
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
Darball
Fandom: Tawog
Criado: 24/06/2026
Tags
RomanceHumorCrack / Humor ParódicoCenário CanônicoMenção de IncestoPWP (Enredo? Que enredo?)SátiraLinguagem Explícita
Especulações Sob o Sol de Elmore
A lanchonete da escola de Elmore estava mais barulhenta do que o habitual, mas o som não vinha do tilintar de bandejas ou das brigas por comida. O epicentro do caos era uma mesa circular nos fundos, onde um grupo improvável de alunos se espremia, com as cabeças tão juntas que pareciam formar uma única criatura multicéfala. O tópico, como sempre nos últimos dias, era o comportamento alarmante e, francamente, suspeito dos irmãos Watterson.
Tobias, ajustando sua faixa na testa com um ar de superioridade, deu um soco leve na mesa para atrair a atenção de todos. Seus olhos brilhavam com o tipo de malícia que só um fofoqueiro profissional possui.
— Pessoal, vamos encarar os fatos. Aquilo não é "amor fraternal". Eu tenho irmãos, ou pelo menos conheço gente que tem, e ninguém se olha daquele jeito sem que haja algo... — ele fez uma pausa dramática, movendo as sobrancelhas — ...profundo acontecendo nos bastidores.
— Você diz "profundo" no sentido emocional ou no sentido de que o Gumball não consegue andar direito na segunda-feira? — interrompeu Penny, embora houvesse um tom de hesitação em sua voz. Ela, como uma fada híbrida que mudava de forma, tentava ser compreensiva, mas até sua paciência tinha limites diante das evidências.
— Ah, por favor, Penny! — exclamou Sarah, a casquinha de sorvete, que já estava com um caderno de desenhos aberto, rabiscando freneticamente o que parecia ser uma cena de romance proibido. — Você viu como o Darwin segura a cintura dele quando eles estão no corredor? Não é um abraço de "bom dia, mano". É um "você é meu e eu vou te carregar para o quarto se você reclamar".
— Exatamente! — concordou Carrie, flutuando alguns centímetros acima do banco, sua aura fantasmagórica oscilando entre o cinza e o rosa pálido. — E as marcas? Semana passada, o Gumball estava com uma mancha arroxeada bem na curva do pescoço, perto da clavícula. Ele tentou dizer que foi um acidente com um aspirador de pó, mas quem acredita nisso? O Darwin tem dentes, gente. E pelo que eu sei de biologia de híbridos marinhos, eles são bem... persistentes.
Bobert, o robô, processou as informações com um bipe eletrônico, projetando um holograma de análise térmica que ele havia capturado "acidentalmente" na biblioteca.
— Meus sensores detectaram um aumento de 15% na temperatura corporal de Gumball Watterson sempre que Darwin Watterson sussurra em seu ouvido direito — relatou Bobert com sua voz monótona. — Além disso, a frequência cardíaca de Darwin atinge níveis de esforço físico pesado apenas por observar Gumball comer um sanduíche. Conclusão lógica: tensão sexual acumulada.
— Tensão? Aquilo já explodiu faz tempo, Bobert! — riu Tobias, encostando-se no banco. — Eu aposto meu videogame que o Gumball é quem faz os barulhos mais altos. Ele sempre foi escandaloso. Já o Darwin... aquele jeito de "bom moço", nadador, ombros largos... aquele ali deve ser um animal entre quatro paredes. Vocês já viram o tamanho das mãos dele?
— Tobias! — Penny corou, mas não desviou o olhar. — Isso é... visual demais.
— Mas é a verdade! — interveio Masami, que flutuava em sua pequena nuvem pessoal, soltando algumas faíscas de excitação. — Outro dia eu estava saindo da aula de música e ouvi um barulho vindo do armário de limpeza. Era a voz do Gumball, meio abafada, dizendo: "Darwin, para, alguém vai ouvir". E sabem o que o Darwin respondeu? "Deixa ouvirem". Com aquela voz grossa de quem sabe exatamente o que está fazendo. Eu quase derreti ali mesmo!
— O que me intriga é a dinâmica — disse Sarah, mordendo a ponta do lápis enquanto analisava seu desenho. — O Gumball é todo esguio, parece que vai quebrar se você apertar demais. E o Darwin cresceu tanto... ele parece um guarda-costas pessoal. Imagina o contraste na cama. O branco do Gumball contra o tom moreno do Darwin. É esteticamente perfeito para um doujinshi.
— Eu acho que o Darwin usa as guelras para algo mais... exótico — comentou Carrie com um sorriso enviesado, o que fez o grupo silenciar por um segundo antes de explodir em exclamações de choque e riso. — O quê? Eu sou um fantasma, eu vejo através das paredes. Vocês não têm ideia do quanto a anatomia híbrida pode ser versátil quando se tem criatividade e lubrificação suficiente.
— Meu Deus, Carrie! — Penny escondeu o rosto nas mãos. — Mas... você viu algo?
— Ver, ver... não. O quarto deles tem uma proteção espiritual estranha, provavelmente a mãe deles colocou algo lá — explicou a fantasma. — Mas os sons? Ah, os sons atravessam qualquer barreira. Tem muito som de água. Muita água espirrando para alguém que supostamente deveria estar apenas dormindo.
— Água salgada, provavelmente — acrescentou Tobias, com um sorriso malicioso. — O Darwin precisa dela, não é? Talvez ele use o Gumball como o recipiente dele. Já pensaram nisso? O Gumball todo molhado, ofegante, tentando lidar com um peixe fora d'água que resolveu ser um tubarão no quarto.
— A análise de Tobias, embora vulgar, possui mérito estatístico — disse Bobert. — A elasticidade da pele de Gumball permitiria certas... manobras que um humano comum não suportaria. E a resistência física de Darwin, devido ao seu treinamento de natação, sugere uma estamina acima da média. Eles provavelmente passam horas nisso.
— E a parte mais bizarra é que eles nem escondem mais — Masami comentou, fazendo círculos no ar com o dedo. — Eles andam de mãos dadas, mas não é aquele "dar as mãos" de criança. É dedo entrelaçado, é aperto firme. E o jeito que o Gumball olha para o Darwin quando ele sai da piscina? Ele praticamente baba. Ele olha para o próprio irmão como se ele fosse o último prato de comida da terra.
— E o Darwin retribui — disse Sarah, os olhos brilhando. — Ele é possessivo. Ontem, o Banana Joe tentou fazer uma piada idiota e encostou no ombro do Gumball. O Darwin apareceu do nada, colocou a mão no pescoço do Gumball — bem onde ficam as marcas, aliás — e olhou para o Joe com um olhar que dizia "eu vou te transformar em vitamina se você não se afastar da minha propriedade". Foi a coisa mais quente que eu já vi nesta escola.
— Eu me pergunto quem domina — soltou Tobias, embora a resposta parecesse óbvia para todos ali. — Quer dizer, o Gumball tem aquelas garrinhas, ele pode ser selvagem se quiser. Mas o Darwin... ele tem aquele silêncio de quem manda. Ele só aponta para onde quer que o Gumball vá e o Gumball vai, balançando aquele rabo azul de um lado para o outro.
— O Gumball gosta de ser mandado — afirmou Carrie categoricamente. — Ele reclama, faz birra, mas no segundo em que o Darwin usa aquele tom de voz mais baixo, o Gumball vira um gatinho manso. Literalmente. Eu aposto que ele ronrona.
— Ele ronrona — confirmou Bobert. — Meus microfones de alta sensibilidade captaram vibrações de baixa frequência vindas do tórax de Gumball durante o intervalo, enquanto Darwin acariciava a base de suas orelhas. O som é consistente com o prazer felino extremo.
— Ah, isso é tão sujo e tão fofo ao mesmo tempo! — Sarah começou a desenhar corações em volta dos seus esboços agora mais explícitos. — Vocês acham que os pais deles sabem? Digo, a Nicole? Se ela souber, Elmore explode.
— A Nicole provavelmente é a razão de eles serem tão discretos — Penny opinou. — Mas o Ricardo... o Ricardo não perceberia nem se eles estivessem fazendo isso no sofá da sala enquanto ele assiste TV.
— E eles provavelmente já fizeram — Tobias riu, pegando um batido de morango. — Imagine a cena: a casa vazia, o calor de Elmore, o Gumball suado, com aquele cabelo azul bagunçado, implorando por algo que o Darwin está segurando logo acima do alcance dele. O Darwin adora provocar, dá para ver na cara dele. Ele tem aquele sorrisinho de lado de quem sabe que tem o Gumball na palma da mão. Ou em qualquer outro lugar que ele queira.
— Eu ouvi dizer que o Darwin comprou uma coleira — sussurrou Masami, inclinando-se ainda mais para o centro do grupo.
O silêncio que se seguiu foi quase palpável. Todos arregalaram os olhos.
— Uma coleira? — Sarah parecia prestes a ter um colapso nervoso de alegria. — Para o Gumball?
— Foi o que a Teri disse — continuou Masami. — Ela viu um recibo cair da mochila do Darwin. Era de uma loja de... acessórios especiais. Não era uma coleira de gato comum. Tinha tachinhas e um lugar para prender uma guia.
— Isso explica por que o Gumball estava usando um cachecol em pleno verão na terça-feira — lembrou-se Carrie, soltando uma risadinha fantasmagórica. — Ele devia estar escondendo o couro. Ou os hematomas. Ou os dois.
— O Darwin é um nadador — Tobias ponderou, divagando. — Nadadores têm muita força nas pernas. E nos braços. Imagina ele prendendo o Gumball contra a cabeceira da cama com apenas uma mão enquanto a outra... bem, vocês sabem.
— Eu não preciso imaginar, eu já desenhei três versões disso — Sarah mostrou o caderno, e o grupo soltou um coro de "uau" e "meu Deus, Sarah".
— A anatomia está tecnicamente incorreta no ângulo da bacia — observou Bobert, analisando o desenho de Sarah —, mas o nível de intensidade emocional e física retratado parece condizer com as minhas projeções. A probabilidade de Gumball Watterson ser capaz de caminhar sem assistência após uma sessão com Darwin é de apenas 34%.
— Eles são doentes — Penny suspirou, embora não parecesse realmente ofendida. — Mas, honestamente? Eles combinam. É estranho, é errado, é tecnicamente incestuoso dependendo de como você olha para a adoção do Darwin, mas... o jeito que eles se tocam... não tem como negar que há uma química ali que nenhum de nós jamais terá.
— É o que eu sempre digo — Tobias finalizou, limpando o canto da boca. — Elmore é uma cidade de anomalias. Por que o amor dos Watterson seria normal? Se o Gumball quer ser o brinquedinho de pelúcia do Darwin, e o Darwin quer ser o dono do aquário, quem somos nós para julgar? Só nos resta fofocar e esperar pelo dia em que eles esquecerem de trancar a porta do vestiário.
— Eu já deixei uma câmera lá — Bobert informou calmamente.
— Bobert! — todos gritaram em uníssono, mas ninguém pediu para que ele a retirasse. Pelo contrário, o círculo se fechou ainda mais, com Tobias perguntando, em voz baixa, se a resolução era em 4K.
Enquanto isso, longe dali, no corredor principal, dois jovens caminhavam lado a lado. Um mais alto, de ombros largos e pele morena, com a mão descansando pesadamente sobre o ombro do outro, mais baixo, esguio e de cabelos azuis. Eles não diziam nada, mas a forma como o de azul se inclinava para o toque, e a forma como o mais alto apertava os dedos contra o tecido da camisa do irmão, confirmava cada palavra, cada piada e cada especulação suja que ecoava na lanchonete. Elmore sabia. E, no fundo, eles queriam que Elmore soubesse.
Tobias, ajustando sua faixa na testa com um ar de superioridade, deu um soco leve na mesa para atrair a atenção de todos. Seus olhos brilhavam com o tipo de malícia que só um fofoqueiro profissional possui.
— Pessoal, vamos encarar os fatos. Aquilo não é "amor fraternal". Eu tenho irmãos, ou pelo menos conheço gente que tem, e ninguém se olha daquele jeito sem que haja algo... — ele fez uma pausa dramática, movendo as sobrancelhas — ...profundo acontecendo nos bastidores.
— Você diz "profundo" no sentido emocional ou no sentido de que o Gumball não consegue andar direito na segunda-feira? — interrompeu Penny, embora houvesse um tom de hesitação em sua voz. Ela, como uma fada híbrida que mudava de forma, tentava ser compreensiva, mas até sua paciência tinha limites diante das evidências.
— Ah, por favor, Penny! — exclamou Sarah, a casquinha de sorvete, que já estava com um caderno de desenhos aberto, rabiscando freneticamente o que parecia ser uma cena de romance proibido. — Você viu como o Darwin segura a cintura dele quando eles estão no corredor? Não é um abraço de "bom dia, mano". É um "você é meu e eu vou te carregar para o quarto se você reclamar".
— Exatamente! — concordou Carrie, flutuando alguns centímetros acima do banco, sua aura fantasmagórica oscilando entre o cinza e o rosa pálido. — E as marcas? Semana passada, o Gumball estava com uma mancha arroxeada bem na curva do pescoço, perto da clavícula. Ele tentou dizer que foi um acidente com um aspirador de pó, mas quem acredita nisso? O Darwin tem dentes, gente. E pelo que eu sei de biologia de híbridos marinhos, eles são bem... persistentes.
Bobert, o robô, processou as informações com um bipe eletrônico, projetando um holograma de análise térmica que ele havia capturado "acidentalmente" na biblioteca.
— Meus sensores detectaram um aumento de 15% na temperatura corporal de Gumball Watterson sempre que Darwin Watterson sussurra em seu ouvido direito — relatou Bobert com sua voz monótona. — Além disso, a frequência cardíaca de Darwin atinge níveis de esforço físico pesado apenas por observar Gumball comer um sanduíche. Conclusão lógica: tensão sexual acumulada.
— Tensão? Aquilo já explodiu faz tempo, Bobert! — riu Tobias, encostando-se no banco. — Eu aposto meu videogame que o Gumball é quem faz os barulhos mais altos. Ele sempre foi escandaloso. Já o Darwin... aquele jeito de "bom moço", nadador, ombros largos... aquele ali deve ser um animal entre quatro paredes. Vocês já viram o tamanho das mãos dele?
— Tobias! — Penny corou, mas não desviou o olhar. — Isso é... visual demais.
— Mas é a verdade! — interveio Masami, que flutuava em sua pequena nuvem pessoal, soltando algumas faíscas de excitação. — Outro dia eu estava saindo da aula de música e ouvi um barulho vindo do armário de limpeza. Era a voz do Gumball, meio abafada, dizendo: "Darwin, para, alguém vai ouvir". E sabem o que o Darwin respondeu? "Deixa ouvirem". Com aquela voz grossa de quem sabe exatamente o que está fazendo. Eu quase derreti ali mesmo!
— O que me intriga é a dinâmica — disse Sarah, mordendo a ponta do lápis enquanto analisava seu desenho. — O Gumball é todo esguio, parece que vai quebrar se você apertar demais. E o Darwin cresceu tanto... ele parece um guarda-costas pessoal. Imagina o contraste na cama. O branco do Gumball contra o tom moreno do Darwin. É esteticamente perfeito para um doujinshi.
— Eu acho que o Darwin usa as guelras para algo mais... exótico — comentou Carrie com um sorriso enviesado, o que fez o grupo silenciar por um segundo antes de explodir em exclamações de choque e riso. — O quê? Eu sou um fantasma, eu vejo através das paredes. Vocês não têm ideia do quanto a anatomia híbrida pode ser versátil quando se tem criatividade e lubrificação suficiente.
— Meu Deus, Carrie! — Penny escondeu o rosto nas mãos. — Mas... você viu algo?
— Ver, ver... não. O quarto deles tem uma proteção espiritual estranha, provavelmente a mãe deles colocou algo lá — explicou a fantasma. — Mas os sons? Ah, os sons atravessam qualquer barreira. Tem muito som de água. Muita água espirrando para alguém que supostamente deveria estar apenas dormindo.
— Água salgada, provavelmente — acrescentou Tobias, com um sorriso malicioso. — O Darwin precisa dela, não é? Talvez ele use o Gumball como o recipiente dele. Já pensaram nisso? O Gumball todo molhado, ofegante, tentando lidar com um peixe fora d'água que resolveu ser um tubarão no quarto.
— A análise de Tobias, embora vulgar, possui mérito estatístico — disse Bobert. — A elasticidade da pele de Gumball permitiria certas... manobras que um humano comum não suportaria. E a resistência física de Darwin, devido ao seu treinamento de natação, sugere uma estamina acima da média. Eles provavelmente passam horas nisso.
— E a parte mais bizarra é que eles nem escondem mais — Masami comentou, fazendo círculos no ar com o dedo. — Eles andam de mãos dadas, mas não é aquele "dar as mãos" de criança. É dedo entrelaçado, é aperto firme. E o jeito que o Gumball olha para o Darwin quando ele sai da piscina? Ele praticamente baba. Ele olha para o próprio irmão como se ele fosse o último prato de comida da terra.
— E o Darwin retribui — disse Sarah, os olhos brilhando. — Ele é possessivo. Ontem, o Banana Joe tentou fazer uma piada idiota e encostou no ombro do Gumball. O Darwin apareceu do nada, colocou a mão no pescoço do Gumball — bem onde ficam as marcas, aliás — e olhou para o Joe com um olhar que dizia "eu vou te transformar em vitamina se você não se afastar da minha propriedade". Foi a coisa mais quente que eu já vi nesta escola.
— Eu me pergunto quem domina — soltou Tobias, embora a resposta parecesse óbvia para todos ali. — Quer dizer, o Gumball tem aquelas garrinhas, ele pode ser selvagem se quiser. Mas o Darwin... ele tem aquele silêncio de quem manda. Ele só aponta para onde quer que o Gumball vá e o Gumball vai, balançando aquele rabo azul de um lado para o outro.
— O Gumball gosta de ser mandado — afirmou Carrie categoricamente. — Ele reclama, faz birra, mas no segundo em que o Darwin usa aquele tom de voz mais baixo, o Gumball vira um gatinho manso. Literalmente. Eu aposto que ele ronrona.
— Ele ronrona — confirmou Bobert. — Meus microfones de alta sensibilidade captaram vibrações de baixa frequência vindas do tórax de Gumball durante o intervalo, enquanto Darwin acariciava a base de suas orelhas. O som é consistente com o prazer felino extremo.
— Ah, isso é tão sujo e tão fofo ao mesmo tempo! — Sarah começou a desenhar corações em volta dos seus esboços agora mais explícitos. — Vocês acham que os pais deles sabem? Digo, a Nicole? Se ela souber, Elmore explode.
— A Nicole provavelmente é a razão de eles serem tão discretos — Penny opinou. — Mas o Ricardo... o Ricardo não perceberia nem se eles estivessem fazendo isso no sofá da sala enquanto ele assiste TV.
— E eles provavelmente já fizeram — Tobias riu, pegando um batido de morango. — Imagine a cena: a casa vazia, o calor de Elmore, o Gumball suado, com aquele cabelo azul bagunçado, implorando por algo que o Darwin está segurando logo acima do alcance dele. O Darwin adora provocar, dá para ver na cara dele. Ele tem aquele sorrisinho de lado de quem sabe que tem o Gumball na palma da mão. Ou em qualquer outro lugar que ele queira.
— Eu ouvi dizer que o Darwin comprou uma coleira — sussurrou Masami, inclinando-se ainda mais para o centro do grupo.
O silêncio que se seguiu foi quase palpável. Todos arregalaram os olhos.
— Uma coleira? — Sarah parecia prestes a ter um colapso nervoso de alegria. — Para o Gumball?
— Foi o que a Teri disse — continuou Masami. — Ela viu um recibo cair da mochila do Darwin. Era de uma loja de... acessórios especiais. Não era uma coleira de gato comum. Tinha tachinhas e um lugar para prender uma guia.
— Isso explica por que o Gumball estava usando um cachecol em pleno verão na terça-feira — lembrou-se Carrie, soltando uma risadinha fantasmagórica. — Ele devia estar escondendo o couro. Ou os hematomas. Ou os dois.
— O Darwin é um nadador — Tobias ponderou, divagando. — Nadadores têm muita força nas pernas. E nos braços. Imagina ele prendendo o Gumball contra a cabeceira da cama com apenas uma mão enquanto a outra... bem, vocês sabem.
— Eu não preciso imaginar, eu já desenhei três versões disso — Sarah mostrou o caderno, e o grupo soltou um coro de "uau" e "meu Deus, Sarah".
— A anatomia está tecnicamente incorreta no ângulo da bacia — observou Bobert, analisando o desenho de Sarah —, mas o nível de intensidade emocional e física retratado parece condizer com as minhas projeções. A probabilidade de Gumball Watterson ser capaz de caminhar sem assistência após uma sessão com Darwin é de apenas 34%.
— Eles são doentes — Penny suspirou, embora não parecesse realmente ofendida. — Mas, honestamente? Eles combinam. É estranho, é errado, é tecnicamente incestuoso dependendo de como você olha para a adoção do Darwin, mas... o jeito que eles se tocam... não tem como negar que há uma química ali que nenhum de nós jamais terá.
— É o que eu sempre digo — Tobias finalizou, limpando o canto da boca. — Elmore é uma cidade de anomalias. Por que o amor dos Watterson seria normal? Se o Gumball quer ser o brinquedinho de pelúcia do Darwin, e o Darwin quer ser o dono do aquário, quem somos nós para julgar? Só nos resta fofocar e esperar pelo dia em que eles esquecerem de trancar a porta do vestiário.
— Eu já deixei uma câmera lá — Bobert informou calmamente.
— Bobert! — todos gritaram em uníssono, mas ninguém pediu para que ele a retirasse. Pelo contrário, o círculo se fechou ainda mais, com Tobias perguntando, em voz baixa, se a resolução era em 4K.
Enquanto isso, longe dali, no corredor principal, dois jovens caminhavam lado a lado. Um mais alto, de ombros largos e pele morena, com a mão descansando pesadamente sobre o ombro do outro, mais baixo, esguio e de cabelos azuis. Eles não diziam nada, mas a forma como o de azul se inclinava para o toque, e a forma como o mais alto apertava os dedos contra o tecido da camisa do irmão, confirmava cada palavra, cada piada e cada especulação suja que ecoava na lanchonete. Elmore sabia. E, no fundo, eles queriam que Elmore soubesse.
