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riguel e eu

Fandom: naruto e jojo e mulher e tung tung tung sahur

Criado: 25/06/2026

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CrossoverFicção CientíficaFantasiaRomanceCrack / Humor ParódicoTroca de GêneroUA (Universo Alternativo)Aventura
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Chamas do Destino e o Calor do Coração

O sol da tarde batia implacável sobre o pátio da Escola de Treinamento Ninja de Konoha, mas para Riguel Mamos, o calor era o de menos. Ele estava, como sempre, encostado no muro de pedra, observando seu melhor amigo, Sung Sung Sung Tahur, praticar seus movimentos rítmicos de luta que pareciam uma dança ancestral. Riguel, de pele retinta e olhar profundo, segurava entre as mãos o seu item mais precioso: uma edição rara de *The Binding of Isaac*. Ele amava aquele jogo, amava a melancolia de Isaac e, acima de tudo, amava a estratégia envolvida.

No entanto, à distância, um par de olhos brilhantes o observava. Muri Yentiacca, considerado por todos — e por si mesmo, com uma confiança inabalável — a pessoa mais linda e deslumbrante do mundo, retocava o brilho labial enquanto fingia ler um pergaminho de jutsus. Muri tinha um gosto peculiar: ele adorava Riguel, mas também tinha uma obsessão por sabores intensos, temperos e qualquer coisa que fizesse seu paladar explodir.

— Ele está grudado no Sung Sung de novo — sussurrou Muri para as flores ao seu redor, que pareciam inclinar-se em sua direção apenas para admirar sua beleza. — Riguel não percebe que o verdadeiro sabor da vida está bem aqui?

Perto dali, algo estranho acontecia. No meio do gramado, uma figura pequena e trêmula estava sentada. Era o próprio "The Inding of Bisaac". Ele não era apenas um personagem de jogo para aquele grupo; ele era uma entidade real e bizarramente triste. A criança chorava copiosamente, mas não eram lágrimas comuns. De seus olhos, saíam numerais "2" perfeitamente moldados em cristal azulado.

— 2... 2... 2... — soluçava Isaac, inundando o chão com o número da dualidade.

Riguel se aproximou do pequeno Isaac, sentindo uma pontada de dó.

— Ei, pequeno, por que tanto choro? O Sung Sung ainda não terminou o treino, mas podemos jogar um pouco se você parar de inundar a escola com esses números.

Antes que Isaac pudesse responder ou que Muri pudesse intervir com um comentário narcisista, o céu escureceu subitamente. Um zumbido ensurdecedor cortou o ar, sobrepondo-se ao som dos treinos de Naruto e Sasuke ao fundo. Um rastro de fogo verde rasgou as nuvens.

— Mas o que é aquilo? Um jutsu de invocação? — gritou Sung Sung Sung Tahur, parando sua dança de guerra.

— Não parece um jutsu! — Muri correu para perto de Riguel, aproveitando a oportunidade para ficar a poucos centímetros do seu amado. — Riguel, proteja meu rosto! A radiação pode estragar minha pele perfeita!

O meteoro atingiu o centro do parque com um estrondo titânico. Uma cratera se formou, levantando poeira e fumaça. No centro do impacto, não havia uma rocha espacial comum, mas uma cápsula metálica que se abriu com um clique hidráulico. Lá dentro, brilhando em um verde esmeralda pulsante, estava o Omnitrix.

Riguel, movido por um instinto que nem ele sabia que possuía — talvez treinado por anos jogando *Isaac* e lendo sobre heróis —, avançou antes de todos.

— Riguel, não toque nisso! — avisou Muri, embora estivesse hipnotizado pelo brilho.

Ignorando o perigo, Riguel estendeu a mão. O relógio saltou da cápsula e prendeu-se firmemente em seu pulso esquerdo.

— O que... o que é isso? Parece um acessório de luxo, mas tem uma energia... quente — disse Riguel, sentindo o pulso vibrar.

— 2... 2... 2! — Isaac apontou para o relógio, as lágrimas numéricas saindo com mais força.

Sem querer, Riguel pressionou o botão lateral. O núcleo do relógio subiu, revelando a silhueta de uma criatura feita de rocha vulcânica e fogo. Em um impulso, ele bateu no visor.

A transformação foi instantânea e violenta. O corpo de Riguel foi envolvido por uma luz verde que logo se tornou laranja incandescente. Seus ossos se alongaram, suas curvas mudaram, e sua pele se tornou placas de magma negro e brilhante. Quando a fumaça se dissipou, Riguel não era mais o mesmo. Ele havia se transformado em uma versão feminina e majestosa do Chama, o alienígena de Pyros.

— Eu me sinto... diferente — disse Riguel. Sua voz agora era uma melodia crepitante, como o som de lenha queimando em uma lareira. — Eu me sinto... quente.

Muri Yentiacca deu um passo à frente, os olhos arregalados. Ele, que sempre se considerou a definição de beleza, estava paralisado. O calor que emanava de Riguel não era apenas físico; era uma aura de poder e intensidade que atingia Muri em cheio.

— Riguel? — Muri sussurrou, sentindo o rosto corar, o que era uma raridade. — Você está... você está radiante. Literalmente.

— Eu não consigo controlar direito! — Riguel exclamou, e pequenas chamas brotaram da ponta de seus dedos de pedra. — Muri, afaste-se, eu posso te queimar!

— Queimar? — Muri soltou uma risada nervosa, mas seus olhos brilhavam com um desejo súbito. — Querido, eu sempre disse que gostava de sabor, de intensidade... e você agora é o prato mais quente que já vi.

Sung Sung Sung Tahur observava a cena de longe, confuso.

— Ei! E o nosso treino? E o Tung Tung Tung Sahur? — gritou o amigo, mas ninguém estava ouvindo.

Riguel, na forma da Chama feminina, deu um passo em direção a Muri. A grama sob seus pés secava instantaneamente.

— Muri, eu sempre soube que você me olhava de um jeito diferente, mas agora... eu consigo sentir sua temperatura subindo. É o relógio ou é você?

Muri se aproximou, desafiando o calor extremo. Ele estendeu a mão, parando a milímetros da pele de magma de Riguel.

— É você, Riguel. Você sempre foi interessante, mas essa sua nova forma... ela desperta um sabor que eu nunca experimentei. É picante, é perigoso.

— 2! 2! 2! — Isaac continuava a chorar, mas desta vez, suas lágrimas de número 2 evaporavam antes mesmo de tocarem o chão, criando uma névoa mística ao redor dos dois.

— Sabe — disse Riguel, inclinando a cabeça de fogo —, eu sempre achei que você era fútil demais com essa história de ser o mais lindo do mundo. Mas ficar aqui, diante de você, enquanto eu sinto o poder de uma estrela nas minhas veias... eu vejo que você não tem medo do meu fogo.

— Por que eu teria medo da beleza que supera a minha? — Muri sorriu, um sorriso genuíno que não era para o espelho, mas para Riguel. — Você é uma obra de arte vulcânica.

Riguel sentiu uma conexão que ia além da amizade de anos. O Omnitrix parecia reagir às emoções dele, intensificando o brilho das placas de magma.

— Se você quer sabor, Muri... eu posso te mostrar o que é um calor de verdade — desafiou Riguel, estendendo a mão para que Muri a segurasse.

— Eu aceito o risco — respondeu Muri, tocando a mão de pedra quente. — Afinal, o que é a vida sem um pouco de tempero e uma pele levemente bronzeada por um meteoro?

Enquanto os dois se perdiam no brilho um do outro, ignorando o pequeno Isaac e o confuso Sung Sung, o parque de Konoha presenciava o nascimento de algo novo. Não era apenas um poder alienígena ou um jutsu proibido; era uma fusão de destinos, temperada pelo fogo e pela beleza, sob o olhar atento de uma criança que não parava de chorar o número dois.

— 2... — murmurou Isaac, finalmente dando um pequeno sorriso enquanto os numerais flutuavam no vapor.

— Vamos sair daqui — sugeriu Riguel, a voz crepitando com carinho. — Acho que o Sung Sung consegue terminar o treino sozinho hoje. Eu quero testar até onde esse calor pode chegar.

— E eu quero provar cada segundo disso — concluiu Muri, caminhando ao lado de sua nova e flamejante paixão, enquanto o sol se punha, incapaz de competir com o brilho de Riguel Mamos.
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