Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Family chaos

Fandom: EngLot

Criado: 24/06/2026

Tags

RomanceFatias de VidaHumorHistória DomésticaCiúmesEstudo de PersonagemFofura
Índice

O Coração tem Razões que a Própria Engfa Desconhece

A mansão dos Austin Waraha sempre foi um cenário de contrastes. De um lado, a elegância minimalista que refletia o sucesso de Charlotte como a advogada mais prestigiada do país; de outro, o caos vibrante gerado por três filhas que pareciam ter herdado o sarcasmo das mães em doses cavalares. Naquela tarde de sábado, o clima estava especialmente carregado com uma tensão que apenas os observadores mais atentos — ou os culpados — poderiam detectar.

Engfa Waraha, CEO da Waraha Corp, estava sentada em sua poltrona favorita, os óculos de leitura levemente baixos no nariz enquanto fingia ler um relatório financeiro. Na verdade, seus olhos castanhos-escuros escaneavam a sala, monitorando cada movimento de suas "pequenas". Aos 37 anos, Engfa mantinha a mesma postura protetora e levemente possessiva que a tornou uma lenda no mundo dos negócios, mas em casa, ela era apenas o "cachorrinho" de luxo de Charlotte.

— Engfa, pare de encarar as meninas como se estivesse fechando um contrato hostil — comentou Charlotte, cruzando as pernas longas no sofá oposto. A advogada de 31 anos exalava uma calma que Engfa raramente conseguia replicar. — Você vai acabar deixando a Snack nervosa.

— Eu não estou encarando ninguém, Char — mentiu Engfa, ajustando os óculos. — Só estou observando o comportamento delas. Snack está quieta demais. E quando Snack está quieta, ou ela quebrou algo, ou está apaixonada. E eu não ouvi nada quebrando.

No tapete da sala, Snack Austin Waraha, a caçula de 19 anos, sentia o suor frio descer por sua nuca. Ela tentava se concentrar em um jogo de videogame, mas seus dedos falhavam nos comandos. O motivo de sua ansiedade tinha nome, sobrenome e estava prestes a tocar a campainha: Patcha Napatsa.

— Relaxa, Snackie — provocou Sonya, a primogênita de 21 anos, jogando uma almofada na irmã. — Se você ficar mais tensa, vai virar uma estátua de mármore antes da "tia" chegar.

Sonya era o puro suco do caos. Com 70% da personalidade de Engfa, ela vivia para a bagunça e para provocar as irmãs, especialmente Snack. Ela já havia descoberto o segredo da caçula há semanas e não perdia uma oportunidade de cutucar a ferida.

— Cala a boca, Sonya! — Snack rebateu, o rosto queimando. — Eu só estou cansada da faculdade.

— Engraçado — interveio Becky, a irmã do meio de 20 anos, sem tirar os olhos do livro que lia. Becky era a mais observadora, a que herdara a calma estratégica de Charlotte. — Você pareceu bem disposta quando a mamãe mencionou que a Patcha viria para o jantar. Na verdade, você até trocou de perfume.

— Três vezes — acrescentou Sonya, rindo alto. — Eu contei.

— Meninas, deixem a irmã de vocês em paz — Charlotte disse, embora seus olhos brilhassem com uma desconfiança divertida. Ela olhou para Engfa, que agora estava com a testa franzida.

— Por que ela trocaria de perfume para ver a Patcha? — Engfa perguntou, a voz subindo um tom, o ciúme maternal começando a borbulhar. — Patcha é minha melhor amiga. Snack a conhece desde que usava fraldas.

— Exatamente, mamãe — Snack disse rapidamente, tentando salvar sua pele. — Ela é da família. Eu só queria estar apresentável.

— Apresentável ou irresistível? — Sonya sussurrou, recebendo um olhar mortal de Snack.

O som da campainha ecoou pela casa, e Snack quase saltou do chão. Antes que qualquer funcionário pudesse atender, ela já estava de pé, ajeitando a camiseta e passando as mãos pelo cabelo castanho-escuro, idêntico ao de Engfa.

— Eu atendo! — gritou Snack, correndo para a porta.

Engfa soltou um suspiro pesado, fechando o tablet.

— Charlotte, tem algo errado.

— Você é muito paranoica, amor — Charlotte levantou-se, caminhando até a esposa e depositando um beijo em sua testa. — Mas confesso que o entusiasmo da Snack é... interessante.

Na entrada, a porta se abriu para revelar Patcha Napatsa. A outra CEO era a personificação da elegância: 1,75 de altura, cabelos escuros impecáveis e um sorriso que desarmava qualquer um. Ela trazia algumas sacolas de grife, provavelmente mimos para as sobrinhas de consideração.

— Tia Patcha! — Snack exclamou, parando abruptamente a poucos centímetros da mulher. Ela sentiu o perfume amadeirado de Patcha e seu coração errou a batida.

— Olá, minha pequena Snack — Patcha sorriu, uma expressão gentil e calorosa. Ela estendeu a mão e bagunçou levemente o cabelo da jovem. — Como você cresceu desde a última vez que estive aqui. Está cada vez mais parecida com a Engfa, mas com a doçura da Charlotte.

— O-obrigada — Snack gaguejou, sentindo-se ficar "bolinha", como as irmãs diziam quando ela perdia a postura. — Deixa eu te ajudar com as sacolas.

— Que gentil — Patcha entregou as sacolas, observando a dedicação de Snack em segurá-las como se fossem tesouros nacionais.

Ao entrarem na sala, o clima mudou. Engfa já estava de pé, os braços cruzados, a postura de "chefe" ativada.

— Patcha. Você está cinco minutos atrasada — disse Engfa, embora um meio sorriso sarcástico brincasse em seus lábios.

— O trânsito de Bangkok não respeita nem as CEOs, Eng — Patcha riu, abraçando a amiga e depois cumprimentando Charlotte com um beijo no rosto. — Olá, Charlotte. Você continua sendo a única pessoa capaz de manter essa casa em ordem, eu presumo?

— Tentando, Patcha. Tentando — Charlotte respondeu com elegância. — Sonya e Becky quase destruíram a cozinha hoje cedo, mas sobrevivi.

— Ei! Eu só estava ajudando a Sonya a testar uma teoria sobre o ponto de ebulição do leite — Becky defendeu-se, fechando o livro.

— E a teoria resultou em leite no teto — Sonya completou, piscando para Patcha. — Oi, tia! Trouxe presentes ou só a sua presença radiante que faz a Snack suspirar?

Snack quase derrubou as sacolas.

— Sonya! — o grito de Snack saiu agudo demais.

Engfa estreitou os olhos, alternando o olhar entre a filha caçula e sua melhor amiga. Patcha, sempre observadora e elegante, apenas manteve o sorriso calmo, embora tenha notado o rubor intenso nas bochechas de Snack.

— Trouxe presentes, claro — Patcha disse, tentando aliviar a tensão. — Um para cada uma de vocês. E um vinho especial para as mamães.

Enquanto a família se acomodava, Snack sentou-se no chão, o mais próximo possível da poltrona onde Patcha se acomodara, mas não tão perto que Engfa pudesse notar sua intenção. No entanto, aos olhos de Becky, tudo era cristalino.

— Então, tia Patcha — começou Becky, com seu tom de voz calmo e analítico —, como vai a vida de solteira mais cobiçada do setor empresarial? Deve ser difícil encontrar alguém que esteja à sua altura, não?

Snack congelou. Ela sabia que Becky estava jogando verde para colher maduro.

— É uma vida tranquila, Becky — Patcha respondeu com elegância. — O trabalho consome muito tempo. E, honestamente, depois de ver o drama que é o casamento da sua mãe Engfa, eu fico com um pé atrás.

— Ei! — Engfa protestou, sentando-se no braço do sofá de Charlotte. — Meu casamento é perfeito. Eu sou a autoridade nesta casa.

Charlotte soltou uma risada curta e sarcástica.

— Autoridade? Engfa, ontem você pediu desculpas para o tapete porque tropeçou nele.

As filhas caíram na gargalhada, e até Patcha riu, o que fez Snack olhar para ela com uma admiração profunda, quase hipnótica.

— Mas falando sério — continuou Sonya, inclinando-se para frente —, a Snack estava dizendo que você é o seu maior exemplo de mulher de negócios. Ela até começou a ler sobre fusões e aquisições. Não é, Snackie?

— Eu... eu só acho o trabalho da tia Patcha interessante — Snack murmurou, querendo que o chão se abrisse. — É inspirador.

— É muito bom saber disso, Snack — Patcha olhou diretamente para a jovem, seus olhos encontrando os de Snack por um segundo a mais do que o necessário. — Se quiser, pode passar um dia na minha empresa para ver como as coisas funcionam de perto. O que acha, Engfa?

O silêncio que se seguiu foi quase palpável. Engfa Waraha não era apenas uma CEO; ela era uma leoa. E o instinto de leoa estava gritando que havia algo "diferente" no ar.

— Na sua empresa? — Engfa repetiu, a voz carregada de uma possessividade protetora. — Snack ainda é muito nova para se preocupar com o ambiente corporativo pesado da Napatsa Corp.

— Ela tem 19 anos, Engfa — Charlotte interveio, colocando a mão no ombro da esposa para acalmá-la. — É uma ótima oportunidade. Por que você está tão defensiva?

— Não estou defensiva. Só acho que... — Engfa parou, olhando para Snack. A filha estava olhando para Patcha com um brilho nos olhos que Engfa conhecia muito bem. Era o mesmo brilho que ela mesma tinha quando olhava para Charlotte. — Oh, não.

— O que foi, mamãe? — perguntou Becky, embora já soubesse a resposta.

— Nada — Engfa disse rapidamente, levantando-se. — Eu vou buscar as taças. Patcha, me ajude na cozinha. Agora.

Patcha levantou-se, lançando um olhar divertido para as meninas antes de seguir a amiga. Assim que as duas saíram da sala, Snack enterrou o rosto nas mãos.

— Vocês querem me matar! — ela sibilou para as irmãs.

— Qual é, Snack, foi hilário — Sonya deu de ombros. — A cara da mamãe Engfa foi impagável. Ela está prestes a ter um colapso nervoso.

— Você não deveria provocar tanto, Sonya — Becky aconselhou, embora tivesse um sorriso nos lábios. — Mas Snack, você precisa ser mais discreta. Você fica "bolinha" toda vez que ela respira perto de você.

— Eu não consigo evitar! — Snack exclamou em um sussurro desesperado. — Ela é... ela é a Patcha! Vocês viram como ela se move? Como ela fala? Ela é perfeita.

— Ela é a melhor amiga da nossa mãe e tem quase o dobro da sua idade — lembrou Becky, a voz da razão. — Você sabe que a mamãe Engfa prefere lutar com um urso do que aceitar isso, certo?

— Eu sei — Snack suspirou, desolada. — É por isso que é um segredo. E vocês vão guardar esse segredo, entenderam?

— Depende — Sonya fez uma careta pensativa. — Se você fizer minha parte da limpeza da piscina por um mês, eu fico calada.

— Fechado! — Snack concordou imediatamente.

Enquanto isso, na cozinha, o clima era outro. Engfa estava encostada no balcão, apontando um dedo acusador para Patcha.

— O que você está fazendo? — perguntou a CEO.

— Pegando as taças? — Patcha respondeu, confusa.

— Não se faça de desentendida, Napatsa. Você está mimando a Snack demais. Aquele convite para a empresa... você viu como ela te olhou?

Patcha suspirou, cruzando os braços. Ela conhecia Engfa há décadas e sabia que a amiga era excessivamente protetora com a família.

— Eng, Snack é uma menina adorável. Ela está crescendo e é natural que tenha admiração por pessoas do nosso meio. Você está vendo fantasmas onde não existem.

— Eu sou uma Waraha, Patcha. Eu não vejo fantasmas, eu vejo intenções — Engfa deu um passo à frente, ajustando os óculos. — Snack é sensível. Ela é 50% Charlotte, o que significa que, quando ela ama, ela ama intensamente. E eu não quero que ela se machuque com crushes platônicos por amigas da mãe.

Patcha suavizou a expressão.

— Eu nunca faria nada para magoar sua filha, você sabe disso. Snack é especial para mim também. Mas você não pode trancá-la em uma torre de marfim para sempre.

— Eu posso tentar — murmurou Engfa, teimosa.

— Não, você não pode — a voz de Charlotte veio da porta da cozinha. A advogada entrou com sua elegância habitual, fechando a porta atrás de si. — Engfa, pare de agir como uma ditadora. Patcha é nossa amiga. E se Snack tem uma admiração maior por ela, cabe a nós orientar, não proibir.

— Até você, Char? — Engfa fez um biquinho, a postura de CEO desmoronando diante da esposa.

— Especialmente eu — Charlotte aproximou-se, arrumando a gola da camisa de Engfa. — Deixe as meninas viverem suas fases. Snack é responsável. E Patcha é íntegra. Agora, pegue esse vinho e vamos voltar para a sala antes que a Sonya convença a Becky a incendiar o sofá.

As três voltaram para a sala, onde o caos parecia ter se estabilizado em uma discussão acalorada sobre qual era a melhor técnica de boxe — um assunto que interessava particularmente a Becky, que tinha um crush nada secreto na capitã do clube de boxe, Freen Sarocha.

— Eu digo que o gancho de esquerda é a chave — dizia Sonya, gesticulando freneticamente.

— Técnica supera força, Sonya — rebateu Becky calmamente. — Freen sempre diz que o movimento dos pés é o que ganha a luta.

— Ah, "Freen diz" — zombou Sonya. — Se a Freen disser que o céu é rosa, você acredita.

— E se a Lookmhee disser que você é madura, você acredita? — Snack rebateu, defendendo a irmã do meio. — Porque todos sabemos que isso seria a maior mentira do campus.

Sonya parou, o rosto ficando levemente vermelho ao ouvir o nome da representante do campus.

— Pelo menos a Lookmhee tem a minha idade! — Sonya disparou, sem pensar.

O silêncio caiu sobre a sala como uma tonelada de tijolos. Engfa parou com a garrafa de vinho no ar. Charlotte arqueou uma sobrancelha. Patcha apenas observou, curiosa.

Snack sentiu o sangue fugir do rosto.

— O que você quis dizer com isso, Sonya? — Engfa perguntou, sua voz agora era perigosamente baixa e calma.

— Nada! — Sonya tentou rir, mas saiu como um guincho. — Eu quis dizer que... que a Becky gosta de gente mais velha! Sim, a Freen é dois anos mais velha! É isso!

Becky olhou para Sonya com uma expressão de "eu vou te matar enquanto você dorme".

— Sonya, você é uma idiota — Becky disse, levantando-se. — Com licença, vou para o meu quarto antes que a burrice da minha irmã seja contagiosa.

— Eu também vou! — Snack levantou-se rapidamente, evitando olhar para Patcha ou para as mães. — Tenho... lição de casa. Muita lição de casa.

As duas subiram as escadas quase correndo, deixando Sonya sozinha com o tribunal.

— Sonya Austin Waraha — Charlotte chamou, o tom de voz que ela usava no tribunal quando estava prestes a destruir um argumento. — Sente-se.

Sonya engoliu em seco e sentou-se, olhando para as três mulheres à sua frente. Engfa parecia pronta para um interrogatório de dez horas.

— Explique a frase sobre a idade — ordenou Engfa.

— Mãe, foi só força de expressão... — Sonya começou, mas o olhar de Charlotte a fez parar. — Tá bom! A Snack tem uma queda pela tia Patcha! Mas é coisa de criança, sabe? Tipo... uma admiração exagerada!

Engfa sentiu seu mundo girar. Ela olhou para Patcha, que parecia genuinamente surpresa, e depois para Charlotte, que apenas suspirou, como se já esperasse por aquilo.

— Minha bebê... pela minha melhor amiga? — Engfa murmurou, sentando-se pesadamente. — Patcha, você...

— Engfa, eu juro que não fazia ideia — Patcha disse rapidamente, as mãos erguidas em sinal de paz. — Eu sempre a vi como uma sobrinha. Eu nunca... eu nunca incentivaria nada disso.

— Eu sei que não — disse Charlotte, mantendo a calma. — Mas agora as coisas fazem sentido. O perfume, o nervosismo, o interesse súbito em negócios.

Engfa tirou os óculos e massageou as têmporas.

— Eu vou matar a Patcha.

— Engfa! — Charlotte repreendeu.

— É brincadeira! — Engfa exclamou, embora não parecesse muito convicta. — Mas eu vou ter uma conversa muito séria com a Snack. E com a Sonya, por ser uma fofoqueira. E com a Becky, por saber e não me contar.

— Você não vai fazer nada agora, Engfa — Charlotte sentenciou, e o tom não deixava margem para discussões. — Vamos terminar o jantar. Patcha é nossa convidada. Snack está envergonhada o suficiente. Vamos agir com naturalidade.

— Naturalidade? — Engfa riu nervosamente. — Minha filha quer casar com a mulher que me ajudou a esconder meu primeiro carro batido!

— Ela não quer casar, Eng, é só um crush — Patcha tentou acalmar, embora estivesse visivelmente desconfortável. — Vai passar.

O jantar foi, previsivelmente, o evento mais constrangedor da história da família Austin Waraha. Snack não desceu, alegando uma dor de cabeça súbita. Becky desceu, mas não disse uma palavra, apenas lançando olhares gélidos para Sonya. Sonya, por sua vez, tentou quebrar o gelo com piadas que ninguém riu.

Quando Patcha finalmente se despediu, o alívio na casa foi quase visível. Engfa acompanhou a amiga até a porta.

— Amigas? — perguntou Patcha, hesitante.

Engfa olhou para ela por um longo tempo. O sarcasmo e a teimosia estavam lá, mas o amor pela família era maior.

— Amigas. Mas se você der um passo fora da linha, eu processo você, e a Charlotte vai garantir que você perca até as meias.

Patcha riu, abraçando a amiga.

— Justo. Boa noite, Eng.

Ao fechar a porta, Engfa encontrou Charlotte esperando por ela no corredor. A advogada tinha os braços cruzados e um sorriso vitorioso.

— Você se comportou bem, cachorrinho — provocou Charlotte.

— Eu odeio quando você tem razão — resmungou Engfa, envolvendo a cintura da esposa com os braços e escondendo o rosto em seu pescoço. — O que vamos fazer com a Snack?

— Nada por enquanto — Charlotte acariciou o cabelo castanho da esposa. — Ela é jovem, está descobrindo o mundo. O amor não é algo que possamos controlar, Eng. Nem mesmo você, com todo o seu poder e dinheiro.

— Eu só quero protegê-las — Engfa sussurrou.

— Eu sei. Mas às vezes, proteger significa deixar que elas sintam as coisas, mesmo que seja um amor platônico por uma CEO elegante demais.

No andar de cima, Snack estava encostada na porta do seu quarto, tendo ouvido parte da conversa. Seu coração ainda batia forte. Ela sabia que as coisas seriam difíceis de agora em diante, especialmente com o olhar de águia de sua mãe Engfa sobre ela. Mas, ao olhar para uma foto de Patcha em uma revista de negócios sobre sua mesa, ela não pôde evitar o sorriso.

O caos na mansão Austin Waraha estava longe de terminar, mas, no final das contas, entre sarcasmos, ciúmes e segredos, havia um amor que mantinha tudo no lugar. E Engfa, apesar de toda a sua pose de CEO inabalável, sabia que faria qualquer coisa para manter aquele caos vivo. Mesmo que isso significasse aceitar que suas filhas estavam crescendo e que seus corações, assim como o dela um dia fez por Charlotte, estavam começando a escrever suas próprias histórias.
Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic