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Engel
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 25/06/2026
Tags
DramaAngústiaSombrioHorrorSobrevivênciaSuspenseDistopiaEstudo de Personagem
Sombra e Silêncio nos Corredores de Papel
O dia na Paper School havia começado como qualquer outro. O sol pálido entrava pelas janelas altas, iluminando as partículas de poeira que dançavam no ar. Engel, com seu habitual jeito doce e protetor, caminhava pelos corredores com sua lupa preta em mãos, observando os detalhes das paredes de papel e garantindo que nenhum de seus amigos estivesse em apuros. Suas penas coloridas, uma azul e outra vermelho-alaranjada, balançavam levemente no topo de sua cabeça conforme ele se movia.
Ele era o tipo de aluno que todos respeitavam, não pela força, mas pela gentileza. Mesmo com seus braços pretos e dedos pontiagudos que poderiam parecer ameaçadores para um desconhecido, Engel usava suas mãos apenas para ajudar. Naquele momento, ele buscava por Claire ou Bubble, sentindo um estranho pressentimento de que algo não estava certo no ar pesado da escola.
Ao dobrar o corredor que levava à biblioteca desativada, o som de seus sapatos de salto baixo ecoou no piso liso. De repente, um vulto rápido cruzou sua visão periférica. Engel parou, ajustando o rabo de cavalo baixo de seus longos cabelos brancos.
— Olá? Tem alguém aí? — perguntou ele, a voz suave carregada de preocupação.
Não houve resposta. Apenas o silêncio opressor das paredes que pareciam se fechar. Antes que pudesse reagir ou usar sua lupa para investigar, uma mão fria e pesada cobriu seu rosto, enquanto outra o agarrou pela cintura. Engel tentou lutar, seus dedos afiados arranhando o ar em busca de defesa, mas um cheiro químico forte invadiu suas narinas. Sua visão escureceu, e a última coisa que sentiu foi o peso de seu próprio corpo sendo arrastado para a escuridão.
Quando a consciência finalmente começou a retornar, a primeira coisa que Engel sentiu foi o frio. O chão onde estava deitado era rígido e gélido, contrastando com o calor habitual de suas polainas listradas. Ele tentou levar as mãos ao rosto, mas seus pulsos estavam presos firmemente atrás das costas.
Ao abrir os olhos, a confusão tomou conta de sua mente. Ele não estava mais vestindo seu macacão preto característico; estava apenas com sua camisa polo branca, sentindo-se vulnerável e exposto naquele ambiente desconhecido. O lugar parecia um porão esquecido da Paper School, onde o papel das paredes estava mofado e rasgado.
O desconforto mais agudo, porém, vinha de sua boca. Engel tentou abrir os lábios para pedir ajuda, mas encontrou uma resistência sólida. Uma mordaça de bola, presa por tiras de couro pretas que circulavam sua cabeça, forçava sua mandíbula a permanecer aberta. A bola de borracha preenchia sua cavidade bucal, obrigando-o a morder o objeto para aliviar a pressão.
— Mmmph! Mmm-mmmph! — gemeu ele, o som saindo abafado e irreconhecível.
Ele começou a se contorcer freneticamente. Sua pequena cauda branca balançava de um lado para o outro, batendo no chão de cimento em um ritmo desesperado. Ele tentava usar a força de seus braços pretos para romper as cordas, mas quem quer que o tivesse prendido sabia exatamente como neutralizar alguém com seus atributos físicos. Cada movimento fazia as tiras de couro da mordaça roçarem em sua pele, causando um desconforto crescente.
O pânico começou a subir por sua garganta. Engel, o protetor, aquele que sempre cuidava dos outros, agora era quem precisava de socorro. Ele olhou ao redor, seus olhos arregalados procurando por qualquer sinal de sua lupa ou de algum objeto que pudesse usar para se libertar.
De repente, as tiras da mordaça pareceram ceder. Talvez ele tivesse se debatido o suficiente para afrouxar a fivela, ou talvez o mecanismo fosse propositalmente instável. Com um movimento brusco de cabeça, a mordaça de bola escorregou para fora de sua boca, pendendo agora apenas pelo pescoço.
Engel arquejou, sua língua pendendo para fora da boca por alguns segundos devido à fadiga muscular de ter sido forçado a morder o objeto por tanto tempo. Ele salivava e tentava recuperar o fôlego, o ar entrando de forma ruidosa em seus pulmões.
— Socorro! — ele tentou gritar, mas sua voz saiu rouca e fraca. — Tem alguém aí? Por favor!
Ele retomou a luta contra as cordas em seus pulsos. Seus dedos pontiagudos cutucavam os nós, tentando encontrar uma falha na amarração.
— Eu preciso sair daqui... — sussurrou para si mesmo, as lágrimas de frustração começando a embaçar sua visão. — Claire... Abbie... alguém...
O silêncio do porão foi interrompido por um som metálico distante. Alguém estava descendo as escadas. Engel congelou, sua cauda parando de balançar instantaneamente. Ele se encolheu contra o chão, tentando cobrir o peito com os braços presos, sentindo o peso daquelas penas coloridas em sua cabeça como se fossem alvos brilhantes na escuridão.
— Quem está aí? — perguntou ele, o medo substituindo a coragem habitual.
Uma silhueta surgiu no topo da escada, projetando uma sombra longa e distorcida sobre o garoto amarrado. Engel sabia que, naquela escola, as regras eram cruéis e os professores podiam ser ainda piores. Mas estar ali, sem seu macacão, amarrado e indefeso, era um pesadelo que ele nunca imaginou enfrentar.
— Por favor — ele implorou, a voz tremendo —, eu não fiz nada de errado. Eu só estava caminhando...
A figura não respondeu de imediato, apenas continuou a descer os degraus lentamente, o som dos passos ecoando como uma sentença de morte. Engel forçou seus braços mais uma vez, sentindo a corda queimar sua pele preta. Ele precisava ser o herói de sua própria história agora, ou não restaria ninguém para proteger os outros lá fora.
— Você sempre foi tão prestativo, Engel — disse uma voz distorcida vinda da penumbra. — Sempre cuidando de todos. Mas quem cuida de você quando as luzes se apagam?
Engel arregalou os olhos. Ele reconhecia aquela cadência, aquele tom frio que permeava os corredores da Paper School durante as provas mais difíceis.
— Por que está fazendo isso? — Engel perguntou, tentando manter a dignidade enquanto sua língua ainda parecia dormente. — Me solte agora!
— A escola exige disciplina — a voz continuou, aproximando-se. — E a disciplina exige sacrifícios. Você é uma peça muito importante para ser deixada solta por aí, interferindo nos planos das notas baixas.
Engel sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele percebeu que seu sequestro não era um erro, mas uma estratégia. Ele era o escudo dos outros alunos, e sem o escudo, o perigo estava livre para atacar seus amigos.
— Eu não vou deixar vocês machucarem ninguém! — Engel exclamou, conseguindo finalmente apoiar-se sobre os joelhos, apesar das mãos presas.
— Você não está em posição de ditar regras, pequeno pássaro — a figura riu, um som seco e sem vida.
Engel respirou fundo, fechando os olhos por um segundo para se concentrar. Ele sentiu a ponta de seus dedos afiados tocarem um fio solto na corda. Se ele conseguisse apenas um pouco mais de espaço...
— Eu sou mais forte do que pareço — Engel disse, com uma determinação que surpreendeu até a si mesmo.
Ele começou a esfregar as cordas contra uma quina de metal que notou no chão, ignorando a dor nos pulsos. Ele precisava voltar. Ele precisava avisar os outros. A Paper School estava prestes a se tornar muito mais perigosa, e Engel, mesmo sem seu macacão e ferido em seu orgulho, não permitiria que o papel fosse manchado com o sangue de seus amigos sem lutar.
A figura parou a poucos metros dele, revelando um brilho metálico de uma régua ou tesoura. Engel deu um solavanco final, sentindo a corda ceder minimamente. O jogo de sobrevivência havia apenas começado.
Ele era o tipo de aluno que todos respeitavam, não pela força, mas pela gentileza. Mesmo com seus braços pretos e dedos pontiagudos que poderiam parecer ameaçadores para um desconhecido, Engel usava suas mãos apenas para ajudar. Naquele momento, ele buscava por Claire ou Bubble, sentindo um estranho pressentimento de que algo não estava certo no ar pesado da escola.
Ao dobrar o corredor que levava à biblioteca desativada, o som de seus sapatos de salto baixo ecoou no piso liso. De repente, um vulto rápido cruzou sua visão periférica. Engel parou, ajustando o rabo de cavalo baixo de seus longos cabelos brancos.
— Olá? Tem alguém aí? — perguntou ele, a voz suave carregada de preocupação.
Não houve resposta. Apenas o silêncio opressor das paredes que pareciam se fechar. Antes que pudesse reagir ou usar sua lupa para investigar, uma mão fria e pesada cobriu seu rosto, enquanto outra o agarrou pela cintura. Engel tentou lutar, seus dedos afiados arranhando o ar em busca de defesa, mas um cheiro químico forte invadiu suas narinas. Sua visão escureceu, e a última coisa que sentiu foi o peso de seu próprio corpo sendo arrastado para a escuridão.
Quando a consciência finalmente começou a retornar, a primeira coisa que Engel sentiu foi o frio. O chão onde estava deitado era rígido e gélido, contrastando com o calor habitual de suas polainas listradas. Ele tentou levar as mãos ao rosto, mas seus pulsos estavam presos firmemente atrás das costas.
Ao abrir os olhos, a confusão tomou conta de sua mente. Ele não estava mais vestindo seu macacão preto característico; estava apenas com sua camisa polo branca, sentindo-se vulnerável e exposto naquele ambiente desconhecido. O lugar parecia um porão esquecido da Paper School, onde o papel das paredes estava mofado e rasgado.
O desconforto mais agudo, porém, vinha de sua boca. Engel tentou abrir os lábios para pedir ajuda, mas encontrou uma resistência sólida. Uma mordaça de bola, presa por tiras de couro pretas que circulavam sua cabeça, forçava sua mandíbula a permanecer aberta. A bola de borracha preenchia sua cavidade bucal, obrigando-o a morder o objeto para aliviar a pressão.
— Mmmph! Mmm-mmmph! — gemeu ele, o som saindo abafado e irreconhecível.
Ele começou a se contorcer freneticamente. Sua pequena cauda branca balançava de um lado para o outro, batendo no chão de cimento em um ritmo desesperado. Ele tentava usar a força de seus braços pretos para romper as cordas, mas quem quer que o tivesse prendido sabia exatamente como neutralizar alguém com seus atributos físicos. Cada movimento fazia as tiras de couro da mordaça roçarem em sua pele, causando um desconforto crescente.
O pânico começou a subir por sua garganta. Engel, o protetor, aquele que sempre cuidava dos outros, agora era quem precisava de socorro. Ele olhou ao redor, seus olhos arregalados procurando por qualquer sinal de sua lupa ou de algum objeto que pudesse usar para se libertar.
De repente, as tiras da mordaça pareceram ceder. Talvez ele tivesse se debatido o suficiente para afrouxar a fivela, ou talvez o mecanismo fosse propositalmente instável. Com um movimento brusco de cabeça, a mordaça de bola escorregou para fora de sua boca, pendendo agora apenas pelo pescoço.
Engel arquejou, sua língua pendendo para fora da boca por alguns segundos devido à fadiga muscular de ter sido forçado a morder o objeto por tanto tempo. Ele salivava e tentava recuperar o fôlego, o ar entrando de forma ruidosa em seus pulmões.
— Socorro! — ele tentou gritar, mas sua voz saiu rouca e fraca. — Tem alguém aí? Por favor!
Ele retomou a luta contra as cordas em seus pulsos. Seus dedos pontiagudos cutucavam os nós, tentando encontrar uma falha na amarração.
— Eu preciso sair daqui... — sussurrou para si mesmo, as lágrimas de frustração começando a embaçar sua visão. — Claire... Abbie... alguém...
O silêncio do porão foi interrompido por um som metálico distante. Alguém estava descendo as escadas. Engel congelou, sua cauda parando de balançar instantaneamente. Ele se encolheu contra o chão, tentando cobrir o peito com os braços presos, sentindo o peso daquelas penas coloridas em sua cabeça como se fossem alvos brilhantes na escuridão.
— Quem está aí? — perguntou ele, o medo substituindo a coragem habitual.
Uma silhueta surgiu no topo da escada, projetando uma sombra longa e distorcida sobre o garoto amarrado. Engel sabia que, naquela escola, as regras eram cruéis e os professores podiam ser ainda piores. Mas estar ali, sem seu macacão, amarrado e indefeso, era um pesadelo que ele nunca imaginou enfrentar.
— Por favor — ele implorou, a voz tremendo —, eu não fiz nada de errado. Eu só estava caminhando...
A figura não respondeu de imediato, apenas continuou a descer os degraus lentamente, o som dos passos ecoando como uma sentença de morte. Engel forçou seus braços mais uma vez, sentindo a corda queimar sua pele preta. Ele precisava ser o herói de sua própria história agora, ou não restaria ninguém para proteger os outros lá fora.
— Você sempre foi tão prestativo, Engel — disse uma voz distorcida vinda da penumbra. — Sempre cuidando de todos. Mas quem cuida de você quando as luzes se apagam?
Engel arregalou os olhos. Ele reconhecia aquela cadência, aquele tom frio que permeava os corredores da Paper School durante as provas mais difíceis.
— Por que está fazendo isso? — Engel perguntou, tentando manter a dignidade enquanto sua língua ainda parecia dormente. — Me solte agora!
— A escola exige disciplina — a voz continuou, aproximando-se. — E a disciplina exige sacrifícios. Você é uma peça muito importante para ser deixada solta por aí, interferindo nos planos das notas baixas.
Engel sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele percebeu que seu sequestro não era um erro, mas uma estratégia. Ele era o escudo dos outros alunos, e sem o escudo, o perigo estava livre para atacar seus amigos.
— Eu não vou deixar vocês machucarem ninguém! — Engel exclamou, conseguindo finalmente apoiar-se sobre os joelhos, apesar das mãos presas.
— Você não está em posição de ditar regras, pequeno pássaro — a figura riu, um som seco e sem vida.
Engel respirou fundo, fechando os olhos por um segundo para se concentrar. Ele sentiu a ponta de seus dedos afiados tocarem um fio solto na corda. Se ele conseguisse apenas um pouco mais de espaço...
— Eu sou mais forte do que pareço — Engel disse, com uma determinação que surpreendeu até a si mesmo.
Ele começou a esfregar as cordas contra uma quina de metal que notou no chão, ignorando a dor nos pulsos. Ele precisava voltar. Ele precisava avisar os outros. A Paper School estava prestes a se tornar muito mais perigosa, e Engel, mesmo sem seu macacão e ferido em seu orgulho, não permitiria que o papel fosse manchado com o sangue de seus amigos sem lutar.
A figura parou a poucos metros dele, revelando um brilho metálico de uma régua ou tesoura. Engel deu um solavanco final, sentindo a corda ceder minimamente. O jogo de sobrevivência havia apenas começado.
