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Sex
Fandom: Glee
Criado: 25/06/2026
Tags
DramaAngústiaPsicológicoSombrioTragédiaMenção de IncestoEstudo de PersonagemRomance
O Reflexo do Desejo
O silêncio no apartamento de Shelby Corcoran era denso, carregado por uma eletricidade que transcendia a simples tensão familiar. Rachel Berry estava parada no centro da sala, as mãos entrelaçadas com força, os olhos brilhando com uma mistura de admiração e mágoa. Ela era o retrato da juventude e da ambição, mas naquele momento, parecia apenas uma jovem em busca de uma validação que nunca chegava.
Shelby a observava do canto da sala. A luz do entardecer filtrava-se pelas cortinas, desenhando sombras longas no chão de madeira. A semelhança entre as duas era inegável — o formato do nariz, a curva dos lábios, a intensidade no olhar. No entanto, para Shelby, aquele laço sanguíneo parecia uma barreira intransponível, um lembrete constante de uma escolha feita décadas atrás.
— Você não pode continuar fazendo isso, Shelby — Rachel disse, sua voz falhando levemente. — Você me deixou entrar na sua vida e agora age como se eu fosse uma estranha. Como se eu fosse apenas mais uma aluna talentosa.
Shelby caminhou lentamente em direção a Rachel. Seus sapatos de salto faziam um som rítmico e premonitório. Ela parou a poucos centímetros da filha, encurralando-a contra o piano de cauda que dominava o espaço.
— E o que você esperava? — Shelby perguntou com a voz baixa, quase um sussurro. — Um reencontro de filme? Um abraço caloroso e tudo perdoado?
— Eu esperava que você me visse! — Rachel exclamou, dando um passo à frente, reduzindo a distância entre elas até que seus peitos quase se tocassem. — Eu sou sua filha. O mesmo sangue corre em nós.
Shelby soltou uma risada amarga, balançando a cabeça.
— Sangue não significa nada, Rachel. Eu olho para você e não vejo uma filha. Eu vejo uma versão mais jovem de mim mesma. Eu vejo o talento, a fome, a beleza... mas não sinto o que uma mãe deveria sentir.
— Mentira — Rachel rebateu, os olhos marejados. — Eu vejo como você me olha. Não é desprezo. É algo muito mais profundo e perigoso.
A discussão subiu de tom. As palavras tornaram-se armas, lançadas com a precisão de quem conhece as fraquezas do outro. Shelby sentia uma frustração crescente, um desejo de silenciar a voz de Rachel, que parecia ecoar seus próprios arrependimentos e desejos reprimidos. Ela a pressionou contra a estrutura fria do piano, as mãos espalmadas na madeira, cercando Rachel completamente.
— Você acha que sabe tudo sobre mim? — Shelby sibilou, o rosto a milímetros do de Rachel. — Você não tem ideia do que acontece na minha cabeça quando você canta. Quando você entra em uma sala e exige toda a atenção para si mesma.
— Então me diga — Rachel desafiou, a respiração ofegante. — Me diga o que você vê quando olha para mim.
O ar entre elas parecia ter acabado. Shelby olhou para os lábios de Rachel, depois voltou para os olhos castanhos que eram espelhos dos seus. A linha entre o instinto maternal inexistente e uma atração avassaladora e proibida se rompeu. O que Shelby sentia não era proteção; era uma possessividade sombria, uma conexão que desafiava a lógica e a moralidade.
— Eu vejo tudo o que eu sempre quis e tudo o que eu nunca pude ter — confessou Shelby, a voz rouca.
Antes que Rachel pudesse responder, Shelby eliminou o espaço restante. O beijo foi uma colisão, um impacto de anos de separação e semanas de tensão acumulada. Não havia ternura; era uma entrega desesperada a uma paixão que nenhuma das duas conseguia mais conter. Rachel envolveu o pescoço de Shelby com os braços, puxando-a para mais perto, enquanto os dedos de Shelby se enroscavam nos cabelos escuros da filha.
O som do piano ressoou de forma dissonante quando Rachel foi erguida e sentada sobre as teclas. O conflito de minutos atrás transformou-se em uma urgência física. Shelby explorava cada curva do rosto de Rachel com beijos ávidos, enquanto as mãos de Rachel desciam pelas costas do vestido de Shelby, buscando o contato da pele.
— Isso é errado — Rachel sussurrou contra a pele do pescoço de Shelby, embora suas ações dissessem o contrário.
— Nada disso foi certo desde o início — Shelby respondeu, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos de Rachel. — Mas eu não consigo parar. Eu não quero parar.
A entrega foi absoluta. No ambiente sombrio da sala, as duas se perderam uma na outra, ignorando o mundo lá fora e as implicações do que estavam fazendo. Cada toque era carregado de uma intensidade que queimava, uma busca por preencher o vazio que o abandono e a busca pela perfeição haviam deixado em suas vidas.
Shelby guiava cada movimento com uma experiência que contrastava com a juventude vibrante de Rachel. A conexão física era quase transcendental, como se, através daquele ato, elas pudessem finalmente fundir suas identidades e eliminar a distância que o tempo impôs. O prazer era tingido por uma melancolia profunda, um reconhecimento de que aquele momento era uma fuga da realidade que ambas teriam que enfrentar eventualmente.
Quando o êxtase finalmente as alcançou, o silêncio retornou ao apartamento, mas desta vez era pesado com o peso do segredo. Rachel permaneceu nos braços de Shelby por um longo tempo, ouvindo a batida acelerada do coração da mulher que lhe deu a vida, mas que agora era algo completamente diferente para ela.
Shelby afastou uma mecha de cabelo do rosto de Rachel, um gesto que poderia ter sido gentil se não estivesse carregado de uma complexidade tão sombria.
— Você ainda me vê como sua mãe? — Shelby perguntou, a voz desprovida de emoção aparente.
Rachel olhou para o teto, as lágrimas finalmente escapando e escorrendo pelas têmporas.
— Eu não sei o que você é para mim, Shelby. Mas sei que nunca seremos apenas mãe e filha.
Shelby levantou-se, recompondo-se com uma elegância fria que parecia sua armadura natural. Ela caminhou até a janela, observando as luzes da cidade começarem a brilhar.
— Talvez seja melhor assim — disse ela, sem se virar. — Algumas histórias não foram feitas para ter um final feliz ou normal. Nós somos feitas de música e tragédia, Rachel.
Rachel sentou-se no piano, seus dedos roçando as teclas que ainda vibravam com a energia do que ocorrera. Ela sabia que aquele era o início de um caminho sem volta, um laço que as uniria de forma muito mais permanente e destrutiva do que o sangue jamais poderia.
— Eu não me importo com a tragédia — Rachel afirmou, sua voz recuperando a força característica. — Desde que eu não tenha que enfrentar o silêncio de novo.
Shelby fechou os olhos, sentindo o peso das palavras da filha. O lago sanguíneo que as unia fora transformado em um oceano de desejo e segredos, e ambas estavam dispostas a afogar-se nele.
Shelby a observava do canto da sala. A luz do entardecer filtrava-se pelas cortinas, desenhando sombras longas no chão de madeira. A semelhança entre as duas era inegável — o formato do nariz, a curva dos lábios, a intensidade no olhar. No entanto, para Shelby, aquele laço sanguíneo parecia uma barreira intransponível, um lembrete constante de uma escolha feita décadas atrás.
— Você não pode continuar fazendo isso, Shelby — Rachel disse, sua voz falhando levemente. — Você me deixou entrar na sua vida e agora age como se eu fosse uma estranha. Como se eu fosse apenas mais uma aluna talentosa.
Shelby caminhou lentamente em direção a Rachel. Seus sapatos de salto faziam um som rítmico e premonitório. Ela parou a poucos centímetros da filha, encurralando-a contra o piano de cauda que dominava o espaço.
— E o que você esperava? — Shelby perguntou com a voz baixa, quase um sussurro. — Um reencontro de filme? Um abraço caloroso e tudo perdoado?
— Eu esperava que você me visse! — Rachel exclamou, dando um passo à frente, reduzindo a distância entre elas até que seus peitos quase se tocassem. — Eu sou sua filha. O mesmo sangue corre em nós.
Shelby soltou uma risada amarga, balançando a cabeça.
— Sangue não significa nada, Rachel. Eu olho para você e não vejo uma filha. Eu vejo uma versão mais jovem de mim mesma. Eu vejo o talento, a fome, a beleza... mas não sinto o que uma mãe deveria sentir.
— Mentira — Rachel rebateu, os olhos marejados. — Eu vejo como você me olha. Não é desprezo. É algo muito mais profundo e perigoso.
A discussão subiu de tom. As palavras tornaram-se armas, lançadas com a precisão de quem conhece as fraquezas do outro. Shelby sentia uma frustração crescente, um desejo de silenciar a voz de Rachel, que parecia ecoar seus próprios arrependimentos e desejos reprimidos. Ela a pressionou contra a estrutura fria do piano, as mãos espalmadas na madeira, cercando Rachel completamente.
— Você acha que sabe tudo sobre mim? — Shelby sibilou, o rosto a milímetros do de Rachel. — Você não tem ideia do que acontece na minha cabeça quando você canta. Quando você entra em uma sala e exige toda a atenção para si mesma.
— Então me diga — Rachel desafiou, a respiração ofegante. — Me diga o que você vê quando olha para mim.
O ar entre elas parecia ter acabado. Shelby olhou para os lábios de Rachel, depois voltou para os olhos castanhos que eram espelhos dos seus. A linha entre o instinto maternal inexistente e uma atração avassaladora e proibida se rompeu. O que Shelby sentia não era proteção; era uma possessividade sombria, uma conexão que desafiava a lógica e a moralidade.
— Eu vejo tudo o que eu sempre quis e tudo o que eu nunca pude ter — confessou Shelby, a voz rouca.
Antes que Rachel pudesse responder, Shelby eliminou o espaço restante. O beijo foi uma colisão, um impacto de anos de separação e semanas de tensão acumulada. Não havia ternura; era uma entrega desesperada a uma paixão que nenhuma das duas conseguia mais conter. Rachel envolveu o pescoço de Shelby com os braços, puxando-a para mais perto, enquanto os dedos de Shelby se enroscavam nos cabelos escuros da filha.
O som do piano ressoou de forma dissonante quando Rachel foi erguida e sentada sobre as teclas. O conflito de minutos atrás transformou-se em uma urgência física. Shelby explorava cada curva do rosto de Rachel com beijos ávidos, enquanto as mãos de Rachel desciam pelas costas do vestido de Shelby, buscando o contato da pele.
— Isso é errado — Rachel sussurrou contra a pele do pescoço de Shelby, embora suas ações dissessem o contrário.
— Nada disso foi certo desde o início — Shelby respondeu, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos de Rachel. — Mas eu não consigo parar. Eu não quero parar.
A entrega foi absoluta. No ambiente sombrio da sala, as duas se perderam uma na outra, ignorando o mundo lá fora e as implicações do que estavam fazendo. Cada toque era carregado de uma intensidade que queimava, uma busca por preencher o vazio que o abandono e a busca pela perfeição haviam deixado em suas vidas.
Shelby guiava cada movimento com uma experiência que contrastava com a juventude vibrante de Rachel. A conexão física era quase transcendental, como se, através daquele ato, elas pudessem finalmente fundir suas identidades e eliminar a distância que o tempo impôs. O prazer era tingido por uma melancolia profunda, um reconhecimento de que aquele momento era uma fuga da realidade que ambas teriam que enfrentar eventualmente.
Quando o êxtase finalmente as alcançou, o silêncio retornou ao apartamento, mas desta vez era pesado com o peso do segredo. Rachel permaneceu nos braços de Shelby por um longo tempo, ouvindo a batida acelerada do coração da mulher que lhe deu a vida, mas que agora era algo completamente diferente para ela.
Shelby afastou uma mecha de cabelo do rosto de Rachel, um gesto que poderia ter sido gentil se não estivesse carregado de uma complexidade tão sombria.
— Você ainda me vê como sua mãe? — Shelby perguntou, a voz desprovida de emoção aparente.
Rachel olhou para o teto, as lágrimas finalmente escapando e escorrendo pelas têmporas.
— Eu não sei o que você é para mim, Shelby. Mas sei que nunca seremos apenas mãe e filha.
Shelby levantou-se, recompondo-se com uma elegância fria que parecia sua armadura natural. Ela caminhou até a janela, observando as luzes da cidade começarem a brilhar.
— Talvez seja melhor assim — disse ela, sem se virar. — Algumas histórias não foram feitas para ter um final feliz ou normal. Nós somos feitas de música e tragédia, Rachel.
Rachel sentou-se no piano, seus dedos roçando as teclas que ainda vibravam com a energia do que ocorrera. Ela sabia que aquele era o início de um caminho sem volta, um laço que as uniria de forma muito mais permanente e destrutiva do que o sangue jamais poderia.
— Eu não me importo com a tragédia — Rachel afirmou, sua voz recuperando a força característica. — Desde que eu não tenha que enfrentar o silêncio de novo.
Shelby fechou os olhos, sentindo o peso das palavras da filha. O lago sanguíneo que as unia fora transformado em um oceano de desejo e segredos, e ambas estavam dispostas a afogar-se nele.
