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Oliver x ∆lice
Fandom: FPE
Criado: 24/06/2026
Tags
HorrorHorror PsicológicoSombrioViolência GráficaHorror CorporalAngústiaTragédiaFantasia
Reflexo de Grafite e Sangue
A escuridão era densa, cheia de um cheiro metálico de ferrugem e algo que lembrava borracha queimada. ∆lice abriu os olhos lentamente, sentindo uma pulsação forte nas têmporas. Como uma princesa demônio, ela estava acostumada a ser a fonte do medo, não a vítima dele. No entanto, ao tentar mover os braços, sentiu o aperto frio e implacável de correntes pesadas.
Ela estava em uma sala de tortura. As paredes pareciam feitas de papel velho e manchado, e o chão estava coberto de aparas de lápis e poeira. O pânico, uma sensação que ela raramente experimentava, começou a subir por sua garganta como bile.
— Mas que diabos é isso? — rosnou ela, a voz saindo rouca. — Oliver! Se isso for uma das suas brincadeiras idiotas, eu juro que vou devorar suas entranhas enquanto você ainda estiver acordado!
Silêncio. Apenas o som de gotas de algo viscoso caindo em um balde distante. ∆lice forçou a visão, suas pupilas se dilatando na penumbra. Foi então que ela ouviu o som de passos. Não eram os passos leves e saltitantes que ela conhecia, mas algo rítmico, pesado e deliberado.
Uma figura emergiu das sombras, entrando no círculo de luz fraca que vinha de uma lâmpada pendurada no teto.
Era ele. O cabelo branco longo, preso naquele rabo de cavalo baixo com o laço preto. A marca de "A+" brilhando no cabelo. O braço de lápis. Mas algo estava terrivelmente errado.
Na testa de Oliver, onde antes havia apenas pele, agora brilhava um pequeno espelho circular incrustado na carne, refletindo a imagem distorcida e aterrorizada de ∆lice. Seus olhos, geralmente cheios de uma malícia divertida, agora eram dois abismos de loucura pura, desprovidos de qualquer traço de afeto.
— Oliver? — Alice chamou, sua voz falhando pela primeira vez. — O que aconteceu com você? Por que esse espelho na testa? Me solta agora!
Oliver não respondeu de imediato. Ele inclinou a cabeça para o lado, a mecha de cabelo no topo da cabeça balançando como se tivesse vida própria. Ele esticou a língua bifurcada, passando-a lentamente pelos lábios, um gesto que costumava ser charmoso, mas que agora parecia predatório.
— Oliver não está em casa agora, princesa — disse ele, a voz distorcida, como se várias pessoas falassem ao mesmo tempo. — Ele está ocupado admirando o reflexo.
Ele se aproximou da mesa de ferramentas e pegou um objeto que parecia ter saído de um pesadelo febril. Era uma motosserra, mas não uma comum. Ela era decorada com adesivos de corações, estrelas e cores pastéis, com uma lâmina que brilhava em um tom de rosa metálico. Era uma "motosserra fofa", mas o contraste com o ambiente e com a expressão dele a tornava mil vezes mais assustadora.
— Sabe, ∆lice — continuou ele, acariciando a carcaça da arma com seu braço de lápis —, eu sempre me perguntei como seria o som de um demônio quebrando. Não apenas morrendo, mas... desmoronando.
— Oliver, para com isso! — gritou ela, debatendo-se contra as correntes, o som do metal batendo ecoando pela sala. — Sou eu! Eu sou sua namorada! A gente comeu sabonete juntos ontem, lembra? Por favor!
Oliver parou diante dela. O espelho em sua testa brilhou intensamente, capturando a luz da lâmpada. Ele deu um sorriso largo, revelando dentes que pareciam mais afiados do que o normal.
— Ah, as memórias... — Ele puxou a corda de partida da motosserra. — Elas são como grafite. Podem ser apagadas.
O motor da motosserra rugiu, um som agudo e estridente que parecia rir. O cheiro de combustível doce e sangue encheu o ar. Oliver começou a rir, uma risada histérica e aguda que se misturava ao barulho da máquina.
— Vamos ver se você brilha tanto por dentro quanto por fora! — gritou ele acima do barulho.
— Não! Oliver, por favor! — ∆lice gritou, o terror absoluto tomando conta de seu ser.
Ele não hesitou. Com um movimento rápido e preciso, ele aproximou a lâmina rosa e brilhante do ombro de ∆lice. A dor foi imediata e lancinante. O grito que escapou da garganta da princesa demônio foi algo inumano, um som de pura agonia que pareceu deleitar o psicopata à sua frente.
— Sim! É esse o som! — Oliver exclamou, movendo a motosserra em padrões lentos e cruéis, apenas o suficiente para rasgar a pele e o músculo, sem atingir nada vital ainda. — Você é tão linda quando está sofrendo, ∆lice. O espelho concorda comigo!
Sangue negro e viscoso começou a escorrer pelo corpo de ∆lice, manchando suas roupas e o chão de papel. Ela sentia a consciência oscilar, a dor sendo tão intensa que seu cérebro tentava se desligar. Mas Oliver não deixava. Ele usava o braço de lápis para cutucar as feridas, rindo cada vez que ela estremecia.
— Por que... por que está fazendo isso? — soluçou ela, as lágrimas se misturando ao sangue em seu rosto.
Oliver desligou a motosserra por um momento, o silêncio que se seguiu sendo quase mais aterrorizante que o barulho. Ele se inclinou, ficando cara a cara com ela. O espelho na testa dele agora mostrava o rosto de ∆lice coberto de dor.
— Porque é divertido, querida — sussurrou ele, a língua bifurcada roçando a bochecha dela. — E porque, no final das contas, tudo o que resta é o reflexo da dor.
Ele ligou a motosserra novamente, o brilho rosa da lâmina refletindo-se nos seus olhos loucos.
— Rodada dois — anunciou ele, gargalhando enquanto avançava novamente.
Os gritos de ∆lice ecoaram pelo vazio da escola abandonada, mas não havia ninguém para ouvir. Apenas o Oliver que não era mais Oliver, dançando entre as sombras e o sangue, celebrando sua obra-prima de terror. Ele nunca se sentira tão vivo, e ela nunca desejara tanto a morte.
Ela estava em uma sala de tortura. As paredes pareciam feitas de papel velho e manchado, e o chão estava coberto de aparas de lápis e poeira. O pânico, uma sensação que ela raramente experimentava, começou a subir por sua garganta como bile.
— Mas que diabos é isso? — rosnou ela, a voz saindo rouca. — Oliver! Se isso for uma das suas brincadeiras idiotas, eu juro que vou devorar suas entranhas enquanto você ainda estiver acordado!
Silêncio. Apenas o som de gotas de algo viscoso caindo em um balde distante. ∆lice forçou a visão, suas pupilas se dilatando na penumbra. Foi então que ela ouviu o som de passos. Não eram os passos leves e saltitantes que ela conhecia, mas algo rítmico, pesado e deliberado.
Uma figura emergiu das sombras, entrando no círculo de luz fraca que vinha de uma lâmpada pendurada no teto.
Era ele. O cabelo branco longo, preso naquele rabo de cavalo baixo com o laço preto. A marca de "A+" brilhando no cabelo. O braço de lápis. Mas algo estava terrivelmente errado.
Na testa de Oliver, onde antes havia apenas pele, agora brilhava um pequeno espelho circular incrustado na carne, refletindo a imagem distorcida e aterrorizada de ∆lice. Seus olhos, geralmente cheios de uma malícia divertida, agora eram dois abismos de loucura pura, desprovidos de qualquer traço de afeto.
— Oliver? — Alice chamou, sua voz falhando pela primeira vez. — O que aconteceu com você? Por que esse espelho na testa? Me solta agora!
Oliver não respondeu de imediato. Ele inclinou a cabeça para o lado, a mecha de cabelo no topo da cabeça balançando como se tivesse vida própria. Ele esticou a língua bifurcada, passando-a lentamente pelos lábios, um gesto que costumava ser charmoso, mas que agora parecia predatório.
— Oliver não está em casa agora, princesa — disse ele, a voz distorcida, como se várias pessoas falassem ao mesmo tempo. — Ele está ocupado admirando o reflexo.
Ele se aproximou da mesa de ferramentas e pegou um objeto que parecia ter saído de um pesadelo febril. Era uma motosserra, mas não uma comum. Ela era decorada com adesivos de corações, estrelas e cores pastéis, com uma lâmina que brilhava em um tom de rosa metálico. Era uma "motosserra fofa", mas o contraste com o ambiente e com a expressão dele a tornava mil vezes mais assustadora.
— Sabe, ∆lice — continuou ele, acariciando a carcaça da arma com seu braço de lápis —, eu sempre me perguntei como seria o som de um demônio quebrando. Não apenas morrendo, mas... desmoronando.
— Oliver, para com isso! — gritou ela, debatendo-se contra as correntes, o som do metal batendo ecoando pela sala. — Sou eu! Eu sou sua namorada! A gente comeu sabonete juntos ontem, lembra? Por favor!
Oliver parou diante dela. O espelho em sua testa brilhou intensamente, capturando a luz da lâmpada. Ele deu um sorriso largo, revelando dentes que pareciam mais afiados do que o normal.
— Ah, as memórias... — Ele puxou a corda de partida da motosserra. — Elas são como grafite. Podem ser apagadas.
O motor da motosserra rugiu, um som agudo e estridente que parecia rir. O cheiro de combustível doce e sangue encheu o ar. Oliver começou a rir, uma risada histérica e aguda que se misturava ao barulho da máquina.
— Vamos ver se você brilha tanto por dentro quanto por fora! — gritou ele acima do barulho.
— Não! Oliver, por favor! — ∆lice gritou, o terror absoluto tomando conta de seu ser.
Ele não hesitou. Com um movimento rápido e preciso, ele aproximou a lâmina rosa e brilhante do ombro de ∆lice. A dor foi imediata e lancinante. O grito que escapou da garganta da princesa demônio foi algo inumano, um som de pura agonia que pareceu deleitar o psicopata à sua frente.
— Sim! É esse o som! — Oliver exclamou, movendo a motosserra em padrões lentos e cruéis, apenas o suficiente para rasgar a pele e o músculo, sem atingir nada vital ainda. — Você é tão linda quando está sofrendo, ∆lice. O espelho concorda comigo!
Sangue negro e viscoso começou a escorrer pelo corpo de ∆lice, manchando suas roupas e o chão de papel. Ela sentia a consciência oscilar, a dor sendo tão intensa que seu cérebro tentava se desligar. Mas Oliver não deixava. Ele usava o braço de lápis para cutucar as feridas, rindo cada vez que ela estremecia.
— Por que... por que está fazendo isso? — soluçou ela, as lágrimas se misturando ao sangue em seu rosto.
Oliver desligou a motosserra por um momento, o silêncio que se seguiu sendo quase mais aterrorizante que o barulho. Ele se inclinou, ficando cara a cara com ela. O espelho na testa dele agora mostrava o rosto de ∆lice coberto de dor.
— Porque é divertido, querida — sussurrou ele, a língua bifurcada roçando a bochecha dela. — E porque, no final das contas, tudo o que resta é o reflexo da dor.
Ele ligou a motosserra novamente, o brilho rosa da lâmina refletindo-se nos seus olhos loucos.
— Rodada dois — anunciou ele, gargalhando enquanto avançava novamente.
Os gritos de ∆lice ecoaram pelo vazio da escola abandonada, mas não havia ninguém para ouvir. Apenas o Oliver que não era mais Oliver, dançando entre as sombras e o sangue, celebrando sua obra-prima de terror. Ele nunca se sentira tão vivo, e ela nunca desejara tanto a morte.
