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Rocinha
Fandom: Não tem
Criado: 25/06/2026
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RomanceDramaFatias de VidaCrimeLinguagem ExplícitaUso de DrogasCiúmesPWP (Enredo? Que enredo?)História DomésticaRealismoAçãoSombrio
Ouro, Poder e Sangue Latino
O sol de meio-dia no Rio de Janeiro não dava trégua, castigando o asfalto da subida da Rocinha com um calor de quarenta graus que fazia a imagem do horizonte vibrar. No topo do morro, na mansão que mais parecia um bunker de luxo, o clima era de uma calmaria tensa, típica de quem domina o terreno e sabe que ninguém ousa atravessar o caminho.
Guilherme Allegretti estava parado na varanda imensa, os olhos verdes fixos no movimento lá embaixo. Aos 37 anos, o dono do morro mantinha a postura de quem carregava o mundo nas costas, mas sem vergar. O corpo malhado, marcado por algumas cicatrizes que o tempo e a guerra não apagaram, estava coberto apenas por um short de tactel preto. O cavanhaque e o bigode estavam impecáveis, como sempre.
Sentiu dois braços macios envolverem sua cintura por trás e o perfume de baunilha e jasmim invadiu seus sentidos, desarmando instantaneamente a expressão marrenta.
— Tá pensando em quê, meu rabugento? — A voz de Letícia era um sussurro doce contra as costas largas dele.
Guilherme se virou no abraço, envolvendo a esposa e a puxando para perto. Mesmo após dois filhos e dezenove anos de união, Letícia ainda o deixava sem fôlego. A ascendência chinesa dava a ela traços únicos; a pele branquíssima contrastava com os cabelos pretos lisos e os olhos puxados que, naquele momento, brilhavam com carinho.
— Só pensando que esse morro tá pequeno demais pra tanta marra que o Bernardo tá tendo, coração — Guilherme murmurou, colando a testa na dela. — O moleque tá igualzinho a mim, chega a dar raiva.
— Ele é seu espelho, amor — Letícia riu, as curvas do seu corpo pressionadas contra o peito dele. — E ele tem o Kael pra dar corda. Aqueles dois juntos são um perigo.
Guilherme soltou um riso rouco, as mãos grandes descendo para a curvatura do quadril da esposa.
— São dois viciados em trabalho e em problema. Mas enquanto estiverem sob minha asa, tá tudo certo. Agora, me diz... as crianças já saíram?
— Bernardo foi buscar a Mell na escola, e a Lua tá lá em cima terminando de se arrumar. O Kael já deve estar chegando para buscar ela. Vão todos pra praia hoje.
Guilherme estreitou os olhos, a possessividade de pai falando mais alto.
— Short curto de novo, Letícia? Se eu ver a Lua de fio dental naquele calçadão, eu mando fechar o acesso.
— Deixa de ser chato, amor! Ela é linda, tem o meu corpo e tá na idade. Além disso, o Kael não deixa ninguém nem respirar perto dela. Aquele menino é um cão de guarda.
— É bom mesmo — Guilherme rosnou, antes de tomar os lábios da esposa em um beijo profundo, carregado de uma safadeza que só eles compartilhavam. — Porque se eu perder a paciência, sobra até pra ele.
***
Enquanto isso, na garagem da mansão, o ronco de uma moto esportiva anunciou a chegada de Kaelton. Kael, como
Guilherme Allegretti estava parado na varanda imensa, os olhos verdes fixos no movimento lá embaixo. Aos 37 anos, o dono do morro mantinha a postura de quem carregava o mundo nas costas, mas sem vergar. O corpo malhado, marcado por algumas cicatrizes que o tempo e a guerra não apagaram, estava coberto apenas por um short de tactel preto. O cavanhaque e o bigode estavam impecáveis, como sempre.
Sentiu dois braços macios envolverem sua cintura por trás e o perfume de baunilha e jasmim invadiu seus sentidos, desarmando instantaneamente a expressão marrenta.
— Tá pensando em quê, meu rabugento? — A voz de Letícia era um sussurro doce contra as costas largas dele.
Guilherme se virou no abraço, envolvendo a esposa e a puxando para perto. Mesmo após dois filhos e dezenove anos de união, Letícia ainda o deixava sem fôlego. A ascendência chinesa dava a ela traços únicos; a pele branquíssima contrastava com os cabelos pretos lisos e os olhos puxados que, naquele momento, brilhavam com carinho.
— Só pensando que esse morro tá pequeno demais pra tanta marra que o Bernardo tá tendo, coração — Guilherme murmurou, colando a testa na dela. — O moleque tá igualzinho a mim, chega a dar raiva.
— Ele é seu espelho, amor — Letícia riu, as curvas do seu corpo pressionadas contra o peito dele. — E ele tem o Kael pra dar corda. Aqueles dois juntos são um perigo.
Guilherme soltou um riso rouco, as mãos grandes descendo para a curvatura do quadril da esposa.
— São dois viciados em trabalho e em problema. Mas enquanto estiverem sob minha asa, tá tudo certo. Agora, me diz... as crianças já saíram?
— Bernardo foi buscar a Mell na escola, e a Lua tá lá em cima terminando de se arrumar. O Kael já deve estar chegando para buscar ela. Vão todos pra praia hoje.
Guilherme estreitou os olhos, a possessividade de pai falando mais alto.
— Short curto de novo, Letícia? Se eu ver a Lua de fio dental naquele calçadão, eu mando fechar o acesso.
— Deixa de ser chato, amor! Ela é linda, tem o meu corpo e tá na idade. Além disso, o Kael não deixa ninguém nem respirar perto dela. Aquele menino é um cão de guarda.
— É bom mesmo — Guilherme rosnou, antes de tomar os lábios da esposa em um beijo profundo, carregado de uma safadeza que só eles compartilhavam. — Porque se eu perder a paciência, sobra até pra ele.
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Enquanto isso, na garagem da mansão, o ronco de uma moto esportiva anunciou a chegada de Kaelton. Kael, como
