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Guitarrist
Fandom: Riize
Criado: 24/06/2026
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoFofuraFatias de VidaCiúmesCenário CanônicoHistória DomésticaSongficCena Perdida
Notas e Acordes Silenciosos
A luz âmbar do estúdio de ensaio refletia nas cordas da guitarra de Wonbin, criando um brilho que parecia hipnotizar qualquer um que entrasse na sala. Ele estava sentado no chão, encostado no espelho, com os cabelos escuros caindo sobre os olhos. Wonbin era o centro gravitacional do RIIZE, mesmo sem dizer uma única palavra. Ele tinha aquela aura magnética, uma mistura de mistério e sensualidade que fazia com que staffs, idols de outros grupos e até estranhos na rua parassem para admirá-lo.
No entanto, para Wonbin, o mundo se resumia ao que estava acontecendo no centro da sala.
Lim estava de pé, com os fones de ouvido pendurados no pescoço, revisando uma melodia que haviam acabado de compor juntos. Ela mordia o lábio inferior, um sinal claro de sua insegurança.
— Acho que essa nota alta vai soar estranha na minha voz — murmurou ela, olhando para o papel. — Talvez você devesse dar essa parte para o Sohee.
Wonbin parou de dedilhar a guitarra. Ele levantou o olhar, e apenas Lim conseguia ler a suavidade que existia por trás daquela expressão habitualmente fechada.
— Sua voz é a razão pela qual escrevi essa ponte, Lim — disse ele, a voz baixa e rouca, audível apenas para ela. — Não mude nada. Você é melhor do que pensa.
Lim sorriu, sentindo o rosto esquentar. Wonbin era seu porto seguro, o único que conseguia silenciar as vozes de dúvida em sua cabeça. Mas o momento de intimidade foi interrompido pelo estrondo da porta se abrindo.
— Chegou a alegria da casa! — Sungchan entrou saltitando, seguido por um Sohee que já estava tendo um ataque de riso por algo que aconteceu no corredor.
— Vocês não acreditam! — Sohee exclamou, jogando-se no sofá. — Uma das estilistas acabou de deixar um bilhete no armário do Wonbin. De novo!
Lim sentiu um aperto familiar no peito. O ciúme era uma chama pequena, mas persistente, que ardia sempre que ela lembrava que o mundo inteiro desejava o homem que, secretamente, era dela.
— O que dizia? — perguntou Eunseok, entrando logo atrás com sua expressão impassível que escondia o humor mais peculiar do grupo. — "Por favor, Wonbin, olhe para mim e cure minha miopia com sua beleza"?
— Quase isso — riu Sungchan, bagunçando o cabelo de Wonbin, que apenas suspirou e voltou a focar na guitarra, ignorando a provocação.
Lim desviou o olhar, fingindo estar muito interessada em seu caderno de letras. Ela sentiu uma mão pesada e reconfortante em seu ombro. Era Shotaro.
— Está tudo bem, pequena? — Shotaro perguntou com aquele sorriso de "irmão mais velho" que sempre acalmava os nervos dela. Como líder de fato em muitos momentos, ele tinha um instinto protetor aguçado.
— Sim, Taro. Só estou cansada do treino de dança — mentiu ela, forçando um sorriso.
— Não se preocupe com esses bobos — Shotaro piscou. — Eles só têm inveja porque o Wonbin é o visual da nação.
— Eu ouvi isso! — gritou Sungchan do outro lado da sala, já começando a fazer uma dança interpretativa estranha para irritar Eunseok.
Enquanto a bagunça se instalava, Anton se aproximou de Lim silenciosamente. Ele era o confidente dela, a pessoa com quem ela podia falar sobre quase tudo — exceto, é claro, o fato de que ela e Wonbin estavam namorando há três meses.
— Você está tensa — Anton observou, sentando-se ao lado dela no chão. — É a música nova ou... outra coisa?
Lim olhou para Anton. Ele tinha olhos expressivos que pareciam ver através de qualquer fachada.
— É só que... às vezes parece que todo mundo tem um pedaço dele, sabe? — sussurrou ela, cuidando para que os outros não ouvissem. — E eu tenho que agir como se fosse apenas mais uma colega de grupo.
— Você sabe que para ele, só existe você — Anton respondeu bajulando-a levemente com o ombro. — Eu vejo o jeito que ele olha quando você não está olhando. É quase irritante de tão óbvio.
Lim sentiu um alívio momentâneo, mas o desafio de manter o segredo pesava. Eles haviam decidido manter o relacionamento escondido para proteger o grupo e a si mesmos. O RIIZE estava em plena ascensão, e um escândalo de namoro interno seria um desastre.
— Certo, pessoal! — Shotaro bateu palmas, assumindo o controle. — Vamos repassar a coreografia de "Get A Guitar". Wonbin, solte essa guitarra. Lim, para o centro.
Durante o ensaio, a tensão era palpável, mas de uma forma diferente. Toda vez que Wonbin e Lim se cruzavam na formação, o toque de suas mãos ou o encontro de seus olhares disparava faíscas que eles tentavam desesperadamente apagar.
Em um momento da coreografia, Wonbin precisava passar por trás de Lim. Ele aproveitou o milissegundo em que estavam fora da linha de visão direta de Sungchan e Sohee para roçar levemente os dedos na cintura dela. Foi um toque elétrico, um lembrete silencioso de que ele estava ali.
No entanto, o ciúme de Lim voltou a atacar durante a pausa para o almoço. Eles estavam no refeitório da empresa quando uma idol de um grupo rookie se aproximou da mesa deles.
— Com licença, Wonbin-sunbaenim? — a garota disse, timidamente, entregando uma sacola de papel decorada. — Eu fiz alguns cookies e queria agradecer pelas dicas de performance que você deu na semana passada.
Wonbin olhou para a sacola e depois para a garota com sua expressão habitual: neutra e levemente distante.
— Obrigado — ele disse, curto e grosso, pegando a sacola sem prolongar o contato visual.
A garota saiu quase saltitando, e Sohee começou a fazer barulhos de provocação imediatamente.
— Cara, você é um ímã! — Sohee riu, pegando a sacola para abrir. — Vamos ver se os cookies são bons.
Lim sentiu o estômago revirar. Ela se levantou bruscamente, pegando sua bandeja.
— Perdi o apetite. Vou revisar a letra da música no estúdio — anunciou ela, sem olhar para Wonbin.
— Ei, Lim, espera! — Sungchan chamou, mas ela já estava saindo.
Wonbin fechou os punhos sob a mesa. Ele odiava vê-la assim, mas não podia simplesmente correr atrás dela e abraçá-la na frente de todos. Ele esperou cinco minutos, aguentando as piadas de Eunseok sobre como "os cookies tinham um aroma de amor proibido", antes de se levantar.
— Esqueci minha palheta no estúdio — mentiu ele, a voz monótona de sempre.
— Esses dois estão muito focados hoje — comentou Shotaro, observando Wonbin sair, com um brilho de suspeita nos olhos que ele rapidamente guardou para si.
Wonbin entrou no estúdio e trancou a porta. Lim estava sentada no banco do piano, de costas para ele.
— Lim — chamou ele suavemente.
— Vá comer seus cookies de fã, Wonbin — respondeu ela, a voz embargada. — Eles devem estar ótimos.
Wonbin caminhou até ela e colocou as mãos em seus ombros. Lim tentou se esquivar, mas ele a segurou com firmeza, mas com delicadeza.
— Eu nem olhei para o rosto dela — disse ele, inclinando-se para sussurrar no ouvido dela. — Você sabe que eu não me importo com essas coisas.
— Mas elas se importam com você! — Lim virou-se, os olhos brilhando com lágrimas não derramadas. — Todo mundo flerta com você, Wonbin. E eu tenho que ficar sentada ali, sorrindo e fingindo que não sinto vontade de dizer para o mundo inteiro que você é meu namorado. É difícil ser "apenas a Lim do grupo" quando eu quero ser a sua Lim.
Wonbin sentiu o coração apertar. Ele se ajoelhou entre as pernas dela, segurando suas mãos.
— Você nunca é "apenas" nada para mim — ele declarou, a intensidade de seu olhar fazendo o mundo ao redor desaparecer. — Você é a pessoa que me faz querer escrever músicas. Você é a única que conhece o Wonbin que não consegue falar em público, mas que fala pelos cotovelos quando está deitado com você no sofá.
Lim fungou, o gelo em seu coração começando a derreter.
— Eu sou insegura, Wonbin. Eu sinto que, a qualquer momento, você vai perceber que pode ter qualquer pessoa e...
— Eu já tenho qualquer pessoa que eu poderia querer — interrompeu ele, levando a mão dela aos lábios. — Eu tenho você. E se você estiver com tanto ciúme assim... pode ficar com os cookies. Eu nem gosto de chocolate branco, você sabe disso.
Lim soltou uma risada curta em meio às lágrimas.
— Ela colocou chocolate branco? Que crime.
— Viu? Ela nem me conhece — Wonbin sorriu, um daqueles sorrisos raros que ele reservava apenas para ela. — Agora, canta para mim? A parte que eu escrevi.
Lim respirou fundo. Com Wonbin ali, olhando para ela como se ela fosse a única estrela no céu, a insegurança parecia menor. Ela começou a cantar, a voz doce e potente preenchendo o estúdio. Wonbin fechou os olhos, absorvendo cada nota.
De repente, alguém tentou girar a maçaneta.
— Está trancado? — A voz de Eunseok ecoou do lado de fora. — Wonbin? Lim? Vocês estão fazendo um pacto secreto para dominar o mundo e não me convidaram?
Eles se separaram instantaneamente. Lim limpou o rosto às pressas e Wonbin pegou sua guitarra, sentando-se no chão em um movimento fluido.
— Estou ensaiando a parte difícil, Eunseok! — gritou Wonbin, recuperando sua voz fria e profissional. — Vá incomodar o Sungchan.
— O Sungchan está tentando ver se consegue enfiar a cabeça dentro de um balde de gelo — respondeu Eunseok através da porta. — O Shotaro está mandando todo mundo ir para a van. Temos um photoshoot agora. Abram logo!
Wonbin se levantou e caminhou até a porta, mas antes de destrancá-la, olhou para Lim e piscou. Um gesto rápido, quase imperceptível, mas que dizia tudo.
— Estamos indo — disse Wonbin, abrindo a porta.
Eunseok entrou, olhando de um para o outro com uma expressão desconfiada, mas logo abriu um sorriso estranho.
— Vocês dois estão com caras de quem acabaram de compor o próximo hit do século ou de quem esconderam um corpo. De qualquer forma, estou orgulhoso.
Lim riu, sentindo o peso sair de seus ombros. Enquanto caminhavam pelo corredor em direção à van, ela sentiu a mão de Anton se juntar à dela por um momento, dando um aperto encorajador.
— Você está melhor? — Anton sussurrou.
— Sim — respondeu ela, olhando para as costas de Wonbin, que caminhava à frente com sua postura impecável e aura de mistério. — Eu estou ótima.
No photoshoot, o conceito era "Urban Cool". Wonbin estava em seu elemento, posando com uma jaqueta de couro que fazia as fãs no set suspirarem. Lim estava ao lado dele para uma foto em grupo, e o fotógrafo pediu que eles se aproximassem.
— Wonbin, coloque o braço em volta da Lim — instruiu o fotógrafo. — Lim, olhe para a câmera como se ele fosse seu porto seguro.
Wonbin obedeceu, puxando-a para perto. O calor do corpo dele era reconfortante. Por um momento, sob o brilho dos flashes e o olhar atento dos outros membros, Lim não sentiu ciúmes ou insegurança. Ela sentiu poder.
Porque, embora o mundo inteiro estivesse olhando para Wonbin, os olhos dele, mesmo escondidos por trás de uma pose profissional, estavam focados apenas no reflexo dela na lente da câmera.
— Você está indo bem — sussurrou Wonbin, tão baixo que apenas o microfone de lapela dela, se estivesse ligado, poderia captar.
— Eu sei — ela respondeu, com uma confiança que ele a ajudara a construir. — Porque eu tenho o melhor professor.
A sessão terminou e, enquanto o grupo se amontoava na van para voltar ao dormitório, a dinâmica caótica do RIIZE voltou ao normal. Sungchan e Sohee estavam competindo para ver quem conseguia imitar melhor a pose de "modelo sério" de Wonbin, enquanto Shotaro tentava organizar os pedidos de jantar no celular.
Lim sentou-se no fundo, ao lado de Anton, mas seus pés se tocaram com os de Wonbin, que estava sentado à sua frente. Eles não se olharam, mas mantiveram o contato físico escondido sob os bancos da van.
Era difícil, era arriscado e o ciúme às vezes ainda queimava. Mas, enquanto eles tivessem aqueles momentos roubados, aquelas notas de música compartilhadas e o apoio silencioso um do outro, Lim sabia que valia a pena.
Eles eram o segredo mais bonito do RIIZE, uma harmonia perfeita que ninguém mais conseguia ouvir, mas que para eles, soava como a música mais doce de todas.
No entanto, para Wonbin, o mundo se resumia ao que estava acontecendo no centro da sala.
Lim estava de pé, com os fones de ouvido pendurados no pescoço, revisando uma melodia que haviam acabado de compor juntos. Ela mordia o lábio inferior, um sinal claro de sua insegurança.
— Acho que essa nota alta vai soar estranha na minha voz — murmurou ela, olhando para o papel. — Talvez você devesse dar essa parte para o Sohee.
Wonbin parou de dedilhar a guitarra. Ele levantou o olhar, e apenas Lim conseguia ler a suavidade que existia por trás daquela expressão habitualmente fechada.
— Sua voz é a razão pela qual escrevi essa ponte, Lim — disse ele, a voz baixa e rouca, audível apenas para ela. — Não mude nada. Você é melhor do que pensa.
Lim sorriu, sentindo o rosto esquentar. Wonbin era seu porto seguro, o único que conseguia silenciar as vozes de dúvida em sua cabeça. Mas o momento de intimidade foi interrompido pelo estrondo da porta se abrindo.
— Chegou a alegria da casa! — Sungchan entrou saltitando, seguido por um Sohee que já estava tendo um ataque de riso por algo que aconteceu no corredor.
— Vocês não acreditam! — Sohee exclamou, jogando-se no sofá. — Uma das estilistas acabou de deixar um bilhete no armário do Wonbin. De novo!
Lim sentiu um aperto familiar no peito. O ciúme era uma chama pequena, mas persistente, que ardia sempre que ela lembrava que o mundo inteiro desejava o homem que, secretamente, era dela.
— O que dizia? — perguntou Eunseok, entrando logo atrás com sua expressão impassível que escondia o humor mais peculiar do grupo. — "Por favor, Wonbin, olhe para mim e cure minha miopia com sua beleza"?
— Quase isso — riu Sungchan, bagunçando o cabelo de Wonbin, que apenas suspirou e voltou a focar na guitarra, ignorando a provocação.
Lim desviou o olhar, fingindo estar muito interessada em seu caderno de letras. Ela sentiu uma mão pesada e reconfortante em seu ombro. Era Shotaro.
— Está tudo bem, pequena? — Shotaro perguntou com aquele sorriso de "irmão mais velho" que sempre acalmava os nervos dela. Como líder de fato em muitos momentos, ele tinha um instinto protetor aguçado.
— Sim, Taro. Só estou cansada do treino de dança — mentiu ela, forçando um sorriso.
— Não se preocupe com esses bobos — Shotaro piscou. — Eles só têm inveja porque o Wonbin é o visual da nação.
— Eu ouvi isso! — gritou Sungchan do outro lado da sala, já começando a fazer uma dança interpretativa estranha para irritar Eunseok.
Enquanto a bagunça se instalava, Anton se aproximou de Lim silenciosamente. Ele era o confidente dela, a pessoa com quem ela podia falar sobre quase tudo — exceto, é claro, o fato de que ela e Wonbin estavam namorando há três meses.
— Você está tensa — Anton observou, sentando-se ao lado dela no chão. — É a música nova ou... outra coisa?
Lim olhou para Anton. Ele tinha olhos expressivos que pareciam ver através de qualquer fachada.
— É só que... às vezes parece que todo mundo tem um pedaço dele, sabe? — sussurrou ela, cuidando para que os outros não ouvissem. — E eu tenho que agir como se fosse apenas mais uma colega de grupo.
— Você sabe que para ele, só existe você — Anton respondeu bajulando-a levemente com o ombro. — Eu vejo o jeito que ele olha quando você não está olhando. É quase irritante de tão óbvio.
Lim sentiu um alívio momentâneo, mas o desafio de manter o segredo pesava. Eles haviam decidido manter o relacionamento escondido para proteger o grupo e a si mesmos. O RIIZE estava em plena ascensão, e um escândalo de namoro interno seria um desastre.
— Certo, pessoal! — Shotaro bateu palmas, assumindo o controle. — Vamos repassar a coreografia de "Get A Guitar". Wonbin, solte essa guitarra. Lim, para o centro.
Durante o ensaio, a tensão era palpável, mas de uma forma diferente. Toda vez que Wonbin e Lim se cruzavam na formação, o toque de suas mãos ou o encontro de seus olhares disparava faíscas que eles tentavam desesperadamente apagar.
Em um momento da coreografia, Wonbin precisava passar por trás de Lim. Ele aproveitou o milissegundo em que estavam fora da linha de visão direta de Sungchan e Sohee para roçar levemente os dedos na cintura dela. Foi um toque elétrico, um lembrete silencioso de que ele estava ali.
No entanto, o ciúme de Lim voltou a atacar durante a pausa para o almoço. Eles estavam no refeitório da empresa quando uma idol de um grupo rookie se aproximou da mesa deles.
— Com licença, Wonbin-sunbaenim? — a garota disse, timidamente, entregando uma sacola de papel decorada. — Eu fiz alguns cookies e queria agradecer pelas dicas de performance que você deu na semana passada.
Wonbin olhou para a sacola e depois para a garota com sua expressão habitual: neutra e levemente distante.
— Obrigado — ele disse, curto e grosso, pegando a sacola sem prolongar o contato visual.
A garota saiu quase saltitando, e Sohee começou a fazer barulhos de provocação imediatamente.
— Cara, você é um ímã! — Sohee riu, pegando a sacola para abrir. — Vamos ver se os cookies são bons.
Lim sentiu o estômago revirar. Ela se levantou bruscamente, pegando sua bandeja.
— Perdi o apetite. Vou revisar a letra da música no estúdio — anunciou ela, sem olhar para Wonbin.
— Ei, Lim, espera! — Sungchan chamou, mas ela já estava saindo.
Wonbin fechou os punhos sob a mesa. Ele odiava vê-la assim, mas não podia simplesmente correr atrás dela e abraçá-la na frente de todos. Ele esperou cinco minutos, aguentando as piadas de Eunseok sobre como "os cookies tinham um aroma de amor proibido", antes de se levantar.
— Esqueci minha palheta no estúdio — mentiu ele, a voz monótona de sempre.
— Esses dois estão muito focados hoje — comentou Shotaro, observando Wonbin sair, com um brilho de suspeita nos olhos que ele rapidamente guardou para si.
Wonbin entrou no estúdio e trancou a porta. Lim estava sentada no banco do piano, de costas para ele.
— Lim — chamou ele suavemente.
— Vá comer seus cookies de fã, Wonbin — respondeu ela, a voz embargada. — Eles devem estar ótimos.
Wonbin caminhou até ela e colocou as mãos em seus ombros. Lim tentou se esquivar, mas ele a segurou com firmeza, mas com delicadeza.
— Eu nem olhei para o rosto dela — disse ele, inclinando-se para sussurrar no ouvido dela. — Você sabe que eu não me importo com essas coisas.
— Mas elas se importam com você! — Lim virou-se, os olhos brilhando com lágrimas não derramadas. — Todo mundo flerta com você, Wonbin. E eu tenho que ficar sentada ali, sorrindo e fingindo que não sinto vontade de dizer para o mundo inteiro que você é meu namorado. É difícil ser "apenas a Lim do grupo" quando eu quero ser a sua Lim.
Wonbin sentiu o coração apertar. Ele se ajoelhou entre as pernas dela, segurando suas mãos.
— Você nunca é "apenas" nada para mim — ele declarou, a intensidade de seu olhar fazendo o mundo ao redor desaparecer. — Você é a pessoa que me faz querer escrever músicas. Você é a única que conhece o Wonbin que não consegue falar em público, mas que fala pelos cotovelos quando está deitado com você no sofá.
Lim fungou, o gelo em seu coração começando a derreter.
— Eu sou insegura, Wonbin. Eu sinto que, a qualquer momento, você vai perceber que pode ter qualquer pessoa e...
— Eu já tenho qualquer pessoa que eu poderia querer — interrompeu ele, levando a mão dela aos lábios. — Eu tenho você. E se você estiver com tanto ciúme assim... pode ficar com os cookies. Eu nem gosto de chocolate branco, você sabe disso.
Lim soltou uma risada curta em meio às lágrimas.
— Ela colocou chocolate branco? Que crime.
— Viu? Ela nem me conhece — Wonbin sorriu, um daqueles sorrisos raros que ele reservava apenas para ela. — Agora, canta para mim? A parte que eu escrevi.
Lim respirou fundo. Com Wonbin ali, olhando para ela como se ela fosse a única estrela no céu, a insegurança parecia menor. Ela começou a cantar, a voz doce e potente preenchendo o estúdio. Wonbin fechou os olhos, absorvendo cada nota.
De repente, alguém tentou girar a maçaneta.
— Está trancado? — A voz de Eunseok ecoou do lado de fora. — Wonbin? Lim? Vocês estão fazendo um pacto secreto para dominar o mundo e não me convidaram?
Eles se separaram instantaneamente. Lim limpou o rosto às pressas e Wonbin pegou sua guitarra, sentando-se no chão em um movimento fluido.
— Estou ensaiando a parte difícil, Eunseok! — gritou Wonbin, recuperando sua voz fria e profissional. — Vá incomodar o Sungchan.
— O Sungchan está tentando ver se consegue enfiar a cabeça dentro de um balde de gelo — respondeu Eunseok através da porta. — O Shotaro está mandando todo mundo ir para a van. Temos um photoshoot agora. Abram logo!
Wonbin se levantou e caminhou até a porta, mas antes de destrancá-la, olhou para Lim e piscou. Um gesto rápido, quase imperceptível, mas que dizia tudo.
— Estamos indo — disse Wonbin, abrindo a porta.
Eunseok entrou, olhando de um para o outro com uma expressão desconfiada, mas logo abriu um sorriso estranho.
— Vocês dois estão com caras de quem acabaram de compor o próximo hit do século ou de quem esconderam um corpo. De qualquer forma, estou orgulhoso.
Lim riu, sentindo o peso sair de seus ombros. Enquanto caminhavam pelo corredor em direção à van, ela sentiu a mão de Anton se juntar à dela por um momento, dando um aperto encorajador.
— Você está melhor? — Anton sussurrou.
— Sim — respondeu ela, olhando para as costas de Wonbin, que caminhava à frente com sua postura impecável e aura de mistério. — Eu estou ótima.
No photoshoot, o conceito era "Urban Cool". Wonbin estava em seu elemento, posando com uma jaqueta de couro que fazia as fãs no set suspirarem. Lim estava ao lado dele para uma foto em grupo, e o fotógrafo pediu que eles se aproximassem.
— Wonbin, coloque o braço em volta da Lim — instruiu o fotógrafo. — Lim, olhe para a câmera como se ele fosse seu porto seguro.
Wonbin obedeceu, puxando-a para perto. O calor do corpo dele era reconfortante. Por um momento, sob o brilho dos flashes e o olhar atento dos outros membros, Lim não sentiu ciúmes ou insegurança. Ela sentiu poder.
Porque, embora o mundo inteiro estivesse olhando para Wonbin, os olhos dele, mesmo escondidos por trás de uma pose profissional, estavam focados apenas no reflexo dela na lente da câmera.
— Você está indo bem — sussurrou Wonbin, tão baixo que apenas o microfone de lapela dela, se estivesse ligado, poderia captar.
— Eu sei — ela respondeu, com uma confiança que ele a ajudara a construir. — Porque eu tenho o melhor professor.
A sessão terminou e, enquanto o grupo se amontoava na van para voltar ao dormitório, a dinâmica caótica do RIIZE voltou ao normal. Sungchan e Sohee estavam competindo para ver quem conseguia imitar melhor a pose de "modelo sério" de Wonbin, enquanto Shotaro tentava organizar os pedidos de jantar no celular.
Lim sentou-se no fundo, ao lado de Anton, mas seus pés se tocaram com os de Wonbin, que estava sentado à sua frente. Eles não se olharam, mas mantiveram o contato físico escondido sob os bancos da van.
Era difícil, era arriscado e o ciúme às vezes ainda queimava. Mas, enquanto eles tivessem aqueles momentos roubados, aquelas notas de música compartilhadas e o apoio silencioso um do outro, Lim sabia que valia a pena.
Eles eram o segredo mais bonito do RIIZE, uma harmonia perfeita que ninguém mais conseguia ouvir, mas que para eles, soava como a música mais doce de todas.
