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Oliver!!
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 26/06/2026
Tags
Fatias de VidaFofuraHumorCenário CanônicoFilme de AmigosAventura
Luzes, Sombras e Risadas no Esgoto
O silêncio nos corredores inferiores da escola de papel era quase absoluto, quebrado apenas pelo som rítmico dos passos de Oliver. Ele segurava uma lanterna pequena com sua mão direita, a luz trêmula dançando pelas paredes de textura áspera e monocromática. Seu braço esquerdo, aquele lápis gigante e afiado que servia tanto para desenhar quanto para intimidar, raspava ocasionalmente no chão, produzindo um som metálico e seco.
Oliver não deveria estar ali. Mas, novamente, quando é que Oliver fazia o que deveria? Com seus longos cabelos brancos balançando atrás dele como uma cauda de animal, e o laço preto segurando o rabo de cavalo baixo, ele parecia uma criatura mística perdida em um labirinto de grafite. A mecha arrepiada no topo de sua cabeça balançava conforme ele explorava, e a marca vermelha de "A+" em seu cabelo brilhava fracamente sob a luz da lanterna.
— Que lugar mais esquisito... — murmurou ele para si mesmo, sentindo o cheiro familiar de papel úmido e algo mais forte.
Ele parou diante de uma abertura no teto. Era uma espécie de bueiro ou tubulação de esgoto que vinha das salas de aula superiores, especificamente dos laboratórios. De lá, um líquido verde e viscoso pingava lentamente, formando uma poça brilhante no chão de papel. Oliver inclinou a cabeça, curioso. Para qualquer outro aluno, aquilo seria nojento, mas para o garoto que comia sabonetes como se fossem barras de chocolate, aquilo parecia quase... interessante.
— Será que tem gosto de menta? — Oliver deu um passo à frente, a intenção de provar o líquido cruzando sua mente travessa.
No entanto, o destino tinha outros planos. Ao pisar na borda da poça esverdeada, suas botas pretas perderam o atrito completamente.
— Opa! — gritou ele, os braços (e o lápis) girando no ar em uma tentativa fútil de recuperar o equilíbrio.
O impacto foi inevitável. Oliver caiu de costas com um baque surdo, deslizando pela superfície lisa até bater contra uma parede de concreto cenográfico. No momento exato do impacto, a lanterna em sua mão falhou, piscando duas vezes antes de se apagar completamente, mergulhando o corredor em uma escuridão quase total.
— Ai... essa doeu — resmungou, passando a mão pela cabeça, sentindo seus chifres pretos para garantir que não tinham quebrado.
Enquanto tentava se situar no escuro, Oliver sentiu um arrepio. Ele percebeu que, durante a queda e o deslize, os botões superiores de sua camisa preta de gola haviam se prendido em algo ou simplesmente saltado com a força do movimento. Sua camisa estava aberta até o meio do peito, expondo a pele pálida ao ar frio do subsolo.
Mesmo estando sozinho na escuridão, Oliver sentiu o rosto esquentar. Ele era um provocador, o rei das travessuras junto com Zip e Edward, mas ser pego em um estado de desordem física sempre o deixava estranhamente sem jeito. Ele corou intensamente, a vermelhidão subindo até as orelhas, contrastando com seu cabelo branco como a neve.
— Que sorte a minha... — ele tateou o chão em busca da lanterna, o coração batendo um pouco mais rápido. — Se a Zip me visse assim, eu nunca mais teria paz.
Ele se levantou, tentando fechar a camisa com a mão direita, mas era difícil sem enxergar nada. Ele resolveu caminhar, tateando a parede com o braço de lápis, sentindo o suor frio começar a brotar em sua testa. O ambiente parecia mais pesado agora, e cada estalo do prédio de papel soava como um passo atrás dele.
Oliver tentou manter a compostura. Ele era Oliver! O garoto que não tinha medo de nada, o braço direito de Miss Circle em certas... tarefas. Ele forçou um sorriso no rosto, tentando recuperar sua aura de confiança divertida, mesmo que suas mãos estivessem tremendo levemente.
— Vamos lá, Oliver, é só um porão — disse ele em voz alta, a voz ecoando de forma estranha. — Logo você encontra a saída e vai poder roubar o sabonete de cereja da enfermaria.
Ele continuou andando, mas a sensação de estar sendo observado tornou-se insuportável. Ele ouviu um som. Não era o gotejar do líquido verde, nem o ranger das paredes. Era o som de respiração.
Atrás dele, uma silhueta se destacou das sombras. Edward, com seu olhar calculista e seu jeito sempre pronto para uma nova invenção ou brincadeira, estava seguindo Oliver há algum tempo. Ele vira a queda, vira o momento de embaraço com a camisa e, claro, não deixaria aquela oportunidade passar.
Oliver parou bruscamente, o suor escorrendo por sua têmpora. Ele se virou lentamente, tentando manter o sorriso "feliz" que sempre usava para esconder o nervosismo.
— Quem está aí? — perguntou Oliver, a voz saindo um pouco mais aguda do que ele gostaria.
— Você parece um pouco perdido, Oliver — a voz de Edward surgiu logo atrás dele, fazendo o garoto de cabelos brancos dar um pulo.
— Edward! — Oliver exclamou, levando a mão ao peito (o que só serviu para lembrá-lo de que sua camisa ainda estava aberta). — Você quer me matar do coração? O que está fazendo aqui embaixo?
Edward deu um passo à frente, um sorriso travesso cruzando seu rosto. Ele olhou para a camisa aberta de Oliver e depois para o rosto corado do amigo.
— Eu vi você escorregar — disse Edward, aproximando-se mais. — Foi uma performance digna de nota. Mas você parece meio tenso, Oliver. Está suando?
— Está quente aqui! — mentiu Oliver rapidamente, tentando fechar a camisa de novo, mas Edward foi mais rápido.
Antes que Oliver pudesse reagir, Edward estendeu as mãos. Ele sabia exatamente qual era o ponto fraco do amigo. Oliver era extremamente sensível, algo que ele tentava esconder com sua atitude de "valentão" brincalhão.
— Você precisa relaxar um pouco — disse Edward com um brilho malicioso nos olhos.
Sem aviso, Edward avançou e começou a fazer cócegas intensas nas costelas de Oliver, bem onde a camisa aberta facilitava o acesso.
— Não! Edward, para! — Oliver gritou, mas o protesto foi imediatamente substituído por uma gargalhada explosiva.
— O quê? Achei que você gostasse de diversão! — Edward continuou, seus dedos movendo-se rapidamente contra os flancos de Oliver.
Oliver tentou recuar, mas o chão ainda estava um pouco úmido e suas pernas fraquejaram com a intensidade do ataque. Ele caiu no chão novamente, dessa vez não por um acidente, mas porque seus músculos haviam desistido de lutar contra o riso.
— P-para! Eu... eu não consigo... — Oliver tentava falar entre as risadas, as lágrimas de alegria e desespero começando a brotar nos cantos de seus olhos.
Edward se ajoelhou sobre ele, sem colocar peso, mas mantendo a pressão das cócegas. Ele não dava trégua.
— Cadê aquele Oliver todo durão que come sabonete e faz bullying com os novatos? — Edward brincou, mudando o foco das costelas para os lados da barriga de Oliver.
— Ele... ele morreu! — Oliver ria tão alto que o som ecoava por todo o esgoto, preenchendo o vazio sombrio com uma energia vibrante. — Edward, eu juro... eu vou... HAHAHAHA!
As meias brancas de Oliver chutavam o ar enquanto ele se contorcia no chão, o rabo de cavalo baixo desfazendo-se e espalhando seus longos cabelos brancos pelo piso sujo. A marca de "A+" parecia balançar conforme ele sacudia a cabeça, tentando escapar das mãos ágeis de Edward.
— Você fica muito mais divertido assim, sabia? — Edward comentou, rindo junto enquanto via o amigo perder completamente o controle.
— Eu vou te matar! — Oliver conseguiu dizer, embora o tom fosse de pura diversão. — Assim que eu... HAHA... conseguir respirar!
Edward finalmente parou, mas manteve as mãos perto, prontas para atacar novamente se Oliver tentasse fugir. O garoto de cabelos brancos ficou deitado no chão por alguns momentos, o peito subindo e descendo rapidamente, a camisa ainda aberta e o rosto agora de um vermelho carmesim devido ao esforço e à risada.
— Você é um idiota, Edward — disse Oliver, finalmente recuperando o fôlego, embora um sorriso largo ainda estivesse estampado em seu rosto.
— E você está com a camisa aberta no meio de um esgoto — rebateu Edward, oferecendo a mão para ajudar o amigo a levantar. — Acho que estamos quites na escala de idiotice.
Oliver aceitou a mão, puxando-se para cima. Ele limpou a poeira de suas bermudas brancas e, finalmente, com a ajuda de Edward, conseguiu fechar os botões da camisa. O suor ainda fazia alguns fios de seu cabelo grudarem na testa, mas a tensão de estar sozinho no escuro havia desaparecido completamente.
— Não conte para a Zip sobre isso — Oliver avisou, tentando recuperar sua pose, embora seus olhos ainda brilhassem com o resquício da crise de riso.
— Sobre você cair no líquido verde ou sobre você rir como uma hiena porque eu te fiz cócegas? — perguntou Edward, começando a caminhar de volta pelo corredor, agora usando sua própria lanterna para iluminar o caminho.
— Sobre nada disso! — Oliver exclamou, correndo para alcançá-lo, seu braço de lápis balançando ao seu lado.
Enquanto os dois amigos caminhavam de volta para a parte principal da escola de papel, a escuridão do esgoto não parecia mais tão ameaçadora. Para Oliver, um pouco de líquido verde e um ataque de cócegas inesperado eram apenas mais um dia normal naquela instituição caótica. E, secretamente, ele estava feliz por Edward ter aparecido. Afinal, até o garoto mais travesso da escola precisava de uma boa risada de vez em quando, mesmo que fosse no chão de um esgoto sujo.
— Ei, Edward? — chamou Oliver, enquanto subiam as escadas de volta para o corredor principal.
— O que foi?
— Você tem algum sabonete aí? Estou morrendo de fome.
Edward revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso.
— Você não tem jeito mesmo, Oliver.
Oliver não deveria estar ali. Mas, novamente, quando é que Oliver fazia o que deveria? Com seus longos cabelos brancos balançando atrás dele como uma cauda de animal, e o laço preto segurando o rabo de cavalo baixo, ele parecia uma criatura mística perdida em um labirinto de grafite. A mecha arrepiada no topo de sua cabeça balançava conforme ele explorava, e a marca vermelha de "A+" em seu cabelo brilhava fracamente sob a luz da lanterna.
— Que lugar mais esquisito... — murmurou ele para si mesmo, sentindo o cheiro familiar de papel úmido e algo mais forte.
Ele parou diante de uma abertura no teto. Era uma espécie de bueiro ou tubulação de esgoto que vinha das salas de aula superiores, especificamente dos laboratórios. De lá, um líquido verde e viscoso pingava lentamente, formando uma poça brilhante no chão de papel. Oliver inclinou a cabeça, curioso. Para qualquer outro aluno, aquilo seria nojento, mas para o garoto que comia sabonetes como se fossem barras de chocolate, aquilo parecia quase... interessante.
— Será que tem gosto de menta? — Oliver deu um passo à frente, a intenção de provar o líquido cruzando sua mente travessa.
No entanto, o destino tinha outros planos. Ao pisar na borda da poça esverdeada, suas botas pretas perderam o atrito completamente.
— Opa! — gritou ele, os braços (e o lápis) girando no ar em uma tentativa fútil de recuperar o equilíbrio.
O impacto foi inevitável. Oliver caiu de costas com um baque surdo, deslizando pela superfície lisa até bater contra uma parede de concreto cenográfico. No momento exato do impacto, a lanterna em sua mão falhou, piscando duas vezes antes de se apagar completamente, mergulhando o corredor em uma escuridão quase total.
— Ai... essa doeu — resmungou, passando a mão pela cabeça, sentindo seus chifres pretos para garantir que não tinham quebrado.
Enquanto tentava se situar no escuro, Oliver sentiu um arrepio. Ele percebeu que, durante a queda e o deslize, os botões superiores de sua camisa preta de gola haviam se prendido em algo ou simplesmente saltado com a força do movimento. Sua camisa estava aberta até o meio do peito, expondo a pele pálida ao ar frio do subsolo.
Mesmo estando sozinho na escuridão, Oliver sentiu o rosto esquentar. Ele era um provocador, o rei das travessuras junto com Zip e Edward, mas ser pego em um estado de desordem física sempre o deixava estranhamente sem jeito. Ele corou intensamente, a vermelhidão subindo até as orelhas, contrastando com seu cabelo branco como a neve.
— Que sorte a minha... — ele tateou o chão em busca da lanterna, o coração batendo um pouco mais rápido. — Se a Zip me visse assim, eu nunca mais teria paz.
Ele se levantou, tentando fechar a camisa com a mão direita, mas era difícil sem enxergar nada. Ele resolveu caminhar, tateando a parede com o braço de lápis, sentindo o suor frio começar a brotar em sua testa. O ambiente parecia mais pesado agora, e cada estalo do prédio de papel soava como um passo atrás dele.
Oliver tentou manter a compostura. Ele era Oliver! O garoto que não tinha medo de nada, o braço direito de Miss Circle em certas... tarefas. Ele forçou um sorriso no rosto, tentando recuperar sua aura de confiança divertida, mesmo que suas mãos estivessem tremendo levemente.
— Vamos lá, Oliver, é só um porão — disse ele em voz alta, a voz ecoando de forma estranha. — Logo você encontra a saída e vai poder roubar o sabonete de cereja da enfermaria.
Ele continuou andando, mas a sensação de estar sendo observado tornou-se insuportável. Ele ouviu um som. Não era o gotejar do líquido verde, nem o ranger das paredes. Era o som de respiração.
Atrás dele, uma silhueta se destacou das sombras. Edward, com seu olhar calculista e seu jeito sempre pronto para uma nova invenção ou brincadeira, estava seguindo Oliver há algum tempo. Ele vira a queda, vira o momento de embaraço com a camisa e, claro, não deixaria aquela oportunidade passar.
Oliver parou bruscamente, o suor escorrendo por sua têmpora. Ele se virou lentamente, tentando manter o sorriso "feliz" que sempre usava para esconder o nervosismo.
— Quem está aí? — perguntou Oliver, a voz saindo um pouco mais aguda do que ele gostaria.
— Você parece um pouco perdido, Oliver — a voz de Edward surgiu logo atrás dele, fazendo o garoto de cabelos brancos dar um pulo.
— Edward! — Oliver exclamou, levando a mão ao peito (o que só serviu para lembrá-lo de que sua camisa ainda estava aberta). — Você quer me matar do coração? O que está fazendo aqui embaixo?
Edward deu um passo à frente, um sorriso travesso cruzando seu rosto. Ele olhou para a camisa aberta de Oliver e depois para o rosto corado do amigo.
— Eu vi você escorregar — disse Edward, aproximando-se mais. — Foi uma performance digna de nota. Mas você parece meio tenso, Oliver. Está suando?
— Está quente aqui! — mentiu Oliver rapidamente, tentando fechar a camisa de novo, mas Edward foi mais rápido.
Antes que Oliver pudesse reagir, Edward estendeu as mãos. Ele sabia exatamente qual era o ponto fraco do amigo. Oliver era extremamente sensível, algo que ele tentava esconder com sua atitude de "valentão" brincalhão.
— Você precisa relaxar um pouco — disse Edward com um brilho malicioso nos olhos.
Sem aviso, Edward avançou e começou a fazer cócegas intensas nas costelas de Oliver, bem onde a camisa aberta facilitava o acesso.
— Não! Edward, para! — Oliver gritou, mas o protesto foi imediatamente substituído por uma gargalhada explosiva.
— O quê? Achei que você gostasse de diversão! — Edward continuou, seus dedos movendo-se rapidamente contra os flancos de Oliver.
Oliver tentou recuar, mas o chão ainda estava um pouco úmido e suas pernas fraquejaram com a intensidade do ataque. Ele caiu no chão novamente, dessa vez não por um acidente, mas porque seus músculos haviam desistido de lutar contra o riso.
— P-para! Eu... eu não consigo... — Oliver tentava falar entre as risadas, as lágrimas de alegria e desespero começando a brotar nos cantos de seus olhos.
Edward se ajoelhou sobre ele, sem colocar peso, mas mantendo a pressão das cócegas. Ele não dava trégua.
— Cadê aquele Oliver todo durão que come sabonete e faz bullying com os novatos? — Edward brincou, mudando o foco das costelas para os lados da barriga de Oliver.
— Ele... ele morreu! — Oliver ria tão alto que o som ecoava por todo o esgoto, preenchendo o vazio sombrio com uma energia vibrante. — Edward, eu juro... eu vou... HAHAHAHA!
As meias brancas de Oliver chutavam o ar enquanto ele se contorcia no chão, o rabo de cavalo baixo desfazendo-se e espalhando seus longos cabelos brancos pelo piso sujo. A marca de "A+" parecia balançar conforme ele sacudia a cabeça, tentando escapar das mãos ágeis de Edward.
— Você fica muito mais divertido assim, sabia? — Edward comentou, rindo junto enquanto via o amigo perder completamente o controle.
— Eu vou te matar! — Oliver conseguiu dizer, embora o tom fosse de pura diversão. — Assim que eu... HAHA... conseguir respirar!
Edward finalmente parou, mas manteve as mãos perto, prontas para atacar novamente se Oliver tentasse fugir. O garoto de cabelos brancos ficou deitado no chão por alguns momentos, o peito subindo e descendo rapidamente, a camisa ainda aberta e o rosto agora de um vermelho carmesim devido ao esforço e à risada.
— Você é um idiota, Edward — disse Oliver, finalmente recuperando o fôlego, embora um sorriso largo ainda estivesse estampado em seu rosto.
— E você está com a camisa aberta no meio de um esgoto — rebateu Edward, oferecendo a mão para ajudar o amigo a levantar. — Acho que estamos quites na escala de idiotice.
Oliver aceitou a mão, puxando-se para cima. Ele limpou a poeira de suas bermudas brancas e, finalmente, com a ajuda de Edward, conseguiu fechar os botões da camisa. O suor ainda fazia alguns fios de seu cabelo grudarem na testa, mas a tensão de estar sozinho no escuro havia desaparecido completamente.
— Não conte para a Zip sobre isso — Oliver avisou, tentando recuperar sua pose, embora seus olhos ainda brilhassem com o resquício da crise de riso.
— Sobre você cair no líquido verde ou sobre você rir como uma hiena porque eu te fiz cócegas? — perguntou Edward, começando a caminhar de volta pelo corredor, agora usando sua própria lanterna para iluminar o caminho.
— Sobre nada disso! — Oliver exclamou, correndo para alcançá-lo, seu braço de lápis balançando ao seu lado.
Enquanto os dois amigos caminhavam de volta para a parte principal da escola de papel, a escuridão do esgoto não parecia mais tão ameaçadora. Para Oliver, um pouco de líquido verde e um ataque de cócegas inesperado eram apenas mais um dia normal naquela instituição caótica. E, secretamente, ele estava feliz por Edward ter aparecido. Afinal, até o garoto mais travesso da escola precisava de uma boa risada de vez em quando, mesmo que fosse no chão de um esgoto sujo.
— Ei, Edward? — chamou Oliver, enquanto subiam as escadas de volta para o corredor principal.
— O que foi?
— Você tem algum sabonete aí? Estou morrendo de fome.
Edward revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso.
— Você não tem jeito mesmo, Oliver.
