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Amor e sexo
Fandom: Ginny e Georgia
Criado: 24/06/2026
Tags
DramaAngústiaPsicológicoSombrioPWP (Enredo? Que enredo?)Menção de IncestoEstudo de PersonagemLinguagem Explícita
Sombras e Reflexos Invertidos
A sala da mansão em Wellsbury estava mergulhada em uma penumbra densa, cortada apenas pelos faróis ocasionais dos carros que passavam pela rua arborizada. O silêncio, no entanto, era apenas uma ilusão. O ar entre as duas mulheres vibrava com uma eletricidade estática, carregada de anos de segredos, fugas e uma dinâmica que ninguém de fora conseguiria compreender.
Ginny, com seus cabelos loiros platinados caindo em ondas perfeitas sobre os ombros, caminhava de um lado para o outro. Seus olhos claros brilhavam com uma fúria fria. Ela parou diante da lareira apagada e se virou para a filha, que estava sentada no sofá com uma postura defensiva.
Georgia, cuja pele negra retinta parecia brilhar sob a luz fraca da luminária de canto, sustentava o olhar da mãe com uma mistura de cansaço e desafio. Ela herdara a força da mãe, mas em uma embalagem completamente diferente, um reflexo inverso que muitas vezes confundia quem as via juntas pela primeira vez.
— Você não pode simplesmente decidir a minha vida por mim, Ginny! — exclamou Georgia, levantando-se. — Eu não sou mais aquela criança que você carregava de cidade em cidade dentro de um conversível roubado.
Ginny soltou uma risada seca, desprovida de humor.
— Roubado? Eu prefiro o termo "emprestado por tempo indeterminado". E eu fiz o que fiz para que você tivesse o que tem agora. Essa casa, essa escola, essa segurança... Você acha que isso caiu do céu?
— Eu acho que isso veio com um preço alto demais! — Georgia deu um passo à frente, sua voz subindo de tom. — O preço de nunca saber quem somos de verdade. O preço de ver você mentir para cada pessoa que entra por aquela porta. Eu estou cansada de ser cúmplice de um teatro que eu nunca pedi para encenar.
— Você é minha filha! — Ginny gritou, aproximando-se até que estivessem a poucos centímetros de distância. — Ser minha cúmplice não é uma escolha, é a sua natureza. Eu te dei tudo o que eu nunca tive. Eu te dei o meu sangue, o meu esforço e cada grama de juventude que eu queimei para nos manter vivas.
— Você me deu uma gaiola de ouro! — rebateu Georgia, os olhos marejados. — E o pior de tudo é que você espera que eu te agradeça por me manter presa nela. Você me olha e não vê a Georgia. Você vê uma versão de si mesma que quer consertar. Mas eu não sou você, Ginny.
— Graças a Deus que não é — sussurrou a loira, a voz subitamente rouca. — Porque se você fosse, saberia o quanto dói amar alguém tanto a ponto de destruir o mundo só para ver essa pessoa sorrir.
O silêncio que se seguiu foi pesado, quase físico. Georgia sentiu o coração bater contra as costelas, uma cadência frenética que espelhava a respiração ofegante da mãe. A raiva estava lá, mas por trás dela, algo muito mais antigo e profundo latejava. Era uma dependência mútua, um vínculo forjado no fogo da sobrevivência que beirava o insano.
— Por que você faz isso? — perguntou Georgia, a voz agora apenas um sussurro quebrado. — Por que me empurra até eu não aguentar mais?
— Porque eu tenho medo — confessou Ginny, e pela primeira vez naquela noite, a máscara de perfeição caiu. — Tenho medo de que, se eu soltar a sua mão, você perceba que não precisa de mim. E se você não precisar de mim, o que sobra?
Georgia sentiu um nó na garganta. Ela estendeu a mão, tocando o rosto da mãe. O contraste da sua pele escura contra a pele clara e pálida de Ginny era uma imagem que sempre a fascinara.
— Eu sempre vou precisar de você — disse Georgia, com uma sinceridade que a assustou. — Mas não desse jeito. Não entre gritos e mentiras.
Ginny fechou os olhos, inclinando o rosto contra a palma da mão da filha. O toque era quente, sólido, a única coisa real em um mundo de aparências.
— Eu te amo tanto que chega a ser doentio — admitiu Ginny, abrindo os olhos e encontrando os de Georgia. — Você é a única coisa boa que eu já fiz. A única coisa pura.
— Eu não sou pura, mãe — Georgia sorriu tristemente. — Eu sou sua.
O espaço entre elas desapareceu. Não foi um movimento planejado, mas uma gravidade irresistível. Ginny envolveu o pescoço de Georgia com os braços, puxando-a para baixo, enquanto Georgia a segurava pela cintura com uma urgência desesperada. O beijo foi uma colisão de ressentimento e desejo, um sabor de lágrimas salgadas e uma fome que vinha sendo alimentada por anos de convivência intensa e isolada.
— Ginny... — murmurou Georgia contra os lábios da mãe, usando o nome dela como um desafio e uma prece.
— Shh — Ginny interrompeu, as mãos subindo para os cabelos cacheados e volumosos da filha. — Apenas fique aqui. Comigo.
Elas se moveram como um único corpo em direção ao sofá grande de veludo. As roupas foram descartadas com pressa, jogadas no chão como as identidades que elas costumavam trocar. Sob a luz fraca, a imagem era de uma beleza crua e proibida. A pele loira de Ginny parecia brilhar como seda sob o toque firme e possessivo das mãos de Georgia.
Cada carícia era uma conversa que elas não conseguiam ter com palavras. Georgia explorava o corpo da mãe com uma curiosidade devota, traçando as curvas que conhecia tão bem, mas que agora via sob uma nova e perigosa luz. Ginny, por sua vez, entregava-se com uma vulnerabilidade que nunca mostrara a nenhum homem, a nenhum amante de passagem.
— Você é minha — sussurrou Ginny, enquanto Georgia se posicionava entre suas pernas. — Diga.
— Eu sou sua — repetiu Georgia, a voz carregada de uma luxúria sombria. — Sempre fui.
O ato em si foi uma explosão de sentidos. Não havia delicadeza, apenas uma necessidade voraz de se fundirem, de apagar as linhas que definiam onde uma terminava e a outra começava. O prazer era agudo, pontuado por gemidos abafados e o som da respiração sincronizada. Naquele momento, não havia Wellsbury, não havia segredos, não havia passado ou futuro. Havia apenas o calor da pele, o cheiro de perfume caro e suor, e a conexão absoluta que as unia.
Georgia sentia o controle que Ginny sempre exercia sobre ela se transformar em algo diferente, algo que ela podia manipular. Ela sentia o poder de ter a mãe desarmada em seus braços, e Ginny, por sua vez, encontrava uma paz distorcida ao ser finalmente possuída pela única pessoa que realmente importava.
Quando o clímax as atingiu, foi como uma queda livre. Elas se seguraram uma à outra, as unhas cravando-se na pele, os nomes sussurrados como segredos sagrados.
Minutos depois, o silêncio retornou à sala, mas era um silêncio diferente. Elas estavam entrelaçadas no sofá, o cobertor de cashmere jogado displicentemente sobre seus corpos. Georgia descansava a cabeça no peito de Ginny, ouvindo as batidas desaceleradas do coração da mãe.
— O que acontece amanhã? — perguntou Georgia, a voz sonolenta.
Ginny passou os dedos pelos cabelos da filha, olhando para o teto com um olhar distante, mas satisfeito.
— Amanhã, nós tomamos café da manhã, você vai para a escola e eu continuo sendo a mãe perfeita de Wellsbury.
Georgia levantou a cabeça, olhando nos olhos azuis de Ginny.
— E entre nós?
Ginny deu um pequeno sorriso, aquele sorriso que Georgia sabia que escondia mil segredos, mas que agora também guardava um que era só delas.
— Entre nós, Georgia... nada nunca muda. Nós somos as Miller contra o mundo. Mesmo que o mundo, às vezes, seja apenas nós duas.
Georgia deitou-se novamente, fechando os olhos. Ela sabia que a relação delas era um labirinto sem saída, uma teia de aranha feita de seda e aço. Mas, enquanto sentia o calor do corpo de Ginny contra o seu, ela percebeu que nunca quis realmente fugir. No reflexo invertido daquela sala, elas finalmente tinham encontrado a sua verdade mais obscura.
Ginny, com seus cabelos loiros platinados caindo em ondas perfeitas sobre os ombros, caminhava de um lado para o outro. Seus olhos claros brilhavam com uma fúria fria. Ela parou diante da lareira apagada e se virou para a filha, que estava sentada no sofá com uma postura defensiva.
Georgia, cuja pele negra retinta parecia brilhar sob a luz fraca da luminária de canto, sustentava o olhar da mãe com uma mistura de cansaço e desafio. Ela herdara a força da mãe, mas em uma embalagem completamente diferente, um reflexo inverso que muitas vezes confundia quem as via juntas pela primeira vez.
— Você não pode simplesmente decidir a minha vida por mim, Ginny! — exclamou Georgia, levantando-se. — Eu não sou mais aquela criança que você carregava de cidade em cidade dentro de um conversível roubado.
Ginny soltou uma risada seca, desprovida de humor.
— Roubado? Eu prefiro o termo "emprestado por tempo indeterminado". E eu fiz o que fiz para que você tivesse o que tem agora. Essa casa, essa escola, essa segurança... Você acha que isso caiu do céu?
— Eu acho que isso veio com um preço alto demais! — Georgia deu um passo à frente, sua voz subindo de tom. — O preço de nunca saber quem somos de verdade. O preço de ver você mentir para cada pessoa que entra por aquela porta. Eu estou cansada de ser cúmplice de um teatro que eu nunca pedi para encenar.
— Você é minha filha! — Ginny gritou, aproximando-se até que estivessem a poucos centímetros de distância. — Ser minha cúmplice não é uma escolha, é a sua natureza. Eu te dei tudo o que eu nunca tive. Eu te dei o meu sangue, o meu esforço e cada grama de juventude que eu queimei para nos manter vivas.
— Você me deu uma gaiola de ouro! — rebateu Georgia, os olhos marejados. — E o pior de tudo é que você espera que eu te agradeça por me manter presa nela. Você me olha e não vê a Georgia. Você vê uma versão de si mesma que quer consertar. Mas eu não sou você, Ginny.
— Graças a Deus que não é — sussurrou a loira, a voz subitamente rouca. — Porque se você fosse, saberia o quanto dói amar alguém tanto a ponto de destruir o mundo só para ver essa pessoa sorrir.
O silêncio que se seguiu foi pesado, quase físico. Georgia sentiu o coração bater contra as costelas, uma cadência frenética que espelhava a respiração ofegante da mãe. A raiva estava lá, mas por trás dela, algo muito mais antigo e profundo latejava. Era uma dependência mútua, um vínculo forjado no fogo da sobrevivência que beirava o insano.
— Por que você faz isso? — perguntou Georgia, a voz agora apenas um sussurro quebrado. — Por que me empurra até eu não aguentar mais?
— Porque eu tenho medo — confessou Ginny, e pela primeira vez naquela noite, a máscara de perfeição caiu. — Tenho medo de que, se eu soltar a sua mão, você perceba que não precisa de mim. E se você não precisar de mim, o que sobra?
Georgia sentiu um nó na garganta. Ela estendeu a mão, tocando o rosto da mãe. O contraste da sua pele escura contra a pele clara e pálida de Ginny era uma imagem que sempre a fascinara.
— Eu sempre vou precisar de você — disse Georgia, com uma sinceridade que a assustou. — Mas não desse jeito. Não entre gritos e mentiras.
Ginny fechou os olhos, inclinando o rosto contra a palma da mão da filha. O toque era quente, sólido, a única coisa real em um mundo de aparências.
— Eu te amo tanto que chega a ser doentio — admitiu Ginny, abrindo os olhos e encontrando os de Georgia. — Você é a única coisa boa que eu já fiz. A única coisa pura.
— Eu não sou pura, mãe — Georgia sorriu tristemente. — Eu sou sua.
O espaço entre elas desapareceu. Não foi um movimento planejado, mas uma gravidade irresistível. Ginny envolveu o pescoço de Georgia com os braços, puxando-a para baixo, enquanto Georgia a segurava pela cintura com uma urgência desesperada. O beijo foi uma colisão de ressentimento e desejo, um sabor de lágrimas salgadas e uma fome que vinha sendo alimentada por anos de convivência intensa e isolada.
— Ginny... — murmurou Georgia contra os lábios da mãe, usando o nome dela como um desafio e uma prece.
— Shh — Ginny interrompeu, as mãos subindo para os cabelos cacheados e volumosos da filha. — Apenas fique aqui. Comigo.
Elas se moveram como um único corpo em direção ao sofá grande de veludo. As roupas foram descartadas com pressa, jogadas no chão como as identidades que elas costumavam trocar. Sob a luz fraca, a imagem era de uma beleza crua e proibida. A pele loira de Ginny parecia brilhar como seda sob o toque firme e possessivo das mãos de Georgia.
Cada carícia era uma conversa que elas não conseguiam ter com palavras. Georgia explorava o corpo da mãe com uma curiosidade devota, traçando as curvas que conhecia tão bem, mas que agora via sob uma nova e perigosa luz. Ginny, por sua vez, entregava-se com uma vulnerabilidade que nunca mostrara a nenhum homem, a nenhum amante de passagem.
— Você é minha — sussurrou Ginny, enquanto Georgia se posicionava entre suas pernas. — Diga.
— Eu sou sua — repetiu Georgia, a voz carregada de uma luxúria sombria. — Sempre fui.
O ato em si foi uma explosão de sentidos. Não havia delicadeza, apenas uma necessidade voraz de se fundirem, de apagar as linhas que definiam onde uma terminava e a outra começava. O prazer era agudo, pontuado por gemidos abafados e o som da respiração sincronizada. Naquele momento, não havia Wellsbury, não havia segredos, não havia passado ou futuro. Havia apenas o calor da pele, o cheiro de perfume caro e suor, e a conexão absoluta que as unia.
Georgia sentia o controle que Ginny sempre exercia sobre ela se transformar em algo diferente, algo que ela podia manipular. Ela sentia o poder de ter a mãe desarmada em seus braços, e Ginny, por sua vez, encontrava uma paz distorcida ao ser finalmente possuída pela única pessoa que realmente importava.
Quando o clímax as atingiu, foi como uma queda livre. Elas se seguraram uma à outra, as unhas cravando-se na pele, os nomes sussurrados como segredos sagrados.
Minutos depois, o silêncio retornou à sala, mas era um silêncio diferente. Elas estavam entrelaçadas no sofá, o cobertor de cashmere jogado displicentemente sobre seus corpos. Georgia descansava a cabeça no peito de Ginny, ouvindo as batidas desaceleradas do coração da mãe.
— O que acontece amanhã? — perguntou Georgia, a voz sonolenta.
Ginny passou os dedos pelos cabelos da filha, olhando para o teto com um olhar distante, mas satisfeito.
— Amanhã, nós tomamos café da manhã, você vai para a escola e eu continuo sendo a mãe perfeita de Wellsbury.
Georgia levantou a cabeça, olhando nos olhos azuis de Ginny.
— E entre nós?
Ginny deu um pequeno sorriso, aquele sorriso que Georgia sabia que escondia mil segredos, mas que agora também guardava um que era só delas.
— Entre nós, Georgia... nada nunca muda. Nós somos as Miller contra o mundo. Mesmo que o mundo, às vezes, seja apenas nós duas.
Georgia deitou-se novamente, fechando os olhos. Ela sabia que a relação delas era um labirinto sem saída, uma teia de aranha feita de seda e aço. Mas, enquanto sentia o calor do corpo de Ginny contra o seu, ela percebeu que nunca quis realmente fugir. No reflexo invertido daquela sala, elas finalmente tinham encontrado a sua verdade mais obscura.
