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o cara louco por sexo

Fandom: BL

Criado: 27/06/2026

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RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoPsicológicoSombrioHistória DomésticaCiúmesEstudo de Personagem
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O Calor Após a Tempestade

A chuva castigava as janelas do apartamento com uma violência que parecia ecoar o caos dentro do peito de Jeong. O som das gotas pesadas batendo contra o vidro era o único ruído que preenchia o silêncio sufocante que se seguiu à porta batida.

Kim Dan havia ido embora.

Jeong permanecia estático no meio da sala, os punhos cerrados ao lado do corpo. Seus cabelos pretos, com aqueles reflexos avermelhados que brilhavam sob a luz forte, estavam desgrenhados. Ele era um homem alto, de 1,80m, com uma presença que costumava dominar qualquer ambiente, mas naquele momento, ele se sentia pequeno. O ciúme, aquele monstro familiar que roía suas entranhas sempre que via Dan sorrindo para alguém que não fosse ele, tinha saído do controle mais uma vez.

— Maldição! — rugiu Jeong, chutando a mesa de centro antes de correr em direção à porta.

Ele não podia deixá-lo ir. Kim Dan era dele. Cada centímetro daquele homem, cada suspiro, cada olhar suave pertencia a Jeong, e a ideia de Dan sozinho na rua, ou pior, buscando refúgio em outro lugar, fazia o sangue de Jeong ferver de uma possessividade doentia e desesperada.

Lá fora, o mundo era um borrão cinzento. Jeong correu pela calçada, a água encharcando sua camisa instantaneamente, colando o tecido em seus ombros largos. Ele avistou a silhueta familiar de Dan a um quarteirão de distância, caminhando com os ombros encolhidos, tentando se proteger do frio.

— Dan! — gritou Jeong, a voz falhando pelo esforço e pela angústia. — Kim Dan! Pare!

Ele o alcançou em poucos segundos, segurando-o pelo braço com uma força que beirava o aperto, mas que logo afrouxou quando viu a expressão no rosto do outro. Dan estava pálido, os olhos vermelhos e os lábios tremendo de frio.

— Vá embora, Jeong — disse Dan, a voz quase inaudível sob o estrondo do trovão. — Eu não aguento mais isso. Você me sufoca.

— Me perdoa... por favor — implorou Jeong, caindo de joelhos ali mesmo, na calçada inundada. Ele não se importava com o orgulho ou com quem pudesse estar olhando. — Eu sou um idiota, eu sei. Eu sinto esse medo constante de te perder que me enlouquece. Mas não saia assim. Por favor, volta para casa comigo.

Dan olhou para o homem aos seus pés. O grande e imponente Jeong parecia um rastro de si mesmo sob a chuva. O amor que sentiam era intenso, por vezes volátil, mas a conexão era profunda demais para ser cortada por uma única noite de fúria.

— Você precisa parar com isso, Jeong — suspirou Dan, estendendo a mão para tocar o cabelo molhado do namorado. — Você vai acabar nos destruindo.

— Eu vou mudar, eu prometo — mentiu Jeong para si mesmo, sabendo que sua natureza possessiva era parte de quem ele era, mas disposto a tudo para manter Dan ao seu lado. — Só volta para casa. Por favor.

O retorno para o apartamento foi silencioso. A tensão ainda pairava no ar, mas havia uma urgência diferente agora. Assim que cruzaram a soleira, Jeong trancou a porta e encostou a testa nela, respirando fundo. Ele ouviu o som de Dan tremendo e imediatamente sua mente mudou de "desespero" para "cuidado obsessivo".

— Você vai ficar doente — disse Jeong, virando-se para ele. — Vá para o banho. Vou buscar toalhas secas.

Dan assentiu, caminhando para o banheiro enquanto deixava uma trilha de água pelo chão de madeira. Jeong o seguiu com o olhar, as íris escuras brilhando com uma intensidade renovada. Ele não queria apenas o perdão de Dan; ele queria apagar a memória da briga, queria marcar Dan de uma forma que ele nunca mais pensasse em atravessar aquela porta.

Enquanto Dan estava sob o chuveiro quente, Jeong se trocou e preparou o quarto. Ele acendeu algumas velas, apagou as luzes principais e deixou o ambiente aquecido. Ele tinha um jeito diferente de pedir desculpas em mente — um jeito que envolvia cada grama de sua devoção e sua necessidade de posse.

Quando Dan saiu do banheiro, envolto em um roupão branco que parecia grande demais para sua estrutura mais delicada, ele encontrou Jeong parado no meio do quarto, esperando por ele.

— Jeong? — chamou Dan, confuso com a penumbra do quarto.

— Vem aqui — pediu Jeong, a voz agora baixa e rouca, estendendo a mão.

Dan caminhou até ele, sentindo o calor que emanava do corpo de Jeong. O mais alto o envolveu em um abraço apertado, enterrando o rosto no pescoço de Dan, inalando o cheiro de sabonete e pele úmida.

— Eu sinto muito — sussurrou Jeong contra a pele dele. — De verdade.

— Eu sei que sente — respondeu Dan, fechando os olhos e relaxando no abraço.

— Mas eu preciso que você entenda uma coisa — continuou Jeong, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos de Dan. — Eu não suporto a ideia de ninguém tocando o que é meu. E você é meu, Dan. Do topo da sua cabeça até a ponta dos seus pés.

— Jeong... — Dan começou a dizer, mas foi interrompido por um beijo urgente.

Não era um beijo suave. Era um beijo que carregava a fome da reconciliação e a afirmação de propriedade. Jeong conduziu Dan até a cama, deitando-o com uma delicadeza que contrastava com o fogo em seus olhos. Ele se posicionou sobre ele, os braços fortes servindo de pilares para não esmagar o namorado.

— Eu vou te mostrar o quanto eu sinto muito — disse Jeong, as mãos descendo pelas laterais do corpo de Dan, desfazendo o nó do roupão. — E vou te mostrar a quem você pertence, para que nunca mais esqueça.

— Você não precisa de tudo isso para eu saber que te amo — murmurou Dan, embora sua respiração já estivesse acelerada.

— Eu preciso — afirmou Jeong. — Eu preciso que você sinta cada parte de mim.

Jeong começou a beijar o peito de Dan, deixando marcas leves, pequenas manchas rosadas que serviriam como lembretes na manhã seguinte. Ele era meticuloso, adorando cada centímetro da pele de Dan como se fosse um solo sagrado. Seus dedos se entrelaçaram com os de Dan, pressionando as mãos dele contra o colchão.

— Diga — ordenou Jeong, a voz vibrando de desejo. — Diga de quem você é.

Dan arqueou as costas, sentindo o peso e o calor de Jeong sobre si. A intensidade do namorado era assustadora às vezes, mas era também o que o fazia se sentir o centro do universo de alguém.

— Eu sou seu, Jeong — ofegou Dan. — Só seu.

Jeong sorriu, um sorriso predatório e satisfeito. Ele se inclinou para morder levemente o lóbulo da orelha de Dan antes de sussurrar:

— Bom. Porque eu nunca vou te deixar ir. Nem que eu tenha que te trancar aqui dentro comigo para o resto da vida.

O pedido de desculpas de Jeong não foi feito de palavras vazias, mas de toques, de suor e de uma entrega absoluta. Ele amou Dan naquela noite com uma ferocidade que beirava o desespero, certificando-se de que cada carícia fosse um selo de compromisso.

Horas depois, quando a chuva lá fora finalmente se transformou em uma garoa fina e o cansaço tomou conta de ambos, Jeong ainda mantinha Dan preso em seus braços, as pernas entrelaçadas sob os lençóis. Ele observava Dan dormir, o peito subindo e descendo ritmicamente.

Jeong passou a ponta dos dedos pela bochecha de Dan, os reflexos avermelhados de seu cabelo brilhando fracamente sob a luz da lua que começava a aparecer entre as nuvens.

— Você não vai a lugar nenhum — sussurrou ele para o silêncio do quarto.

Ele sabia que a briga poderia acontecer de novo. Sabia que seu ciúme era uma chama que nunca se apagava completamente. Mas enquanto Dan estivesse ali, em sua cama, sob sua proteção e seu domínio, o mundo de Jeong estava em ordem. Ele fechou os olhos, finalmente permitindo-se descansar, sabendo que, naquela noite, ele havia reivindicado o que era seu mais uma vez.
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