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Annyeongz
Fandom: Ive
Criado: 27/06/2026
Tags
RomanceDramaFatias de VidaPWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaCiúmesCenário Canônico
Cores Vibrantes em Tons de Segredo
O corredor da escola secundária de Seul parecia uma passarela particular para Jang Wonyoung. A cada passo que dava, o som de seus saltos contra o piso polido ecoava como um metrônomo, ditando o ritmo dos corações dos garotos que se amontoavam perto dos armários apenas para vê-la passar. Wony, ou Nyny para os íntimos, era a personificação da perfeição: a pele de porcelana, o talento inquestionável para a dança e aquela aura de mistério que ela deixava pairar no ar enquanto carregava seu caderno de desenhos.
Do outro lado do corredor, encostada na parede com uma postura desleixada e os olhos escondidos sob a franja, estava An Yujin. Se Wonyoung era o sol, Yujin era a sombra silenciosa. Ela não era a nerd da turma — longe disso, suas notas em matemática eram uma tragédia que faria qualquer professor chorar —, mas ela possuía uma quietude que afastava as pessoas. Ninguém falava muito com ela, e Jin preferia que continuasse assim. Era mais fácil observar Wonyoung de longe quando ninguém estava prestando atenção em você.
Yujin suspirou, sentindo o aperto familiar no peito. Ela amava Wonyoung desde que ambas tinham dez anos e brincavam no parque. Mas agora, as coisas eram diferentes. Wonyoung tinha o mundo aos seus pés e, pior de tudo, tinha Sunghoon, o capitão do time de basquete, como namorado.
Wonyoung parou em frente ao seu armário, sentindo o peso do olhar de Yujin em suas costas. Ela sabia que a garota estava lá. Ela sempre sabia. Por trás da fachada de "namoradinha perfeita" e da garota popular que adorava provocar os meninos com sorrisos de canto, o coração de Wonyoung batia em um ritmo frenético apenas por uma pessoa. E essa pessoa não era o garoto que a esperava no treino.
— Ele é tão idiota — sussurrou Wonyoung para si mesma, fechando o armário com um estrondo metálico.
Ela virou o rosto levemente, capturando o olhar de Yujin por um breve segundo. O mundo pareceu parar. As cores das tintas que Wonyoung tanto amava usar em suas telas pareciam explodir na sua mente sempre que via o castanho profundo dos olhos de Jin.
Wonyoung caminhou em direção ao banheiro feminino, fazendo um sinal quase imperceptível com a mão. Yujin, cujo cérebro costumava travar para qualquer coisa relacionada a livros, era uma perita em ler os sinais de Wonyoung. Sem hesitar, ela se descolou da parede e a seguiu, mantendo uma distância segura até que ambas estivessem dentro do ambiente úmido e com cheiro de lavanda.
Assim que a porta se fechou e a tranca foi girada, o ar pareceu desaparecer.
— Você demorou — disse Wonyoung, encostando-se na pia de mármore e cruzando os braços.
— Eu tive que ter certeza de que ninguém estava olhando — respondeu Yujin, a voz um pouco rouca. — O Sunghoon está te procurando, sabia?
Wonyoung soltou uma risada anasalada, um som que misturava deboche e desejo.
— Deixe que procure. Ele não sabe o que fazer comigo nem quando estou bem na frente dele.
Yujin deu um passo à frente, encurtando a distância. Ela se sentia burra para a maioria das coisas, mas ali, com Wonyoung, ela se sentia a pessoa mais inteligente do mundo. Ela conhecia cada curva, cada sinal de nascença, cada suspiro que a outra escondia da escola inteira.
— Você é perigosa, Nyny — sussurrou Yujin, aproximando a mão do rosto da maior, mas hesitando antes de tocar.
— E você é muito lenta, Jin — Wonyoung rebateu, puxando Yujin pela gola da jaqueta. — Por que você ainda não me beijou?
— Porque eu não quero ter que parar — confessou Yujin, finalmente colando seus lábios aos de Wonyoung.
O beijo foi uma explosão de urgência. Wonyoung envolveu o pescoço de Yujin, puxando-a para mais perto, querendo fundir seus corpos. A "safadinha" da escola, como os garotos a chamavam pelas costas, só mostrava sua verdadeira face para Yujin. Não era uma atuação; era uma entrega.
Wonyoung empurrou Yujin em direção a uma das cabines maiores, a que ficava no fundo. Elas entraram e trancaram a porta minúscula, o espaço reduzido tornando tudo mais intenso. O som da respiração ofegante de ambas ecoava nas paredes de azulejo.
— Ele não merece você — disse Yujin entre beijos no pescoço de Wonyoung. — Ele não sabe que você gosta de pintar o céu de roxo quando está triste. Ele não sabe que você dança na frente do espelho até os pés sangrarem.
— Ele não sabe de nada — Wonyoung arfou, sentindo as mãos de Yujin subirem por baixo de sua saia de pregas. — Só você sabe, Jin. Só você.
Wonyoung desabotoou rapidamente a camisa de Yujin, seus dedos ágeis contrastando com a leve confusão mental que Yujin sempre sentia. Mas ali, o instinto falava mais alto que o intelecto. Yujin a ergueu, sentando-a sobre o suporte de metal, e Wonyoung entrelaçou as pernas ao redor da cintura da mais alta.
— Jin... por favor — suplicou a garota popular, a voz perdendo toda a pose de superioridade.
— Tem certeza? — perguntou Yujin em voz baixa, parando por um momento para olhar nos olhos de Wonyoung. — Se alguém entrar...
— Ninguém vai entrar — disse Wonyoung firmemente, puxando o rosto de Yujin para outro beijo fervoroso. — E se entrarem, que vejam. Eu não aguento mais fingir que não quero você a cada segundo da minha vida.
Yujin sorriu, um sorriso genuíno que raramente mostrava a qualquer outra pessoa. Ela deslizou as mãos com firmeza, explorando o corpo que via em seus sonhos todas as noites. O contraste entre a delicadeza de Wonyoung e a força contida de Yujin criava uma harmonia perfeita.
Os sons abafados de prazer misturavam-se ao barulho distante do sinal tocando para a próxima aula. Mas nenhuma das duas se importava. Para Yujin, Wonyoung era a única matéria que ela queria estudar até decorar cada detalhe. Para Wonyoung, Yujin era a única tela que ela queria pintar com suas próprias mãos.
— Você é minha, Nyny — murmurou Yujin, a voz vibrando contra a pele de Wonyoung.
— Sempre fui — respondeu Wonyoung, fechando os olhos e se entregando ao toque da única pessoa que realmente a via. — Só sua, Jin.
Quando finalmente o silêncio retornou ao banheiro, elas ficaram ali por alguns minutos, abraçadas, tentando recuperar o fôlego. Wonyoung ajeitou o cabelo no espelho da cabine, voltando a ser a ídolo da escola, mas seus olhos brilhavam de uma forma que Sunghoon jamais conseguiria provocar.
— Vejo você na aula de artes? — perguntou Wonyoung, dando um selinho rápido em Yujin antes de abrir a porta da cabine.
— Eu vou estar lá — disse Yujin, sorrindo timidamente. — Mesmo que eu estrague todas as minhas pinturas.
— Não importa — Wonyoung piscou, saindo primeiro. — Eu te ensino a usar as cores certas depois da aula.
Yujin ficou para trás por um momento, encostada na parede fria, sentindo o coração ainda acelerado. Ela podia ser a "burra" da escola para todos os outros, mas ela sabia de algo que ninguém mais sabia: o sabor de Jang Wonyoung e a verdade por trás do seu sorriso mais bonito.
Do outro lado do corredor, encostada na parede com uma postura desleixada e os olhos escondidos sob a franja, estava An Yujin. Se Wonyoung era o sol, Yujin era a sombra silenciosa. Ela não era a nerd da turma — longe disso, suas notas em matemática eram uma tragédia que faria qualquer professor chorar —, mas ela possuía uma quietude que afastava as pessoas. Ninguém falava muito com ela, e Jin preferia que continuasse assim. Era mais fácil observar Wonyoung de longe quando ninguém estava prestando atenção em você.
Yujin suspirou, sentindo o aperto familiar no peito. Ela amava Wonyoung desde que ambas tinham dez anos e brincavam no parque. Mas agora, as coisas eram diferentes. Wonyoung tinha o mundo aos seus pés e, pior de tudo, tinha Sunghoon, o capitão do time de basquete, como namorado.
Wonyoung parou em frente ao seu armário, sentindo o peso do olhar de Yujin em suas costas. Ela sabia que a garota estava lá. Ela sempre sabia. Por trás da fachada de "namoradinha perfeita" e da garota popular que adorava provocar os meninos com sorrisos de canto, o coração de Wonyoung batia em um ritmo frenético apenas por uma pessoa. E essa pessoa não era o garoto que a esperava no treino.
— Ele é tão idiota — sussurrou Wonyoung para si mesma, fechando o armário com um estrondo metálico.
Ela virou o rosto levemente, capturando o olhar de Yujin por um breve segundo. O mundo pareceu parar. As cores das tintas que Wonyoung tanto amava usar em suas telas pareciam explodir na sua mente sempre que via o castanho profundo dos olhos de Jin.
Wonyoung caminhou em direção ao banheiro feminino, fazendo um sinal quase imperceptível com a mão. Yujin, cujo cérebro costumava travar para qualquer coisa relacionada a livros, era uma perita em ler os sinais de Wonyoung. Sem hesitar, ela se descolou da parede e a seguiu, mantendo uma distância segura até que ambas estivessem dentro do ambiente úmido e com cheiro de lavanda.
Assim que a porta se fechou e a tranca foi girada, o ar pareceu desaparecer.
— Você demorou — disse Wonyoung, encostando-se na pia de mármore e cruzando os braços.
— Eu tive que ter certeza de que ninguém estava olhando — respondeu Yujin, a voz um pouco rouca. — O Sunghoon está te procurando, sabia?
Wonyoung soltou uma risada anasalada, um som que misturava deboche e desejo.
— Deixe que procure. Ele não sabe o que fazer comigo nem quando estou bem na frente dele.
Yujin deu um passo à frente, encurtando a distância. Ela se sentia burra para a maioria das coisas, mas ali, com Wonyoung, ela se sentia a pessoa mais inteligente do mundo. Ela conhecia cada curva, cada sinal de nascença, cada suspiro que a outra escondia da escola inteira.
— Você é perigosa, Nyny — sussurrou Yujin, aproximando a mão do rosto da maior, mas hesitando antes de tocar.
— E você é muito lenta, Jin — Wonyoung rebateu, puxando Yujin pela gola da jaqueta. — Por que você ainda não me beijou?
— Porque eu não quero ter que parar — confessou Yujin, finalmente colando seus lábios aos de Wonyoung.
O beijo foi uma explosão de urgência. Wonyoung envolveu o pescoço de Yujin, puxando-a para mais perto, querendo fundir seus corpos. A "safadinha" da escola, como os garotos a chamavam pelas costas, só mostrava sua verdadeira face para Yujin. Não era uma atuação; era uma entrega.
Wonyoung empurrou Yujin em direção a uma das cabines maiores, a que ficava no fundo. Elas entraram e trancaram a porta minúscula, o espaço reduzido tornando tudo mais intenso. O som da respiração ofegante de ambas ecoava nas paredes de azulejo.
— Ele não merece você — disse Yujin entre beijos no pescoço de Wonyoung. — Ele não sabe que você gosta de pintar o céu de roxo quando está triste. Ele não sabe que você dança na frente do espelho até os pés sangrarem.
— Ele não sabe de nada — Wonyoung arfou, sentindo as mãos de Yujin subirem por baixo de sua saia de pregas. — Só você sabe, Jin. Só você.
Wonyoung desabotoou rapidamente a camisa de Yujin, seus dedos ágeis contrastando com a leve confusão mental que Yujin sempre sentia. Mas ali, o instinto falava mais alto que o intelecto. Yujin a ergueu, sentando-a sobre o suporte de metal, e Wonyoung entrelaçou as pernas ao redor da cintura da mais alta.
— Jin... por favor — suplicou a garota popular, a voz perdendo toda a pose de superioridade.
— Tem certeza? — perguntou Yujin em voz baixa, parando por um momento para olhar nos olhos de Wonyoung. — Se alguém entrar...
— Ninguém vai entrar — disse Wonyoung firmemente, puxando o rosto de Yujin para outro beijo fervoroso. — E se entrarem, que vejam. Eu não aguento mais fingir que não quero você a cada segundo da minha vida.
Yujin sorriu, um sorriso genuíno que raramente mostrava a qualquer outra pessoa. Ela deslizou as mãos com firmeza, explorando o corpo que via em seus sonhos todas as noites. O contraste entre a delicadeza de Wonyoung e a força contida de Yujin criava uma harmonia perfeita.
Os sons abafados de prazer misturavam-se ao barulho distante do sinal tocando para a próxima aula. Mas nenhuma das duas se importava. Para Yujin, Wonyoung era a única matéria que ela queria estudar até decorar cada detalhe. Para Wonyoung, Yujin era a única tela que ela queria pintar com suas próprias mãos.
— Você é minha, Nyny — murmurou Yujin, a voz vibrando contra a pele de Wonyoung.
— Sempre fui — respondeu Wonyoung, fechando os olhos e se entregando ao toque da única pessoa que realmente a via. — Só sua, Jin.
Quando finalmente o silêncio retornou ao banheiro, elas ficaram ali por alguns minutos, abraçadas, tentando recuperar o fôlego. Wonyoung ajeitou o cabelo no espelho da cabine, voltando a ser a ídolo da escola, mas seus olhos brilhavam de uma forma que Sunghoon jamais conseguiria provocar.
— Vejo você na aula de artes? — perguntou Wonyoung, dando um selinho rápido em Yujin antes de abrir a porta da cabine.
— Eu vou estar lá — disse Yujin, sorrindo timidamente. — Mesmo que eu estrague todas as minhas pinturas.
— Não importa — Wonyoung piscou, saindo primeiro. — Eu te ensino a usar as cores certas depois da aula.
Yujin ficou para trás por um momento, encostada na parede fria, sentindo o coração ainda acelerado. Ela podia ser a "burra" da escola para todos os outros, mas ela sabia de algo que ninguém mais sabia: o sabor de Jang Wonyoung e a verdade por trás do seu sorriso mais bonito.
