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Mha
Fandom: My hero academia
Criado: 27/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraDor/ConfortoHistória DomésticaCenário CanônicoHumor
Entre Explosões e Abraços Inesperados
O dormitório da U.A. estava mergulhado em um silêncio raro para um final de tarde de sábado. A maioria dos alunos da Classe 1-A havia saído para o shopping ou estava treinando nos campos externos, mas o ar carregado de eletricidade e o cheiro persistente de caramelo queimado indicavam que Katsuki Bakugou ainda estava por perto.
Eu estava sentada no sofá da área comum, fingindo ler um livro de táticas de combate, mas meus olhos não conseguiam focar em uma única linha. Mina Ashido, com sua energia inesgotável e um sorriso cúmplice que me dava calafrios, estava sentada ao meu lado, balançando as pernas freneticamente.
— Amiga, é agora ou nunca — sussurrou Mina, inclinando-se para perto de mim. — Ele está na cozinha terminando de preparar o jantar. Está sozinho. Sem o Kirishima, sem o Kaminari, sem ninguém para fazer barulho.
— Mina, eu não consigo — respondi, sentindo meu rosto esquentar. — Você viu como ele olhou para o Deku hoje cedo? Ele parecia pronto para explodir o prédio inteiro. Se eu chegar perto agora, provavelmente vou virar cinzas.
Mina revirou os olhos e segurou meus ombros, me sacudindo levemente.
— Bakugou é um pinscher raivoso, mas a gente sabe que ele tem um ponto fraco por você. Eu vi o jeito que ele te entregou aquela anotação de aula ontem. Ele não gritou! Ele só resmungou! Isso é praticamente uma declaração de amor no dicionário dele. Vai lá, só dá um sinal. Um abraço, talvez?
Senti meu coração disparar. Um abraço? Em Katsuki Bakugou? O garoto que considerava contato físico desnecessário uma ofensa pessoal? Mas o desejo de estar perto dele era maior do que o meu medo de levar um "Shine!" na cara.
Levantei-me com as pernas trêmulas e caminhei em direção à cozinha. O som das facas batendo ritmadamente contra a tábua de corte ecoava pelo corredor. Quando entrei, o cheiro de especiarias e curry tomou conta dos meus sentidos. Bakugou estava de costas para mim, usando um avental preto sobre a camiseta regata, os músculos dos ombros movendo-se com precisão enquanto ele picava legumes.
Ele não se virou, mas eu sabia que ele tinha notado minha presença.
— O que você quer, idiota? O jantar só sai daqui a meia hora — a voz dele era rouca, mas não tinha a agressividade cortante de sempre.
Aproximei-me lentamente, o coração martelando contra as costelas. O silêncio da cozinha era reconfortante, quebrado apenas pelo som da panela de pressão e pela chuva fina que começava a cair lá fora. Sem pensar muito, antes que a coragem me abandonasse, eu me aproximei por trás e envolvi sua cintura com meus braços, encostando meu rosto entre suas escápulas.
Bakugou congelou instantaneamente. A faca parou de bater na tábua. Senti o corpo dele ficar rígido como pedra, e por um segundo, achei que ele fosse se virar e criar uma explosão bem no meio da minha testa.
— Que merda você pensa que está fazendo? — ele perguntou, mas a voz saiu baixa, quase um sussurro confuso.
— Só um minuto, Katsuki — murmurei, apertando o abraço. — Por favor. Só um minuto.
Esperei o empurrão. Esperei o grito. Mas nada veio. Lentamente, senti a tensão deixar os ombros dele. Bakugou soltou um suspiro longo e pesado, soltando a faca sobre a mesa. Ele não se virou, mas também não se afastou. Pelo contrário, ele inclinou a cabeça levemente para trás, permitindo que o peso do seu corpo relaxasse minimamente contra o meu.
— Você é irritante — disse ele, embora o tom fosse quase carinhoso, de um jeito distorcido que só ele sabia ser.
Ficamos assim por alguns minutos, envoltos pelo calor da cozinha e pelo som da chuva. Era um segredo nosso, um momento de vulnerabilidade que eu nunca imaginei que ele permitiria. Quando finalmente o soltei, ele continuou de costas, mas notei que a ponta de suas orelhas estava num tom de vermelho vivo que não tinha nada a ver com o calor do fogão.
— Sai daqui antes que os outros idiotas cheguem — resmungou ele, voltando a pegar a faca, mas sem a pressa de antes.
Saí da cozinha com um sorriso bobo no rosto, encontrando Mina escondida atrás de uma pilastra, com os olhos brilhando de empolgação.
— Eu vi! — ela sibilou, me puxando para longe. — Ele não te explodiu! Isso é um progresso monumental!
— Foi... foi bom — admiti, sentindo meu rosto queimar. — Ele é tão quente, Mina. E ele cheira a açúcar e pólvora.
— Aproveita esse sentimento, porque o jantar vai ser interessante — previu ela com um olhar travesso.
Algumas horas depois, a sala comum estava lotada. O "Bakusquad" estava reunido em volta da mesa principal, enquanto o restante da turma se espalhava pelos sofás, conversando alto e rindo. Bakugou tinha servido o curry — que estava impecável, como sempre — e agora estava sentado em uma das poltronas, com uma expressão emburrada, observando Kaminari e Sero discutirem sobre algum videogame.
Eu estava sentada no chão, encostada na lateral do sofá onde Mina estava, tentando me concentrar na conversa, mas meus olhos sempre voltavam para ele. Eu ainda sentia a pressão do seu corpo contra o meu no momento da cozinha.
De repente, Bakugou se levantou. Ele caminhou em minha direção com passos pesados, e o silêncio começou a se espalhar pela sala conforme os outros notavam sua movimentação. Ele parecia mais irritado do que o normal, com as sobrancelhas franzidas e o olhar fixo em mim.
— Ei, Bakugou, o que foi? — perguntou Kirishima, confuso com a intensidade do amigo.
Bakugou não respondeu. Ele parou bem na minha frente, me obrigando a olhar para cima. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele se inclinou e, de forma brusca mas firme, me puxou pelo braço para que eu ficasse de pé.
— Vem cá — ordenou ele.
Para o choque absoluto de todos os presentes, Katsuki Bakugou não me arrastou para uma briga. Ele simplesmente passou os braços poderosos em volta da minha cintura e me puxou contra o peito dele, escondendo o rosto no meu pescoço.
O silêncio na sala era tão profundo que dava para ouvir o barulho do ar-condicionado. Kaminari deixou o controle do videogame cair no chão. Uraraka arregalou os olhos, e até Iida parou de gesticular com os braços no meio de uma frase.
— Bakugou? — sussurrei, completamente paralisada pela surpresa. — Tá tudo bem?
Ele soltou um rosnado baixo, apertando o abraço. Eu conseguia sentir o calor emanando dele, e o modo como ele se agarrava a mim parecia quase... desesperado. Como se ele estivesse guardando aquela carência o dia inteiro e tivesse finalmente atingido seu limite de autocontrole.
— Cala a boca — resmungou ele contra minha pele, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha. — Eu só... estou cansado desses extras fazendo barulho. Fica quieta.
— Meu Deus... — sussurrou Mina, ao fundo, tentando segurar o grito de alegria. — Ele está carente. O Bakugou está carente!
— O QUE VOCÊ DISSE, OLHOS DE GUAXINIM? — Bakugou gritou, sem soltar minha cintura, virando apenas o rosto para lançar um olhar mortal para Mina.
— Nada! Nada, Bakugou! — Mina levantou as mãos em sinal de paz, mas o sorriso em seu rosto era impagável.
— Se alguém disser uma palavra sobre isso, eu mato cada um de vocês enquanto dormem — ameaçou ele, voltando a esconder o rosto no meu ombro.
Eu não pude evitar. Ri baixinho e passei meus braços em volta do pescoço dele, enterrando os dedos em seus cabelos loiros e espetados, que eram surpreendentemente macios. Ele relaxou visivelmente sob o meu toque, ignorando completamente as dezenas de olhares chocados ao nosso redor.
— Você está muito fofo assim, sabia? — provoquei, falando baixo apenas para ele ouvir.
— Repete isso e eu te jogo pela janela — ele murmurou, mas não havia ameaça real em suas palavras. Pelo contrário, ele me apertou um pouco mais, como se estivesse marcando território diante de toda a classe.
Kirishima deu um joinha para mim, com um sorriso orgulhoso, enquanto o restante da turma começava a voltar às suas conversas, embora em tons muito mais baixos, temendo interromper o momento "explosivo" de afeto do loiro.
Ali, no meio da sala comum da U.A., cercada pelos nossos amigos, eu percebi que não precisava de um discurso ensaiado ou de uma declaração cinematográfica. O modo como ele segurava minha cintura, a confiança que ele depositava em mim ao mostrar aquele lado vulnerável na frente de todos, dizia tudo o que eu precisava saber.
— Eu também gosto de você, Katsuki — sussurrei, encostando minha testa na dele quando ele finalmente levantou a cabeça para me olhar.
Os olhos vermelhos dele encontraram os meus. Por um breve segundo, a máscara de fúria caiu completamente, revelando uma determinação suave e um brilho de algo que ele nunca admitiria em voz alta: alívio.
— Eu sei, idiota — ele respondeu, com um meio sorriso quase imperceptível. — Eu também. Agora fica aqui. Eu ainda não terminei de te abraçar.
E assim ficamos, ignorando o mundo, enquanto o garoto mais explosivo da escola provava que, por trás de todas as explosões, havia um coração que batia no mesmo ritmo que o meu.
Eu estava sentada no sofá da área comum, fingindo ler um livro de táticas de combate, mas meus olhos não conseguiam focar em uma única linha. Mina Ashido, com sua energia inesgotável e um sorriso cúmplice que me dava calafrios, estava sentada ao meu lado, balançando as pernas freneticamente.
— Amiga, é agora ou nunca — sussurrou Mina, inclinando-se para perto de mim. — Ele está na cozinha terminando de preparar o jantar. Está sozinho. Sem o Kirishima, sem o Kaminari, sem ninguém para fazer barulho.
— Mina, eu não consigo — respondi, sentindo meu rosto esquentar. — Você viu como ele olhou para o Deku hoje cedo? Ele parecia pronto para explodir o prédio inteiro. Se eu chegar perto agora, provavelmente vou virar cinzas.
Mina revirou os olhos e segurou meus ombros, me sacudindo levemente.
— Bakugou é um pinscher raivoso, mas a gente sabe que ele tem um ponto fraco por você. Eu vi o jeito que ele te entregou aquela anotação de aula ontem. Ele não gritou! Ele só resmungou! Isso é praticamente uma declaração de amor no dicionário dele. Vai lá, só dá um sinal. Um abraço, talvez?
Senti meu coração disparar. Um abraço? Em Katsuki Bakugou? O garoto que considerava contato físico desnecessário uma ofensa pessoal? Mas o desejo de estar perto dele era maior do que o meu medo de levar um "Shine!" na cara.
Levantei-me com as pernas trêmulas e caminhei em direção à cozinha. O som das facas batendo ritmadamente contra a tábua de corte ecoava pelo corredor. Quando entrei, o cheiro de especiarias e curry tomou conta dos meus sentidos. Bakugou estava de costas para mim, usando um avental preto sobre a camiseta regata, os músculos dos ombros movendo-se com precisão enquanto ele picava legumes.
Ele não se virou, mas eu sabia que ele tinha notado minha presença.
— O que você quer, idiota? O jantar só sai daqui a meia hora — a voz dele era rouca, mas não tinha a agressividade cortante de sempre.
Aproximei-me lentamente, o coração martelando contra as costelas. O silêncio da cozinha era reconfortante, quebrado apenas pelo som da panela de pressão e pela chuva fina que começava a cair lá fora. Sem pensar muito, antes que a coragem me abandonasse, eu me aproximei por trás e envolvi sua cintura com meus braços, encostando meu rosto entre suas escápulas.
Bakugou congelou instantaneamente. A faca parou de bater na tábua. Senti o corpo dele ficar rígido como pedra, e por um segundo, achei que ele fosse se virar e criar uma explosão bem no meio da minha testa.
— Que merda você pensa que está fazendo? — ele perguntou, mas a voz saiu baixa, quase um sussurro confuso.
— Só um minuto, Katsuki — murmurei, apertando o abraço. — Por favor. Só um minuto.
Esperei o empurrão. Esperei o grito. Mas nada veio. Lentamente, senti a tensão deixar os ombros dele. Bakugou soltou um suspiro longo e pesado, soltando a faca sobre a mesa. Ele não se virou, mas também não se afastou. Pelo contrário, ele inclinou a cabeça levemente para trás, permitindo que o peso do seu corpo relaxasse minimamente contra o meu.
— Você é irritante — disse ele, embora o tom fosse quase carinhoso, de um jeito distorcido que só ele sabia ser.
Ficamos assim por alguns minutos, envoltos pelo calor da cozinha e pelo som da chuva. Era um segredo nosso, um momento de vulnerabilidade que eu nunca imaginei que ele permitiria. Quando finalmente o soltei, ele continuou de costas, mas notei que a ponta de suas orelhas estava num tom de vermelho vivo que não tinha nada a ver com o calor do fogão.
— Sai daqui antes que os outros idiotas cheguem — resmungou ele, voltando a pegar a faca, mas sem a pressa de antes.
Saí da cozinha com um sorriso bobo no rosto, encontrando Mina escondida atrás de uma pilastra, com os olhos brilhando de empolgação.
— Eu vi! — ela sibilou, me puxando para longe. — Ele não te explodiu! Isso é um progresso monumental!
— Foi... foi bom — admiti, sentindo meu rosto queimar. — Ele é tão quente, Mina. E ele cheira a açúcar e pólvora.
— Aproveita esse sentimento, porque o jantar vai ser interessante — previu ela com um olhar travesso.
Algumas horas depois, a sala comum estava lotada. O "Bakusquad" estava reunido em volta da mesa principal, enquanto o restante da turma se espalhava pelos sofás, conversando alto e rindo. Bakugou tinha servido o curry — que estava impecável, como sempre — e agora estava sentado em uma das poltronas, com uma expressão emburrada, observando Kaminari e Sero discutirem sobre algum videogame.
Eu estava sentada no chão, encostada na lateral do sofá onde Mina estava, tentando me concentrar na conversa, mas meus olhos sempre voltavam para ele. Eu ainda sentia a pressão do seu corpo contra o meu no momento da cozinha.
De repente, Bakugou se levantou. Ele caminhou em minha direção com passos pesados, e o silêncio começou a se espalhar pela sala conforme os outros notavam sua movimentação. Ele parecia mais irritado do que o normal, com as sobrancelhas franzidas e o olhar fixo em mim.
— Ei, Bakugou, o que foi? — perguntou Kirishima, confuso com a intensidade do amigo.
Bakugou não respondeu. Ele parou bem na minha frente, me obrigando a olhar para cima. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele se inclinou e, de forma brusca mas firme, me puxou pelo braço para que eu ficasse de pé.
— Vem cá — ordenou ele.
Para o choque absoluto de todos os presentes, Katsuki Bakugou não me arrastou para uma briga. Ele simplesmente passou os braços poderosos em volta da minha cintura e me puxou contra o peito dele, escondendo o rosto no meu pescoço.
O silêncio na sala era tão profundo que dava para ouvir o barulho do ar-condicionado. Kaminari deixou o controle do videogame cair no chão. Uraraka arregalou os olhos, e até Iida parou de gesticular com os braços no meio de uma frase.
— Bakugou? — sussurrei, completamente paralisada pela surpresa. — Tá tudo bem?
Ele soltou um rosnado baixo, apertando o abraço. Eu conseguia sentir o calor emanando dele, e o modo como ele se agarrava a mim parecia quase... desesperado. Como se ele estivesse guardando aquela carência o dia inteiro e tivesse finalmente atingido seu limite de autocontrole.
— Cala a boca — resmungou ele contra minha pele, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha. — Eu só... estou cansado desses extras fazendo barulho. Fica quieta.
— Meu Deus... — sussurrou Mina, ao fundo, tentando segurar o grito de alegria. — Ele está carente. O Bakugou está carente!
— O QUE VOCÊ DISSE, OLHOS DE GUAXINIM? — Bakugou gritou, sem soltar minha cintura, virando apenas o rosto para lançar um olhar mortal para Mina.
— Nada! Nada, Bakugou! — Mina levantou as mãos em sinal de paz, mas o sorriso em seu rosto era impagável.
— Se alguém disser uma palavra sobre isso, eu mato cada um de vocês enquanto dormem — ameaçou ele, voltando a esconder o rosto no meu ombro.
Eu não pude evitar. Ri baixinho e passei meus braços em volta do pescoço dele, enterrando os dedos em seus cabelos loiros e espetados, que eram surpreendentemente macios. Ele relaxou visivelmente sob o meu toque, ignorando completamente as dezenas de olhares chocados ao nosso redor.
— Você está muito fofo assim, sabia? — provoquei, falando baixo apenas para ele ouvir.
— Repete isso e eu te jogo pela janela — ele murmurou, mas não havia ameaça real em suas palavras. Pelo contrário, ele me apertou um pouco mais, como se estivesse marcando território diante de toda a classe.
Kirishima deu um joinha para mim, com um sorriso orgulhoso, enquanto o restante da turma começava a voltar às suas conversas, embora em tons muito mais baixos, temendo interromper o momento "explosivo" de afeto do loiro.
Ali, no meio da sala comum da U.A., cercada pelos nossos amigos, eu percebi que não precisava de um discurso ensaiado ou de uma declaração cinematográfica. O modo como ele segurava minha cintura, a confiança que ele depositava em mim ao mostrar aquele lado vulnerável na frente de todos, dizia tudo o que eu precisava saber.
— Eu também gosto de você, Katsuki — sussurrei, encostando minha testa na dele quando ele finalmente levantou a cabeça para me olhar.
Os olhos vermelhos dele encontraram os meus. Por um breve segundo, a máscara de fúria caiu completamente, revelando uma determinação suave e um brilho de algo que ele nunca admitiria em voz alta: alívio.
— Eu sei, idiota — ele respondeu, com um meio sorriso quase imperceptível. — Eu também. Agora fica aqui. Eu ainda não terminei de te abraçar.
E assim ficamos, ignorando o mundo, enquanto o garoto mais explosivo da escola provava que, por trás de todas as explosões, havia um coração que batia no mesmo ritmo que o meu.
