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Primeira vez

Fandom: HAVY Ana

Criado: 27/06/2026

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RomanceFatias de VidaCenário CanônicoEstudo de PersonagemNovela
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Entre o Apito e o Silêncio

A chuva batia rítmica contra a janela do quarto de HAVY, criando uma barreira sonora entre o mundo exterior e o refúgio que eles haviam construído ali dentro. O ar estava carregado com o cheiro de grama cortada e suor que emanava da jaqueta de time jogada no canto, misturado ao perfume floral doce que Ana sempre usava. Era uma noite atípica. Pela primeira vez em meses de provocações nos corredores da escola e olhares trocados entre um touchdown e uma acrobacia, Ana estava ali, no santuário do capitão do time de futebol.

Como líder do grupo de torcida, Ana estava acostumada a ter todos os olhos voltados para ela. Ela comandava o campo com uma precisão cirúrgica, cada salto e cada grito de guerra sendo um reflexo de sua determinação. Mas ali, sentada na ponta da cama de HAVY, ela se sentia vulnerável de uma forma que nunca experimentara diante de uma multidão de cinco mil pessoas. HAVY, por outro lado, parecia ter deixado a postura agressiva de líder do time na porta de entrada. Ele a observava com uma intensidade que fazia o estômago dela dar voltas, um frio que não tinha nada a ver com o clima lá fora.

— Você está muito quieta — comentou HAVY, quebrando o silêncio que se estendia por minutos.

— Só estou pensando — respondeu Ana, desviando o olhar para as mãos postas sobre o colo. — É estranho estar aqui sem o uniforme, sem o barulho da torcida, sem ninguém assistindo.

HAVY se aproximou lentamente, sentando-se ao lado dela. A proximidade fez com que o calor do corpo dele irradiasse para ela, um convite silencioso.

— Eu prefiro assim — disse ele, a voz baixando um tom. — Sem o barulho, eu consigo ouvir o que você realmente está dizendo.

Ele estendeu a mão e tocou o queixo dela, forçando-a gentilmente a olhar para ele. Os olhos de HAVY brilhavam sob a luz suave do abajur, refletindo uma mistura de desejo e uma ternura que ele raramente mostrava aos outros. Ana sentiu o coração disparar contra as costelas. Quando ele se inclinou, o tempo pareceu desacelerar. O primeiro beijo foi cauteloso, um teste de limites, mas rapidamente se transformou em algo mais profundo, mais faminto.

Ana passou as mãos pelos ombros largos de HAVY, sentindo a musculatura firme sob a camiseta de algodão. Ele soltou um suspiro baixo contra os lábios dela e, com uma agilidade que só um atleta possuía, a puxou para o seu colo. Ana se acomodou entre as pernas dele, sentindo-se pequena e, ao mesmo tempo, poderosa. O beijo se intensificou, as línguas se encontrando em um ritmo que eles conheciam bem, mas que agora exploravam sem pressa.

— Ana... — murmurou HAVY entre beijos, a voz rouca.

Ele não precisou dizer mais nada. Suas mãos desceram para a barra da blusa dela. Com um olhar interrogativo que buscava consentimento, ele encontrou apenas o brilho de aceitação nos olhos castanhos dela. HAVY deslizou a peça de roupa para cima, revelando a pele alva que contrastava com a escuridão do quarto. Ana estremeceu quando o ar frio tocou seu corpo, mas logo foi aquecida pelas mãos grandes de HAVY, que mapeavam suas curvas com uma reverência quase religiosa.

— Você é linda — ele sussurrou, deixando uma trilha de beijos pelo pescoço dela até a clavícula.

Ana jogou a cabeça para trás, soltando um gemido baixo. A sensação das mãos dele era eletrizante. HAVY parou por um momento para admirá-la, a capitã que sempre parecia inalcançável, agora ali, entregue a ele. Ele desceu os beijos pelo peito dela, fazendo-a arquear as costas. O desejo era uma chama que consumia qualquer resquício de hesitação.

As mãos de HAVY desceram para o short jeans que ela usava. Ele encontrou o botão e, com movimentos precisos, o desfez. O som do zíper sendo aberto pareceu ecoar pelo quarto silencioso, aumentando a tensão entre os dois. Ana segurou os ombros dele com mais força, as unhas cravando levemente na pele dele.

— Tem certeza? — perguntou HAVY, parando por um segundo para olhar nos olhos dela.

— Eu nunca tive tanta certeza de nada — respondeu ela, a voz firme apesar da respiração ofegante.

HAVY deslizou a mão por dentro do short, encontrando o calor da pele dela. Ana soltou um suspiro longo, fechando os olhos enquanto se perdia no toque dele. A conexão entre eles ia além da hierarquia da escola ou dos papéis que desempenhavam no campo. Naquele momento, não havia capitão, não havia líder de torcida. Havia apenas dois jovens descobrindo um ao outro no silêncio da noite, onde o único placar que importava era o batimento acelerado de seus corações em uníssono.

A chuva continuava a cair lá fora, mas dentro daquele quarto, o mundo era composto apenas por beijos, toques e a promessa de uma noite que mudaria tudo o que eles sabiam sobre o que significava pertencer a alguém.
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