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Os namoradinhos

Fandom: Faculdade

Criado: 25/06/2026

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RomanceFatias de VidaFofuraHumorRealismoCenário Canônico
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O Plano de Fuga e o Cupido de Plantão

O corredor do bloco C da faculdade parecia mais longo do que o normal naquela tarde de terça-feira. O cheiro de cera de assoalho e café barato impregnava o ar, mas para Miguel Santos, o único aroma que importava era o perfume doce que emanava de Mariah. Com apenas 18 anos, Miguel ostentava um porte físico que chamava a atenção; alto, musculoso e com o cabelo meio descolorido que lhe dava um ar de rebelde sem causa, ele caminhava com uma confiança que escondia o fato de que não fazia a menor ideia do que o professor de Cálculo havia explicado na última hora.

Ao seu lado, Mariah, de 17 anos, parecia uma boneca de porcelana perto dele. Magra, baixa e com cabelos castanhos que brilhavam sob as luzes fluorescentes, ela segurava um caderno que servia mais como acessório do que como ferramenta de estudo. Nenhum dos dois era exatamente o que se chamaria de "estudante exemplar". Eles estavam ali pela experiência, pelos amigos e, principalmente, um pelo outro.

— Miguel, você entendeu aquela parte sobre as derivadas? — perguntou Mariah, fazendo um biquinho adorável enquanto olhava para o namorado.

— Amor, eu parei de ouvir quando ele disse "bom dia" — Miguel riu, passando o braço pesado e protetor pelos ombros dela. — A gente recupera isso depois. Ou não.

Antes que Mariah pudesse responder, duas figuras surgiram como se tivessem sido conjuradas por um feitiço de fofoca. Alice e Lívia apareceram no final do corredor, caminhando a passos largos na direção do casal.

Alice, com seu jeito calmo e fofo, sorria de orelha a orelha, segurando alguns livros contra o peito. Já Lívia Arisla, sempre impecável em seus trajes chiques, mantinha uma expressão que misturava uma leve irritação com um carinho profundo. Lívia era o tipo de pessoa que reclamaria se o seu café estivesse um grau abaixo da temperatura ideal, mas daria a vida para defender seus amigos.

— Olhem só para eles! — exclamou Alice, a voz suave ecoando pelo corredor. — Não são a coisa mais fofa que este campus já viu?

— São um desastre acadêmico, isso sim — rebateu Lívia, embora seus olhos brilhassem de admiração. — Mas eu admito, o contraste visual é impecável. Miguel, você está usando essa camiseta só para mostrar o braço ou é impressão minha?

Miguel soltou uma risada ruidosa, apertando Mariah contra o peito.

— É para manter a Mariah segura, Lívia. E você sabe que eu não tenho culpa se a genética ajudou.

— Ajuda a carregar os livros da Mariah, então — Lívia retrucou, ajeitando os óculos escuros que repousavam sobre a cabeça. — Porque se depender da nota de vocês dois no próximo seminário, o ship "Migriah" vai ter que se mudar para uma ilha deserta onde diplomas não são necessários.

— Migriah? — Mariah perguntou, corando levemente. — Vocês deram um nome para a gente?

— Claro que demos! — Alice deu um pulinho de animação. — Todo casal icônico precisa de um nome. E vocês são o nosso casal favorito. Eu até fiz uma playlist no Spotify inspirada em vocês.

— Alice, menos — Lívia a interrompeu, embora desse um tapinha carinhoso no ombro da amiga. — Mas sério, vocês dois precisam focar. Ou pelo menos fingir. O coordenador está de olho em quem mata aula no pátio.

— A gente não mata aula — Miguel defendeu-se, fingindo indignação. — A gente só... prioriza a saúde mental fora da sala.

— Sei bem qual é a "saúde mental" de vocês — Lívia cruzou os braços, observando o jeito que Miguel olhava para Mariah. Era um olhar de adoração pura, algo que derretia até o coração mais gélido. — Escutem, vai ter uma festa na casa do pessoal do Grêmio na sexta. Vocês vão, óbvio.

— Não sei, Lívia... — Mariah começou a dizer, olhando para Miguel. — Temos aquele trabalho de História da Arte...

— Aquele que vocês nem começaram? — Alice interveio, rindo. — Deixem isso para lá. Vocês precisam ser vistos! O mundo precisa ver esse casal. Eu levo a câmera, faço umas fotos incríveis para o Instagram.

— Viu só? — Miguel deu um beijo no topo da cabeça de Mariah. — Até a Alice concorda. A gente vai, amor. A gente dá um jeito no trabalho depois.

Lívia suspirou, mas um sorriso de satisfação surgiu em seus lábios bem desenhados. Ela adorava bancar a durona, mas ver os dois juntos era o seu passatempo favorito.

— Ótimo. Agora, saiam daqui antes que eu comece a cobrar consultoria de imagem. Miguel, tente não rasgar a camisa com esses músculos todos. Mariah, tente não ser tão fofa, está me dando cáries.

O casal se despediu das amigas com risadas, seguindo em direção à saída do prédio. Alice e Lívia ficaram para trás, observando-os caminhar.

— Eles são perfeitos, não são? — Alice suspirou, encostando a cabeça no ombro de Lívia.

— São dois tontos apaixonados que vão repetir de ano se não tomarem cuidado — Lívia disse, embora o tom fosse carregado de afeto. — Mas sim, Alice... eles são perfeitos.

Enquanto isso, lá fora, o sol começava a se pôr, pintando o céu de laranja e rosa. Miguel parou perto da moto, virando Mariah para ele.

— O que foi? — ela perguntou, os olhos castanhos brilhando.

— Nada — disse ele, passando a mão pelo rosto dela. — Só estava pensando que a Lívia tem razão em uma coisa.

— No quê? Que somos um desastre acadêmico?

— Não — Miguel sorriu, aproximando o rosto do dela. — Que eu sou o cara mais sortudo dessa faculdade por ter você.

— Você é um bobo, Miguel Santos — Mariah sussurrou, antes de selar seus lábios nos dele em um beijo calmo e apaixonado.

Eles sabiam que os livros podiam esperar, que as aulas eram chatas e que o futuro era uma incógnita. Mas ali, naquele momento, cercados pelo "ship" fervoroso das amigas e pelo calor do primeiro amor, nada mais importava.

— Ei! — a voz de Lívia ecoou da janela do segundo andar. — Sem amassos no estacionamento! Guardem isso para a festa de sexta!

Miguel e Mariah se separaram rindo, acenando para a figura elegante e autoritária de Lívia na janela, enquanto Alice aparecia logo atrás, fazendo um coração com as mãos.

— Elas não dão folga — Mariah riu, subindo na garupa da moto.

— E você queria que dessem? — Miguel ligou o motor, sentindo os braços dela envolverem sua cintura.

— Nunca — ela respondeu, encostando o rosto nas costas dele.

A moto arrancou, deixando para trás os prédios cinzas da faculdade e os problemas que os estudos traziam. Para Migriah, a vida estava apenas começando, e eles tinham todo o tempo do mundo, contanto que estivessem juntos.
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