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Amor e rodas
Fandom: Velozes e furiosos
Criado: 27/06/2026
Tags
DramaAçãoCrimeGravidez Não Planejada/IndesejadaHistória DomésticaDor/ConfortoSuspenseAventuraCenário CanônicoRomanceEstudo de Personagem
Adrenalina no Sangue, Segredos no Coração
O ronco dos motores era a única sinfonia que Karen Toretto realmente entendia. Para ela, o cheiro de borracha queimada e gasolina de alta octanagem era mais reconfortante do que qualquer perfume francês. Mas, nos últimos dois meses, esse mundo parecia ter ficado a quilômetros de distância, substituído por vitaminas pré-natais, enjoos matinais e o olhar superprotetor de Brian.
Karen estava sentada no banco do passageiro do Charger de Letty, observando as luzes da cidade de Los Angeles passarem como borrões coloridos. Suas mãos tremiam, não de medo, mas de abstinência.
— Você tem certeza disso, Karen? — Letty perguntou, trocando a marcha com a precisão de quem nasceu para aquilo. — Se o Dom descobrir que eu te trouxe para um racha clandestino nesse estado, ele não vai apenas me matar. Ele vai inventar uma nova forma de tortura.
Karen suspirou, passando a mão inconscientemente pela barriga, que ainda estava perfeitamente plana. Ninguém sabia. Nem Dom, nem Mia, e muito menos Brian. Ela amava Brian com cada fibra de seu ser, mas o ex-policial tinha uma tendência a tratá-la como se ela fosse feita de cristal desde que se casaram. Se ele soubesse do bebê, ela nunca mais veria o banco do motorista de um carro de corrida.
— Eu só preciso sentir a velocidade uma última vez, Letty — respondeu Karen, a voz firme apesar do turbilhão interno. — Antes que a barriga cresça, antes que eu vire apenas "a mãe". Eu sou uma Toretto. O asfalto está no meu DNA.
Letty sorriu de lado, aquele sorriso cúmplice que só quem vive no limite entende.
— Tudo bem. Mas eu dirijo na primeira rodada. Se as coisas esquentarem, você assume o volante na fuga. Combinado?
— Combinado.
O local do encontro era um setor industrial abandonado, iluminado por holofotes improvisados e cercado por carros tunados que valiam fortunas. O som do hip-hop batia forte nos peitos dos presentes. Karen sentiu uma onda de energia percorrer seu corpo. Era ali que ela pertencia.
Letty alinhou o carro na linha de partida contra um Nissan 350Z prateado. O clima era elétrico. Quando a garota de lenço deu o sinal, os pneus gritaram e o mundo desapareceu. Karen fechou os olhos por um segundo, sentindo a força G pressioná-la contra o banco. Era isso. Era a liberdade.
No entanto, a euforia durou pouco.
Antes mesmo de Letty cruzar a linha de chegada, o som estridente de sirenes cortou o ar. Luzes vermelhas e azuis começaram a piscar em todas as direções.
— Polícia! — gritou alguém na multidão.
O caos se instalou. Carros dispersaram em todas as direções, derrapando e colidindo na pressa de escapar.
— Letty, sai daí! — Karen exclamou, os olhos arregalados.
— Eu vou dar a volta por trás dos armazéns! — Letty girou o volante com força, fazendo o carro deslizar em um drift perfeito, mas duas viaturas bloquearam a saída principal.
— Droga, estamos cercadas — rosnou Letty.
Foi então que um rugido familiar, muito mais potente que os motores comuns, ecoou pelo beco. Um Dodge Charger preto, sinistro e imponente, surgiu do nada, batendo na lateral de uma das viaturas e abrindo caminho. Logo atrás, um Skyline azul e prata fazia uma manobra arriscada, fechando a passagem para que nenhum policial pudesse seguir o Charger.
— Entra no carro, Karen! Agora! — A voz de Dom trovejou, mesmo acima do barulho dos motores.
Letty parou o carro bruscamente ao lado deles. Karen não teve tempo de pensar. Ela pulou para fora e, antes que pudesse processar, foi puxada para dentro do Skyline por um par de braços fortes e muito conhecidos.
O silêncio dentro do carro de Brian era ensurdecedor, apesar do motor roncando a 120 por hora enquanto eles despistavam os últimos perseguidores. Brian não dizia uma palavra. Suas mãos apertavam o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.
Dom seguia logo atrás, garantindo que o caminho estivesse livre. Quando finalmente chegaram a um local seguro, um galpão isolado nos arredores de Boyle Heights, o clima estava tenso o suficiente para ser cortado com uma faca.
Brian estacionou o carro e saiu imediatamente, batendo a porta com uma violência que fez Karen estremecer. Dom estacionou logo atrás, saindo do carro com a expressão sombria que ele reservava apenas para os inimigos mais perigosos.
— Você ficou louca? — Brian explodiu, virando-se para Karen assim que ela saiu do veículo. — O que você estava fazendo lá, Karen? Você tem noção do perigo que correu?
— Brian, eu só precisava de um pouco de ar... — Karen tentou começar, mas foi interrompida.
— Ar? Você queria ar e foi para o meio de um racha clandestino cercado pela polícia? — Brian caminhava de um lado para o outro, passando as mãos pelo cabelo loiro, visivelmente transtornado. — Eu larguei a polícia por você, Karen! Eu mudei minha vida inteira para te manter segura!
Dom se aproximou, cruzando os braços sobre o peito maciço. O olhar dele era uma mistura de decepção e autoridade.
— Letty me contou que você insistiu para vir — disse Dom, a voz baixa e perigosa. — Você sabe as regras, Karen. Família não se coloca em risco desnecessário. O que deu em você?
Karen sentiu as lágrimas arderem em seus olhos. A pressão de esconder o segredo, o susto da perseguição e a fúria do marido estavam colidindo dentro dela.
— Eu não sou uma boneca de porcelana, Dom! — ela gritou, a voz embargada. — Eu sou uma Toretto! Vocês dois agem como se eu não soubesse me cuidar, como se eu não pudesse mais dirigir um carro!
— Porque você não pode correr esses riscos agora! — Brian rebateu, aproximando-se dela. — O mundo em que vivemos é perigoso demais para você ficar brincando de fugir da polícia por diversão!
— E se não for só por mim? — Karen disparou, a frase saindo antes que ela pudesse conter.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Brian parou no lugar. Dom descruzou os braços, os olhos estreitando-se.
— O que você quer dizer com isso? — Brian perguntou, a voz subitamente baixa, carregada de uma suspeita que o aterrorizava.
Karen respirou fundo, sentindo o peso do mundo em seus ombros. Ela olhou para Dom, que parecia ter entendido antes mesmo dela falar, e depois voltou seus olhos para Brian, o homem que ela amava mais do que a própria vida.
— Eu ia te contar hoje à noite — começou ela, a voz tremendo. — Eu ia preparar um jantar, eu ia fazer tudo certo... mas eu estava com medo. Medo de que, no momento em que eu dissesse as palavras, eu deixasse de ser a Karen que corre, a Karen que você conheceu nas ruas, para ser apenas algo... frágil.
— Karen... — Brian deu um passo à frente, sua raiva começando a ser substituída por um choque paralisante.
— Eu estou grávida, Brian — ela finalmente disse, as lágrimas escorrendo pelo rosto. — Nós vamos ter um bebê.
Brian cambaleou para trás, como se tivesse levado um soco físico. Ele se encostou no capô do Skyline, os olhos perdidos no horizonte por alguns segundos, processando a informação. Dom, por outro lado, soltou um longo suspiro, e uma sombra de sorriso, quase imperceptível, surgiu em seu rosto, embora ele ainda estivesse furioso pela imprudência dela.
— Um bebê? — Brian sussurrou. — Você está grávida e foi para um racha? Você fugiu da polícia estando grávida?
— É por isso que eu fui! — Karen exclamou. — Porque eu sabia que, assim que você soubesse, você me trancaria em uma torre! Eu queria sentir que ainda era eu mesma uma última vez!
Brian caminhou até ela. Karen esperava mais gritos, mais sermões, mas ele apenas envolveu o rosto dela com as duas mãos. Seus olhos azuis estavam úmidos.
— Você tem ideia do que aconteceria se algo desse errado? — ele perguntou, a voz falhando. — Eu não posso perder você. E eu não posso perder... ele. Ou ela.
— Eu sei, Brian. Eu sinto muito. Eu fui egoísta.
Dom se aproximou e colocou a mão pesada no ombro da irmã.
— Você foi irresponsável, Karen. Como sua família, meu trabalho é te proteger. Como seu irmão, eu devia te dar um castigo que duraria até o bebê nascer.
— Dom... — Karen começou.
— Mas — Dom a interrompeu, olhando para Brian — como um Toretto, eu entendo a necessidade de velocidade. Só que agora, as regras mudaram. Você não corre mais por si mesma. Você corre por nós. E a partir de hoje, você não encosta em um volante de corrida sem que eu ou o Brian estejamos no banco do passageiro.
Brian olhou para Dom e assentiu, embora ainda estivesse visivelmente irritado com o susto. Ele puxou Karen para um abraço apertado, escondendo o rosto no pescoço dela.
— Eu ainda estou furioso com você — Brian murmurou contra a pele dela. — Muito furioso.
— Eu sei — Karen respondeu, retribuindo o abraço com a mesma intensidade.
— Mas eu te amo tanto que dói — ele continuou, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. — Nunca mais faça isso conosco. Prometa.
— Eu prometo — Karen disse sinceramente. — Acabou a vida clandestina para mim. Pelo menos por alguns meses.
Dom deu um tapinha no teto do carro, o som ecoando no galpão silencioso.
— Vamos para casa. Mia já deve estar desconfiada. E Brian... — Dom olhou para o cunhado com um brilho de desafio nos olhos. — Prepare-se. Ensinar um Toretto a dirigir é difícil. Ensinar o filho de um O'Conner com uma Toretto vai ser um pesadelo.
Brian soltou uma risada nervosa, a tensão finalmente começando a se dissipar. Ele beijou a testa de Karen e a conduziu de volta para o carro, desta vez com uma delicadeza extrema.
— Eu dirijo — disse Brian, firme.
— Sem objeções — Karen sorriu, sentindo-se finalmente em paz.
Enquanto o Skyline e o Charger deixavam o galpão e ganhavam as ruas de Los Angeles, Karen olhou para o perfil de Brian sob a luz do luar. Ela sabia que a monotonia que temia não existiria. A vida deles nunca seria comum. Eles eram fugitivos, eram corredores, eram uma família. E agora, havia uma nova vida a caminho, pronta para herdar o asfalto e o legado de velocidade que corria em suas veias.
A adrenalina da corrida tinha passado, mas a emoção do que estava por vir era muito mais intensa do que qualquer motor nitro que ela já tivesse acionado.
Karen estava sentada no banco do passageiro do Charger de Letty, observando as luzes da cidade de Los Angeles passarem como borrões coloridos. Suas mãos tremiam, não de medo, mas de abstinência.
— Você tem certeza disso, Karen? — Letty perguntou, trocando a marcha com a precisão de quem nasceu para aquilo. — Se o Dom descobrir que eu te trouxe para um racha clandestino nesse estado, ele não vai apenas me matar. Ele vai inventar uma nova forma de tortura.
Karen suspirou, passando a mão inconscientemente pela barriga, que ainda estava perfeitamente plana. Ninguém sabia. Nem Dom, nem Mia, e muito menos Brian. Ela amava Brian com cada fibra de seu ser, mas o ex-policial tinha uma tendência a tratá-la como se ela fosse feita de cristal desde que se casaram. Se ele soubesse do bebê, ela nunca mais veria o banco do motorista de um carro de corrida.
— Eu só preciso sentir a velocidade uma última vez, Letty — respondeu Karen, a voz firme apesar do turbilhão interno. — Antes que a barriga cresça, antes que eu vire apenas "a mãe". Eu sou uma Toretto. O asfalto está no meu DNA.
Letty sorriu de lado, aquele sorriso cúmplice que só quem vive no limite entende.
— Tudo bem. Mas eu dirijo na primeira rodada. Se as coisas esquentarem, você assume o volante na fuga. Combinado?
— Combinado.
O local do encontro era um setor industrial abandonado, iluminado por holofotes improvisados e cercado por carros tunados que valiam fortunas. O som do hip-hop batia forte nos peitos dos presentes. Karen sentiu uma onda de energia percorrer seu corpo. Era ali que ela pertencia.
Letty alinhou o carro na linha de partida contra um Nissan 350Z prateado. O clima era elétrico. Quando a garota de lenço deu o sinal, os pneus gritaram e o mundo desapareceu. Karen fechou os olhos por um segundo, sentindo a força G pressioná-la contra o banco. Era isso. Era a liberdade.
No entanto, a euforia durou pouco.
Antes mesmo de Letty cruzar a linha de chegada, o som estridente de sirenes cortou o ar. Luzes vermelhas e azuis começaram a piscar em todas as direções.
— Polícia! — gritou alguém na multidão.
O caos se instalou. Carros dispersaram em todas as direções, derrapando e colidindo na pressa de escapar.
— Letty, sai daí! — Karen exclamou, os olhos arregalados.
— Eu vou dar a volta por trás dos armazéns! — Letty girou o volante com força, fazendo o carro deslizar em um drift perfeito, mas duas viaturas bloquearam a saída principal.
— Droga, estamos cercadas — rosnou Letty.
Foi então que um rugido familiar, muito mais potente que os motores comuns, ecoou pelo beco. Um Dodge Charger preto, sinistro e imponente, surgiu do nada, batendo na lateral de uma das viaturas e abrindo caminho. Logo atrás, um Skyline azul e prata fazia uma manobra arriscada, fechando a passagem para que nenhum policial pudesse seguir o Charger.
— Entra no carro, Karen! Agora! — A voz de Dom trovejou, mesmo acima do barulho dos motores.
Letty parou o carro bruscamente ao lado deles. Karen não teve tempo de pensar. Ela pulou para fora e, antes que pudesse processar, foi puxada para dentro do Skyline por um par de braços fortes e muito conhecidos.
O silêncio dentro do carro de Brian era ensurdecedor, apesar do motor roncando a 120 por hora enquanto eles despistavam os últimos perseguidores. Brian não dizia uma palavra. Suas mãos apertavam o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.
Dom seguia logo atrás, garantindo que o caminho estivesse livre. Quando finalmente chegaram a um local seguro, um galpão isolado nos arredores de Boyle Heights, o clima estava tenso o suficiente para ser cortado com uma faca.
Brian estacionou o carro e saiu imediatamente, batendo a porta com uma violência que fez Karen estremecer. Dom estacionou logo atrás, saindo do carro com a expressão sombria que ele reservava apenas para os inimigos mais perigosos.
— Você ficou louca? — Brian explodiu, virando-se para Karen assim que ela saiu do veículo. — O que você estava fazendo lá, Karen? Você tem noção do perigo que correu?
— Brian, eu só precisava de um pouco de ar... — Karen tentou começar, mas foi interrompida.
— Ar? Você queria ar e foi para o meio de um racha clandestino cercado pela polícia? — Brian caminhava de um lado para o outro, passando as mãos pelo cabelo loiro, visivelmente transtornado. — Eu larguei a polícia por você, Karen! Eu mudei minha vida inteira para te manter segura!
Dom se aproximou, cruzando os braços sobre o peito maciço. O olhar dele era uma mistura de decepção e autoridade.
— Letty me contou que você insistiu para vir — disse Dom, a voz baixa e perigosa. — Você sabe as regras, Karen. Família não se coloca em risco desnecessário. O que deu em você?
Karen sentiu as lágrimas arderem em seus olhos. A pressão de esconder o segredo, o susto da perseguição e a fúria do marido estavam colidindo dentro dela.
— Eu não sou uma boneca de porcelana, Dom! — ela gritou, a voz embargada. — Eu sou uma Toretto! Vocês dois agem como se eu não soubesse me cuidar, como se eu não pudesse mais dirigir um carro!
— Porque você não pode correr esses riscos agora! — Brian rebateu, aproximando-se dela. — O mundo em que vivemos é perigoso demais para você ficar brincando de fugir da polícia por diversão!
— E se não for só por mim? — Karen disparou, a frase saindo antes que ela pudesse conter.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Brian parou no lugar. Dom descruzou os braços, os olhos estreitando-se.
— O que você quer dizer com isso? — Brian perguntou, a voz subitamente baixa, carregada de uma suspeita que o aterrorizava.
Karen respirou fundo, sentindo o peso do mundo em seus ombros. Ela olhou para Dom, que parecia ter entendido antes mesmo dela falar, e depois voltou seus olhos para Brian, o homem que ela amava mais do que a própria vida.
— Eu ia te contar hoje à noite — começou ela, a voz tremendo. — Eu ia preparar um jantar, eu ia fazer tudo certo... mas eu estava com medo. Medo de que, no momento em que eu dissesse as palavras, eu deixasse de ser a Karen que corre, a Karen que você conheceu nas ruas, para ser apenas algo... frágil.
— Karen... — Brian deu um passo à frente, sua raiva começando a ser substituída por um choque paralisante.
— Eu estou grávida, Brian — ela finalmente disse, as lágrimas escorrendo pelo rosto. — Nós vamos ter um bebê.
Brian cambaleou para trás, como se tivesse levado um soco físico. Ele se encostou no capô do Skyline, os olhos perdidos no horizonte por alguns segundos, processando a informação. Dom, por outro lado, soltou um longo suspiro, e uma sombra de sorriso, quase imperceptível, surgiu em seu rosto, embora ele ainda estivesse furioso pela imprudência dela.
— Um bebê? — Brian sussurrou. — Você está grávida e foi para um racha? Você fugiu da polícia estando grávida?
— É por isso que eu fui! — Karen exclamou. — Porque eu sabia que, assim que você soubesse, você me trancaria em uma torre! Eu queria sentir que ainda era eu mesma uma última vez!
Brian caminhou até ela. Karen esperava mais gritos, mais sermões, mas ele apenas envolveu o rosto dela com as duas mãos. Seus olhos azuis estavam úmidos.
— Você tem ideia do que aconteceria se algo desse errado? — ele perguntou, a voz falhando. — Eu não posso perder você. E eu não posso perder... ele. Ou ela.
— Eu sei, Brian. Eu sinto muito. Eu fui egoísta.
Dom se aproximou e colocou a mão pesada no ombro da irmã.
— Você foi irresponsável, Karen. Como sua família, meu trabalho é te proteger. Como seu irmão, eu devia te dar um castigo que duraria até o bebê nascer.
— Dom... — Karen começou.
— Mas — Dom a interrompeu, olhando para Brian — como um Toretto, eu entendo a necessidade de velocidade. Só que agora, as regras mudaram. Você não corre mais por si mesma. Você corre por nós. E a partir de hoje, você não encosta em um volante de corrida sem que eu ou o Brian estejamos no banco do passageiro.
Brian olhou para Dom e assentiu, embora ainda estivesse visivelmente irritado com o susto. Ele puxou Karen para um abraço apertado, escondendo o rosto no pescoço dela.
— Eu ainda estou furioso com você — Brian murmurou contra a pele dela. — Muito furioso.
— Eu sei — Karen respondeu, retribuindo o abraço com a mesma intensidade.
— Mas eu te amo tanto que dói — ele continuou, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. — Nunca mais faça isso conosco. Prometa.
— Eu prometo — Karen disse sinceramente. — Acabou a vida clandestina para mim. Pelo menos por alguns meses.
Dom deu um tapinha no teto do carro, o som ecoando no galpão silencioso.
— Vamos para casa. Mia já deve estar desconfiada. E Brian... — Dom olhou para o cunhado com um brilho de desafio nos olhos. — Prepare-se. Ensinar um Toretto a dirigir é difícil. Ensinar o filho de um O'Conner com uma Toretto vai ser um pesadelo.
Brian soltou uma risada nervosa, a tensão finalmente começando a se dissipar. Ele beijou a testa de Karen e a conduziu de volta para o carro, desta vez com uma delicadeza extrema.
— Eu dirijo — disse Brian, firme.
— Sem objeções — Karen sorriu, sentindo-se finalmente em paz.
Enquanto o Skyline e o Charger deixavam o galpão e ganhavam as ruas de Los Angeles, Karen olhou para o perfil de Brian sob a luz do luar. Ela sabia que a monotonia que temia não existiria. A vida deles nunca seria comum. Eles eram fugitivos, eram corredores, eram uma família. E agora, havia uma nova vida a caminho, pronta para herdar o asfalto e o legado de velocidade que corria em suas veias.
A adrenalina da corrida tinha passado, mas a emoção do que estava por vir era muito mais intensa do que qualquer motor nitro que ela já tivesse acionado.
