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Namoro de METEntira

Fandom: Stray kids

Criado: 27/06/2026

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O Vício debaixo da Toalha de Renda

Olhar para o rosto de Lee Felix era como olhar para uma pintura cara que você quer desesperadamente pichar só pelo prazer de ver o caos. Ele era insuportável. Cada vez que ele abria a boca para proferir uma ofensa com aquela voz de trovão que não combinava em nada com aquela carinha de anjo, eu sentia uma vontade genuína de jogá-lo de cima do prédio da reitoria. Mas o problema — o maldito e catastrófico problema — era que, por baixo daquelas minissaias que ele insistia em usar para as aulas de Cálculo, existia a coisa mais viciante que eu já tive o azar de provar.

Eu sou um gênio, um nerd de primeira linha, alguém que deveria estar focado em algoritmos e na minha tese de física quântica. Mas lá estava eu, na biblioteca da faculdade, tentando ignorar o fato de que Felix estava sentado na mesa à minha frente, com as pernas cruzadas, balançando um mocassim caro e me olhando com aquele desdém característico.

— Você está demorando muito com esse relatório, Hwang — ele bufou, lixando as unhas como se estivesse em um spa e não em um templo do saber. — Meu pai quer ver as notas do projeto amanhã. Se eu não tirar um A, eu juro que corto o seu precioso suprimento de café.

— Cala a boca, Felix — respondi, sem tirar os olhos da tela do notebook. — Se você tivesse metade dos neurônios que tem de audácia, saberia que esse relatório precisa de precisão. Agora, se você não consegue ficar quieto, por que não vai dar uma volta e deixa que quem realmente tem cérebro trabalhe?

Ele soltou uma risadinha anasalada, aquele som que me dava vontade de gritar e, simultaneamente, de prendê-lo contra a estante de livros.

— Você é tão previsível, seu nerd de merda. O ego é maior que a altura, mas a gente sabe o que realmente importa, não sabe? — Ele se inclinou para frente, a saia plissada subindo perigosamente pelas coxas alvas e cheias de sardas. — Você está com tesão agora, não está? Consigo sentir o cheiro do seu desespero daqui.

— Eu não sinto tesão por futilidade, Lee — menti descaradamente, sentindo meu sangue ferver.

— Ah, não? Então por que sua mão está tremendo no mouse? — Ele se levantou, contornando a mesa com passos de gato. — O trato do namoro de mentira é para as câmeras, Hwang. Mas aqui... entre as prateleiras de literatura clássica... ninguém está vendo. E eu estou morrendo de tédio.

Ele se aproximou do meu ouvido, o hálito de cereja queimando minha pele.

— Me fode, nerd do pau grande. Agora.

Eu não precisei que ele pedisse duas vezes. Fechei o notebook com força excessiva, agarrei o colarinho da camisa de seda dele e o arrastei para o corredor mais isolado da biblioteca, atrás da seção de História Antiga. O ódio que eu sentia por ele era o combustível perfeito. Eu o prensei contra os livros, ouvindo o som abafado dele arfando.

— Você é um lixo, sabia? — eu rosnei, levantando a saia dele sem qualquer delicadeza. — Uma patricinha mimada que não serve para nada além de dar trabalho.

— E você é um arrogante insuportável que se acha melhor que todo mundo — ele rebateu, as mãos puxando meu cabelo com força, o rosto ficando vermelho. — Mas o seu pau não é arrogante, Hyunjin. Ele é perfeito. Agora cala a boca e me usa.

O sexo entre nós era sempre assim: uma guerra. Não havia carinho, apenas a necessidade bruta de silenciar o outro. Quando eu entrei nele, sem preliminares longas, apenas com o lubrificante que ele sempre carregava na bolsa de grife, Felix soltou um ganido agudo que eu abafei com a minha mão sobre a boca dele.

— Silêncio, Lee. Estamos na biblioteca — sussurrei, estocando com força, sentindo aquela buceta apertada e quente me acolher de um jeito que me fazia perder a razão. Era a melhor do mundo. Eu odiava admitir, odiava cada segundo daquele prazer, mas eu estava viciado.

Ele revirou os olhos, as unhas cravadas no meu braço, o corpo tremendo contra o meu. Ele era manhoso, mesmo no meio da agressividade. Ele se curvava, pedindo por mais, murmurando insultos que terminavam em gemidos frustrados porque ele não podia gritar.

— Você... você é um bruto... — ele sussurrou, a voz falhando. — Mais forte, Hwang... me quebra.

Eu o fodi ali mesmo, entre os clássicos de Homero e Platão, sentindo o desprezo mútuo se transformar em uma fricção elétrica. Quando gozamos, foi com uma sensação de derrota para ambos. Estávamos presos um ao outro por um vício que nenhum intelecto ou conta bancária poderia explicar.

— Limpa isso — eu disse, me recompondo e ajeitando os óculos, a voz fria novamente. — Temos o jantar com os seus pais e os meus em uma hora. Se você chegar atrasado, eu acabo com essa farsa.

— Vá se ferrar, Hyunjin — ele respondeu, ajeitando a saia e limpando o rosto com as costas da mão, mas com um sorriso vitorioso nos lábios. — Te vejo às oito.

***

O restaurante era um daqueles lugares onde um prato de comida custava o equivalente ao meu aluguel mensal. A iluminação era baixa, a música clássica tocava suavemente ao fundo e as mesas eram cobertas por toalhas de renda branca impecáveis.

De um lado, os pais de Felix, esbanjando uma riqueza que beirava o obsceno. Do outro, meus pais, orgulhosos do filho prodígio que estava "namorando" o herdeiro dos Lee. E no meio do caos, Minho — irmão do Felix — me encarava com um olhar de quem sabia demais. Minho estava sentado ao lado de Bang Chan, e a mão de Chan estava claramente na coxa de Minho por baixo da mesa, embora eles achassem que estavam sendo discretos.

— Então, Hyunjin — começou o pai de Felix, o Sr. Lee, cortando seu bife com precisão cirúrgica —, Felix nos contou que vocês têm passado muito tempo estudando na biblioteca. É bom ver que ele finalmente está se interessando pelos estudos.

— Ah, sim, senhor — respondi, forçando meu melhor sorriso de genro perfeito. — Felix é... muito dedicado. Ele tem uma forma única de absorver o conteúdo.

Felix, sentado ao meu lado, soltou um risinho abafado e tomou um gole de vinho caro. Ele estava usando uma blusa de gola alta branca, parecendo o epítome da inocência, se você ignorasse o fato de que ele estava sem cueca por baixo daquela calça social de alfaiataria.

— O Hyunjin é um professor excelente, papai — Felix disse, a voz doce e carregada de sarcasmo que só eu conseguia detectar. — Ele é muito... firme nas lições. Às vezes ele até perde a paciência, mas eu gosto quando ele é rigoroso.

Senti um chute leve na minha canela por baixo da mesa. Olhei para Felix pelo canto do olho e vi o brilho desafiador em suas orbes escuras. Ele queria brincar? Ótimo. Eu era um mestre em estratégia.

Enquanto a conversa fluía sobre investimentos e o futuro da faculdade, eu deslizei minha mão direita para fora da mesa, deixando-a cair sobre o meu colo antes de movê-la lentamente para a lateral. A toalha de mesa longa e pesada era o esconderijo perfeito.

Encontrei a coxa de Felix. Ele ficou tenso instantaneamente, o copo de vinho parando a meio caminho da boca.

— Você está bem, querido? — a mãe dele perguntou, notando a súbita imobilidade do filho.

— Sim, mamãe. Só... o vinho está excelente — Felix respondeu, a voz uma oitava mais aguda.

Minha mão subiu. Felix não estava de cueca, como eu suspeitava. Ele adorava me provocar, mas agora quem estava no controle era eu. Meus dedos encontraram a entrada úmida e quente, ainda sensível pelo que tínhamos feito na biblioteca mais cedo.

— Como eu dizia — continuei, mantendo o tom de voz calmo e focado no Sr. Lee —, a economia atual exige que sejamos resilientes.

Enfiei o primeiro dedo nele. Felix soltou um arquejo curto, disfarçando-o com uma tosse seca.

— Felix, você está engasgado? — perguntou Seungmin, que estava na mesa ao lado com Jeongin, nos observando com curiosidade. Jisung, ao lado deles, parecia mais interessado em flertar com o garçom do que na nossa conversa.

— Estou bem, Seungmin! — Felix exclamou, as mãos apertando a borda da mesa com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.

Eu não parei. Comecei a movimentar meus dedos dentro dele, sentindo a umidade aumentar, o calor dele envolvendo minha mão. Eu conhecia cada ponto que o fazia perder a cabeça. Felix estava tentando manter a postura, mas seu rosto estava ficando vermelho e sua respiração estava ficando pesada.

— O projeto de pesquisa que estamos desenvolvendo — eu disse, aumentando o ritmo dos dedos por baixo da mesa enquanto olhava fixamente para o pai dele — foca na tensão entre forças opostas. É fascinante como algo que parece não se encaixar pode gerar tanta energia.

Felix inclinou a cabeça para trás por um segundo, fechando os olhos. Ele estava em um estado de puro pânico e prazer. Ele tentou fechar as pernas para me impedir, mas eu usei meu polegar para pressionar o clitóris dele, fazendo-o dar um pulinho na cadeira.

— Hyunjin... — ele murmurou, quase um sussurro desesperado.

— Sim, amor? — respondi, o tom mais cínico possível. — Quer que eu pegue mais um pouco de água para você? Você parece... caloroso.

Minho estreitou os olhos para nós. Ele não era burro.

— Vocês dois estão muito estranhos hoje — Minho comentou, pegando um pedaço de pão. — Felix, você está suando. E Hyunjin, você está falando demais para um introvertido.

— É apenas o entusiasmo pelo namoro, Minho — Chan interveio, tentando aliviar o clima, embora ele mesmo estivesse ocupado demais acariciando o joelho de Minho para realmente prestar atenção.

Eu continuei. Dois dedos agora, abrindo-o, sentindo Felix tremer violentamente ao meu lado. Ele estava chegando ao limite. Ele se inclinou para perto do meu ouvido, fingindo que ia me dar um beijo na bochecha.

— Eu vou te matar, seu nerd desgraçado — ele sibilou, o hálito quente. — Eu vou gozar na frente de todo mundo e a culpa vai ser sua.

— Então goze, Lee Felix — sussurrei de volta, dando uma estocada profunda com os dedos. — Mostre para a sua família como você é uma boa putinha.

Ele soltou um som que foi metade soluço, metade gemido, escondendo o rosto no meu ombro. Para quem olhava de fora, parecia um gesto de afeto. Para mim, era o som da rendição dele. Felix gozou ali mesmo, em silêncio absoluto, o corpo espasmando contra a minha mão escondida pela toalha de renda.

Eu retirei minha mão lentamente, sentindo o líquido quente cobrindo meus dedos. Peguei o guardanapo de pano, limpei-me por baixo da mesa com a maior calma do mundo e voltei a comer meu risoto como se nada tivesse acontecido.

Felix ficou em silêncio pelo resto do jantar, o rosto escondido nas mãos, a aura de "patricinha intocável" completamente destruída.

Quando o jantar finalmente acabou e nos despedimos dos nossos pais, o clima entre nós no estacionamento era de pura eletricidade estática. Felix me empurrou contra o meu carro, os olhos brilhando de fúria e luxúria acumulada.

— Você é um doente, Hwang Hyunjin.

— E você adorou cada segundo — respondi, segurando o queixo dele com força. — Agora, entra no carro. Eu ainda não terminei com você.

— Você vai me foder até eu não conseguir andar amanhã? — ele perguntou, voltando ao seu tom manhoso e provocador, embora ainda estivesse ofegante.

— Vou te foder até você esquecer como se escreve o próprio nome, seu merdinha mimado.

— Mal posso esperar, nerd do pau grande.

Entramos no carro e, enquanto eu dava a partida, sabia que aquela farsa de namoro ia acabar destruindo a nós dois. Mas, enquanto o ódio fosse tão gostoso quanto o sexo, eu não estava nem um pouco a fim de parar.
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