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Emoções
Fandom: Airbag
Criado: 25/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHumorHistória DomésticaRealismo
Corações em Campo e Chutes na Barriga
A sala da casa em Buenos Aires parecia um campo de batalha decorado com as cores erradas, pelo menos na visão de Patricio Sardelli. De um lado, o guitarrista do Airbag tentava manter a compostura, vestindo uma camiseta branca simples, mas com o olhar fixo na televisão. Do outro, Karen, sua esposa, era uma explosão de verde e amarelo. A modelo brasileira, cuja beleza negra parecia ainda mais radiante com o brilho da gravidez, estava sentada — ou melhor, quicando — no sofá, com uma bandeira do Brasil amarrada na cintura, por cima do barrigão de oito meses.
Era dia de jogo. Brasil contra Escócia. Para Karen, não importava se o adversário não era a Argentina; qualquer jogo da Seleção era uma questão de vida ou morte, uma conexão direta com suas raízes que nem os anos morando em solo portenho conseguiram enfraquecer.
— Vai, meu filho! Passa essa bola! — gritou Karen, as mãos espalmadas sobre a barriga, sentindo um chute vigoroso lá de dentro. — Viu, Pato? Até o pequeno sabe que esse passe foi ridículo!
Patricio soltou uma risada nasalada, cruzando os braços e recostando-se na poltrona lateral. Ele adorava provocar.
— Karen, amor, por favor... É a Escócia. Eles usam saias e tocam gaita de fole. Como você pode estar tão nervosa? — Ele arqueou uma sobrancelha, um sorriso travesso dançando nos lábios. — Honestamente, a Escócia está jogando com muito mais "garra". Acho que vou torcer para eles hoje.
Karen virou o rosto lentamente para ele, os olhos semicerrados em uma mistura de indignação e deboche.
— Você não se atreva, Patricio Sardelli. Você mora com uma brasileira, vai ter um filho meio brasileiro e se atreve a torcer contra o meu time dentro da minha própria sala?
— Eu não torço contra o Brasil — mentiu ele, descaradamente. — Eu torço pelo futebol arte. E hoje, o "futebol arte" está vindo das Highlands. Olha só aquele contra-ataque! Vai, Escócia!
Um jogador escocês avançou pela lateral e Patricio saltou da cadeira, fingindo uma empolgação que claramente não sentia, apenas para ver a reação da esposa. Karen soltou um grito que provavelmente foi ouvido em toda a vizinhança de Palermo.
— Tira daí! Tira daí, pelo amor de Deus! — Ela se levantou com uma agilidade impressionante para quem carregava oito meses de gestação. — Sai, sai, sai!
A zaga brasileira cortou a bola, e Karen soltou um suspiro tão alto que pareceu um pneu esvaziando. Ela voltou a se sentar, bufando, enquanto Patricio se aproximava com uma expressão de falsa preocupação.
— Cuidado com o coração, "mi amor". E com o bebê. Você vai acabar assustando o menino com esses gritos. Ele vai nascer achando que o mundo é um estádio de futebol em guerra.
— Ele vai nascer sabendo o que é paixão, isso sim! — rebateu ela, ajeitando a mecha do cabelo cacheado que caía sobre o rosto suado. — E não me venha com essa cara de santo. Eu sei que você só está fazendo isso porque ainda não superou que o Messi não é brasileiro.
Patricio colocou a mão no peito, fingindo-se ofendido.
— Não coloque o nome do Messias em vão. O Leo é universal. Mas hoje... hoje eu sou escocês desde criancinha.
O jogo continuou tenso. Aos trinta minutos do primeiro tempo, o Brasil armou uma jogada ensaiada. Karen parou de respirar. Ela se inclinou para frente, os olhos fixos na tela, as unhas cravadas em uma almofada. Quando a bola balançou a rede após um chute certeiro do atacante brasileiro, a casa quase veio abaixo.
— GOOOOOOOOOOL! — Karen gritou a plenos pulmões, pulando do sofá e agitando os braços. — TOMA! CHUPA, ESCÓCIA! CHUPA, PATRICIO!
Ela começou a sambar na sala, uma dança improvisada e pesada pela barriga, mas cheia de ginga. Patricio, embora tentasse manter a pose de torcedor adversário, não conseguiu conter o riso diante da alegria contagiante da mulher. No entanto, sua preocupação de pai falou mais alto quando viu Karen dar um pulo um pouco mais ousado.
— Ei, ei! Calma, "loca"! — Ele correu até ela, segurando-a pelos ombros. — Senta aqui. Você está ficando roxa! Olha o tamanho dessa barriga, Karen. Você quer que ele nasça agora, entre um gol e outro?
— Ele está comemorando comigo, Pato! — Ela exclamou, ofegante, guiando a mão do marido até o topo de sua barriga. — Sente isso. Ele está chutando no ritmo da bateria da Mangueira!
Patricio sentiu o movimento forte sob a palma de sua mão. Um sorriso involuntário e genuíno surgiu em seu rosto. Era impossível não se emocionar com a vitalidade daquele pequeno ser que estava por vir. Por um momento, a rivalidade de brincadeira foi esquecida.
— É... ele é forte — admitiu Patricio em voz baixa. — Mas deve estar confuso. "Papai diz que a Escócia é boa, mamãe grita como se o mundo fosse acabar".
— O papai está mentindo para ele, e ele sabe disso — Karen disse, recuperando o fôlego e sentando-se novamente, mas sem tirar o sorriso vitorioso do rosto. — Admite, vai. O Brasil é maravilhoso.
— O Brasil é bom — cedeu ele, voltando para o seu lugar. — Mas se fosse a Argentina jogando, você estaria escondida no quarto para não ouvir meus gritos.
— Claro, porque você é insuportável assistindo jogo da Argentina! Você e seus irmãos parecem três hooligans — ela riu, lembrando-se das reuniões de família com Gastón e Guido. — Mas hoje o show é meu.
O segundo tempo começou e a Escócia, para o deleite provocador de Patricio, começou a pressionar. Em um lance de escanteio, a bola passou raspando a trave brasileira. Patricio saltou, levando as mãos à cabeça.
— Uuuuh! Quase! Vamos, rapazes! Mais um esforço e empatamos isso!
Karen pegou um amendoim e jogou na direção do marido.
— Cala a boca, Patricio! "Vamos rapazes" o quê? Você nem sabe o nome de um jogador desse time!
— Eu sei o... o camisa dez! O "McAlgumaCoisa"! — ele inventou, rindo da cara de indignação dela.
— Você é ridículo — ela disse, mas logo voltou a se concentrar quando o Brasil recuperou a posse de bola.
O clima na sala era uma mistura de tensão esportiva e ternura doméstica. A cada erro de passe do Brasil, Karen soltava um xingamento em português que Patricio já havia aprendido a identificar como "perigoso". A cada defesa do goleiro brasileiro, ela agradecia a todos os santos.
— Pato, eu estou falando sério — disse ela, durante uma interrupção para substituição. — Se a gente ganhar a Copa, o nome do bebê vai ter que ser em homenagem a algum jogador.
Patricio arregalou os olhos.
— Nem pensar. Não vou ter um filho chamado "Richarlison Sardelli". Ou "Neymar Sardelli". A família me deserda.
— Ah, mas se for "Lionel", você aceita, né? — provocou ela.
— Lionel é um nome clássico, elegante. Tem peso — ele defendeu, piscando para ela.
— Pois se o Brasil ganhar hoje, eu decido o jantar. E vai ser comida brasileira. Nada de asado hoje.
— Isso é golpe baixo — reclamou ele, embora adorasse a feijoada que ela fazia.
Perto do final do jogo, o Brasil marcou o segundo gol. Foi uma pintura, um chute de fora da área que entrou no ângulo. Karen não gritou dessa vez; ela simplesmente se levantou, cruzou os braços sobre a barriga e olhou para Patricio com um olhar de pura superioridade.
— Algum comentário, "torcedor escocês"?
Patricio suspirou, levantando as mãos em sinal de rendição.
— Tudo bem, tudo bem. O gol foi bonito. Eu admito. O Brasil joga um pouco de futebol, afinal.
Ele se aproximou dela, envolvendo-a em um abraço cuidadoso por trás, as mãos repousando sobre a curva imensa da barriga de Karen. Ele beijou o ombro dela, sentindo o perfume da pele negra que ele tanto amava.
— Você está bem? — perguntou ele, com a voz agora suave e carregada de preocupação real. — O coração está muito acelerado?
Karen relaxou contra o peito dele, fechando os olhos por um segundo. A adrenalina do jogo estava baixando, dando lugar ao cansaço doce da gestação avançada.
— Estou bem, amor. Só um pouco cansada. Esse menino não para quieto quando eu me emociono.
— Ele vai ser intenso como a mãe — Patricio comentou, dando um beijo no topo da cabeça dela. — E teimoso como o pai. Uma combinação perigosa.
— E vai ser brasileiro — ela insistiu, virando-se nos braços dele para encará-lo com um brilho travesso nos olhos.
— Metade — corrigiu ele, rindo. — Mas hoje, só hoje, eu deixo ele ser cem por cento brasileiro. Só porque você fica linda demais torcendo.
— Só hoje? — ela arqueou a sobrancelha.
— Até o próximo jogo da Argentina — ele piscou, selando a promessa com um selinho demorado.
O apito final soou na televisão. Brasil dois, Escócia zero. Karen comemorou com um último "Viva!" contido, enquanto Patricio a levava em direção à cozinha, já aceitando que o cardápio da noite seria decidido pela vencedora. A rivalidade entre os dois era apenas o tempero de uma vida que, em poucas semanas, ganharia um novo e mais importante integrante, que provavelmente passaria a vida inteira dividido entre o sol do Brasil e o coração da Argentina, mas cercado pelo amor vibrante daqueles dois.
Era dia de jogo. Brasil contra Escócia. Para Karen, não importava se o adversário não era a Argentina; qualquer jogo da Seleção era uma questão de vida ou morte, uma conexão direta com suas raízes que nem os anos morando em solo portenho conseguiram enfraquecer.
— Vai, meu filho! Passa essa bola! — gritou Karen, as mãos espalmadas sobre a barriga, sentindo um chute vigoroso lá de dentro. — Viu, Pato? Até o pequeno sabe que esse passe foi ridículo!
Patricio soltou uma risada nasalada, cruzando os braços e recostando-se na poltrona lateral. Ele adorava provocar.
— Karen, amor, por favor... É a Escócia. Eles usam saias e tocam gaita de fole. Como você pode estar tão nervosa? — Ele arqueou uma sobrancelha, um sorriso travesso dançando nos lábios. — Honestamente, a Escócia está jogando com muito mais "garra". Acho que vou torcer para eles hoje.
Karen virou o rosto lentamente para ele, os olhos semicerrados em uma mistura de indignação e deboche.
— Você não se atreva, Patricio Sardelli. Você mora com uma brasileira, vai ter um filho meio brasileiro e se atreve a torcer contra o meu time dentro da minha própria sala?
— Eu não torço contra o Brasil — mentiu ele, descaradamente. — Eu torço pelo futebol arte. E hoje, o "futebol arte" está vindo das Highlands. Olha só aquele contra-ataque! Vai, Escócia!
Um jogador escocês avançou pela lateral e Patricio saltou da cadeira, fingindo uma empolgação que claramente não sentia, apenas para ver a reação da esposa. Karen soltou um grito que provavelmente foi ouvido em toda a vizinhança de Palermo.
— Tira daí! Tira daí, pelo amor de Deus! — Ela se levantou com uma agilidade impressionante para quem carregava oito meses de gestação. — Sai, sai, sai!
A zaga brasileira cortou a bola, e Karen soltou um suspiro tão alto que pareceu um pneu esvaziando. Ela voltou a se sentar, bufando, enquanto Patricio se aproximava com uma expressão de falsa preocupação.
— Cuidado com o coração, "mi amor". E com o bebê. Você vai acabar assustando o menino com esses gritos. Ele vai nascer achando que o mundo é um estádio de futebol em guerra.
— Ele vai nascer sabendo o que é paixão, isso sim! — rebateu ela, ajeitando a mecha do cabelo cacheado que caía sobre o rosto suado. — E não me venha com essa cara de santo. Eu sei que você só está fazendo isso porque ainda não superou que o Messi não é brasileiro.
Patricio colocou a mão no peito, fingindo-se ofendido.
— Não coloque o nome do Messias em vão. O Leo é universal. Mas hoje... hoje eu sou escocês desde criancinha.
O jogo continuou tenso. Aos trinta minutos do primeiro tempo, o Brasil armou uma jogada ensaiada. Karen parou de respirar. Ela se inclinou para frente, os olhos fixos na tela, as unhas cravadas em uma almofada. Quando a bola balançou a rede após um chute certeiro do atacante brasileiro, a casa quase veio abaixo.
— GOOOOOOOOOOL! — Karen gritou a plenos pulmões, pulando do sofá e agitando os braços. — TOMA! CHUPA, ESCÓCIA! CHUPA, PATRICIO!
Ela começou a sambar na sala, uma dança improvisada e pesada pela barriga, mas cheia de ginga. Patricio, embora tentasse manter a pose de torcedor adversário, não conseguiu conter o riso diante da alegria contagiante da mulher. No entanto, sua preocupação de pai falou mais alto quando viu Karen dar um pulo um pouco mais ousado.
— Ei, ei! Calma, "loca"! — Ele correu até ela, segurando-a pelos ombros. — Senta aqui. Você está ficando roxa! Olha o tamanho dessa barriga, Karen. Você quer que ele nasça agora, entre um gol e outro?
— Ele está comemorando comigo, Pato! — Ela exclamou, ofegante, guiando a mão do marido até o topo de sua barriga. — Sente isso. Ele está chutando no ritmo da bateria da Mangueira!
Patricio sentiu o movimento forte sob a palma de sua mão. Um sorriso involuntário e genuíno surgiu em seu rosto. Era impossível não se emocionar com a vitalidade daquele pequeno ser que estava por vir. Por um momento, a rivalidade de brincadeira foi esquecida.
— É... ele é forte — admitiu Patricio em voz baixa. — Mas deve estar confuso. "Papai diz que a Escócia é boa, mamãe grita como se o mundo fosse acabar".
— O papai está mentindo para ele, e ele sabe disso — Karen disse, recuperando o fôlego e sentando-se novamente, mas sem tirar o sorriso vitorioso do rosto. — Admite, vai. O Brasil é maravilhoso.
— O Brasil é bom — cedeu ele, voltando para o seu lugar. — Mas se fosse a Argentina jogando, você estaria escondida no quarto para não ouvir meus gritos.
— Claro, porque você é insuportável assistindo jogo da Argentina! Você e seus irmãos parecem três hooligans — ela riu, lembrando-se das reuniões de família com Gastón e Guido. — Mas hoje o show é meu.
O segundo tempo começou e a Escócia, para o deleite provocador de Patricio, começou a pressionar. Em um lance de escanteio, a bola passou raspando a trave brasileira. Patricio saltou, levando as mãos à cabeça.
— Uuuuh! Quase! Vamos, rapazes! Mais um esforço e empatamos isso!
Karen pegou um amendoim e jogou na direção do marido.
— Cala a boca, Patricio! "Vamos rapazes" o quê? Você nem sabe o nome de um jogador desse time!
— Eu sei o... o camisa dez! O "McAlgumaCoisa"! — ele inventou, rindo da cara de indignação dela.
— Você é ridículo — ela disse, mas logo voltou a se concentrar quando o Brasil recuperou a posse de bola.
O clima na sala era uma mistura de tensão esportiva e ternura doméstica. A cada erro de passe do Brasil, Karen soltava um xingamento em português que Patricio já havia aprendido a identificar como "perigoso". A cada defesa do goleiro brasileiro, ela agradecia a todos os santos.
— Pato, eu estou falando sério — disse ela, durante uma interrupção para substituição. — Se a gente ganhar a Copa, o nome do bebê vai ter que ser em homenagem a algum jogador.
Patricio arregalou os olhos.
— Nem pensar. Não vou ter um filho chamado "Richarlison Sardelli". Ou "Neymar Sardelli". A família me deserda.
— Ah, mas se for "Lionel", você aceita, né? — provocou ela.
— Lionel é um nome clássico, elegante. Tem peso — ele defendeu, piscando para ela.
— Pois se o Brasil ganhar hoje, eu decido o jantar. E vai ser comida brasileira. Nada de asado hoje.
— Isso é golpe baixo — reclamou ele, embora adorasse a feijoada que ela fazia.
Perto do final do jogo, o Brasil marcou o segundo gol. Foi uma pintura, um chute de fora da área que entrou no ângulo. Karen não gritou dessa vez; ela simplesmente se levantou, cruzou os braços sobre a barriga e olhou para Patricio com um olhar de pura superioridade.
— Algum comentário, "torcedor escocês"?
Patricio suspirou, levantando as mãos em sinal de rendição.
— Tudo bem, tudo bem. O gol foi bonito. Eu admito. O Brasil joga um pouco de futebol, afinal.
Ele se aproximou dela, envolvendo-a em um abraço cuidadoso por trás, as mãos repousando sobre a curva imensa da barriga de Karen. Ele beijou o ombro dela, sentindo o perfume da pele negra que ele tanto amava.
— Você está bem? — perguntou ele, com a voz agora suave e carregada de preocupação real. — O coração está muito acelerado?
Karen relaxou contra o peito dele, fechando os olhos por um segundo. A adrenalina do jogo estava baixando, dando lugar ao cansaço doce da gestação avançada.
— Estou bem, amor. Só um pouco cansada. Esse menino não para quieto quando eu me emociono.
— Ele vai ser intenso como a mãe — Patricio comentou, dando um beijo no topo da cabeça dela. — E teimoso como o pai. Uma combinação perigosa.
— E vai ser brasileiro — ela insistiu, virando-se nos braços dele para encará-lo com um brilho travesso nos olhos.
— Metade — corrigiu ele, rindo. — Mas hoje, só hoje, eu deixo ele ser cem por cento brasileiro. Só porque você fica linda demais torcendo.
— Só hoje? — ela arqueou a sobrancelha.
— Até o próximo jogo da Argentina — ele piscou, selando a promessa com um selinho demorado.
O apito final soou na televisão. Brasil dois, Escócia zero. Karen comemorou com um último "Viva!" contido, enquanto Patricio a levava em direção à cozinha, já aceitando que o cardápio da noite seria decidido pela vencedora. A rivalidade entre os dois era apenas o tempero de uma vida que, em poucas semanas, ganharia um novo e mais importante integrante, que provavelmente passaria a vida inteira dividido entre o sol do Brasil e o coração da Argentina, mas cercado pelo amor vibrante daqueles dois.
