças pequenas para reconhecer o mundo, ela se aproximou do peito de Oliver e começou a cheirá-lo. Ela queria saber quem era aquele menino estranho e barulhento.
Oliver ficou estático, achando aquilo muito engraçado.
— O que você está fazendo? — perguntou ele entre risos.
Alice não respondeu de imediato. Ela apenas terminou de cheirar a camiseta dele e depois olhou para cima. Oliver, não querendo ficar atrás na brincadeira, inclinou-se e cheirou o topo da cabeça dela, sentindo o cheiro de shampoo e de floresta.
— Você tem cheiro de... de giz de cera — comentou Oliver, soltando uma gargalhada.
Alice finalmente relaxou a expressão brava. Ela esticou as mãos e, com um movimento rápido, apertou as bochechas de Oliver com força.
— Bochechas grandes! — disse ela, com uma vozinha firme mas doce.
O rosto de Oliver ficou instantaneamente vermelho, tanto pelo aperto quanto pela vergonha súbita de ser pego de surpresa daquela maneira. Ele tentou se desvencilhar, mas Alice parecia estar se divertindo agora.
— Qual é o seu nome? — perguntou Oliver, assim que ela soltou suas bochechas.
— Alice — respondeu ela, abraçando o coelho preto novamente. — E esse é o meu coelho. Não toca nele sem pedir.
— Tudo bem, Dona Alice — brincou Oliver, notando que ela ainda tinha uma postura um pouco rígida, como se estivesse pronta para ser brava de novo a qualquer momento.
Decidido a quebrar aquele gelo de vez e transformar a Alice brava em uma Alice alegre, Oliver teve uma ideia. Ele se agachou rapidamente e, antes que ela pudesse reagir, começou a fazer cócegas nas costelas da menina.
— Não! Para! — Alice começou a rir, uma risada que desarmou completamente sua expressão de braveza.
Ela tentou fugir, mas Oliver era rápido. Os dois começaram a rolar na grama baixa, entre risos e exclamações de alegria. Alice, percebendo que aquela era uma batalha que ela poderia vencer, começou a revidar, usando suas mãozinhas pequenas para fazer cócegas na barriga de Oliver.
— Ah não! Aí não vale! — gritava Oliver, contorcendo-se de rir enquanto tentava escapar dos dedinhos ágeis da nova amiga.
A floresta, que antes parecia um lugar silencioso e misterioso, agora estava preenchida pelo som mais puro que existe: o da amizade começando através da brincadeira.
Depois de alguns minutos de intensa "guerra de cócegas", os dois caíram deitados de costas no chão, ofegantes e olhando para as copas das árvores acima deles.
— Você é engraçado, Oliver — disse Alice, ajeitando uma de suas tranças que havia ficado bagunçada.
— E você é brava, Alice — respondeu ele, virando a cabeça para olhar para ela. — Mas é uma brava legal.
Alice sorriu, um sorriso que mostrava que ela havia aceitado o novo companheiro de aventuras. Ela pegou seu coelho preto e o colocou sentado entre os dois.
— O que vamos caçar agora? — perguntou ela, a curiosidade brilhando em seus olhos castanhos.
Oliver se levantou num pulo, estendendo a mão para ajudá-la.
— Vamos procurar pedras brilhantes perto do riacho! — sugeriu ele, já começando a correr. — O último a chegar é uma uva passa!
Alice não esperou um segundo convite. Ela agarrou seu coelho e correu atrás dele, suas perninhas curtas movendo-se o mais rápido que podiam. Naquele dia, a floresta não era apenas um lugar de árvores e sombras; era o reino de Oliver e Alice, onde a travessura e a curiosidade ditavam as regras do jogo.
O sol filtrava-se por entre as copas das árvores, criando padrões de luz e sombra no chão coberto de musgo. Oliver parou de repente, suas orelhas atentas. Ele ouviu um farfalhar suave vindo de um arbusto denso perto de um carvalho antigo. O som não era de vento, era algo mais rítmico, como se algo estivesse se escondendo ali.
Curioso, ele se aproximou na ponta dos pés. Seus olhos pequenos se arregalaram quando ele notou algo peculiar saindo por entre as folhas: duas tranças castanhas, amarradas com laços pretos que pareciam um pouco gastos, e o que parecia ser a orelha de um animal. Mas não era um animal de verdade. Era um coelho de pelúcia preto, com um aspecto um tanto misterioso, mas muito fofinho.
Oliver, movido pelo seu instinto brincalhão, esticou a mãozinha lentamente. Ele queria tocar naquele coelho, sentir a textura do brinquedo que parecia tão solitário ali no meio do mato.
Assim que seus dedos encostaram no pelo macio da pelúcia, a reação foi instantânea. Uma mãozinha pequena e rápida saiu de dentro da folhagem e puxou o coelho para longe. Antes que Oliver pudesse reagir, a mesma mãozinha alcançou seu braço e lhe deu um beliscão estalado.
— Ai! — exclamou Oliver, recuando um passo e esfregando o braço atingido.
De trás dos arbustos, surgiu uma garotinha que parecia ser um pouco menor que ele. Ela tinha cerca de quatro anos, bochechas muito rosadas e um olhar que misturava bravura com uma curiosidade latente. Ela usava um macacão jeans por cima de uma blusa branca de mangas compridas, e segurava o coelho preto contra o peito como se fosse o tesouro mais valioso do mundo.
Aquela era Alice. Ela franziu a testa para Oliver, parecendo pronta para dar outro beliscão se ele se aproximasse demais de seu brinquedo.
Oliver, longe de ficar bravo, achou a situação divertida. Ele adorava uma reação inesperada. Com um brilho travesso nos olhos, ele respirou fundo e, de repente, abriu um sorriso enorme e exagerado, chegando bem perto do rosto dela e soltando um "Bu!" alto e animado.
O susto foi tão grande que Alice deu um pulinho para trás, seus olhos se arregalando como duas luas cheias.
— AAAAAAH! — ela gritou, um som agudo que ecoou por entre os pinheiros, fazendo alguns pássaros levantarem voo.
Oliver começou a rir, mas logo percebeu que ela parecia realmente assustada, com o lábio inferior tremendo levemente. Seu lado protetor e divertido logo entrou em ação para remediar a situação.
— Ei, ei! Calma! — disse Oliver, balançando as mãos no ar. — Eu só estava brincando. Sou eu, o Oliver! Não precisa gritar, eu não sou um monstro da floresta.
Alice parou de gritar e o encarou com desconfiança. Ela deu um passo à frente, ainda segurando o coelho com força. De forma inesperada e puramente instintiva, como fazem as crianças pequenas para reconhecer o mundo, ela se aproximou do peito de Oliver e começou a cheirá-lo. Ela queria saber quem era aquele menino estranho e barulhento.
Oliver ficou estático, achando aquilo muito engraçado.
— O que você está fazendo? — perguntou ele entre risos.
Alice não respondeu de imediato. Ela apenas terminou de cheirar a camiseta dele e depois olhou para cima. Oliver, não querendo ficar atrás na brincadeira, inclinou-se e cheirou o topo da cabeça dela, sentindo o cheiro de shampoo e de floresta.
— Você tem cheiro de... de giz de cera — comentou Oliver, soltando uma gargalhada.
Alice finalmente relaxou a expressão brava. Ela esticou as mãos e, com um movimento rápido, apertou as bochechas de Oliver com força.
— Bochechas grandes! — disse ela, com uma vozinha firme mas doce.
O rosto de Oliver ficou instantaneamente vermelho, tanto pelo aperto quanto pela vergonha súbita de ser pego de surpresa daquela maneira. Ele tentou se desvencilhar, mas Alice parecia estar se divertindo agora.
— Qual é o seu nome? — perguntou Oliver, assim que ela soltou suas bochechas.
— Alice — respondeu ela, abraçando o coelho preto novamente. — E esse é o meu coelho. Não toca nele sem pedir.
— Tudo bem, Dona Alice — brincou Oliver, notando que ela ainda tinha uma postura um pouco rígida, como se estivesse pronta para ser brava de novo a qualquer momento.
Decidido a quebrar aquele gelo de vez e transformar a Alice brava em uma Alice alegre, Oliver teve uma ideia. Ele se agachou rapidamente e, antes que ela pudesse reagir, começou a fazer cócegas nas costelas da menina.
— Não! Para! — Alice começou a rir, uma risada que desarmou completamente sua expressão de braveza.
Ela tentou fugir, mas Oliver era rápido. Os dois começaram a rolar na grama baixa, entre risos e exclamações de alegria. Alice, percebendo que aquela era uma batalha que ela poderia vencer, começou a revidar, usando suas mãozinhas pequenas para fazer cócegas na barriga de Oliver.
— Ah não! Aí não vale! — gritava Oliver, contorcendo-se de rir enquanto tentava escapar dos dedinhos ágeis da nova amiga.
A floresta, que antes parecia um lugar silencioso e misterioso, agora estava preenchida pelo som mais puro que existe: o da amizade começando através da brincadeira.
Depois de alguns minutos de intensa "guerra de cócegas", os dois caíram deitados de costas no chão, ofegantes e olhando para as copas das árvores acima deles.
— Você é engraçado, Oliver — disse Alice, ajeitando uma de suas tranças que havia ficado bagunçada.
— E você é brava, Alice — respondeu ele, virando a cabeça para olhar para ela. — Mas é uma brava legal.
Alice sorriu, um sorriso que mostrava que ela havia aceitado o novo companheiro de aventuras. Ela pegou seu coelho preto e o colocou sentado entre os dois.
— O que vamos caçar agora? — perguntou ela, a curiosidade brilhando em seus olhos castanhos.
Oliver se levantou num pulo, estendendo a mão para ajudá-la.
— Vamos procurar pedras brilhantes perto do riacho! — sugeriu ele, já começando a correr. — O último a chegar é uma uva passa!
Alice não esperou um segundo convite. Ela agarrou seu coelho e correu atrás dele, suas perninhas curtas movendo-se o mais rápido que podiam. Naquele dia, a floresta não era apenas um lugar de árvores e sombras; era o reino de Oliver e Alice, onde a travessura e a curiosidade ditavam as regras do jogo.
