
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
O amor inesperado
Fandom: Xvideos
Criado: 24/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaCenário CanônicoDrama
Entre o Desejo e a Curiosidade
O corredor lateral da escola, aquele que levava aos depósitos de educação física e que quase ninguém usava depois do último sinal, estava mergulhado em uma penumbra estratégica. O cheiro de cera velha e suor distante era o cenário perfeito para o que Heitor tinha em mente. Ele não era de planejar muito, mas quando queria algo, sua natureza direta e safada assumia o controle.
Heitor pressionou José contra os armários de metal, o impacto gerando um eco surdo que pareceu vibrar no peito de ambos. José, com aquele sorriso de quem sabia exatamente o poder que tinha, não recuou. Pelo contrário, entrelaçou os dedos na nuca de Heitor, puxando-o para mais perto.
— Você está muito corajoso hoje, Heitor — sussurrou José, a voz carregada de uma malícia que testava os limites da heterossexualidade autodeclarada do amigo. — Achei que você só queria "trocar uma ideia" sobre o treino.
— A ideia mudou — respondeu Heitor, antes de selar os lábios nos de José com uma urgência que não admitia réplicas.
O beijo começou faminto, uma exploração de línguas e dentes que misturava a força bruta de Heitor com a técnica provocante de José. José era bissexual assumido no círculo deles, dono de uma lábia que desarmava qualquer um, e adorava ver como Heitor, o "hétero da turma", perdia a pose sempre que ficavam sozinhos.
Heitor desceu as mãos para a cintura de José, apertando-a com força, enquanto seus corpos se moldavam um ao outro sob o uniforme escolar. O calor subia rápido, e o ambiente da escola começava a parecer pequeno demais para a tensão que explodira entre eles.
— Minha casa — ofegou Heitor, interrompendo o beijo por apenas um segundo para morder o lábio inferior de José. — Meus pais viajaram. Quero você lá agora. Quero te comer de um jeito que você não vai esquecer.
José soltou uma risada baixa, rouca, sentindo o volume evidente contra sua coxa.
— Olha só quem decidiu assumir o comando... — José provocou, passando a ponta da língua pelo pescoço de Heitor. — Tudo bem, Heitor. Vamos ver se você sustenta toda essa banca quando estivermos entre quatro paredes.
O que nenhum dos dois percebeu, no entanto, foi o leve clique de uma sola de sapato contra o piso de granilite, a poucos metros dali, atrás da curva do corredor.
Rayane estava paralisada. Ela tinha voltado para buscar o estojo que esquecera na sala, mas o que encontrou valia muito mais do que qualquer material escolar. A curiosidade de Rayane sempre fora sua maior virtude — e seu maior defeito. Ela observava a cena com os olhos arregalados, a respiração suspensa. Ver Heitor, o cara que todas as meninas comentavam, prensando José daquele jeito... era uma revelação que fazia seu coração disparar.
Ela esperou que eles se afastassem, ouvindo o som dos passos apressados em direção à saída. O silêncio voltou ao corredor, mas a mente de Rayane trabalhava a mil por hora.
— Então é assim? — sussurrou ela para si mesma, um sorriso travesso surgindo em seu rosto. — Heitor e José... e na casa do Heitor.
Rayane não era do tipo que guardava segredos por muito tempo, especialmente quando a curiosidade a impulsionava a querer ver o desenrolar daquela história. Ela sabia onde Heitor morava.
Meia hora depois, Heitor e José entravam na casa do primeiro. O ambiente estava silencioso e fresco, um contraste com o mormaço da rua. Heitor nem sequer acendeu as luzes da sala, guiando José diretamente para o quarto no andar de cima.
— Você está com pressa — comentou José, jogando a mochila no chão assim que entraram no quarto.
— Você não tem ideia — respondeu Heitor, fechando a porta com um chute e avançando sobre José novamente.
Desta vez, não havia a barreira dos armários da escola. Eles caíram sobre a cama, uma confusão de braços, pernas e respirações pesadas. Heitor começou a puxar a camiseta de José, subindo o tecido com impaciência.
— Calma, gatão — disse José, segurando os pulsos de Heitor por um momento, os olhos brilhando de diversão e desejo. — Eu gosto de aproveitar o caminho. Você fala muito que é hétero, mas está agindo como se estivesse passando fome.
— Com você provocando o dia inteiro na sala? — Heitor rosnou, livrando as mãos e voltando ao ataque. — Eu sou safado, José. Você sabe disso. E agora eu vou te mostrar o quanto.
Enquanto isso, do lado de fora da casa, Rayane observava a janela do andar superior. A luz se acendeu por um breve momento e depois se apagou, deixando apenas o brilho azulado de um abajur. Ela se aproximou do muro lateral, onde uma árvore de galhos baixos oferecia a visão perfeita para quem soubesse escalar.
— Eu só quero ver até onde isso vai — murmurou Rayane, ajustando a alça da mochila e começando a subir com agilidade.
Ela se posicionou em um galho firme, nivelada com a janela entreaberta do quarto de Heitor. A cortina de renda fina não escondia muito.
Lá dentro, a cena era intensa. José estava agora sem camisa, a pele clara brilhando sob a luz fraca. Heitor estava por cima dele, as mãos explorando cada centímetro do corpo do amigo com uma possessividade que Rayane nunca imaginou que ele tivesse.
— Você fala demais, José — disse Heitor, a voz vindo como um trovão baixo que Rayane conseguiu captar. — Vamos ver se sua língua é tão boa quanto sua lábia.
— Experimenta — desafiou José, puxando Heitor para um beijo profundo, enquanto suas pernas se enroscavam na cintura do outro.
Rayane sentiu o rosto queimar. Ela sabia que deveria ir embora, que aquilo era íntimo, mas a curiosidade a prendia ali. Era como assistir a um filme proibido, mas com pessoas que ela via todos os dias. O contraste entre a postura pública de Heitor e a entrega total naquele momento era fascinante.
Heitor começou a descer os beijos pelo abdômen de José, desabotoando o cinto da calça dele com uma destreza que denunciava sua experiência. José soltou um suspiro longo, jogando a cabeça para trás, os dedos perdidos no cabelo de Heitor.
— Heitor... — murmurou José, o tom provocador dando lugar a um prazer genuíno. — Você realmente não brinca em serviço.
— Eu disse que ia te comer — respondeu Heitor, parando por um segundo para olhar nos olhos de José. — E eu sempre cumpro o que prometo.
O clima no quarto atingiu o ponto de ebulição. Heitor se livrou das próprias roupas com rapidez, revelando um corpo atlético que fez Rayane perder o fôlego por um instante. Ela viu quando ele se posicionou entre as pernas de José, a tensão muscular evidente em suas costas.
— Espera — disse José de repente, sua voz cortando o silêncio e fazendo Rayane se encolher no galho.
Heitor parou, confuso.
— O que foi? Desistiu?
— Não — José sorriu, aquele sorriso de quem sempre estava um passo à frente. — Mas eu tenho a sensação de que não estamos sozinhos.
Heitor franziu o cenho, olhando em volta do quarto escuro.
— Do que você está falando? Meus pais só voltam amanhã.
José se sentou na cama, sem parecer nem um pouco incomodado com a própria nudez parcial, e olhou diretamente para a janela.
— Rayane, se você cair dessa árvore, eu não vou te levar para o hospital — disse José, em um tom alto e claro.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Rayane sentiu o coração despencar até o estômago. Heitor congelou, a expressão alternando entre o choque e a irritação.
— A Rayane? — Heitor se levantou, caminhando até a janela e escancarando a cortina.
Lá estava ela, agarrada ao galho, com um sorriso amarelo e o rosto mais vermelho que um pimentão.
— Oi, meninos... — gaguejou ela. — Eu... eu perdi meu gato?
— O seu gato mora a três quarteirões daqui, Rayane — disse José, aproximando-se da janela e apoiando o braço no ombro de Heitor, parecendo achar a situação a coisa mais divertida do mundo.
Heitor soltou um suspiro pesado, passando a mão pelo rosto.
— Você é inacreditável, Ray. O que você está fazendo aí?
— Eu vi vocês na escola — admitiu ela, vendo que não havia escapatória. — Eu fiquei curiosa. Vocês pareciam tão... intensos. Eu queria ver se o Heitor era mesmo tudo isso que ele diz ser.
José soltou uma gargalhada alta, que ecoou pela rua silenciosa.
— E então? — perguntou José, piscando para ela. — O que o seu veredito diz até agora?
— José, não incentiva! — exclamou Heitor, embora a raiva estivesse sendo substituída por um constrangimento mal disfarçado.
— Ah, qual é, Heitor — disse José, virando-se para o amigo. — Ela já viu metade do show. E a Rayane é de confiança, além de ser tão safada quanto a gente, só que do jeito dela.
Rayane, percebendo que não seria expulsa a gritos, recuperou um pouco da confiança.
— Eu só acho que vocês formam um belo par — disse ela, equilibrando-se melhor no galho. — E o Heitor realmente tem pegada.
Heitor olhou de Rayane para José. O bissexual apenas deu de ombros, com um brilho de desafio nos olhos.
— Bem — disse Heitor, cruzando os braços e exibindo os músculos do peito —, já que você está aí e já estragou o clima de privacidade... o que você sugere que a gente faça, já que é tão curiosa?
Rayane inclinou a cabeça, os olhos brilhando com uma nova ideia.
— Eu sugiro que vocês continuem — disse ela, a voz subindo um tom. — Mas talvez vocês devessem deixar a porta da frente aberta para mim. É mais confortável do que esse galho.
José olhou para Heitor e arqueou uma sobrancelha.
— E aí, hétero safado? Sua casa, suas regras. A curiosidade da Rayane cabe no seu quarto?
Heitor olhou para José, sentindo a provocação, e depois para Rayane, que esperava ansiosa. Um sorriso lento e perigoso começou a se formar em seus lábios. A noite, que deveria ser apenas um encontro às escondidas, estava prestes a se tornar algo muito mais interessante.
— Desce dessa árvore, Rayane — ordenou Heitor, a voz carregada de uma nova autoridade. — A porta está destrancada. Mas se entrar, não tem volta.
Rayane não precisou ouvir duas vezes. Ela desceu da árvore com uma velocidade impressionante, enquanto Heitor fechava a cortina e se voltava para José.
— Você não presta — disse Heitor, puxando José para perto novamente.
— Eu sei — respondeu José, selando seus lábios. — Mas você adora.
A porta da frente da casa rangeu suavemente alguns minutos depois. No andar de cima, o desejo, a malícia e a curiosidade estavam prestes a se encontrar em uma sinfonia que a escola jamais sonharia em presenciar. Heitor, José e Rayane sabiam que, a partir daquela noite, nada seria igual nos corredores do colégio. E nenhum deles estava nem um pouco preocupado com isso.
Heitor pressionou José contra os armários de metal, o impacto gerando um eco surdo que pareceu vibrar no peito de ambos. José, com aquele sorriso de quem sabia exatamente o poder que tinha, não recuou. Pelo contrário, entrelaçou os dedos na nuca de Heitor, puxando-o para mais perto.
— Você está muito corajoso hoje, Heitor — sussurrou José, a voz carregada de uma malícia que testava os limites da heterossexualidade autodeclarada do amigo. — Achei que você só queria "trocar uma ideia" sobre o treino.
— A ideia mudou — respondeu Heitor, antes de selar os lábios nos de José com uma urgência que não admitia réplicas.
O beijo começou faminto, uma exploração de línguas e dentes que misturava a força bruta de Heitor com a técnica provocante de José. José era bissexual assumido no círculo deles, dono de uma lábia que desarmava qualquer um, e adorava ver como Heitor, o "hétero da turma", perdia a pose sempre que ficavam sozinhos.
Heitor desceu as mãos para a cintura de José, apertando-a com força, enquanto seus corpos se moldavam um ao outro sob o uniforme escolar. O calor subia rápido, e o ambiente da escola começava a parecer pequeno demais para a tensão que explodira entre eles.
— Minha casa — ofegou Heitor, interrompendo o beijo por apenas um segundo para morder o lábio inferior de José. — Meus pais viajaram. Quero você lá agora. Quero te comer de um jeito que você não vai esquecer.
José soltou uma risada baixa, rouca, sentindo o volume evidente contra sua coxa.
— Olha só quem decidiu assumir o comando... — José provocou, passando a ponta da língua pelo pescoço de Heitor. — Tudo bem, Heitor. Vamos ver se você sustenta toda essa banca quando estivermos entre quatro paredes.
O que nenhum dos dois percebeu, no entanto, foi o leve clique de uma sola de sapato contra o piso de granilite, a poucos metros dali, atrás da curva do corredor.
Rayane estava paralisada. Ela tinha voltado para buscar o estojo que esquecera na sala, mas o que encontrou valia muito mais do que qualquer material escolar. A curiosidade de Rayane sempre fora sua maior virtude — e seu maior defeito. Ela observava a cena com os olhos arregalados, a respiração suspensa. Ver Heitor, o cara que todas as meninas comentavam, prensando José daquele jeito... era uma revelação que fazia seu coração disparar.
Ela esperou que eles se afastassem, ouvindo o som dos passos apressados em direção à saída. O silêncio voltou ao corredor, mas a mente de Rayane trabalhava a mil por hora.
— Então é assim? — sussurrou ela para si mesma, um sorriso travesso surgindo em seu rosto. — Heitor e José... e na casa do Heitor.
Rayane não era do tipo que guardava segredos por muito tempo, especialmente quando a curiosidade a impulsionava a querer ver o desenrolar daquela história. Ela sabia onde Heitor morava.
Meia hora depois, Heitor e José entravam na casa do primeiro. O ambiente estava silencioso e fresco, um contraste com o mormaço da rua. Heitor nem sequer acendeu as luzes da sala, guiando José diretamente para o quarto no andar de cima.
— Você está com pressa — comentou José, jogando a mochila no chão assim que entraram no quarto.
— Você não tem ideia — respondeu Heitor, fechando a porta com um chute e avançando sobre José novamente.
Desta vez, não havia a barreira dos armários da escola. Eles caíram sobre a cama, uma confusão de braços, pernas e respirações pesadas. Heitor começou a puxar a camiseta de José, subindo o tecido com impaciência.
— Calma, gatão — disse José, segurando os pulsos de Heitor por um momento, os olhos brilhando de diversão e desejo. — Eu gosto de aproveitar o caminho. Você fala muito que é hétero, mas está agindo como se estivesse passando fome.
— Com você provocando o dia inteiro na sala? — Heitor rosnou, livrando as mãos e voltando ao ataque. — Eu sou safado, José. Você sabe disso. E agora eu vou te mostrar o quanto.
Enquanto isso, do lado de fora da casa, Rayane observava a janela do andar superior. A luz se acendeu por um breve momento e depois se apagou, deixando apenas o brilho azulado de um abajur. Ela se aproximou do muro lateral, onde uma árvore de galhos baixos oferecia a visão perfeita para quem soubesse escalar.
— Eu só quero ver até onde isso vai — murmurou Rayane, ajustando a alça da mochila e começando a subir com agilidade.
Ela se posicionou em um galho firme, nivelada com a janela entreaberta do quarto de Heitor. A cortina de renda fina não escondia muito.
Lá dentro, a cena era intensa. José estava agora sem camisa, a pele clara brilhando sob a luz fraca. Heitor estava por cima dele, as mãos explorando cada centímetro do corpo do amigo com uma possessividade que Rayane nunca imaginou que ele tivesse.
— Você fala demais, José — disse Heitor, a voz vindo como um trovão baixo que Rayane conseguiu captar. — Vamos ver se sua língua é tão boa quanto sua lábia.
— Experimenta — desafiou José, puxando Heitor para um beijo profundo, enquanto suas pernas se enroscavam na cintura do outro.
Rayane sentiu o rosto queimar. Ela sabia que deveria ir embora, que aquilo era íntimo, mas a curiosidade a prendia ali. Era como assistir a um filme proibido, mas com pessoas que ela via todos os dias. O contraste entre a postura pública de Heitor e a entrega total naquele momento era fascinante.
Heitor começou a descer os beijos pelo abdômen de José, desabotoando o cinto da calça dele com uma destreza que denunciava sua experiência. José soltou um suspiro longo, jogando a cabeça para trás, os dedos perdidos no cabelo de Heitor.
— Heitor... — murmurou José, o tom provocador dando lugar a um prazer genuíno. — Você realmente não brinca em serviço.
— Eu disse que ia te comer — respondeu Heitor, parando por um segundo para olhar nos olhos de José. — E eu sempre cumpro o que prometo.
O clima no quarto atingiu o ponto de ebulição. Heitor se livrou das próprias roupas com rapidez, revelando um corpo atlético que fez Rayane perder o fôlego por um instante. Ela viu quando ele se posicionou entre as pernas de José, a tensão muscular evidente em suas costas.
— Espera — disse José de repente, sua voz cortando o silêncio e fazendo Rayane se encolher no galho.
Heitor parou, confuso.
— O que foi? Desistiu?
— Não — José sorriu, aquele sorriso de quem sempre estava um passo à frente. — Mas eu tenho a sensação de que não estamos sozinhos.
Heitor franziu o cenho, olhando em volta do quarto escuro.
— Do que você está falando? Meus pais só voltam amanhã.
José se sentou na cama, sem parecer nem um pouco incomodado com a própria nudez parcial, e olhou diretamente para a janela.
— Rayane, se você cair dessa árvore, eu não vou te levar para o hospital — disse José, em um tom alto e claro.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Rayane sentiu o coração despencar até o estômago. Heitor congelou, a expressão alternando entre o choque e a irritação.
— A Rayane? — Heitor se levantou, caminhando até a janela e escancarando a cortina.
Lá estava ela, agarrada ao galho, com um sorriso amarelo e o rosto mais vermelho que um pimentão.
— Oi, meninos... — gaguejou ela. — Eu... eu perdi meu gato?
— O seu gato mora a três quarteirões daqui, Rayane — disse José, aproximando-se da janela e apoiando o braço no ombro de Heitor, parecendo achar a situação a coisa mais divertida do mundo.
Heitor soltou um suspiro pesado, passando a mão pelo rosto.
— Você é inacreditável, Ray. O que você está fazendo aí?
— Eu vi vocês na escola — admitiu ela, vendo que não havia escapatória. — Eu fiquei curiosa. Vocês pareciam tão... intensos. Eu queria ver se o Heitor era mesmo tudo isso que ele diz ser.
José soltou uma gargalhada alta, que ecoou pela rua silenciosa.
— E então? — perguntou José, piscando para ela. — O que o seu veredito diz até agora?
— José, não incentiva! — exclamou Heitor, embora a raiva estivesse sendo substituída por um constrangimento mal disfarçado.
— Ah, qual é, Heitor — disse José, virando-se para o amigo. — Ela já viu metade do show. E a Rayane é de confiança, além de ser tão safada quanto a gente, só que do jeito dela.
Rayane, percebendo que não seria expulsa a gritos, recuperou um pouco da confiança.
— Eu só acho que vocês formam um belo par — disse ela, equilibrando-se melhor no galho. — E o Heitor realmente tem pegada.
Heitor olhou de Rayane para José. O bissexual apenas deu de ombros, com um brilho de desafio nos olhos.
— Bem — disse Heitor, cruzando os braços e exibindo os músculos do peito —, já que você está aí e já estragou o clima de privacidade... o que você sugere que a gente faça, já que é tão curiosa?
Rayane inclinou a cabeça, os olhos brilhando com uma nova ideia.
— Eu sugiro que vocês continuem — disse ela, a voz subindo um tom. — Mas talvez vocês devessem deixar a porta da frente aberta para mim. É mais confortável do que esse galho.
José olhou para Heitor e arqueou uma sobrancelha.
— E aí, hétero safado? Sua casa, suas regras. A curiosidade da Rayane cabe no seu quarto?
Heitor olhou para José, sentindo a provocação, e depois para Rayane, que esperava ansiosa. Um sorriso lento e perigoso começou a se formar em seus lábios. A noite, que deveria ser apenas um encontro às escondidas, estava prestes a se tornar algo muito mais interessante.
— Desce dessa árvore, Rayane — ordenou Heitor, a voz carregada de uma nova autoridade. — A porta está destrancada. Mas se entrar, não tem volta.
Rayane não precisou ouvir duas vezes. Ela desceu da árvore com uma velocidade impressionante, enquanto Heitor fechava a cortina e se voltava para José.
— Você não presta — disse Heitor, puxando José para perto novamente.
— Eu sei — respondeu José, selando seus lábios. — Mas você adora.
A porta da frente da casa rangeu suavemente alguns minutos depois. No andar de cima, o desejo, a malícia e a curiosidade estavam prestes a se encontrar em uma sinfonia que a escola jamais sonharia em presenciar. Heitor, José e Rayane sabiam que, a partir daquela noite, nada seria igual nos corredores do colégio. E nenhum deles estava nem um pouco preocupado com isso.
