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d54
Fandom: record of ragnarok
Criado: 28/06/2026
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RomanceFofuraHumorFatias de VidaHistória DomésticaCrack / Humor ParódicoFantasiaCenário CanônicoDor/ConfortoEstudo de Personagem
O Trono de Porcelana e a Camisola do Rei do Submundo
A luz pálida da manhã mal havia começado a beijar as colunas de mármore do palácio central de Valhala. O silêncio era a regra, ou deveria ser, se não fosse pelo grupo eclético — e barulhento — que atravessava os corredores com a sutileza de uma manada de elefantes.
Humanos e deuses, outrora inimigos mortais em uma arena manchada de sangue, agora caminhavam lado a lado, unidos por uma súbita urgência burocrática e uma curiosidade mórbida. Zeus liderava o grupo com sua energia caótica, seguido por um Hermes impecável e um Odin cujos corvos pareciam ainda estar cochilando sob as penas. Atrás deles, os Einherjar não ficavam atrás: Lu Bu carregava sua alabarda por puro hábito, enquanto Tesla discutia teorias com um Beelzebub visivelmente cansado.
— Eu ainda acho que é cedo demais para isso — resmungou Leônidas, ajeitando o protetor de ombro. — Reis não deveriam ser incomodados antes do desjejum.
— Ora, deixe de ser ranzinza! — Zeus riu, dando um tapinha nas costas do espartano. — Qin disse que cuidaria da papelada da redistribuição das almas de Helheim. Se ele quer ser o Imperador de Onde Quer que se Sente, ele tem que trabalhar!
Hades, que caminhava ao lado de Poseidon, mantinha uma expressão de calma soberana, embora houvesse um brilho divertido em seus olhos. Ele conhecia a rotina de seu marido melhor do que ninguém, mas até ele estava surpreso com a decisão do grupo de invadir os aposentos de trabalho de Qin às cinco da manhã.
— Ele costuma ser... meticuloso com sua imagem — comentou Hades, a voz aveludada ecoando pelo corredor. — Talvez devêssemos ter enviado um aviso.
— Bobagem! — Sasaki Kojiro sorriu, limpando uma maçã na túnica. — O garoto é sempre tão cheio de pose, vai ser bom vê-lo um pouco menos... imperial.
Ao chegarem à porta dupla entalhada com dragões e flores de lótus, Zeus não se deu ao trabalho de bater. Ele escancarou as portas com um estrondo.
— HOU! Imperador! Viemos conferir os relatórios e...
As palavras de Zeus morreram na garganta. O grupo inteiro estacou, congelado na entrada da vasta biblioteca.
Lá, sentado no chão sobre um tapete felpudo em vez de seu trono habitual, cercado por montanhas de pergaminhos, tablets eletrônicos de Tesla e selos de cera, estava Ying Zheng.
Mas não era o Qin Shi Huang que eles conheciam.
Não havia a venda ornamentada sobre os olhos, revelando íris claras que piscavam, confusas, sob a luz súbita. Não havia a armadura de placas douradas, nem as garras de proteção nos dedos, nem a túnica imperial de seda vermelha que custava o PIB de uma nação.
Qin estava vestindo uma blusa de linho preto que era claramente três números maior que ele — uma peça pertencente a Hades, que caía pelos seus ombros, revelando a clavícula e a tatuagem de centopeia no pescoço. Por baixo, apenas um short curto de algodão. Seus cabelos, geralmente presos em um penteado complexo, estavam uma bagunça completa de fios pretos espetados para todos os lados.
Ele segurava uma xícara de café com as duas mãos, como se sua vida dependesse daquele calor, e um pincel de caligrafia estava preso atrás da orelha.
O silêncio que se seguiu foi absoluto.
Qin piscou. Uma vez. Duas vezes. Ele olhou para a horda de deuses e heróis à sua porta e depois para o relógio de parede.
— Pelos deuses... — sussurrou o Imperador, a voz rouca de sono, perdendo completamente a postura superior por um segundo. — O que vocês estão fazendo acordados agora? O sol nem terminou de subir!
— Zheng? — Hades deu um passo à frente, os olhos arregalados, lutando contra um sorriso que ameaçava escapar.
O susto de Qin foi tão genuíno que ele quase derrubou o café. Ele se levantou rapidamente, tropeçando na barra da blusa gigante de Hades, o que o fez parecer mais um adolescente desleixado do que o homem que unificou a China.
— Não olhem! — Qin exclamou, recuperando um pingo de sua arrogância, embora o efeito fosse anulado pelo fato de ele estar tentando alisar o cabelo com a mão livre. — Onde estão meus servos? Onde está minha venda? Brunhilde, eu vou mandar decapitar alguém por essa invasão!
— Você está usando a roupa do Hades — observou Jack, o Estripador, ajustando o monóculo com um sorriso ladino. — Que cor interessante de aura o senhor emana agora... algo entre o "mortificado" e o "preciso de uma soneca".
— É confortável! — rebateu Qin, apontando o dedo (sem as garras habituais) para Jack. — E como o Grande Imperador, eu decido que a moda atual é o desleixo matinal! Onde eu sento é o meu trono, e se eu sento no chão de pijama, então este é o Trono de Algodão!
Buda soltou uma gargalhada alta, mastigando uma bala de goma.
— Cara, você parece um panda que acabou de cair de uma árvore. Cadê toda aquela fala de "eu sou o único e verdadeiro rei"?
Qin inflou as bochechas, uma expressão que ninguém jamais imaginaria ver no homem que derrotou Hades na arena.
— Eu ainda sou o Rei! — Ele tentou recuperar a compostura, cruzando os braços, o que só fez a manga da blusa de Hades escorregar ainda mais. — Só sou um rei que aprecia a eficiência de trabalhar antes que os plebeus — ele apontou para o grupo — comecem a fazer barulho.
Hades, vendo o desconforto crescente e a fofura inesperada de seu marido, caminhou através do mar de papéis. Ele ignorou os olhares curiosos de Poseidon e os comentários maliciosos de Apolo sobre "estilo matinal".
Ao chegar perto de Qin, o Rei do Submundo estendeu a mão e tirou o pincel de trás da orelha do chinês.
— Você passou a noite acordado de novo, não foi? — perguntou Hades, a voz suave, carregada de uma afeição que fez os Einherjar mais durões desviarem o olhar.
— As rotas de comércio entre o Niflheim e o Submundo estavam uma bagunça — resmungou Qin, mas sua postura relaxou instantaneamente ao toque de Hades. — E eu queria terminar isso antes que você acordasse, para podermos... bem, você sabe.
Hades sorriu, uma expressão de pura nobreza e devoção. Sem se importar com o público de deuses supremos e guerreiros lendários, ele segurou o rosto de Qin com uma das mãos e inclinou-se, selando seus lábios em um beijo calmo e demorado.
— Eca, sentimentalismo logo cedo — resmungou Loki, embora não desviasse o olhar.
Quando se separaram, Qin estava levemente corado, mas o brilho de desafio havia voltado aos seus olhos. Ele se virou para a plateia, usando a blusa de Hades como se fosse o manto mais caro do universo.
— Muito bem! — Qin proclamou, recuperando sua voz de comando, apesar do cabelo bagunçado. — Já viram o que queriam. O Imperador está em seu momento de lazer administrativo. Hades, meu querido, mande Hermes trazer chá e pãezinhos de porco. E quanto ao resto de vocês...
Ele apontou para a porta com um gesto grandioso.
— Fora! A audiência real só começa quando eu decidir que meu cabelo está digno de ser visto por olhos inferiores!
— Mas nós viemos discutir o tratado... — tentou Nikola Tesla, levantando um gráfico.
— Fora! — Qin repetiu, voltando a sentar-se em seu "trono" de tapete e tomando um gole de café com um ar de superioridade absoluta. — Ou eu farei com que o próximo Ragnarok seja entre vocês e a minha falta de paciência matinal!
Zeus riu, começando a empurrar o grupo para fora da sala.
— Vamos, vamos! Um imperador sem café é mais perigoso que um deus enfurecido. Dêem privacidade ao casal.
Enquanto a porta se fechava, a última coisa que o grupo viu foi Hades se sentando no chão atrás de Qin, começando a passar os dedos pelos fios rebeldes do cabelo do marido, enquanto o Imperador da China encostava a cabeça no ombro do Rei do Submundo, finalmente soltando um suspiro de cansaço.
— Eles são estranhos — comentou Okita Soji, já no corredor.
— Eles são reis — corrigiu Sasaki, sorrindo. — E, aparentemente, até reis gostam de usar as roupas um do outro quando ninguém está olhando.
Lá dentro, no silêncio recuperado da biblioteca, Qin relaxou completamente. A sinestesia toque-espelho, que por tanto tempo lhe trouxe dor, agora só lhe trazia a sensação do calor e da calma que emanavam de Hades.
— Você fica bem nas minhas roupas, Ying Zheng — sussurrou Hades em seu ouvido.
— Eu fico bem em qualquer coisa — respondeu Qin, fechando os olhos por um momento. — Mas o seu cheiro na blusa ajuda a focar nos números. Agora, fique quieto e me ajude com esses relatórios de almas. Um rei nunca descansa... mas ele aceita cafuné enquanto trabalha.
Humanos e deuses, outrora inimigos mortais em uma arena manchada de sangue, agora caminhavam lado a lado, unidos por uma súbita urgência burocrática e uma curiosidade mórbida. Zeus liderava o grupo com sua energia caótica, seguido por um Hermes impecável e um Odin cujos corvos pareciam ainda estar cochilando sob as penas. Atrás deles, os Einherjar não ficavam atrás: Lu Bu carregava sua alabarda por puro hábito, enquanto Tesla discutia teorias com um Beelzebub visivelmente cansado.
— Eu ainda acho que é cedo demais para isso — resmungou Leônidas, ajeitando o protetor de ombro. — Reis não deveriam ser incomodados antes do desjejum.
— Ora, deixe de ser ranzinza! — Zeus riu, dando um tapinha nas costas do espartano. — Qin disse que cuidaria da papelada da redistribuição das almas de Helheim. Se ele quer ser o Imperador de Onde Quer que se Sente, ele tem que trabalhar!
Hades, que caminhava ao lado de Poseidon, mantinha uma expressão de calma soberana, embora houvesse um brilho divertido em seus olhos. Ele conhecia a rotina de seu marido melhor do que ninguém, mas até ele estava surpreso com a decisão do grupo de invadir os aposentos de trabalho de Qin às cinco da manhã.
— Ele costuma ser... meticuloso com sua imagem — comentou Hades, a voz aveludada ecoando pelo corredor. — Talvez devêssemos ter enviado um aviso.
— Bobagem! — Sasaki Kojiro sorriu, limpando uma maçã na túnica. — O garoto é sempre tão cheio de pose, vai ser bom vê-lo um pouco menos... imperial.
Ao chegarem à porta dupla entalhada com dragões e flores de lótus, Zeus não se deu ao trabalho de bater. Ele escancarou as portas com um estrondo.
— HOU! Imperador! Viemos conferir os relatórios e...
As palavras de Zeus morreram na garganta. O grupo inteiro estacou, congelado na entrada da vasta biblioteca.
Lá, sentado no chão sobre um tapete felpudo em vez de seu trono habitual, cercado por montanhas de pergaminhos, tablets eletrônicos de Tesla e selos de cera, estava Ying Zheng.
Mas não era o Qin Shi Huang que eles conheciam.
Não havia a venda ornamentada sobre os olhos, revelando íris claras que piscavam, confusas, sob a luz súbita. Não havia a armadura de placas douradas, nem as garras de proteção nos dedos, nem a túnica imperial de seda vermelha que custava o PIB de uma nação.
Qin estava vestindo uma blusa de linho preto que era claramente três números maior que ele — uma peça pertencente a Hades, que caía pelos seus ombros, revelando a clavícula e a tatuagem de centopeia no pescoço. Por baixo, apenas um short curto de algodão. Seus cabelos, geralmente presos em um penteado complexo, estavam uma bagunça completa de fios pretos espetados para todos os lados.
Ele segurava uma xícara de café com as duas mãos, como se sua vida dependesse daquele calor, e um pincel de caligrafia estava preso atrás da orelha.
O silêncio que se seguiu foi absoluto.
Qin piscou. Uma vez. Duas vezes. Ele olhou para a horda de deuses e heróis à sua porta e depois para o relógio de parede.
— Pelos deuses... — sussurrou o Imperador, a voz rouca de sono, perdendo completamente a postura superior por um segundo. — O que vocês estão fazendo acordados agora? O sol nem terminou de subir!
— Zheng? — Hades deu um passo à frente, os olhos arregalados, lutando contra um sorriso que ameaçava escapar.
O susto de Qin foi tão genuíno que ele quase derrubou o café. Ele se levantou rapidamente, tropeçando na barra da blusa gigante de Hades, o que o fez parecer mais um adolescente desleixado do que o homem que unificou a China.
— Não olhem! — Qin exclamou, recuperando um pingo de sua arrogância, embora o efeito fosse anulado pelo fato de ele estar tentando alisar o cabelo com a mão livre. — Onde estão meus servos? Onde está minha venda? Brunhilde, eu vou mandar decapitar alguém por essa invasão!
— Você está usando a roupa do Hades — observou Jack, o Estripador, ajustando o monóculo com um sorriso ladino. — Que cor interessante de aura o senhor emana agora... algo entre o "mortificado" e o "preciso de uma soneca".
— É confortável! — rebateu Qin, apontando o dedo (sem as garras habituais) para Jack. — E como o Grande Imperador, eu decido que a moda atual é o desleixo matinal! Onde eu sento é o meu trono, e se eu sento no chão de pijama, então este é o Trono de Algodão!
Buda soltou uma gargalhada alta, mastigando uma bala de goma.
— Cara, você parece um panda que acabou de cair de uma árvore. Cadê toda aquela fala de "eu sou o único e verdadeiro rei"?
Qin inflou as bochechas, uma expressão que ninguém jamais imaginaria ver no homem que derrotou Hades na arena.
— Eu ainda sou o Rei! — Ele tentou recuperar a compostura, cruzando os braços, o que só fez a manga da blusa de Hades escorregar ainda mais. — Só sou um rei que aprecia a eficiência de trabalhar antes que os plebeus — ele apontou para o grupo — comecem a fazer barulho.
Hades, vendo o desconforto crescente e a fofura inesperada de seu marido, caminhou através do mar de papéis. Ele ignorou os olhares curiosos de Poseidon e os comentários maliciosos de Apolo sobre "estilo matinal".
Ao chegar perto de Qin, o Rei do Submundo estendeu a mão e tirou o pincel de trás da orelha do chinês.
— Você passou a noite acordado de novo, não foi? — perguntou Hades, a voz suave, carregada de uma afeição que fez os Einherjar mais durões desviarem o olhar.
— As rotas de comércio entre o Niflheim e o Submundo estavam uma bagunça — resmungou Qin, mas sua postura relaxou instantaneamente ao toque de Hades. — E eu queria terminar isso antes que você acordasse, para podermos... bem, você sabe.
Hades sorriu, uma expressão de pura nobreza e devoção. Sem se importar com o público de deuses supremos e guerreiros lendários, ele segurou o rosto de Qin com uma das mãos e inclinou-se, selando seus lábios em um beijo calmo e demorado.
— Eca, sentimentalismo logo cedo — resmungou Loki, embora não desviasse o olhar.
Quando se separaram, Qin estava levemente corado, mas o brilho de desafio havia voltado aos seus olhos. Ele se virou para a plateia, usando a blusa de Hades como se fosse o manto mais caro do universo.
— Muito bem! — Qin proclamou, recuperando sua voz de comando, apesar do cabelo bagunçado. — Já viram o que queriam. O Imperador está em seu momento de lazer administrativo. Hades, meu querido, mande Hermes trazer chá e pãezinhos de porco. E quanto ao resto de vocês...
Ele apontou para a porta com um gesto grandioso.
— Fora! A audiência real só começa quando eu decidir que meu cabelo está digno de ser visto por olhos inferiores!
— Mas nós viemos discutir o tratado... — tentou Nikola Tesla, levantando um gráfico.
— Fora! — Qin repetiu, voltando a sentar-se em seu "trono" de tapete e tomando um gole de café com um ar de superioridade absoluta. — Ou eu farei com que o próximo Ragnarok seja entre vocês e a minha falta de paciência matinal!
Zeus riu, começando a empurrar o grupo para fora da sala.
— Vamos, vamos! Um imperador sem café é mais perigoso que um deus enfurecido. Dêem privacidade ao casal.
Enquanto a porta se fechava, a última coisa que o grupo viu foi Hades se sentando no chão atrás de Qin, começando a passar os dedos pelos fios rebeldes do cabelo do marido, enquanto o Imperador da China encostava a cabeça no ombro do Rei do Submundo, finalmente soltando um suspiro de cansaço.
— Eles são estranhos — comentou Okita Soji, já no corredor.
— Eles são reis — corrigiu Sasaki, sorrindo. — E, aparentemente, até reis gostam de usar as roupas um do outro quando ninguém está olhando.
Lá dentro, no silêncio recuperado da biblioteca, Qin relaxou completamente. A sinestesia toque-espelho, que por tanto tempo lhe trouxe dor, agora só lhe trazia a sensação do calor e da calma que emanavam de Hades.
— Você fica bem nas minhas roupas, Ying Zheng — sussurrou Hades em seu ouvido.
— Eu fico bem em qualquer coisa — respondeu Qin, fechando os olhos por um momento. — Mas o seu cheiro na blusa ajuda a focar nos números. Agora, fique quieto e me ajude com esses relatórios de almas. Um rei nunca descansa... mas ele aceita cafuné enquanto trabalha.
