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A pequena
Fandom: Supercorp
Criado: 27/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaDor/ConfortoFofuraHistória DomésticaEstudo de PersonagemDramaCiúmesUA (Universo Alternativo)Cenário Canônico
O Porto Seguro de National City
O sol de fim de tarde filtrava-se pelas janelas panorâmicas da cobertura de Lena Luthor, pintando as paredes de um tom dourado e suave. Era o momento do dia em que o mundo corporativo deixava de existir para a CEO da L-Corp. Ali, entre as almofadas de veludo e o silêncio confortável de seu lar, Lena não precisava ser a mulher mais poderosa do mundo, nem carregar o peso do sobrenome Luthor. Ali, ela podia ser apenas a "baby" de Kara Danvers.
Lena estava sentada no tapete felpudo da sala, cercada por alguns papéis de desenho e gizes de cera espalhados. Ela vestia um pijama de seda azul-claro, mas seus pés estavam cobertos por meias felpudas com desenhos de coelhinhos. O olhar de Lena estava focado em pintar um campo de flores, mas sua mente parecia distante, um pouco nublada pelo cansaço mental de uma semana exaustiva.
O som da fechadura eletrônica ecoou pelo apartamento, seguido pelo farfalhar de uma capa e o som suave de botas tocando o chão. Kara Danvers, a Supergirl, havia chegado.
— Alguém está muito concentrada por aqui — disse Kara com uma voz doce, fechando a porta atrás de si com o pé enquanto segurava uma sacola de papel que exalava um cheiro delicioso de potstickers.
Lena levantou o olhar, e imediatamente seus olhos verdes brilharam. Ela largou o giz de cera azul e estendeu os braços em uma demanda silenciosa por afeto.
— Mommy! — exclamou Lena, sua voz saindo um pouco mais aguda e infantil do que o habitual, um sinal claro de que ela já estava deslizando para seu estado de regressão.
Kara sorriu de orelha a orelha, deixando a comida sobre o balcão da cozinha e caminhando rapidamente até a morena. Ela se ajoelhou e envolveu Lena em um abraço protetor, sentindo a outra mulher se aconchegar contra seu peito como se fosse o lugar mais seguro do universo.
— Oi, minha pequena — sussurrou Kara, beijando o topo da cabeça de Lena. — Como foi o seu dia? A Lee se comportou enquanto eu estava fora?
Lena se afastou apenas o suficiente para olhar para Kara, fazendo um biquinho adorável que derreteria até o coração de um vilão intergaláctico.
— A Lee teve que falar com homens chatos de terno — reclamou ela, encostando a cabeça no ombro de Kara novamente. — Eles falavam alto e a Lee ficou com a cabeça dodói.
Kara sentiu uma pontada de proteção apertar seu peito. Ela acariciou as costas de Lena, traçando círculos calmantes sobre o tecido da seda.
— Sinto muito por isso, meu amor. Mas agora a Mommy está aqui e os homens chatos sumiram. Quer terminar seu desenho ou quer ir para o sofá ganhar carinho?
— Sofá — decidiu Lena prontamente, agarrando a mão de Kara com força.
Enquanto se acomodavam no sofá espaçoso, Kara puxou uma manta de lã macia para cobri-las. Lena se aninhou no colo da loira, escondendo o rosto no pescoço de Kara, respirando o perfume familiar que misturava flores e aquela brisa fresca que só quem voava entre as nuvens possuía.
— A Mommy demorou — murmurou Lena, um toque de ciúmes surgindo em sua voz. — Eu vi na TV. Você estava ajudando aquele homem de uniforme azul de novo.
Kara soltou uma risadinha baixa, percebendo o ciúme de Lena em relação ao Superman ou talvez a algum oficial do DEO.
— O Clark? — perguntou Kara, passando os dedos pelos fios negros e sedosos de Lena. — Ele é seu primo, Lee. Ele só precisava de uma ajudinha com um incêndio florestal.
— Ele gasta muito do seu tempo — insistiu Lena, apertando a camisa de Kara. — Você é a minha Mommy. Não dele.
— Eu sou toda sua, pequena. Sempre — garantiu Kara, dando um beijo na ponta do nariz de Lena. — Ninguém no mundo é mais importante do que você. Nem o Clark, nem o DEO, nem ninguém. Entendeu?
Lena assentiu devagar, parecendo satisfeita com a resposta. Ela se aconchegou mais, fechando os olhos enquanto a mão de Kara continuava o movimento rítmico em seu cabelo. O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era preenchido pelo som da respiração de ambas e pelo batimento cardíaco constante de Kara, que servia como um metrônomo para a calma de Lena.
— Mommy? — chamou Lena após alguns minutos, a voz abafada contra o peito da loira.
— Sim, querida? — respondeu Kara, baixando o volume da televisão que ela havia ligado apenas para ter um ruído de fundo.
— Posso ganhar leite com chocolate na minha mamadeira? — perguntou ela, olhando para cima com olhos suplicantes. — E o Sr. Puffy?
O Sr. Puffy era um urso de pelúcia extremamente desgastado que Lena guardava em um compartimento secreto de seu armário, um objeto que só via a luz do dia quando ela estava em seu estado mais vulnerável.
— Claro que sim. Vou preparar agora mesmo — disse Kara, depositando Lena cuidadosamente nas almofadas antes de se levantar.
Enquanto Kara estava na cozinha, ela podia ouvir os pequenos sons de Lena se movendo na sala, provavelmente procurando o urso. Kara sorria para si mesma. Para o mundo, Lena Luthor era uma fortaleza de intelecto e determinação. Para Kara, ela era uma alma preciosa que precisava de um espaço onde não precisasse ser forte. E Kara tinha a honra de ser essa força para ela.
Kara voltou com uma mamadeira térmica azul e o urso de pelúcia que ela havia resgatado do quarto. Ela entregou o brinquedo a Lena, que o abraçou imediatamente, e depois ofereceu a mamadeira.
— Aqui está, pequena. Cuidado que ainda está um pouco morninho.
Lena aceitou a mamadeira, começando a beber enquanto se recostava no peito de Kara. A loira pegou um livro de contos de fadas que ficava na mesa de centro e começou a ler em voz baixa, sua voz vibrando suavemente contra as costas de Lena.
— "Era uma vez, em um reino muito distante, uma princesa que tinha o coração feito de esmeraldas..." — começou Kara.
Lena ouvia atentamente, ocasionalmente interrompendo para apontar para uma ilustração ou para reclamar se o dragão da história parecia "muito malvado". Nessas horas, Kara explicava que até os dragões às vezes só precisavam de um abraço, o que fazia Lena rir e concordar.
No entanto, o clima de paz foi levemente interrompido quando o celular de Kara, deixado sobre a mesa, começou a vibrar insistentemente. O nome "Alex" brilhava na tela.
Lena franziu o cenho imediatamente, soltando o bico da mamadeira.
— Não atende — pediu ela, a voz carregada de uma possessividade infantil. — Ela vai querer levar você embora para o trabalho.
— É a Alex, Lee. Pode ser importante — disse Kara, esticando o braço com cautela.
— Não! — Lena agarrou o braço de Kara, seus olhos começando a lacrimejar. — Você prometeu. Noite da Lee e da Mommy. Sem trabalho. Sem Alex.
Kara suspirou, sentindo o conflito interno. Ela sabia que Alex não ligaria a menos que fosse necessário, mas também sabia o quão frágil era o estado de Lena naquele momento. A regressão de Lena era o seu mecanismo de defesa contra o trauma e o estresse; qualquer rejeição, por menor que fosse, parecia um abandono catastrófico.
— Ei, olha para mim — pediu Kara, segurando o rosto de Lena com as duas mãos, ignorando o celular que parou de vibrar apenas para começar de novo segundos depois. — Eu não vou a lugar nenhum. Eu vou apenas dizer para a Alex que estou ocupada e que ela deve ligar para o J'onn. Tudo bem?
Lena fungou, analisando a sinceridade nos olhos azuis de Kara.
— Promete? — perguntou ela com voz trêmula.
— Eu prometo pela minha capa — brincou Kara, o que arrancou um pequeno sorriso de Lena.
Kara atendeu o telefone rapidamente, sem tirar os olhos de Lena.
— Alex, eu não posso falar agora. A menos que a Terra esteja sendo invadida por alienígenas de outra dimensão neste exato segundo, você consegue resolver com o J'onn? — Kara ouviu a resposta do outro lado e assentiu. — Ótimo. Obrigada por entender. Te vejo amanhã. Tchau.
Ela desligou e jogou o telefone no outro canto do sofá, longe do alcance visual.
— Viu? Resolvido. Só nós duas — declarou Kara.
Lena relaxou visivelmente, soltando um suspiro longo e se acomodando novamente.
— A Mommy é a melhor — sussurrou ela, fechando os olhos.
— E a minha pequena é a garota mais corajosa que eu conheço — retribuiu Kara, beijando a testa de Lena.
O tempo passou sem pressa. A mamadeira foi esvaziada e deixada de lado. O Sr. Puffy estava devidamente instalado entre as duas. Lena começou a lutar contra o sono, suas pálpebras pesando enquanto ela brincava distraidamente com os dedos de Kara.
— Mommy? — a voz de Lena era agora apenas um fio de som.
— Sim, meu anjo?
— Você vai estar aqui quando eu acordar? — A vulnerabilidade naquelas palavras sempre quebrava o coração de Kara. Lena passara a vida esperando que as pessoas que amava partissem ou a traíssem. No seu estado de "baby", esse medo era cru e exposto.
Kara apertou o abraço, garantindo que Lena sentisse seu calor e sua presença sólida.
— Eu vou estar bem aqui. Vou te levar para a cama, vou te cobrir e, quando o sol nascer, a primeira coisa que você vai ver vai ser o meu rosto. Eu nunca vou te deixar, Lena. Nunca.
Lena soltou um som de satisfação, um pequeno murmúrio que se transformou em uma respiração pesada e rítmica de quem finalmente se entregara ao sono.
Kara ficou ali por um longo tempo, apenas observando a mulher em seus braços. Naquele estado, as linhas de expressão de preocupação na testa de Lena haviam desaparecido. Ela parecia jovem, pacífica e, acima de tudo, amada.
Com movimentos cuidadosos e usando sua superforça para garantir que não houvesse solavancos, Kara levantou-se com Lena nos braços. Ela caminhou até o quarto principal, onde os lençóis de seda e os travesseiros macios esperavam por elas.
Ao deitar Lena, Kara retirou as meias de coelhinho e a cobriu com o edredom. Ela se preparou para sair e trocar de roupa, mas sentiu uma mão pequena agarrar a ponta de sua camisa. Mesmo dormindo, Lena não queria soltá-la.
Kara sorriu, o coração transbordando. Ela usou sua supervelocidade para trocar o traje de Supergirl por um pijama confortável em um piscar de olhos e deslizou para o lado de Lena na cama.
A morena imediatamente rolou para o lado, encontrando o corpo de Kara e descansando a cabeça em seu peito mais uma vez.
— Boa noite, pequena — sussurrou Kara, fechando os olhos.
Em National City, o caos poderia estar à espreita em cada esquina, vilões poderiam estar tramando e o peso do mundo poderia ser esmagador. Mas dentro daquele quarto, sob a proteção da mulher de aço, Lena Luthor estava finalmente em casa. Ela não era um projeto, não era uma vilã em potencial, não era uma CEO. Ela era apenas a baby de Kara, amada incondicionalmente, protegida de todos os males, em um porto seguro que ninguém jamais ousaria destruir.
Lena estava sentada no tapete felpudo da sala, cercada por alguns papéis de desenho e gizes de cera espalhados. Ela vestia um pijama de seda azul-claro, mas seus pés estavam cobertos por meias felpudas com desenhos de coelhinhos. O olhar de Lena estava focado em pintar um campo de flores, mas sua mente parecia distante, um pouco nublada pelo cansaço mental de uma semana exaustiva.
O som da fechadura eletrônica ecoou pelo apartamento, seguido pelo farfalhar de uma capa e o som suave de botas tocando o chão. Kara Danvers, a Supergirl, havia chegado.
— Alguém está muito concentrada por aqui — disse Kara com uma voz doce, fechando a porta atrás de si com o pé enquanto segurava uma sacola de papel que exalava um cheiro delicioso de potstickers.
Lena levantou o olhar, e imediatamente seus olhos verdes brilharam. Ela largou o giz de cera azul e estendeu os braços em uma demanda silenciosa por afeto.
— Mommy! — exclamou Lena, sua voz saindo um pouco mais aguda e infantil do que o habitual, um sinal claro de que ela já estava deslizando para seu estado de regressão.
Kara sorriu de orelha a orelha, deixando a comida sobre o balcão da cozinha e caminhando rapidamente até a morena. Ela se ajoelhou e envolveu Lena em um abraço protetor, sentindo a outra mulher se aconchegar contra seu peito como se fosse o lugar mais seguro do universo.
— Oi, minha pequena — sussurrou Kara, beijando o topo da cabeça de Lena. — Como foi o seu dia? A Lee se comportou enquanto eu estava fora?
Lena se afastou apenas o suficiente para olhar para Kara, fazendo um biquinho adorável que derreteria até o coração de um vilão intergaláctico.
— A Lee teve que falar com homens chatos de terno — reclamou ela, encostando a cabeça no ombro de Kara novamente. — Eles falavam alto e a Lee ficou com a cabeça dodói.
Kara sentiu uma pontada de proteção apertar seu peito. Ela acariciou as costas de Lena, traçando círculos calmantes sobre o tecido da seda.
— Sinto muito por isso, meu amor. Mas agora a Mommy está aqui e os homens chatos sumiram. Quer terminar seu desenho ou quer ir para o sofá ganhar carinho?
— Sofá — decidiu Lena prontamente, agarrando a mão de Kara com força.
Enquanto se acomodavam no sofá espaçoso, Kara puxou uma manta de lã macia para cobri-las. Lena se aninhou no colo da loira, escondendo o rosto no pescoço de Kara, respirando o perfume familiar que misturava flores e aquela brisa fresca que só quem voava entre as nuvens possuía.
— A Mommy demorou — murmurou Lena, um toque de ciúmes surgindo em sua voz. — Eu vi na TV. Você estava ajudando aquele homem de uniforme azul de novo.
Kara soltou uma risadinha baixa, percebendo o ciúme de Lena em relação ao Superman ou talvez a algum oficial do DEO.
— O Clark? — perguntou Kara, passando os dedos pelos fios negros e sedosos de Lena. — Ele é seu primo, Lee. Ele só precisava de uma ajudinha com um incêndio florestal.
— Ele gasta muito do seu tempo — insistiu Lena, apertando a camisa de Kara. — Você é a minha Mommy. Não dele.
— Eu sou toda sua, pequena. Sempre — garantiu Kara, dando um beijo na ponta do nariz de Lena. — Ninguém no mundo é mais importante do que você. Nem o Clark, nem o DEO, nem ninguém. Entendeu?
Lena assentiu devagar, parecendo satisfeita com a resposta. Ela se aconchegou mais, fechando os olhos enquanto a mão de Kara continuava o movimento rítmico em seu cabelo. O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era preenchido pelo som da respiração de ambas e pelo batimento cardíaco constante de Kara, que servia como um metrônomo para a calma de Lena.
— Mommy? — chamou Lena após alguns minutos, a voz abafada contra o peito da loira.
— Sim, querida? — respondeu Kara, baixando o volume da televisão que ela havia ligado apenas para ter um ruído de fundo.
— Posso ganhar leite com chocolate na minha mamadeira? — perguntou ela, olhando para cima com olhos suplicantes. — E o Sr. Puffy?
O Sr. Puffy era um urso de pelúcia extremamente desgastado que Lena guardava em um compartimento secreto de seu armário, um objeto que só via a luz do dia quando ela estava em seu estado mais vulnerável.
— Claro que sim. Vou preparar agora mesmo — disse Kara, depositando Lena cuidadosamente nas almofadas antes de se levantar.
Enquanto Kara estava na cozinha, ela podia ouvir os pequenos sons de Lena se movendo na sala, provavelmente procurando o urso. Kara sorria para si mesma. Para o mundo, Lena Luthor era uma fortaleza de intelecto e determinação. Para Kara, ela era uma alma preciosa que precisava de um espaço onde não precisasse ser forte. E Kara tinha a honra de ser essa força para ela.
Kara voltou com uma mamadeira térmica azul e o urso de pelúcia que ela havia resgatado do quarto. Ela entregou o brinquedo a Lena, que o abraçou imediatamente, e depois ofereceu a mamadeira.
— Aqui está, pequena. Cuidado que ainda está um pouco morninho.
Lena aceitou a mamadeira, começando a beber enquanto se recostava no peito de Kara. A loira pegou um livro de contos de fadas que ficava na mesa de centro e começou a ler em voz baixa, sua voz vibrando suavemente contra as costas de Lena.
— "Era uma vez, em um reino muito distante, uma princesa que tinha o coração feito de esmeraldas..." — começou Kara.
Lena ouvia atentamente, ocasionalmente interrompendo para apontar para uma ilustração ou para reclamar se o dragão da história parecia "muito malvado". Nessas horas, Kara explicava que até os dragões às vezes só precisavam de um abraço, o que fazia Lena rir e concordar.
No entanto, o clima de paz foi levemente interrompido quando o celular de Kara, deixado sobre a mesa, começou a vibrar insistentemente. O nome "Alex" brilhava na tela.
Lena franziu o cenho imediatamente, soltando o bico da mamadeira.
— Não atende — pediu ela, a voz carregada de uma possessividade infantil. — Ela vai querer levar você embora para o trabalho.
— É a Alex, Lee. Pode ser importante — disse Kara, esticando o braço com cautela.
— Não! — Lena agarrou o braço de Kara, seus olhos começando a lacrimejar. — Você prometeu. Noite da Lee e da Mommy. Sem trabalho. Sem Alex.
Kara suspirou, sentindo o conflito interno. Ela sabia que Alex não ligaria a menos que fosse necessário, mas também sabia o quão frágil era o estado de Lena naquele momento. A regressão de Lena era o seu mecanismo de defesa contra o trauma e o estresse; qualquer rejeição, por menor que fosse, parecia um abandono catastrófico.
— Ei, olha para mim — pediu Kara, segurando o rosto de Lena com as duas mãos, ignorando o celular que parou de vibrar apenas para começar de novo segundos depois. — Eu não vou a lugar nenhum. Eu vou apenas dizer para a Alex que estou ocupada e que ela deve ligar para o J'onn. Tudo bem?
Lena fungou, analisando a sinceridade nos olhos azuis de Kara.
— Promete? — perguntou ela com voz trêmula.
— Eu prometo pela minha capa — brincou Kara, o que arrancou um pequeno sorriso de Lena.
Kara atendeu o telefone rapidamente, sem tirar os olhos de Lena.
— Alex, eu não posso falar agora. A menos que a Terra esteja sendo invadida por alienígenas de outra dimensão neste exato segundo, você consegue resolver com o J'onn? — Kara ouviu a resposta do outro lado e assentiu. — Ótimo. Obrigada por entender. Te vejo amanhã. Tchau.
Ela desligou e jogou o telefone no outro canto do sofá, longe do alcance visual.
— Viu? Resolvido. Só nós duas — declarou Kara.
Lena relaxou visivelmente, soltando um suspiro longo e se acomodando novamente.
— A Mommy é a melhor — sussurrou ela, fechando os olhos.
— E a minha pequena é a garota mais corajosa que eu conheço — retribuiu Kara, beijando a testa de Lena.
O tempo passou sem pressa. A mamadeira foi esvaziada e deixada de lado. O Sr. Puffy estava devidamente instalado entre as duas. Lena começou a lutar contra o sono, suas pálpebras pesando enquanto ela brincava distraidamente com os dedos de Kara.
— Mommy? — a voz de Lena era agora apenas um fio de som.
— Sim, meu anjo?
— Você vai estar aqui quando eu acordar? — A vulnerabilidade naquelas palavras sempre quebrava o coração de Kara. Lena passara a vida esperando que as pessoas que amava partissem ou a traíssem. No seu estado de "baby", esse medo era cru e exposto.
Kara apertou o abraço, garantindo que Lena sentisse seu calor e sua presença sólida.
— Eu vou estar bem aqui. Vou te levar para a cama, vou te cobrir e, quando o sol nascer, a primeira coisa que você vai ver vai ser o meu rosto. Eu nunca vou te deixar, Lena. Nunca.
Lena soltou um som de satisfação, um pequeno murmúrio que se transformou em uma respiração pesada e rítmica de quem finalmente se entregara ao sono.
Kara ficou ali por um longo tempo, apenas observando a mulher em seus braços. Naquele estado, as linhas de expressão de preocupação na testa de Lena haviam desaparecido. Ela parecia jovem, pacífica e, acima de tudo, amada.
Com movimentos cuidadosos e usando sua superforça para garantir que não houvesse solavancos, Kara levantou-se com Lena nos braços. Ela caminhou até o quarto principal, onde os lençóis de seda e os travesseiros macios esperavam por elas.
Ao deitar Lena, Kara retirou as meias de coelhinho e a cobriu com o edredom. Ela se preparou para sair e trocar de roupa, mas sentiu uma mão pequena agarrar a ponta de sua camisa. Mesmo dormindo, Lena não queria soltá-la.
Kara sorriu, o coração transbordando. Ela usou sua supervelocidade para trocar o traje de Supergirl por um pijama confortável em um piscar de olhos e deslizou para o lado de Lena na cama.
A morena imediatamente rolou para o lado, encontrando o corpo de Kara e descansando a cabeça em seu peito mais uma vez.
— Boa noite, pequena — sussurrou Kara, fechando os olhos.
Em National City, o caos poderia estar à espreita em cada esquina, vilões poderiam estar tramando e o peso do mundo poderia ser esmagador. Mas dentro daquele quarto, sob a proteção da mulher de aço, Lena Luthor estava finalmente em casa. Ela não era um projeto, não era uma vilã em potencial, não era uma CEO. Ela era apenas a baby de Kara, amada incondicionalmente, protegida de todos os males, em um porto seguro que ninguém jamais ousaria destruir.
