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d48
Fandom: record of ragnarok
Criado: 24/06/2026
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RomanceFantasiaCrossoverLinguagem ExplícitaEstudo de PersonagemUA (Universo Alternativo)História Doméstica
O Trono Entre Lençóis de Seda
A opulência nunca foi um acessório para Qin Shi Huang; era sua essência. Para o Primeiro Imperador da China, o mundo inteiro não passava de uma extensão de seu jardim, e qualquer lugar onde ele decidisse repousar seus pés tornava-se, instantaneamente, o centro do universo. No entanto, havia algo na presença de Hades, o Rei do Submundo, que desafiava até mesmo a gravidade da arrogância de Qin.
Eles estavam em um restaurante que ficava na fronteira entre o Valhalla e as terras divinas, um lugar onde a culinária era tão refinada que apenas divindades de alto escalão ousavam cruzar a soleira. Qin, com sua venda característica cobrindo os olhos e seu sorriso de escárnio que exalava uma confiança inabalável, havia pedido os pratos mais caros do menu, acompanhados de um vinho que custava o equivalente a uma pequena província.
Hades, por outro lado, mantinha uma postura de nobreza serena. Ele observava Qin com um olhar que misturava curiosidade e um respeito silencioso. Para o deus, o homem à sua frente não era apenas um "humano insolente", mas um rei que carregava o peso de seu povo com a mesma dignidade que ele próprio carregava o Submundo.
Ao final da refeição, após horas de uma conversa que oscilava entre provocações estratégicas e flertes velados, chegou o momento da conta. Qin, com a elegância de quem comanda exércitos, levou a mão ao interior de sua túnica ornamentada para buscar seu cartão — um item forjado em ouro e jade que representava sua riqueza infinita.
Seus dedos tatearam o tecido. Uma vez. Duas vezes. O sorriso confiante vacilou por um milésimo de segundo. Ele procurou nas mangas largas, na cintura, até mesmo sob a mesa com movimentos discretos, mas o cartão havia sumido. Pela primeira vez em décadas, o Imperador sentiu o calor subir pelo pescoço, não por causa da sinestesia de dor, mas por algo muito mais raro: vergonha.
— Algum problema, Qin? — perguntou Hades, sua voz profunda e calma como o rio Estige, notando a agitação incomum do homem.
Qin pigarreou, tentando manter a cabeça erguida, embora sua postura estivesse ligeiramente menos rígida.
— Parece que... — ele começou, a voz um pouco mais baixa que o normal — o meu cartão decidiu fazer uma viagem sem o meu consentimento. Eu devo tê-lo deixado no Palácio de Qin.
Hades arqueou uma sobrancelha prateada, um brilho divertido dançando em seus olhos claros. Ele sinalizou para o garçom, entregando seu próprio selo real para selar o pagamento sem sequer olhar para o valor.
— Eu resolvo isso — disse o Rei do Submundo de forma simples.
— Eu detesto dever algo a alguém, especialmente a um deus — Qin retrucou, tentando recuperar sua aura de superioridade. — Eu o pagarei amanhã, com juros imperiais.
Hades levantou-se, ajeitando a capa sobre os ombros largos. Ele caminhou até Qin e parou a poucos centímetros dele, forçando o imperador a inclinar a cabeça para trás para manter o contato visual (ou o que passava por isso através da venda).
— Diga-me uma coisa — começou Hades, um sorriso de canto surgindo em seus lábios — eu, por acaso, lhe pareço pobre?
Qin piscou, pego de surpresa pela franqueza absoluta.
— Eu sou o Rei do Submundo — continuou Hades. — Toda a riqueza que cai sob a terra pertence a mim. Pagar um jantar para o homem que me desperta tanto interesse não é uma dívida, é um privilégio que eu decidi exercer.
O Imperador ficou em silêncio por um momento, sentindo o peso da presença de Hades. Não era uma pressão esmagadora, mas algo sólido e protetor. Ele apenas bufou, cruzando os braços.
— Pois bem. Se você insiste em ser tão generoso, quem sou eu para impedir um deus de gastar seus tesouros?
Eles saíram do restaurante e caminharam sob o céu estrelado do Valhalla. O ar estava fresco, e o silêncio entre eles era confortável, carregado de uma eletricidade que ambos fingiam ignorar. Quando chegaram à bifurcação que separava o caminho para o Palácio de Qin e o portal para Helheim, Hades parou.
— Aqui nos despedimos, então — disse Hades, virando-se para o Imperador. — Foi uma noite... memorável.
Hades começou a se afastar, mas sentiu um puxão firme em sua manga. Ele parou e olhou para trás. Qin estava segurando o tecido fino de sua roupa, a cabeça levemente baixa, as bochechas tingidas de um rubor que a venda não conseguia esconder totalmente.
— Você... — Qin começou, sua voz falhando levemente antes de recuperar a força. — Você gostaria de ver o meu palácio? Ele é muito mais interessante do que o seu reino de mortos e sombras.
Hades sentiu o coração bater de uma forma que ele não sentia há milênios. A vulnerabilidade escondida sob aquela camada de arrogância real era algo que o fascinava profundamente.
— Se o convite vem do Imperador — respondeu Hades, aproximando-se novamente —, seria uma indelicadeza de minha parte recusar.
O Palácio de Qin era uma obra-prima de arquitetura, repleto de dragões esculpidos e cortinas de seda vermelha. Assim que as portas do quarto real se fecharam, a fachada de "realeza distante" de Qin desmoronou. Ele não esperou por convites. Avançou sobre Hades, puxando-o pelo colarinho para um beijo que misturava a fome de um conquistador com a necessidade de um homem que passou tempo demais sozinho.
Hades respondeu com uma intensidade avassaladora. Suas mãos grandes e firmes envolveram a cintura de Qin, sentindo a delicadeza e a força do corpo humano. Eles se moveram em direção à cama de dossel como se estivessem em uma batalha onde a rendição era o único prêmio desejado.
Naquela noite, as paredes do palácio testemunharam algo que nenhum registro histórico ousaria descrever. Qin, que sempre exigia ser o centro de tudo, entregou-se ao domínio de Hades com uma entrega absoluta. O Rei do Submundo, por sua vez, foi tudo menos gentil no calor do momento. Ele era um governante que tomava o que queria, e Qin clamava por cada toque, cada investida, cada marca deixada.
O som de tapas rítmicos contra a pele, os gemidos abafados de Qin e os sussurros possessivos de Hades preencheram o quarto. Eles se perderam um no outro, em um ciclo de prazer que parecia não ter fim. Qin, cujos sentidos eram aguçados pela sinestesia, sentia cada toque de Hades não apenas na pele, mas na alma. A dor e o prazer se misturavam de uma forma que o levava ao limite da consciência.
Eventualmente, o corpo de Qin não aguentou mais a intensidade do êxtase. Ele desmaiou de exaustão nos braços de Hades, o suor brilhando em sua pele sob a luz da lua que filtrava pelas janelas.
Hades, respirando pesadamente, observou o homem em seus braços. Ele o ajeitou com uma ternura que raramente mostrava a qualquer ser vivo, cobrindo-os com os lençóis de seda. O deus dormiu abraçado ao imperador, mantendo-o perto, como se ele fosse o tesouro mais precioso de todo o seu domínio.
Quando os primeiros raios de sol começaram a iluminar o quarto, Qin despertou lentamente. Sua cabeça estava apoiada no peitoral firme e quente de Hades. Ele podia ouvir o batimento cardíaco lento e constante do deus. Por um momento, o Imperador apenas ficou ali, sentindo-se seguro de uma forma que nunca se sentira em sua vida mortal. Ele se aconchegou mais ao corpo de Hades, soltando um suspiro satisfeito, e permitiu-se voltar a dormir por mais algumas horas.
Mais tarde, quando o sol já estava alto, Qin finalmente decidiu se levantar. Ao tentar colocar os pés no chão, uma careta de dor e prazer cruzou seu rosto. Suas pernas fraquejaram e ele começou a mancar em direção ao banheiro privativo.
Hades, que já estava acordado, permaneceu deitado, apoiado em um cotovelo, observando a figura de Qin. O imperador estava nu, e a luz do dia revelava as marcas da noite anterior.
Qin caminhava com dificuldade, a coluna levemente arqueada. Hades fixou o olhar nas costas de Qin, descendo para suas nádegas. A pele, geralmente impecável, estava coberta de marcas de tapas — manchas avermelhadas e arroxeadas que formavam o mapa da possessão de Hades.
— Você parece estar com dificuldades, Imperador — comentou Hades, sua voz rouca de sono e satisfação.
Qin parou na porta do banheiro e olhou por cima do ombro, um sorriso arrogante e desafiador voltando ao seu rosto, apesar da dor evidente.
— Isso? — Qin apontou para si mesmo com um gesto vago. — É apenas o preço de se divertir com o melhor. Mas não pense que isso se repetirá sem que eu retribua o favor, Rei do Submundo.
Hades riu, um som rico e genuíno.
— Mal posso esperar para ver você tentar.
Qin entrou no banho, a água quente relaxando seus músculos doloridos. Ele olhou para o próprio reflexo no espelho de bronze, tocando as marcas em sua pele. Ele era Qin Shi Huang, o homem que unificou a China, o Rei onde quer que se sentasse. Mas, naquela manhã, ele estava perfeitamente satisfeito em compartilhar seu trono com o deus que sabia exatamente como fazê-lo perder o fôlego.
Eles estavam em um restaurante que ficava na fronteira entre o Valhalla e as terras divinas, um lugar onde a culinária era tão refinada que apenas divindades de alto escalão ousavam cruzar a soleira. Qin, com sua venda característica cobrindo os olhos e seu sorriso de escárnio que exalava uma confiança inabalável, havia pedido os pratos mais caros do menu, acompanhados de um vinho que custava o equivalente a uma pequena província.
Hades, por outro lado, mantinha uma postura de nobreza serena. Ele observava Qin com um olhar que misturava curiosidade e um respeito silencioso. Para o deus, o homem à sua frente não era apenas um "humano insolente", mas um rei que carregava o peso de seu povo com a mesma dignidade que ele próprio carregava o Submundo.
Ao final da refeição, após horas de uma conversa que oscilava entre provocações estratégicas e flertes velados, chegou o momento da conta. Qin, com a elegância de quem comanda exércitos, levou a mão ao interior de sua túnica ornamentada para buscar seu cartão — um item forjado em ouro e jade que representava sua riqueza infinita.
Seus dedos tatearam o tecido. Uma vez. Duas vezes. O sorriso confiante vacilou por um milésimo de segundo. Ele procurou nas mangas largas, na cintura, até mesmo sob a mesa com movimentos discretos, mas o cartão havia sumido. Pela primeira vez em décadas, o Imperador sentiu o calor subir pelo pescoço, não por causa da sinestesia de dor, mas por algo muito mais raro: vergonha.
— Algum problema, Qin? — perguntou Hades, sua voz profunda e calma como o rio Estige, notando a agitação incomum do homem.
Qin pigarreou, tentando manter a cabeça erguida, embora sua postura estivesse ligeiramente menos rígida.
— Parece que... — ele começou, a voz um pouco mais baixa que o normal — o meu cartão decidiu fazer uma viagem sem o meu consentimento. Eu devo tê-lo deixado no Palácio de Qin.
Hades arqueou uma sobrancelha prateada, um brilho divertido dançando em seus olhos claros. Ele sinalizou para o garçom, entregando seu próprio selo real para selar o pagamento sem sequer olhar para o valor.
— Eu resolvo isso — disse o Rei do Submundo de forma simples.
— Eu detesto dever algo a alguém, especialmente a um deus — Qin retrucou, tentando recuperar sua aura de superioridade. — Eu o pagarei amanhã, com juros imperiais.
Hades levantou-se, ajeitando a capa sobre os ombros largos. Ele caminhou até Qin e parou a poucos centímetros dele, forçando o imperador a inclinar a cabeça para trás para manter o contato visual (ou o que passava por isso através da venda).
— Diga-me uma coisa — começou Hades, um sorriso de canto surgindo em seus lábios — eu, por acaso, lhe pareço pobre?
Qin piscou, pego de surpresa pela franqueza absoluta.
— Eu sou o Rei do Submundo — continuou Hades. — Toda a riqueza que cai sob a terra pertence a mim. Pagar um jantar para o homem que me desperta tanto interesse não é uma dívida, é um privilégio que eu decidi exercer.
O Imperador ficou em silêncio por um momento, sentindo o peso da presença de Hades. Não era uma pressão esmagadora, mas algo sólido e protetor. Ele apenas bufou, cruzando os braços.
— Pois bem. Se você insiste em ser tão generoso, quem sou eu para impedir um deus de gastar seus tesouros?
Eles saíram do restaurante e caminharam sob o céu estrelado do Valhalla. O ar estava fresco, e o silêncio entre eles era confortável, carregado de uma eletricidade que ambos fingiam ignorar. Quando chegaram à bifurcação que separava o caminho para o Palácio de Qin e o portal para Helheim, Hades parou.
— Aqui nos despedimos, então — disse Hades, virando-se para o Imperador. — Foi uma noite... memorável.
Hades começou a se afastar, mas sentiu um puxão firme em sua manga. Ele parou e olhou para trás. Qin estava segurando o tecido fino de sua roupa, a cabeça levemente baixa, as bochechas tingidas de um rubor que a venda não conseguia esconder totalmente.
— Você... — Qin começou, sua voz falhando levemente antes de recuperar a força. — Você gostaria de ver o meu palácio? Ele é muito mais interessante do que o seu reino de mortos e sombras.
Hades sentiu o coração bater de uma forma que ele não sentia há milênios. A vulnerabilidade escondida sob aquela camada de arrogância real era algo que o fascinava profundamente.
— Se o convite vem do Imperador — respondeu Hades, aproximando-se novamente —, seria uma indelicadeza de minha parte recusar.
O Palácio de Qin era uma obra-prima de arquitetura, repleto de dragões esculpidos e cortinas de seda vermelha. Assim que as portas do quarto real se fecharam, a fachada de "realeza distante" de Qin desmoronou. Ele não esperou por convites. Avançou sobre Hades, puxando-o pelo colarinho para um beijo que misturava a fome de um conquistador com a necessidade de um homem que passou tempo demais sozinho.
Hades respondeu com uma intensidade avassaladora. Suas mãos grandes e firmes envolveram a cintura de Qin, sentindo a delicadeza e a força do corpo humano. Eles se moveram em direção à cama de dossel como se estivessem em uma batalha onde a rendição era o único prêmio desejado.
Naquela noite, as paredes do palácio testemunharam algo que nenhum registro histórico ousaria descrever. Qin, que sempre exigia ser o centro de tudo, entregou-se ao domínio de Hades com uma entrega absoluta. O Rei do Submundo, por sua vez, foi tudo menos gentil no calor do momento. Ele era um governante que tomava o que queria, e Qin clamava por cada toque, cada investida, cada marca deixada.
O som de tapas rítmicos contra a pele, os gemidos abafados de Qin e os sussurros possessivos de Hades preencheram o quarto. Eles se perderam um no outro, em um ciclo de prazer que parecia não ter fim. Qin, cujos sentidos eram aguçados pela sinestesia, sentia cada toque de Hades não apenas na pele, mas na alma. A dor e o prazer se misturavam de uma forma que o levava ao limite da consciência.
Eventualmente, o corpo de Qin não aguentou mais a intensidade do êxtase. Ele desmaiou de exaustão nos braços de Hades, o suor brilhando em sua pele sob a luz da lua que filtrava pelas janelas.
Hades, respirando pesadamente, observou o homem em seus braços. Ele o ajeitou com uma ternura que raramente mostrava a qualquer ser vivo, cobrindo-os com os lençóis de seda. O deus dormiu abraçado ao imperador, mantendo-o perto, como se ele fosse o tesouro mais precioso de todo o seu domínio.
Quando os primeiros raios de sol começaram a iluminar o quarto, Qin despertou lentamente. Sua cabeça estava apoiada no peitoral firme e quente de Hades. Ele podia ouvir o batimento cardíaco lento e constante do deus. Por um momento, o Imperador apenas ficou ali, sentindo-se seguro de uma forma que nunca se sentira em sua vida mortal. Ele se aconchegou mais ao corpo de Hades, soltando um suspiro satisfeito, e permitiu-se voltar a dormir por mais algumas horas.
Mais tarde, quando o sol já estava alto, Qin finalmente decidiu se levantar. Ao tentar colocar os pés no chão, uma careta de dor e prazer cruzou seu rosto. Suas pernas fraquejaram e ele começou a mancar em direção ao banheiro privativo.
Hades, que já estava acordado, permaneceu deitado, apoiado em um cotovelo, observando a figura de Qin. O imperador estava nu, e a luz do dia revelava as marcas da noite anterior.
Qin caminhava com dificuldade, a coluna levemente arqueada. Hades fixou o olhar nas costas de Qin, descendo para suas nádegas. A pele, geralmente impecável, estava coberta de marcas de tapas — manchas avermelhadas e arroxeadas que formavam o mapa da possessão de Hades.
— Você parece estar com dificuldades, Imperador — comentou Hades, sua voz rouca de sono e satisfação.
Qin parou na porta do banheiro e olhou por cima do ombro, um sorriso arrogante e desafiador voltando ao seu rosto, apesar da dor evidente.
— Isso? — Qin apontou para si mesmo com um gesto vago. — É apenas o preço de se divertir com o melhor. Mas não pense que isso se repetirá sem que eu retribua o favor, Rei do Submundo.
Hades riu, um som rico e genuíno.
— Mal posso esperar para ver você tentar.
Qin entrou no banho, a água quente relaxando seus músculos doloridos. Ele olhou para o próprio reflexo no espelho de bronze, tocando as marcas em sua pele. Ele era Qin Shi Huang, o homem que unificou a China, o Rei onde quer que se sentasse. Mas, naquela manhã, ele estava perfeitamente satisfeito em compartilhar seu trono com o deus que sabia exatamente como fazê-lo perder o fôlego.
