
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
Reunião
Fandom: Tensei shitara slime datta Ken
Criado: 25/06/2026
Tags
FantasiaIsekai / Fantasia PortalMpregHumorHistória DomésticaCiúmesFatias de VidaAçãoDivergência
O Peso da Divindade e a Paciência de uma Mãe
A sala de reuniões em Tempest estava impregnada com um cheiro pesado de incenso caro e a arrogância indisfarçável de nobres que acreditavam que o mundo ainda girava em torno de seus títulos de linhagem. Rimuru Tempest, o Líder da Federação Jura Tempest, estava sentado à cabeceira da mesa. Sua aparência era, como sempre, deslumbrante. Os cabelos azul-prateados caíam como seda sobre os ombros, emoldurando um rosto de pele branca leitosa e olhos amarelos que brilhavam com uma inocência que, para os desavisados, parecia vulnerabilidade.
Naquele dia, Rimuru optara por uma forma mais feminina, vestindo túnicas largas de seda que não conseguiam esconder a protuberância nítida em seu ventre. Com seis meses de gestação, o slime transformado em divindade sentia cada chute e cada movimento, o que o tornava consideravelmente mais calmo — e sarcástico — do que o habitual.
À sua frente, representantes de coalizões humanas menores, que haviam ganhado confiança após verem a postura benevolente de Rimuru nos últimos meses, discutiam termos comerciais com uma petulância irritante.
— Sinceramente, Lorde Rimuru — começou um conde de bochechas vermelhas e roupas excessivamente decoradas —, é difícil levar a sério as exigências de uma criatura que se apresenta dessa forma. Um monstro brincando de ser humano, e ainda por cima... nesse estado. É uma aberração contra as leis naturais.
Rimuru arqueou uma sobrancelha, mantendo o queixo apoiado na mão delicada.
— Aberração? — Rimuru soltou um riso curto e seco. — Eu diria que é milagroso, mas entendo que conceitos complexos sejam difíceis para mentes tão... limitadas. Podemos focar no tratado de exportação de poções ou você vai continuar tentando compensar sua insegurança com insultos?
— Como ousa! — outro nobre bateu na mesa. — Você é apenas um slime que teve sorte. Seus "amigos" poderosos são apenas cães de guarda. Sem eles, você não passaria de uma poça de gelatina sob nossas botas.
Antes que Rimuru pudesse responder com uma de suas tiradas sarcásticas, a porta da sala de reuniões se abriu suavemente. Shuna entrou, mantendo sua elegância habitual, embora houvesse um brilho de exaustão em seus olhos.
— Com licença, Rimuru-sama — disse ela, ignorando completamente os humanos que ferviam de raiva. — Lamento interromper, mas surgiu um problema que requer sua intervenção imediata.
Rimuru suspirou, sentindo um chute vigoroso em seu ventre.
— Deixe-me adivinhar, Shuna. Veldora e Milim?
— Sim — Shuna assentiu com um sorriso amarelo. — Milim-sama roubou o suprimento especial de doces que o senhor deu ao Veldora-sama. Eles estão prestes a destruir o campo de treinamento sul.
Rimuru massageou as têmporas e olhou para os humanos.
— Senhores, peço uma pausa de dez minutos. Meus... "cães de guarda", como vocês os chamam, estão tendo uma divergência doméstica.
— Absolutamente não! — o primeiro conde gritou, levantando-se. — Esta reunião é sobre o futuro do comércio humano! Não vamos parar por causa de brigas de crianças. Se é tão importante, mande-os vir aqui! Queremos ver quem são esses seres que você tanto protege.
Rimuru olhou para o homem por um longo momento. Seus olhos amarelos brilharam com uma luz perigosa, mas ele apenas deu de ombros.
— Shuna, você ouviu o senhor. Traga-os para cá.
Minutos depois, a porta foi praticamente arrancada dos eixos. Veldora, o Dragão da Tempestade, entrou pisando forte, com uma expressão de traição absoluta no rosto. Logo atrás dele, Milim Nava, a Lorde Demônio mais antiga, corria com as bochechas sujas de açúcar e um pote de cerâmica debaixo do braço.
— Rimuru! — Veldora rugiu, ignorando os humanos que empalideceram instantaneamente ao sentirem a aura esmagadora do dragão. — Diga a ela! Ela usou a "Drako-Velocidade" para roubar meu pudim de edição limitada! Isso é um crime contra a nossa amizade!
— Era meu por direito! — Milim exclamou, pulando em cima da mesa de reuniões, derrubando os papéis dos nobres. — Você demorou muito para comer, Veldora! A regra é clara: quem pega primeiro, devora!
— Chega! — A voz de Rimuru não foi alta, mas carregava um peso que fez o ar na sala vibrar.
Veldora e Milim pararam instantaneamente. Eles olharam para Rimuru e, ao verem a expressão severa no rosto da "mãe" do grupo, ambos murcharam.
— Milim, você sabe que o doce era dele. Devolva o pote agora e você está de castigo. Sem mel por uma semana.
— O quê?! — Milim gritou, parecendo genuinamente horrorizada. — Rimuru, você não pode ser tão cruel!
— Duas semanas — Rimuru retrucou friamente.
Milim entregou o pote para Veldora com um beicinho que poderia desmoronar montanhas.
— E você, Veldora — Rimuru suspirou —, pare de ser tão dramático. Shuna tem outro pote guardado na cozinha. Vá pegá-lo e saia daqui. Estamos em uma reunião.
Veldora abriu um sorriso radiante, a aura de terror que ele emanava transformando-se em pura alegria infantil.
— Eu sabia que você era justo, Rimuru! — Ele deu um tapinha no ombro de um dos nobres, quase quebrando a clavícula do homem no processo. — Viu só? Ele é o melhor!
Assim que os dois saíram, seguidos por Shuna, o silêncio caiu sobre a sala. No entanto, a arrogância humana é uma doença persistente. Passado o choque inicial da presença de Veldora, os nobres, que nunca haviam visto o dragão em batalha, recuperaram a voz.
— Aquilo foi... um teatro? — o conde riu, embora suas mãos tremessem. — Você trata seres poderosos como crianças. Isso só prova que você não tem autoridade real, apenas truques psicológicos. E olhe para você, grávida e fraca. Quem é o pai dessa coisa, afinal? Algum outro monstro de baixo nível?
O ar na sala ficou subitamente frio. Tão frio que a geada começou a se formar nas bordas das cadeiras.
— Eu não faria perguntas das quais você não quer saber a resposta — Rimuru avisou, sua voz agora desprovida de qualquer humor.
Nesse momento, o espaço no centro da sala simplesmente se rasgou.
Duas figuras emergiram da fenda dimensional, já em meio a uma discussão acalorada. Diablo, o Primordial Negro, estava com as garras expostas, enquanto Guy Crimson, o Lorde dos Lordes Demônios, mantinha um sorriso perverso, suas chamas vermelhas lambendo o ar.
— Entenda de uma vez, demônio inferior — Guy dizia, sua voz como o som de metal rangendo. — Eu sou o parceiro dele. Eu carrego o peso de seu amor e o futuro de sua linhagem. Sua adoração é apenas ruído de fundo.
— Que insolência, Guy Crimson — Diablo retrucou, sua aura negra se expandindo. — Minha devoção a Rimuru-sama transcende o físico. Eu sou a sombra que protege seus passos e o intelecto que executa sua vontade. Você é apenas... um acompanhante barulhento.
Ambos pararam quando perceberam onde estavam. E, mais importante, perceberam o estado emocional de Rimuru e os rostos dos humanos à mesa.
Guy Crimson caminhou até Rimuru, ignorando os nobres como se fossem insetos, e colocou uma mão possessiva sobre o ventre do slime.
— Rimuru, querido, por que você parece tão irritado? — Guy perguntou, seus olhos vermelhos brilhando perigosamente. — Esses sacos de carne estão incomodando você?
Diablo, por outro lado, virou-se para os humanos. O sorriso que ele exibiu era a definição de pesadelo.
— Eu ouvi palavras muito desagradáveis ao atravessar o portal — disse Diablo, inclinando a cabeça de forma não natural. — Alguém aqui chamou o herdeiro de Rimuru-sama de "coisa"? E alguém questionou a autoridade do meu mestre?
O nobre que havia falado tentou se levantar, mas a pressão da aura de Diablo o pregou na cadeira, quebrando a madeira sob ele.
— Nós... nós somos diplomatas! — o homem gaguejou, a urina escorrendo por suas calças. — Vocês não podem nos tocar!
— Diplomatas? — Guy riu, uma risada sombria que fez as janelas da sala trincarem. — Vocês são apenas gado que esqueceu seu lugar no matadouro.
Guy estalou os dedos, e o conde que mais havia falado foi subitamente erguido no ar por chamas invisíveis. Ele começou a gritar enquanto sua pele era levemente chamuscada, não o suficiente para matar, mas o suficiente para causar uma agonia indescritível.
— Eu deveria queimar cada um de vocês e transformar seus reinos em cinzas por ousarem olhar para Rimuru com esse desprezo — Guy rosnou, sua beleza divina contrastando com a crueldade em seus olhos.
Diablo, enquanto isso, havia se aproximado de outro nobre, segurando-o pelo pescoço com uma delicadeza aterrorizante.
— Rimuru-sama é misericordioso — Diablo sussurrou no ouvido do homem. — Eu, infelizmente, não sou. Eu adoraria mostrar a vocês o que acontece com aqueles que desrespeitam a divindade desta nação.
— Guy, Diablo — a voz de Rimuru cortou o caos.
Ambos pararam instantaneamente. Guy olhou para Rimuru, o fogo em seus olhos diminuindo ligeiramente.
— Eles são irritantes, Rimuru. Deixe-me acabar com isso.
Rimuru soltou um longo e cansado suspiro, acariciando o próprio ventre para acalmar o bebê, que parecia agitado com a tensão na sala.
— Parem com isso. Agora.
Relutantemente, Guy soltou o nobre, que caiu no chão como um saco de batatas, soluçando de terror. Diablo recuou, embora seu olhar permanecesse fixo nos humanos, prometendo sofrimento futuro.
— Rimuru-sama, eles não são dignos de sua clemência — Diablo protestou suavemente.
— Eu sei disso — Rimuru disse, levantando-se com dificuldade devido ao peso da gravidez. Ele caminhou até os humanos trêmulos, sua aparência divina agora emanando uma autoridade que nenhum título nobre poderia igualar. — Vocês vieram aqui pensando que, por eu ser gentil, eu era fraco. Pensaram que, por eu estar carregando uma vida, eu era vulnerável.
Rimuru inclinou-se sobre o conde caído.
— A única razão pela qual vocês ainda estão respirando é porque eu não quero que meu filho sinta o cheiro de sangue e medo antes mesmo de nascer. Saiam de Tempest. Agora. E contem aos seus reis que, se qualquer um de vocês mencionar meu nome com desrespeito novamente, eu não vou mandar o Guy ou o Diablo. Eu mesmo irei até lá. E vocês descobrirão que um slime grávido pode ser muito mais aterrorizante do que qualquer dragão.
Os nobres não esperaram uma segunda ordem. Eles tropeçaram uns nos outros, correndo para a saída em um estado de pânico absoluto, deixando para trás documentos, dignidade e qualquer vestígio de arrogância.
Quando a sala ficou em silêncio, Rimuru sentou-se novamente, soltando o ar que não sabia que estava prendendo.
— Honestamente, vocês dois... — Rimuru olhou para Guy e Diablo. — Têm que brigar por quem me adora mais bem no meio de uma reunião?
Guy ajoelhou-se ao lado da cadeira de Rimuru, beijando sua mão com uma devoção que beirava o religioso.
— Não é uma briga, querido. É apenas a constatação de um fato. Eu o adoro mais.
— Rimuru-sama, não dê ouvidos a ele — Diablo interveio, servindo prontamente uma xícara de chá para o mestre. — Minha lealdade é absoluta e eterna.
Rimuru revirou os olhos, mas um pequeno sorriso brincou em seus lábios. Ele olhou para o ventre e sentiu um chute suave, como se o bebê estivesse concordando com a confusão.
— Certo, certo. Apenas... ajudem-me a levantar. Eu preciso de um pouco de paz, de um banho quente e, talvez, de um pouco daquele doce que o Veldora está escondendo.
— Como desejar, meu senhor — disseram os dois em uníssono, prontos para mover o mundo, ou destruí-lo, apenas para ver Rimuru sorrir.
Naquele dia, Rimuru optara por uma forma mais feminina, vestindo túnicas largas de seda que não conseguiam esconder a protuberância nítida em seu ventre. Com seis meses de gestação, o slime transformado em divindade sentia cada chute e cada movimento, o que o tornava consideravelmente mais calmo — e sarcástico — do que o habitual.
À sua frente, representantes de coalizões humanas menores, que haviam ganhado confiança após verem a postura benevolente de Rimuru nos últimos meses, discutiam termos comerciais com uma petulância irritante.
— Sinceramente, Lorde Rimuru — começou um conde de bochechas vermelhas e roupas excessivamente decoradas —, é difícil levar a sério as exigências de uma criatura que se apresenta dessa forma. Um monstro brincando de ser humano, e ainda por cima... nesse estado. É uma aberração contra as leis naturais.
Rimuru arqueou uma sobrancelha, mantendo o queixo apoiado na mão delicada.
— Aberração? — Rimuru soltou um riso curto e seco. — Eu diria que é milagroso, mas entendo que conceitos complexos sejam difíceis para mentes tão... limitadas. Podemos focar no tratado de exportação de poções ou você vai continuar tentando compensar sua insegurança com insultos?
— Como ousa! — outro nobre bateu na mesa. — Você é apenas um slime que teve sorte. Seus "amigos" poderosos são apenas cães de guarda. Sem eles, você não passaria de uma poça de gelatina sob nossas botas.
Antes que Rimuru pudesse responder com uma de suas tiradas sarcásticas, a porta da sala de reuniões se abriu suavemente. Shuna entrou, mantendo sua elegância habitual, embora houvesse um brilho de exaustão em seus olhos.
— Com licença, Rimuru-sama — disse ela, ignorando completamente os humanos que ferviam de raiva. — Lamento interromper, mas surgiu um problema que requer sua intervenção imediata.
Rimuru suspirou, sentindo um chute vigoroso em seu ventre.
— Deixe-me adivinhar, Shuna. Veldora e Milim?
— Sim — Shuna assentiu com um sorriso amarelo. — Milim-sama roubou o suprimento especial de doces que o senhor deu ao Veldora-sama. Eles estão prestes a destruir o campo de treinamento sul.
Rimuru massageou as têmporas e olhou para os humanos.
— Senhores, peço uma pausa de dez minutos. Meus... "cães de guarda", como vocês os chamam, estão tendo uma divergência doméstica.
— Absolutamente não! — o primeiro conde gritou, levantando-se. — Esta reunião é sobre o futuro do comércio humano! Não vamos parar por causa de brigas de crianças. Se é tão importante, mande-os vir aqui! Queremos ver quem são esses seres que você tanto protege.
Rimuru olhou para o homem por um longo momento. Seus olhos amarelos brilharam com uma luz perigosa, mas ele apenas deu de ombros.
— Shuna, você ouviu o senhor. Traga-os para cá.
Minutos depois, a porta foi praticamente arrancada dos eixos. Veldora, o Dragão da Tempestade, entrou pisando forte, com uma expressão de traição absoluta no rosto. Logo atrás dele, Milim Nava, a Lorde Demônio mais antiga, corria com as bochechas sujas de açúcar e um pote de cerâmica debaixo do braço.
— Rimuru! — Veldora rugiu, ignorando os humanos que empalideceram instantaneamente ao sentirem a aura esmagadora do dragão. — Diga a ela! Ela usou a "Drako-Velocidade" para roubar meu pudim de edição limitada! Isso é um crime contra a nossa amizade!
— Era meu por direito! — Milim exclamou, pulando em cima da mesa de reuniões, derrubando os papéis dos nobres. — Você demorou muito para comer, Veldora! A regra é clara: quem pega primeiro, devora!
— Chega! — A voz de Rimuru não foi alta, mas carregava um peso que fez o ar na sala vibrar.
Veldora e Milim pararam instantaneamente. Eles olharam para Rimuru e, ao verem a expressão severa no rosto da "mãe" do grupo, ambos murcharam.
— Milim, você sabe que o doce era dele. Devolva o pote agora e você está de castigo. Sem mel por uma semana.
— O quê?! — Milim gritou, parecendo genuinamente horrorizada. — Rimuru, você não pode ser tão cruel!
— Duas semanas — Rimuru retrucou friamente.
Milim entregou o pote para Veldora com um beicinho que poderia desmoronar montanhas.
— E você, Veldora — Rimuru suspirou —, pare de ser tão dramático. Shuna tem outro pote guardado na cozinha. Vá pegá-lo e saia daqui. Estamos em uma reunião.
Veldora abriu um sorriso radiante, a aura de terror que ele emanava transformando-se em pura alegria infantil.
— Eu sabia que você era justo, Rimuru! — Ele deu um tapinha no ombro de um dos nobres, quase quebrando a clavícula do homem no processo. — Viu só? Ele é o melhor!
Assim que os dois saíram, seguidos por Shuna, o silêncio caiu sobre a sala. No entanto, a arrogância humana é uma doença persistente. Passado o choque inicial da presença de Veldora, os nobres, que nunca haviam visto o dragão em batalha, recuperaram a voz.
— Aquilo foi... um teatro? — o conde riu, embora suas mãos tremessem. — Você trata seres poderosos como crianças. Isso só prova que você não tem autoridade real, apenas truques psicológicos. E olhe para você, grávida e fraca. Quem é o pai dessa coisa, afinal? Algum outro monstro de baixo nível?
O ar na sala ficou subitamente frio. Tão frio que a geada começou a se formar nas bordas das cadeiras.
— Eu não faria perguntas das quais você não quer saber a resposta — Rimuru avisou, sua voz agora desprovida de qualquer humor.
Nesse momento, o espaço no centro da sala simplesmente se rasgou.
Duas figuras emergiram da fenda dimensional, já em meio a uma discussão acalorada. Diablo, o Primordial Negro, estava com as garras expostas, enquanto Guy Crimson, o Lorde dos Lordes Demônios, mantinha um sorriso perverso, suas chamas vermelhas lambendo o ar.
— Entenda de uma vez, demônio inferior — Guy dizia, sua voz como o som de metal rangendo. — Eu sou o parceiro dele. Eu carrego o peso de seu amor e o futuro de sua linhagem. Sua adoração é apenas ruído de fundo.
— Que insolência, Guy Crimson — Diablo retrucou, sua aura negra se expandindo. — Minha devoção a Rimuru-sama transcende o físico. Eu sou a sombra que protege seus passos e o intelecto que executa sua vontade. Você é apenas... um acompanhante barulhento.
Ambos pararam quando perceberam onde estavam. E, mais importante, perceberam o estado emocional de Rimuru e os rostos dos humanos à mesa.
Guy Crimson caminhou até Rimuru, ignorando os nobres como se fossem insetos, e colocou uma mão possessiva sobre o ventre do slime.
— Rimuru, querido, por que você parece tão irritado? — Guy perguntou, seus olhos vermelhos brilhando perigosamente. — Esses sacos de carne estão incomodando você?
Diablo, por outro lado, virou-se para os humanos. O sorriso que ele exibiu era a definição de pesadelo.
— Eu ouvi palavras muito desagradáveis ao atravessar o portal — disse Diablo, inclinando a cabeça de forma não natural. — Alguém aqui chamou o herdeiro de Rimuru-sama de "coisa"? E alguém questionou a autoridade do meu mestre?
O nobre que havia falado tentou se levantar, mas a pressão da aura de Diablo o pregou na cadeira, quebrando a madeira sob ele.
— Nós... nós somos diplomatas! — o homem gaguejou, a urina escorrendo por suas calças. — Vocês não podem nos tocar!
— Diplomatas? — Guy riu, uma risada sombria que fez as janelas da sala trincarem. — Vocês são apenas gado que esqueceu seu lugar no matadouro.
Guy estalou os dedos, e o conde que mais havia falado foi subitamente erguido no ar por chamas invisíveis. Ele começou a gritar enquanto sua pele era levemente chamuscada, não o suficiente para matar, mas o suficiente para causar uma agonia indescritível.
— Eu deveria queimar cada um de vocês e transformar seus reinos em cinzas por ousarem olhar para Rimuru com esse desprezo — Guy rosnou, sua beleza divina contrastando com a crueldade em seus olhos.
Diablo, enquanto isso, havia se aproximado de outro nobre, segurando-o pelo pescoço com uma delicadeza aterrorizante.
— Rimuru-sama é misericordioso — Diablo sussurrou no ouvido do homem. — Eu, infelizmente, não sou. Eu adoraria mostrar a vocês o que acontece com aqueles que desrespeitam a divindade desta nação.
— Guy, Diablo — a voz de Rimuru cortou o caos.
Ambos pararam instantaneamente. Guy olhou para Rimuru, o fogo em seus olhos diminuindo ligeiramente.
— Eles são irritantes, Rimuru. Deixe-me acabar com isso.
Rimuru soltou um longo e cansado suspiro, acariciando o próprio ventre para acalmar o bebê, que parecia agitado com a tensão na sala.
— Parem com isso. Agora.
Relutantemente, Guy soltou o nobre, que caiu no chão como um saco de batatas, soluçando de terror. Diablo recuou, embora seu olhar permanecesse fixo nos humanos, prometendo sofrimento futuro.
— Rimuru-sama, eles não são dignos de sua clemência — Diablo protestou suavemente.
— Eu sei disso — Rimuru disse, levantando-se com dificuldade devido ao peso da gravidez. Ele caminhou até os humanos trêmulos, sua aparência divina agora emanando uma autoridade que nenhum título nobre poderia igualar. — Vocês vieram aqui pensando que, por eu ser gentil, eu era fraco. Pensaram que, por eu estar carregando uma vida, eu era vulnerável.
Rimuru inclinou-se sobre o conde caído.
— A única razão pela qual vocês ainda estão respirando é porque eu não quero que meu filho sinta o cheiro de sangue e medo antes mesmo de nascer. Saiam de Tempest. Agora. E contem aos seus reis que, se qualquer um de vocês mencionar meu nome com desrespeito novamente, eu não vou mandar o Guy ou o Diablo. Eu mesmo irei até lá. E vocês descobrirão que um slime grávido pode ser muito mais aterrorizante do que qualquer dragão.
Os nobres não esperaram uma segunda ordem. Eles tropeçaram uns nos outros, correndo para a saída em um estado de pânico absoluto, deixando para trás documentos, dignidade e qualquer vestígio de arrogância.
Quando a sala ficou em silêncio, Rimuru sentou-se novamente, soltando o ar que não sabia que estava prendendo.
— Honestamente, vocês dois... — Rimuru olhou para Guy e Diablo. — Têm que brigar por quem me adora mais bem no meio de uma reunião?
Guy ajoelhou-se ao lado da cadeira de Rimuru, beijando sua mão com uma devoção que beirava o religioso.
— Não é uma briga, querido. É apenas a constatação de um fato. Eu o adoro mais.
— Rimuru-sama, não dê ouvidos a ele — Diablo interveio, servindo prontamente uma xícara de chá para o mestre. — Minha lealdade é absoluta e eterna.
Rimuru revirou os olhos, mas um pequeno sorriso brincou em seus lábios. Ele olhou para o ventre e sentiu um chute suave, como se o bebê estivesse concordando com a confusão.
— Certo, certo. Apenas... ajudem-me a levantar. Eu preciso de um pouco de paz, de um banho quente e, talvez, de um pouco daquele doce que o Veldora está escondendo.
— Como desejar, meu senhor — disseram os dois em uníssono, prontos para mover o mundo, ou destruí-lo, apenas para ver Rimuru sorrir.
