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Rosas
Fandom: Descendentes 5
Criado: 28/06/2026
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RomanceUA (Universo Alternativo)AngústiaPsicológicoFantasiaSombrioClockpunk / WindpunkRecontarEstudo de PersonagemViagem no TempoCiúmesEstuproDramaDistopiaTragédiaGravidez Não Planejada/IndesejadaHorror PsicológicoViolência GráficaSuspense
O Labirinto de Vidro e Relógios
O castelo da Rainha de Copas nunca fora tão silencioso, e ao mesmo tempo tão barulhento. Na nova linha do tempo, as paredes de pedra vermelha haviam sido substituídas por painéis de vidro translúcido e engrenagens que giravam em um ritmo hipnótico. Não havia o som de cabeças rolando, mas sim o tique-taque incessante de mil relógios de bolso pendurados no teto.
Bridget — agora conhecida apenas como a Rainha, embora uma versão muito mais suave e, ao mesmo tempo, melancólica da tirana que um dia poderia ter sido — observava o jardim através da janela de seu quarto. Ela segurava uma xícara de chá que nunca esfriava, graças ao feitiço de permanência que seu marido havia colocado nela.
A porta se abriu sem um aviso, mas ela não precisava de um. O cheiro de pólvora, chá de camomila e cartolina nova sempre o precedia.
— Minha Rainha, minha vida, meu Norte absoluto — a voz de Maddox ecoou, vibrante e ligeiramente maníaca.
Ele atravessou o quarto em passos largos, a cartola levemente inclinada para o lado, os olhos brilhando com uma intensidade que beirava a possessividade absoluta. Maddox não apenas amava Bridget; ele orbitava ao redor dela como se ela fosse o sol e ele um planeta condenado a uma colisão eterna.
Bridget sorriu, um gesto pequeno e cansado, mas genuíno.
— Você está de volta cedo, Maddox. As engrenagens do tempo estão se comportando hoje?
— O tempo é um conceito maleável quando se trata de você, minha querida — disse ele, aproximando-se o suficiente para que Bridget pudesse ver o reflexo de seu próprio rosto nas lentes dos óculos dele. — Eu terminei os ajustes no Grande Relógio. Agora, cada segundo que passamos juntos durará exatamente o dobro para nós, e metade para o resto do mundo.
Ele se ajoelhou aos pés dela, as mãos enluvadas repousando sobre os joelhos da rainha com uma reverência que parecia quase religiosa.
— Você não deveria mexer tanto nas leis da física, Maddox — Bridget comentou, passando os dedos pelos cabelos bagunçados dele. — O que aconteceria se o tempo parasse de vez?
— Então eu teria a eternidade para olhar para você sem a interrupção de um único piscar de olhos — respondeu ele, a voz baixando para um sussurro fervoroso. — Você não entende, Bridget? O mundo lá fora é um caos de cores erradas e ritmos desafinados. Aqui, dentro destas paredes que construí para você, tudo é perfeito. Porque você é o centro.
Bridget suspirou, sentindo aquela familiar mistura de conforto e sufocamento. Nesta linha do tempo, ela não era a monarca cruel que exigia execuções por qualquer ofensa. Ela era a protegida. A joia de Maddox. Ele havia usado seu conhecimento sobre o tempo e o Espaço para garantir que ninguém nunca mais a magoasse, como aconteceu naquele fatídico baile escolar décadas atrás. Mas, ao fazer isso, ele também a isolara em uma redoma de vidro.
— Às vezes sinto falta das outras pessoas — disse ela, olhando para além dos ombros dele. — De Red... de como as coisas eram antes de você decidir que o castelo precisava de tantos trincos.
Os olhos de Maddox escureceram por um microssegundo, um flash de ciúme que ele tentou esconder com um sorriso largo demais.
— Red está segura em seus estudos. E os outros... os outros são distrações. Eles não veem você como eu vejo. Eles veem uma coroa, ou uma ameaça, ou uma ferramenta. Eu vejo a essência.
Ele se levantou e caminhou até uma mesa lateral, pegando um pequeno objeto embrulhado em seda carmesim.
— Eu fiz algo para você.
— Outro presente? — perguntou ela, deixando a xícara de lado. — Maddox, você já me deu um jardim que floresce de acordo com o seu humor.
— Este é diferente — ele desdobrou o tecido, revelando um pingente que parecia uma gota de mercúrio congelada, dentro da qual uma pequena chama rosa ardia. — É um fragmento de um "e se". Capturei o momento exato em que você sorriu pela primeira vez hoje de manhã. Se algum dia você se sentir triste, ou se eu não estiver por perto por um míssil-segundo, basta tocar isso e sentirá aquela alegria novamente.
Bridget pegou o pingente. Estava quente.
— Você é obcecado, Maddox.
— Sou dedicado — corrigiu ele, pegando a mão dela e beijando a palma com uma intensidade febril. — A diferença é apenas uma questão de perspectiva. E a minha perspectiva é que o universo não tem direito a um único pedaço do seu tempo que não seja filtrado por mim.
— E se eu quisesse sair? — perguntou ela, testando os limites daquela prisão dourada. — Se eu quisesse visitar o Reino de Copas original, ou ver o que aconteceu com os outros descendentes?
Maddox parou. O tique-taque dos relógios pareceu aumentar de volume, preenchendo o silêncio tenso. Ele se aproximou mais, invadindo o espaço pessoal de Bridget até que suas testas se encostassem.
— Por que você iria querer ir para um lugar onde o tempo é linear e cruel? — a voz dele era suave, mas havia uma lâmina por baixo das palavras. — Aqui, eu posso rebobinar seus erros. Posso apagar suas lágrimas antes que elas toquem o chão. Lá fora, eles deixariam você sangrar. Eu nunca vou deixar ninguém tocar em você de novo.
— Você está com medo, Maddox? — Bridget perguntou, tocando o rosto dele. — Medo de que, se eu vir o mundo, eu perceba que não preciso de todos esses relógios?
— Eu tenho medo de que o mundo não mereça ver você — ele admitiu, fechando os olhos e inclinando-se para o toque dela como um homem sedento por água. — Você é a única coisa real em uma linha do tempo que eu tive que costurar com minhas próprias mãos. Se você se for, o tecido se desfaz. Eu me desfaço.
Bridget olhou para o pingente em sua mão. Ela sabia que Maddox era perigoso. Sabia que a mente dele era um labirinto de engrenagens quebradas e lógica distorcida. Mas, nesta nova realidade, ele era o único que a colocara em um pedestal, o único que transformara sua dor em um castelo de vidro.
— Fique comigo hoje — disse ela, cedendo mais uma vez ao abraço sufocante daquela obsessão.
— Eu nunca estou em outro lugar — respondeu Maddox, envolvendo-a em seus braços e escondendo o rosto no pescoço dela. — Eu ajustei todos os relógios, Bridget. O "hoje" vai durar o tempo que você desejar. E eu estarei aqui em cada milissegundo dele, garantindo que nada mude.
Enquanto ele a segurava, Maddox olhou por cima do ombro dela para o grande relógio de parede. Com um gesto sutil da mão livre, ele travou uma das engrenagens.
O mundo lá fora poderia continuar girando, mas ali, no coração do Labirinto de Vidro, Bridget era dele. E ele seria o eterno guardião do tempo dela, mesmo que tivesse que parar o universo inteiro para mantê-la exatamente onde ele queria.
— Você é minha Rainha — sussurrou ele contra a pele dela.
— E você é o meu Chapeleiro — respondeu ela, embora uma parte de sua alma ainda se perguntasse como era o som do vento em um lugar onde o tempo não era controlado por um homem apaixonado demais para ser são.
— Mais do que isso — Maddox sorriu, um sorriso que não chegava aos olhos, ocupados demais em memorizar cada detalhe do rosto dela. — Eu sou o homem que parou o destino por você. E eu faria tudo de novo. Mil vezes. Em mil linhas do tempo diferentes.
Ele se afastou apenas o suficiente para olhá-la nos olhos, sua expressão beirando o delírio de um adorador diante de sua divindade.
— Agora, que tal um chá? Eu colhi as folhas no exato momento da aurora, quando a luz tinha o tom perfeito de rosa para combinar com suas bochechas.
Bridget assentiu, deixando-se levar pela rotina meticulosamente planejada. No castelo de Maddox, não havia surpresas, não havia dor, e não havia fuga. Havia apenas ele, e o tique-taque eterno de um amor que se tornara uma fortaleza.
Bridget — agora conhecida apenas como a Rainha, embora uma versão muito mais suave e, ao mesmo tempo, melancólica da tirana que um dia poderia ter sido — observava o jardim através da janela de seu quarto. Ela segurava uma xícara de chá que nunca esfriava, graças ao feitiço de permanência que seu marido havia colocado nela.
A porta se abriu sem um aviso, mas ela não precisava de um. O cheiro de pólvora, chá de camomila e cartolina nova sempre o precedia.
— Minha Rainha, minha vida, meu Norte absoluto — a voz de Maddox ecoou, vibrante e ligeiramente maníaca.
Ele atravessou o quarto em passos largos, a cartola levemente inclinada para o lado, os olhos brilhando com uma intensidade que beirava a possessividade absoluta. Maddox não apenas amava Bridget; ele orbitava ao redor dela como se ela fosse o sol e ele um planeta condenado a uma colisão eterna.
Bridget sorriu, um gesto pequeno e cansado, mas genuíno.
— Você está de volta cedo, Maddox. As engrenagens do tempo estão se comportando hoje?
— O tempo é um conceito maleável quando se trata de você, minha querida — disse ele, aproximando-se o suficiente para que Bridget pudesse ver o reflexo de seu próprio rosto nas lentes dos óculos dele. — Eu terminei os ajustes no Grande Relógio. Agora, cada segundo que passamos juntos durará exatamente o dobro para nós, e metade para o resto do mundo.
Ele se ajoelhou aos pés dela, as mãos enluvadas repousando sobre os joelhos da rainha com uma reverência que parecia quase religiosa.
— Você não deveria mexer tanto nas leis da física, Maddox — Bridget comentou, passando os dedos pelos cabelos bagunçados dele. — O que aconteceria se o tempo parasse de vez?
— Então eu teria a eternidade para olhar para você sem a interrupção de um único piscar de olhos — respondeu ele, a voz baixando para um sussurro fervoroso. — Você não entende, Bridget? O mundo lá fora é um caos de cores erradas e ritmos desafinados. Aqui, dentro destas paredes que construí para você, tudo é perfeito. Porque você é o centro.
Bridget suspirou, sentindo aquela familiar mistura de conforto e sufocamento. Nesta linha do tempo, ela não era a monarca cruel que exigia execuções por qualquer ofensa. Ela era a protegida. A joia de Maddox. Ele havia usado seu conhecimento sobre o tempo e o Espaço para garantir que ninguém nunca mais a magoasse, como aconteceu naquele fatídico baile escolar décadas atrás. Mas, ao fazer isso, ele também a isolara em uma redoma de vidro.
— Às vezes sinto falta das outras pessoas — disse ela, olhando para além dos ombros dele. — De Red... de como as coisas eram antes de você decidir que o castelo precisava de tantos trincos.
Os olhos de Maddox escureceram por um microssegundo, um flash de ciúme que ele tentou esconder com um sorriso largo demais.
— Red está segura em seus estudos. E os outros... os outros são distrações. Eles não veem você como eu vejo. Eles veem uma coroa, ou uma ameaça, ou uma ferramenta. Eu vejo a essência.
Ele se levantou e caminhou até uma mesa lateral, pegando um pequeno objeto embrulhado em seda carmesim.
— Eu fiz algo para você.
— Outro presente? — perguntou ela, deixando a xícara de lado. — Maddox, você já me deu um jardim que floresce de acordo com o seu humor.
— Este é diferente — ele desdobrou o tecido, revelando um pingente que parecia uma gota de mercúrio congelada, dentro da qual uma pequena chama rosa ardia. — É um fragmento de um "e se". Capturei o momento exato em que você sorriu pela primeira vez hoje de manhã. Se algum dia você se sentir triste, ou se eu não estiver por perto por um míssil-segundo, basta tocar isso e sentirá aquela alegria novamente.
Bridget pegou o pingente. Estava quente.
— Você é obcecado, Maddox.
— Sou dedicado — corrigiu ele, pegando a mão dela e beijando a palma com uma intensidade febril. — A diferença é apenas uma questão de perspectiva. E a minha perspectiva é que o universo não tem direito a um único pedaço do seu tempo que não seja filtrado por mim.
— E se eu quisesse sair? — perguntou ela, testando os limites daquela prisão dourada. — Se eu quisesse visitar o Reino de Copas original, ou ver o que aconteceu com os outros descendentes?
Maddox parou. O tique-taque dos relógios pareceu aumentar de volume, preenchendo o silêncio tenso. Ele se aproximou mais, invadindo o espaço pessoal de Bridget até que suas testas se encostassem.
— Por que você iria querer ir para um lugar onde o tempo é linear e cruel? — a voz dele era suave, mas havia uma lâmina por baixo das palavras. — Aqui, eu posso rebobinar seus erros. Posso apagar suas lágrimas antes que elas toquem o chão. Lá fora, eles deixariam você sangrar. Eu nunca vou deixar ninguém tocar em você de novo.
— Você está com medo, Maddox? — Bridget perguntou, tocando o rosto dele. — Medo de que, se eu vir o mundo, eu perceba que não preciso de todos esses relógios?
— Eu tenho medo de que o mundo não mereça ver você — ele admitiu, fechando os olhos e inclinando-se para o toque dela como um homem sedento por água. — Você é a única coisa real em uma linha do tempo que eu tive que costurar com minhas próprias mãos. Se você se for, o tecido se desfaz. Eu me desfaço.
Bridget olhou para o pingente em sua mão. Ela sabia que Maddox era perigoso. Sabia que a mente dele era um labirinto de engrenagens quebradas e lógica distorcida. Mas, nesta nova realidade, ele era o único que a colocara em um pedestal, o único que transformara sua dor em um castelo de vidro.
— Fique comigo hoje — disse ela, cedendo mais uma vez ao abraço sufocante daquela obsessão.
— Eu nunca estou em outro lugar — respondeu Maddox, envolvendo-a em seus braços e escondendo o rosto no pescoço dela. — Eu ajustei todos os relógios, Bridget. O "hoje" vai durar o tempo que você desejar. E eu estarei aqui em cada milissegundo dele, garantindo que nada mude.
Enquanto ele a segurava, Maddox olhou por cima do ombro dela para o grande relógio de parede. Com um gesto sutil da mão livre, ele travou uma das engrenagens.
O mundo lá fora poderia continuar girando, mas ali, no coração do Labirinto de Vidro, Bridget era dele. E ele seria o eterno guardião do tempo dela, mesmo que tivesse que parar o universo inteiro para mantê-la exatamente onde ele queria.
— Você é minha Rainha — sussurrou ele contra a pele dela.
— E você é o meu Chapeleiro — respondeu ela, embora uma parte de sua alma ainda se perguntasse como era o som do vento em um lugar onde o tempo não era controlado por um homem apaixonado demais para ser são.
— Mais do que isso — Maddox sorriu, um sorriso que não chegava aos olhos, ocupados demais em memorizar cada detalhe do rosto dela. — Eu sou o homem que parou o destino por você. E eu faria tudo de novo. Mil vezes. Em mil linhas do tempo diferentes.
Ele se afastou apenas o suficiente para olhá-la nos olhos, sua expressão beirando o delírio de um adorador diante de sua divindade.
— Agora, que tal um chá? Eu colhi as folhas no exato momento da aurora, quando a luz tinha o tom perfeito de rosa para combinar com suas bochechas.
Bridget assentiu, deixando-se levar pela rotina meticulosamente planejada. No castelo de Maddox, não havia surpresas, não havia dor, e não havia fuga. Havia apenas ele, e o tique-taque eterno de um amor que se tornara uma fortaleza.
