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Fandom: moa
Criado: 27/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraHistória DomésticaCenário CanônicoDramaHumorDor/ConfortoSongficEstudo de Personagem
Entre Temperos e Tensão
O corredor dos dormitórios da HYBE parecia mais silencioso do que o normal naquela noite de terça-feira. Ara caminhava na frente, balançando as chaves do dormitório do Sweet Salad entre os dedos, enquanto Yeonjun a seguia a poucos passos de distância, carregando duas sacolas de mercado. O boné dele estava baixo, escondendo o sorriso que ele não conseguia conter toda vez que olhava para as costas dela.
As outras integrantes do Sweet Salad tinham saído para um jantar de comemoração após o ensaio de "Satellite Hearts", mas Ara, alegando um cansaço que ninguém realmente comprou, decidiu voltar mais cedo. Yeonjun, sendo o "bom amigo" que todos fingiam acreditar que ele era, ofereceu-se para cozinhar algo para ela.
— Sabe que a Yuna vai me interrogar amanhã, não sabe? — Ara disse, abrindo a porta e jogando a bolsa no sofá de veludo azul da sala. — Ela tem aquele olhar de "eu sei o que você fez no verão passado" toda vez que você aparece por aqui sem o resto do TXT.
Yeonjun riu, uma risada baixa e rouca que sempre fazia o estômago de Ara dar piruetas. Ele deixou as sacolas sobre a bancada da cozinha americana.
— Deixe que ela olhe. Eu só vim alimentar minha colega de empresa que estava "morrendo de fome" — ele provocou, tirando o casaco pesado e revelando uma camiseta preta de malha fina que se ajustava perfeitamente aos seus ombros largos e braços definidos.
Ara engoliu em seco. O novo regime de treinos de Yeonjun estava fazendo maravilhas para a estrutura dele, e ela, por mais que tentasse manter sua fachada de "caótica e desinteressada", era humana.
— Eu vou fazer aquele macarrão com molho de tomate e manjericão que você gosta — anunciou ele, já lavando as mãos. — E você, dona Ara, vai ficar sentada ali e não vai encostar em nada.
— Ah, qual é, Junie! Eu quero ajudar.
— A última vez que você ajudou, a gente quase teve que chamar os bombeiros porque você esqueceu o pano de prato do lado da boca do fogão.
Ara bufou, mas não se sentou. Em vez disso, ela se aproximou da bancada, apoiando os cotovelos na superfície de mármore. Enquanto Yeonjun cortava os tomates com uma precisão que demonstrava o quanto ele tinha amadurecido e se tornado mais calmo, ela começou sua habitual rotina de distrações.
Ela pegou um pedaço de manjericão e jogou no cabelo dele. Yeonjun nem piscou. Ela começou a batucar uma coreografia nova na madeira, fazendo um barulho rítmico e irritante.
— Ara, por favor — ele pediu, tentando esconder o sorriso.
— O que foi? O silêncio me deixa nervosa — mentiu ela, aproximando-se por trás dele.
Ara era pequena e magra, mas suas curvas eram acentuadas pelo short de treino e pelo top que usava por baixo da camisa aberta. Ela se inclinou, passando os braços pela cintura dele, apenas para alcançar um pote de temperos do outro lado, mas deixou seu corpo encostar no dele por um segundo a mais do que o necessário.
Yeonjun sentiu a descarga elétrica percorrer sua espinha. Ele parou de cortar e respirou fundo.
— Você está fazendo de propósito.
— Fazendo o quê? — Ela perguntou com a voz mais inocente do mundo, embora seus olhos brilhassem com malícia.
Ela começou a traçar desenhos imaginários nas costas dele, sentindo a firmeza dos músculos sob o tecido da camiseta. Yeonjun soltou a faca. Ele não era mais o garoto impulsivo de dois anos atrás que se irritaria ou fugiria; ele era o homem que sabia exatamente como lidar com as provocações dela.
Em um movimento rápido e fluido, ele se virou, envolveu a cintura de Ara com as mãos e a ergueu como se ela não pesasse nada, sentando-a em cima da bancada da cozinha.
— Ei! — Ela exclamou, as pernas balançando no ar por um momento antes de se envolverem instintivamente na cintura dele.
— Você não consegue ficar quieta, não é? — Yeonjun murmurou, aproximando o rosto do dela. O calor que emanava dele era inebriante. — Eu estou tentando ser um namorado atencioso e cozinhar para você.
Ara sentiu o coração disparar. Ela adorava quando ele usava aquela palavra. *Namorado.* Ainda soava como um segredo proibido e delicioso.
— Às vezes eu gosto tanto de você que fico meio assustada — confessou ela, a voz subitamente baixa, perdendo a camada de ironia. — Aí eu sinto que preciso fazer alguma piada para o mundo não explodir.
Yeonjun suavizou a expressão. Ele levou uma das mãos ao rosto dela, afastando uma mecha de cabelo escuro.
— Você não precisa ter medo, Ara. Eu não vou a lugar nenhum. Eu demorei tempo demais para te ter de volta para deixar você fugir agora.
Ele se inclinou e a beijou. Não foi um dos beijos rápidos ou roubados que eles trocavam nos bastidores dos programas de música. Foi um beijo lento, profundo, que carregava todo o peso dos anos em que estiveram separados e toda a promessa do futuro que estavam construindo.
Ara soltou um suspiro contra os lábios dele, suas mãos subindo para a nuca de Yeonjun, os dedos se perdendo nos fios de cabelo dele. Ela o puxou para mais perto, querendo eliminar qualquer espaço que ainda existisse entre eles. A força dele era evidente na forma como ele a segurava, firme e protetor, enquanto a delicadeza dela parecia se encaixar perfeitamente no abraço dele.
Yeonjun interrompeu o beijo por um segundo, encostando a testa na dela. A respiração de ambos estava pesada.
— O jantar vai queimar — ele sussurrou, embora não fizesse menção de se afastar.
— Deixa queimar — Ara respondeu, a voz rouca. — Eu prefiro comer outra coisa.
Yeonjun sorriu de lado, aquele sorriso ladino que ela sabia que significava perigo. Ele a puxou para mais perto, as mãos descendo pelas costas dela, sentindo cada curva sob o tecido fino.
— Você é impossível, sabia?
— E você me ama por isso — ela provocou, recuperando um pouco de sua energia caótica.
— Amo. Amo cada detalhe irritante, cada piada fora de hora e o jeito que você tenta esconder que é a pessoa mais carinhosa que eu conheço.
Ele voltou a beijá-la, desta vez com mais urgência. O ambiente da cozinha, antes focado em ingredientes e receitas, agora estava saturado de uma tensão que vinha se acumulando há semanas. Cada toque de Yeonjun parecia incendiar a pele de Ara. Ela sentia a força dos braços dele, a segurança que ele transmitia, e se permitiu, pela primeira vez em muito tempo, baixar totalmente a guarda.
— Junie... — ela murmurou entre os beijos. — A gente devia ir para o quarto. Se as meninas chegarem e virem o "melhor amigo" me beijando em cima da pia, a Yuna vai ter um síncope.
Yeonjun riu, mas não a soltou. Ele a pegou no colo novamente, fazendo Ara soltar um ganido de surpresa e passar os braços pelo pescoço dele.
— Deixa que vejam — ele disse, caminhando em direção ao corredor dos quartos. — Por mim, eu contaria para o mundo inteiro agora mesmo.
— Nem pensar — ela riu, escondendo o rosto no pescoço dele, sentindo o perfume amadeirado que era sua marca registrada. — Eu ainda quero ver o Beomgyu sofrer um pouco mais tentando provar que a gente está junto. É meu entretenimento favorito.
— Você é cruel, Ara.
— Sou. E você me adora.
Ele entrou no quarto dela, fechando a porta com o pé. O quarto de Ara era o reflexo dela: uma mistura de caos e conforto, com bichos de pelúcia dividindo espaço com cadernos de composição e as pulseiras de miçangas que ela fazia para ele.
Yeonjun a colocou cuidadosamente na cama, mas não se afastou. Ele se inclinou sobre ela, os olhos fixos nos dela com uma intensidade que sempre a deixava sem fôlego.
— Eu adoro — ele admitiu, a voz baixa e sincera. — Adoro tudo em você.
Naquela noite, entre sussurros e carinhos, o mundo lá fora — as câmeras, os fãs, as agendas lotadas e a pressão da fama — deixou de existir. Eram apenas dois jovens que tinham se perdido e, finalmente, encontrado o caminho de volta para casa.
Horas depois, quando o som da porta principal se abrindo indicou que as outras integrantes do Sweet Salad haviam chegado, Yeonjun e Ara estavam deitados, entrelaçados sob os lençóis.
— Ara? Você está acordada? — A voz de Sora ecoou do corredor, seguida pelo som de risadinhas. — O cheiro de molho queimado está vindo da cozinha. Por acaso o Yeonjun tentou cozinhar e acabou incendiando o prédio?
Ara olhou para Yeonjun, que tentava segurar o riso, cobrindo o rosto com o travesseiro.
— Vai embora, Sora! — Ara gritou de volta, tentando manter a voz firme. — Eu tentei fazer um lanche e deu errado. Estou dormindo!
— Dormindo, sei... — A voz de Beomgyu veio logo em seguida, o que significava que o TXT também estava lá. — Yeonjun hyung disse que ia "entregar uns documentos" pra você e não voltou até agora. Devo chamar a polícia ou um padre para o casamento?
Yeonjun finalmente desistiu de segurar o riso e soltou uma gargalhada alta, sendo imediatamente calado por um tapa de Ara no braço.
— Viu o que você fez? — Ela sibilou, embora estivesse sorrindo. — Agora eles nunca mais vão nos deixar em paz.
— Deixe que falem — Yeonjun disse, puxando-a para um último beijo antes de ter que encarar o caos lá fora. — Valeu a pena cada segundo.
Ara se aninhou no peito dele, ouvindo o coração firme de Yeonjun bater contra seu ouvido. Ela sabia que as provocações de Beomgyu seriam implacáveis e que Yuna lhe daria um sermão sobre "segurança e discrição" na manhã seguinte. Mas, enquanto sentia a mão de Yeonjun acariciando seu cabelo, ela percebeu que não trocaria aquele momento por nada no mundo.
Às vezes, o amor era assustador, sim. Mas com Yeonjun, o medo era apenas uma nota de rodapé em uma história que estava apenas começando o seu melhor capítulo.
As outras integrantes do Sweet Salad tinham saído para um jantar de comemoração após o ensaio de "Satellite Hearts", mas Ara, alegando um cansaço que ninguém realmente comprou, decidiu voltar mais cedo. Yeonjun, sendo o "bom amigo" que todos fingiam acreditar que ele era, ofereceu-se para cozinhar algo para ela.
— Sabe que a Yuna vai me interrogar amanhã, não sabe? — Ara disse, abrindo a porta e jogando a bolsa no sofá de veludo azul da sala. — Ela tem aquele olhar de "eu sei o que você fez no verão passado" toda vez que você aparece por aqui sem o resto do TXT.
Yeonjun riu, uma risada baixa e rouca que sempre fazia o estômago de Ara dar piruetas. Ele deixou as sacolas sobre a bancada da cozinha americana.
— Deixe que ela olhe. Eu só vim alimentar minha colega de empresa que estava "morrendo de fome" — ele provocou, tirando o casaco pesado e revelando uma camiseta preta de malha fina que se ajustava perfeitamente aos seus ombros largos e braços definidos.
Ara engoliu em seco. O novo regime de treinos de Yeonjun estava fazendo maravilhas para a estrutura dele, e ela, por mais que tentasse manter sua fachada de "caótica e desinteressada", era humana.
— Eu vou fazer aquele macarrão com molho de tomate e manjericão que você gosta — anunciou ele, já lavando as mãos. — E você, dona Ara, vai ficar sentada ali e não vai encostar em nada.
— Ah, qual é, Junie! Eu quero ajudar.
— A última vez que você ajudou, a gente quase teve que chamar os bombeiros porque você esqueceu o pano de prato do lado da boca do fogão.
Ara bufou, mas não se sentou. Em vez disso, ela se aproximou da bancada, apoiando os cotovelos na superfície de mármore. Enquanto Yeonjun cortava os tomates com uma precisão que demonstrava o quanto ele tinha amadurecido e se tornado mais calmo, ela começou sua habitual rotina de distrações.
Ela pegou um pedaço de manjericão e jogou no cabelo dele. Yeonjun nem piscou. Ela começou a batucar uma coreografia nova na madeira, fazendo um barulho rítmico e irritante.
— Ara, por favor — ele pediu, tentando esconder o sorriso.
— O que foi? O silêncio me deixa nervosa — mentiu ela, aproximando-se por trás dele.
Ara era pequena e magra, mas suas curvas eram acentuadas pelo short de treino e pelo top que usava por baixo da camisa aberta. Ela se inclinou, passando os braços pela cintura dele, apenas para alcançar um pote de temperos do outro lado, mas deixou seu corpo encostar no dele por um segundo a mais do que o necessário.
Yeonjun sentiu a descarga elétrica percorrer sua espinha. Ele parou de cortar e respirou fundo.
— Você está fazendo de propósito.
— Fazendo o quê? — Ela perguntou com a voz mais inocente do mundo, embora seus olhos brilhassem com malícia.
Ela começou a traçar desenhos imaginários nas costas dele, sentindo a firmeza dos músculos sob o tecido da camiseta. Yeonjun soltou a faca. Ele não era mais o garoto impulsivo de dois anos atrás que se irritaria ou fugiria; ele era o homem que sabia exatamente como lidar com as provocações dela.
Em um movimento rápido e fluido, ele se virou, envolveu a cintura de Ara com as mãos e a ergueu como se ela não pesasse nada, sentando-a em cima da bancada da cozinha.
— Ei! — Ela exclamou, as pernas balançando no ar por um momento antes de se envolverem instintivamente na cintura dele.
— Você não consegue ficar quieta, não é? — Yeonjun murmurou, aproximando o rosto do dela. O calor que emanava dele era inebriante. — Eu estou tentando ser um namorado atencioso e cozinhar para você.
Ara sentiu o coração disparar. Ela adorava quando ele usava aquela palavra. *Namorado.* Ainda soava como um segredo proibido e delicioso.
— Às vezes eu gosto tanto de você que fico meio assustada — confessou ela, a voz subitamente baixa, perdendo a camada de ironia. — Aí eu sinto que preciso fazer alguma piada para o mundo não explodir.
Yeonjun suavizou a expressão. Ele levou uma das mãos ao rosto dela, afastando uma mecha de cabelo escuro.
— Você não precisa ter medo, Ara. Eu não vou a lugar nenhum. Eu demorei tempo demais para te ter de volta para deixar você fugir agora.
Ele se inclinou e a beijou. Não foi um dos beijos rápidos ou roubados que eles trocavam nos bastidores dos programas de música. Foi um beijo lento, profundo, que carregava todo o peso dos anos em que estiveram separados e toda a promessa do futuro que estavam construindo.
Ara soltou um suspiro contra os lábios dele, suas mãos subindo para a nuca de Yeonjun, os dedos se perdendo nos fios de cabelo dele. Ela o puxou para mais perto, querendo eliminar qualquer espaço que ainda existisse entre eles. A força dele era evidente na forma como ele a segurava, firme e protetor, enquanto a delicadeza dela parecia se encaixar perfeitamente no abraço dele.
Yeonjun interrompeu o beijo por um segundo, encostando a testa na dela. A respiração de ambos estava pesada.
— O jantar vai queimar — ele sussurrou, embora não fizesse menção de se afastar.
— Deixa queimar — Ara respondeu, a voz rouca. — Eu prefiro comer outra coisa.
Yeonjun sorriu de lado, aquele sorriso ladino que ela sabia que significava perigo. Ele a puxou para mais perto, as mãos descendo pelas costas dela, sentindo cada curva sob o tecido fino.
— Você é impossível, sabia?
— E você me ama por isso — ela provocou, recuperando um pouco de sua energia caótica.
— Amo. Amo cada detalhe irritante, cada piada fora de hora e o jeito que você tenta esconder que é a pessoa mais carinhosa que eu conheço.
Ele voltou a beijá-la, desta vez com mais urgência. O ambiente da cozinha, antes focado em ingredientes e receitas, agora estava saturado de uma tensão que vinha se acumulando há semanas. Cada toque de Yeonjun parecia incendiar a pele de Ara. Ela sentia a força dos braços dele, a segurança que ele transmitia, e se permitiu, pela primeira vez em muito tempo, baixar totalmente a guarda.
— Junie... — ela murmurou entre os beijos. — A gente devia ir para o quarto. Se as meninas chegarem e virem o "melhor amigo" me beijando em cima da pia, a Yuna vai ter um síncope.
Yeonjun riu, mas não a soltou. Ele a pegou no colo novamente, fazendo Ara soltar um ganido de surpresa e passar os braços pelo pescoço dele.
— Deixa que vejam — ele disse, caminhando em direção ao corredor dos quartos. — Por mim, eu contaria para o mundo inteiro agora mesmo.
— Nem pensar — ela riu, escondendo o rosto no pescoço dele, sentindo o perfume amadeirado que era sua marca registrada. — Eu ainda quero ver o Beomgyu sofrer um pouco mais tentando provar que a gente está junto. É meu entretenimento favorito.
— Você é cruel, Ara.
— Sou. E você me adora.
Ele entrou no quarto dela, fechando a porta com o pé. O quarto de Ara era o reflexo dela: uma mistura de caos e conforto, com bichos de pelúcia dividindo espaço com cadernos de composição e as pulseiras de miçangas que ela fazia para ele.
Yeonjun a colocou cuidadosamente na cama, mas não se afastou. Ele se inclinou sobre ela, os olhos fixos nos dela com uma intensidade que sempre a deixava sem fôlego.
— Eu adoro — ele admitiu, a voz baixa e sincera. — Adoro tudo em você.
Naquela noite, entre sussurros e carinhos, o mundo lá fora — as câmeras, os fãs, as agendas lotadas e a pressão da fama — deixou de existir. Eram apenas dois jovens que tinham se perdido e, finalmente, encontrado o caminho de volta para casa.
Horas depois, quando o som da porta principal se abrindo indicou que as outras integrantes do Sweet Salad haviam chegado, Yeonjun e Ara estavam deitados, entrelaçados sob os lençóis.
— Ara? Você está acordada? — A voz de Sora ecoou do corredor, seguida pelo som de risadinhas. — O cheiro de molho queimado está vindo da cozinha. Por acaso o Yeonjun tentou cozinhar e acabou incendiando o prédio?
Ara olhou para Yeonjun, que tentava segurar o riso, cobrindo o rosto com o travesseiro.
— Vai embora, Sora! — Ara gritou de volta, tentando manter a voz firme. — Eu tentei fazer um lanche e deu errado. Estou dormindo!
— Dormindo, sei... — A voz de Beomgyu veio logo em seguida, o que significava que o TXT também estava lá. — Yeonjun hyung disse que ia "entregar uns documentos" pra você e não voltou até agora. Devo chamar a polícia ou um padre para o casamento?
Yeonjun finalmente desistiu de segurar o riso e soltou uma gargalhada alta, sendo imediatamente calado por um tapa de Ara no braço.
— Viu o que você fez? — Ela sibilou, embora estivesse sorrindo. — Agora eles nunca mais vão nos deixar em paz.
— Deixe que falem — Yeonjun disse, puxando-a para um último beijo antes de ter que encarar o caos lá fora. — Valeu a pena cada segundo.
Ara se aninhou no peito dele, ouvindo o coração firme de Yeonjun bater contra seu ouvido. Ela sabia que as provocações de Beomgyu seriam implacáveis e que Yuna lhe daria um sermão sobre "segurança e discrição" na manhã seguinte. Mas, enquanto sentia a mão de Yeonjun acariciando seu cabelo, ela percebeu que não trocaria aquele momento por nada no mundo.
Às vezes, o amor era assustador, sim. Mas com Yeonjun, o medo era apenas uma nota de rodapé em uma história que estava apenas começando o seu melhor capítulo.
