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Nigsele
Fandom: Aespa
Criado: 25/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHistória DomésticaEstudo de PersonagemLinguagem ExplícitaCenário Canônico
O Eco dos Nossos Suspiros
A luz da manhã filtrava-se pelas frestas da persiana de madeira no quarto de Giselle, criando listras douradas que dançavam sobre os lençóis de seda bagunçados. NingNing abriu os olhos lentamente, sentindo o peso reconfortante de um braço sobre sua cintura. Por um segundo, ela pensou que ainda estava sonhando. A nerd tímida da primeira fileira da aula de física não poderia estar ali, na cama da garota mais popular e desejada do colégio. Mas o calor da pele de Giselle contra a sua era real demais para ser uma ilusão.
A noite anterior havia sido uma explosão de descobertas. O que começou com um convite inesperado para "estudar" terminou em uma entrega absoluta, onde as barreiras sociais foram derrubadas pelo desejo e por uma conexão que NingNing nem sabia ser possível. Giselle, sempre tão confiante e até um pouco atrevida em seus comentários públicos, revelara uma vulnerabilidade doce entre quatro paredes, embora sua natureza insaciável e intensa tivesse deixado marcas — físicas e emocionais — na garota mais jovem.
NingNing virou-se devagar, tentando não acordá-la. Observou os traços de Giselle: os lábios entreabertos, o cabelo escuro espalhado pelo travesseiro e a expressão de paz que ela raramente mostrava nos corredores da escola.
— Você observa as pessoas enquanto elas dormem ou é só comigo? — A voz de Giselle saiu rouca, carregada de sono e de um humor provocativo.
NingNing sentiu as bochechas queimarem instantaneamente, mergulhando o rosto no travesseiro.
— Eu... eu só estava pensando. — A voz de NingNing saiu abafada.
Giselle soltou uma risada baixa e gostosa, puxando NingNing para mais perto, até que seus corpos estivessem colados novamente. Ela depositou um beijo úmido na curva do ombro da menor, sentindo-a estremecer.
— Pensando em como eu sou incrível ou em como você quer repetir a dose? — Giselle perguntou, a mão subindo perigosamente pela coxa de NingNing.
— Giselle! — NingNing exclamou, embora não fizesse menção de se afastar. — Como você consegue ser assim logo cedo?
— Assim como? — Giselle apoiou-se no cotovelo, olhando-a com olhos brilhantes e cheios de malícia. — Satisfeita? Feliz? Faminta por você?
NingNing finalmente criou coragem para olhá-la nos olhos. A timidez ainda estava lá, mas havia algo novo: uma chama de confiança que Giselle havia acendido.
— Eu não esperava que... que a gente fosse além de apenas uma noite — confessou NingNing em um sussurro. — Todo mundo diz que você só quer se divertir. Que você não se apega.
O sorriso de Giselle vacilou por um instante, tornando-se algo mais suave e genuíno. Ela estendeu a mão e afastou uma mecha de cabelo do rosto de NingNing.
— As pessoas dizem muita coisa, Ning — disse Giselle seriamente. — E, para ser honesta, na maioria das vezes elas estão certas. Eu gosto do prazer, gosto do jogo. Mas com você... foi diferente desde o momento em que te vi tentando esconder o rosto atrás daquele livro enorme na biblioteca.
— Você me notou lá? — NingNing arqueou as sobrancelhas, surpresa.
— Como não notar? — Giselle riu, aproximando o rosto do dela. — Você é a coisa mais adorável e inteligente daquele lugar. E ontem à noite... você me mostrou que por trás dessa nerd tímida existe alguém que me entende de um jeito que ninguém mais entende. Eu não quero que seja só uma noite.
O coração de NingNing deu um salto. Ela sempre nutriu uma paixão platônica por Giselle, observando-a de longe como se ela fosse uma estrela inalcançável. Ouvir aquelas palavras era como ganhar o mundo.
— Eu te amo, Giselle — as palavras escaparam antes que NingNing pudesse processar o medo da rejeição.
O quarto ficou em silêncio por um breve momento, apenas o som da respiração de ambas preenchendo o espaço. Giselle não desviou o olhar. Pelo contrário, ela selou seus lábios com os de NingNing em um beijo profundo, lento e cheio de promessas. Quando se afastaram, Giselle encostou a testa na dela.
— Eu também amo você, sua nerd abusada — sussurrou Giselle. — E agora que eu sei o quanto você é boa na cama, não pretendo te deixar ir a lugar nenhum.
NingNing riu, sentindo-se leve.
— Você é impossível.
— Sou — admitiu Giselle, voltando a cobrir NingNing com seu corpo. — Mas sou toda sua. E acho que ainda temos algumas horas antes de qualquer compromisso. O que você acha de me mostrar se aquela sua teoria sobre resistência física se aplica na prática de novo?
— Giselle, a gente precisa tomar café... — tentou protestar, mas suas mãos já estavam se enroscando nos cabelos da mais velha.
— O café pode esperar — disse Giselle, baixando a voz para um tom sedutor que desarmava qualquer resistência de NingNing. — Eu prefiro o seu gosto.
As horas seguintes foram um borrão de carícias, sussurros e a confirmação de que o que sentiam ia muito além da atração física. Para NingNing, era o início de um capítulo onde ela não precisava mais se esconder. Para Giselle, era a descoberta de que o amor podia ser tão viciante e intenso quanto o desejo que ela sempre perseguiu.
Mais tarde, enquanto dividiam uma pizza no chão do quarto, ainda enroladas em lençóis, o clima era de uma intimidade doméstica que parecia natural, como se sempre tivessem pertencido uma à outra.
— O que as pessoas vão dizer amanhã na escola? — perguntou NingNing, limpando um pouco de molho do canto da boca.
Giselle deu de ombros, pegando mais uma fatia.
— Elas vão dizer que eu sou a garota mais sortuda do campus por ter a namorada mais inteligente e linda ao meu lado. — Ela olhou para NingNing com um brilho desafiador. — Algum problema com isso?
NingNing sorriu, sentindo uma coragem que nunca imaginou possuir.
— Nenhum. Desde que você prometa me ajudar com os exercícios de química depois.
Giselle revirou os olhos, mas puxou NingNing para um abraço de lado.
— Se a gente terminar os exercícios rápido, podemos voltar para a parte prática de biologia?
— Você só pensa nisso! — NingNing deu um tapinha de leve no braço dela, rindo.
— Com você? Sempre — respondeu Giselle, beijando-a com ternura.
Ali, naquele quarto que antes parecia o santuário de uma rainha intocável, NingNing percebeu que o amor não era apenas sobre fórmulas ou poesias que lia nos livros. Era sobre a pele quente, o riso compartilhado e a coragem de ser exatamente quem era ao lado de quem amava. E Giselle, em toda sua popularidade e audácia, finalmente encontrara alguém que a via de verdade, transformando sua sede de prazer em uma sede de vida compartilhada.
— Promete que não vai mudar? — pediu NingNing, deitando a cabeça no peito de Giselle, ouvindo o coração dela bater acelerado.
— Prometo ser sua — disse Giselle, abraçando-a com força. — O resto a gente descobre juntas.
O sol já estava alto no céu quando elas finalmente se permitiram descansar novamente, perdidas no universo particular que haviam criado entre os lençóis e o silêncio cúmplice de quem acabara de descobrir que o amor era a maior das ousadias.
A noite anterior havia sido uma explosão de descobertas. O que começou com um convite inesperado para "estudar" terminou em uma entrega absoluta, onde as barreiras sociais foram derrubadas pelo desejo e por uma conexão que NingNing nem sabia ser possível. Giselle, sempre tão confiante e até um pouco atrevida em seus comentários públicos, revelara uma vulnerabilidade doce entre quatro paredes, embora sua natureza insaciável e intensa tivesse deixado marcas — físicas e emocionais — na garota mais jovem.
NingNing virou-se devagar, tentando não acordá-la. Observou os traços de Giselle: os lábios entreabertos, o cabelo escuro espalhado pelo travesseiro e a expressão de paz que ela raramente mostrava nos corredores da escola.
— Você observa as pessoas enquanto elas dormem ou é só comigo? — A voz de Giselle saiu rouca, carregada de sono e de um humor provocativo.
NingNing sentiu as bochechas queimarem instantaneamente, mergulhando o rosto no travesseiro.
— Eu... eu só estava pensando. — A voz de NingNing saiu abafada.
Giselle soltou uma risada baixa e gostosa, puxando NingNing para mais perto, até que seus corpos estivessem colados novamente. Ela depositou um beijo úmido na curva do ombro da menor, sentindo-a estremecer.
— Pensando em como eu sou incrível ou em como você quer repetir a dose? — Giselle perguntou, a mão subindo perigosamente pela coxa de NingNing.
— Giselle! — NingNing exclamou, embora não fizesse menção de se afastar. — Como você consegue ser assim logo cedo?
— Assim como? — Giselle apoiou-se no cotovelo, olhando-a com olhos brilhantes e cheios de malícia. — Satisfeita? Feliz? Faminta por você?
NingNing finalmente criou coragem para olhá-la nos olhos. A timidez ainda estava lá, mas havia algo novo: uma chama de confiança que Giselle havia acendido.
— Eu não esperava que... que a gente fosse além de apenas uma noite — confessou NingNing em um sussurro. — Todo mundo diz que você só quer se divertir. Que você não se apega.
O sorriso de Giselle vacilou por um instante, tornando-se algo mais suave e genuíno. Ela estendeu a mão e afastou uma mecha de cabelo do rosto de NingNing.
— As pessoas dizem muita coisa, Ning — disse Giselle seriamente. — E, para ser honesta, na maioria das vezes elas estão certas. Eu gosto do prazer, gosto do jogo. Mas com você... foi diferente desde o momento em que te vi tentando esconder o rosto atrás daquele livro enorme na biblioteca.
— Você me notou lá? — NingNing arqueou as sobrancelhas, surpresa.
— Como não notar? — Giselle riu, aproximando o rosto do dela. — Você é a coisa mais adorável e inteligente daquele lugar. E ontem à noite... você me mostrou que por trás dessa nerd tímida existe alguém que me entende de um jeito que ninguém mais entende. Eu não quero que seja só uma noite.
O coração de NingNing deu um salto. Ela sempre nutriu uma paixão platônica por Giselle, observando-a de longe como se ela fosse uma estrela inalcançável. Ouvir aquelas palavras era como ganhar o mundo.
— Eu te amo, Giselle — as palavras escaparam antes que NingNing pudesse processar o medo da rejeição.
O quarto ficou em silêncio por um breve momento, apenas o som da respiração de ambas preenchendo o espaço. Giselle não desviou o olhar. Pelo contrário, ela selou seus lábios com os de NingNing em um beijo profundo, lento e cheio de promessas. Quando se afastaram, Giselle encostou a testa na dela.
— Eu também amo você, sua nerd abusada — sussurrou Giselle. — E agora que eu sei o quanto você é boa na cama, não pretendo te deixar ir a lugar nenhum.
NingNing riu, sentindo-se leve.
— Você é impossível.
— Sou — admitiu Giselle, voltando a cobrir NingNing com seu corpo. — Mas sou toda sua. E acho que ainda temos algumas horas antes de qualquer compromisso. O que você acha de me mostrar se aquela sua teoria sobre resistência física se aplica na prática de novo?
— Giselle, a gente precisa tomar café... — tentou protestar, mas suas mãos já estavam se enroscando nos cabelos da mais velha.
— O café pode esperar — disse Giselle, baixando a voz para um tom sedutor que desarmava qualquer resistência de NingNing. — Eu prefiro o seu gosto.
As horas seguintes foram um borrão de carícias, sussurros e a confirmação de que o que sentiam ia muito além da atração física. Para NingNing, era o início de um capítulo onde ela não precisava mais se esconder. Para Giselle, era a descoberta de que o amor podia ser tão viciante e intenso quanto o desejo que ela sempre perseguiu.
Mais tarde, enquanto dividiam uma pizza no chão do quarto, ainda enroladas em lençóis, o clima era de uma intimidade doméstica que parecia natural, como se sempre tivessem pertencido uma à outra.
— O que as pessoas vão dizer amanhã na escola? — perguntou NingNing, limpando um pouco de molho do canto da boca.
Giselle deu de ombros, pegando mais uma fatia.
— Elas vão dizer que eu sou a garota mais sortuda do campus por ter a namorada mais inteligente e linda ao meu lado. — Ela olhou para NingNing com um brilho desafiador. — Algum problema com isso?
NingNing sorriu, sentindo uma coragem que nunca imaginou possuir.
— Nenhum. Desde que você prometa me ajudar com os exercícios de química depois.
Giselle revirou os olhos, mas puxou NingNing para um abraço de lado.
— Se a gente terminar os exercícios rápido, podemos voltar para a parte prática de biologia?
— Você só pensa nisso! — NingNing deu um tapinha de leve no braço dela, rindo.
— Com você? Sempre — respondeu Giselle, beijando-a com ternura.
Ali, naquele quarto que antes parecia o santuário de uma rainha intocável, NingNing percebeu que o amor não era apenas sobre fórmulas ou poesias que lia nos livros. Era sobre a pele quente, o riso compartilhado e a coragem de ser exatamente quem era ao lado de quem amava. E Giselle, em toda sua popularidade e audácia, finalmente encontrara alguém que a via de verdade, transformando sua sede de prazer em uma sede de vida compartilhada.
— Promete que não vai mudar? — pediu NingNing, deitando a cabeça no peito de Giselle, ouvindo o coração dela bater acelerado.
— Prometo ser sua — disse Giselle, abraçando-a com força. — O resto a gente descobre juntas.
O sol já estava alto no céu quando elas finalmente se permitiram descansar novamente, perdidas no universo particular que haviam criado entre os lençóis e o silêncio cúmplice de quem acabara de descobrir que o amor era a maior das ousadias.
