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Oliver And their eliminations!!:3(2)

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 25/06/2026

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O Último Suspiro de Papel

O corredor da Paper School estava estranhamente silencioso, um contraste bizarro com a energia caótica que costumava preencher as paredes feitas de folhas e grafite. Oliver caminhava com um passo leve, quase saltitante, enquanto girava uma chave de mecânico pesada entre os dedos. Para qualquer outro aluno, aquela ferramenta seria apenas um objeto de manutenção, mas para Oliver, era o ingresso para sua próxima grande diversão.

Ele parou em frente ao grande ventilador industrial que ficava no final do corredor, perto da sacada. O motor roncava baixo, um som mecânico que parecia pulsar como um coração de metal. Oliver levou a mão ao bolso e tirou um pedaço de sabonete perfumado, dando uma mordida generosa como se fosse uma barra de chocolate. O gosto alcalino e refrescante sempre o ajudava a pensar melhor.

— Hoje o dia está perfeito para uma limpeza — murmurou Oliver para si mesmo, limpando um pouco de espuma do canto da boca.

Seus olhos se fixaram em Abbie. O garoto estava encolhido em um canto da sacada, segurando seus cadernos com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Abbie era a personificação do desespero; seus olhos arregalados seguiam cada movimento de Oliver, e ele tremia de forma tão visível que parecia prestes a desmoronar.

Oliver se aproximou lentamente, o som de seus sapatos ecoando no chão de papel. Ele não tinha pressa. A antecipação era, afinal, a melhor parte da eliminação. Quando chegou perto o suficiente, Oliver inclinou-se sobre o ombro de Abbie, sentindo o cheiro de medo que emanava do outro garoto.

— Você parece tão tenso, Abbie — sussurrou Oliver diretamente no ouvido dele, sua voz carregada de uma doçura venenosa.

Abbie soltou um soluço sufocado, o corpo inteiro dando um solavanco. Ele tentou se afastar, mas suas costas encontraram o parapeito da sacada.

— P-por favor, Oliver... eu não fiz nada — gaguejou Abbie, as lágrimas já começando a inundar seus olhos. — Eu só quero ir para a aula... eu prometo que vou tirar notas boas!

Oliver soltou uma risadinha travessa e deu mais uma mordida no seu sabonete.

— Notas não importam agora. O que importa é que o ventilador precisa de um ajuste... e eu preciso de um espetáculo.

Com uma agilidade impressionante, Oliver ignorou os apelos de Abbie e se virou para o grande ventilador. Usando a chave de mecânico com uma perícia assustadora, ele começou a soltar os parafusos que seguravam a grade de proteção. O metal rangeu, protestando contra a força aplicada, até que a barreira caiu no chão com um estrondo metálico, revelando as lâminas afiadas que giravam em alta velocidade.

O vento gerado pelas pás começou a chicotear o cabelo de Abbie, que agora estava paralisado pelo terror puro.

— Sabe, Abbie — disse Oliver, voltando sua atenção para o garoto —, eu sempre achei que você tinha algo especial. Algo... vibrante.

Sem aviso, Oliver avançou. Ele agarrou Abbie pelo colarinho e o puxou em direção à abertura escancarada do ventilador. Abbie lutou, chutando e gritando, mas a força de Oliver era desproporcional ao seu comportamento brincalhão.

— Não! Oliver, pare! — gritou Abbie, sua voz subindo uma oitava em desespero total.

— Shhh — sibilou Oliver, aproximando o rosto de Abbie das lâminas. — Vai ser rápido. Uma eliminação brutal para um aluno exemplar.

Oliver estendeu a mão e pegou uma mecha do cabelo de Abbie, enrolando-a nos dedos antes de forçar a cabeça do garoto para frente. O som do motor do ventilador mudou de um zumbido para um rugido faminto.

Em um movimento súbito e violento, Oliver empurrou Abbie contra as pás em movimento.

O som que se seguiu foi indescritível. Foi um misto de metal cortando papel e algo muito mais denso. Um grito agudo e dilacerante rasgou o ar da escola, mas foi rapidamente abafado pelo som mecânico de destruição. Sangue espirrou em todas as direções, pintando as paredes brancas e o rosto de Oliver com um vermelho carmesim.

No entanto, havia algo estranho naquela carnificina. Misturado ao sangue, centenas de pétalas de flores de cerejeira começaram a voar pelo ar, expelidas pelo ventilador junto com os restos mortais de Abbie. Era uma cena grotesca e, ao mesmo tempo, bizarramente artística. As pétalas rosadas dançavam no ar, manchadas de vermelho, criando um redemoinho de beleza e horror.

O ventilador, sobrecarregado pelo impacto e pelos detritos, começou a soltar faíscas. O motor engasgou, fumaça preta subindo das engrenagens, e as pás travaram com um guincho metálico antes de começarem a queimar literalmente. As chamas lamberam o metal, iluminando o corredor com uma luz alaranjada e fúnebre.

Oliver permaneceu ali por um momento, observando o caos que havia criado. Ele limpou uma gota de sangue da bochecha e a lambeu, sentindo o gosto metálico misturado ao resíduo de sabonete em sua língua.

— Que desperdício de flores — comentou ele, olhando para o que restou de Abbie.

Com uma indiferença gélida, Oliver pegou o corpo destroçado e sem vida do garoto. Ele caminhou até uma lixeira grande de metal que ficava no canto da sacada e, com um movimento casual, jogou os restos lá dentro. O som do corpo atingindo o fundo da lixeira foi abafado pelo estalo das chamas no ventilador quebrado.

Oliver limpou as mãos na calça, deu um tchauzinho para a lixeira e sorriu.

— Adeus, Abbie. Você foi uma ótima distração.

Ele se virou e começou a caminhar de volta pelo corredor, assobiando uma melodia alegre enquanto terminava de comer seu sabonete, deixando para trás apenas o cheiro de queimado e o rastro de pétalas de cerejeira ensanguentadas.
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