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D56
Fandom: Record of ragnarok
Criado: 29/06/2026
Tags
RomanceFantasiaFatias de VidaFofuraHumorHistória DomésticaCenário Canônico
O Trono de Marfim e a Marca do Rei
A luz pálida de Helheim filtrava-se pelas pesadas cortinas de veludo negro do quarto real, trazendo consigo a frieza característica do submundo. No entanto, dentro daquela câmara vasta, o clima era de um calor reconfortante. Hades, o Rei do Submundo, abriu os olhos lentamente, sentindo o peso familiar da responsabilidade que carregava como o pilar da família divina. Mas, naquele momento, ele não era o juiz das almas ou o estrategista temido; ele era apenas um homem despertando ao lado de seu consorte.
Ao seu lado, Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador da China, dormia profundamente. O homem que desafiara deuses e redesenhara os limites da humanidade estava, agora, desprovido de suas vendas, de sua armadura ornamentada e de sua postura inabalável. Qin estava deitado de bruços, vestindo apenas uma camisa de seda negra de Hades que, devido aos seus movimentos inquietos durante o sono, havia subido significativamente.
A peça de roupa, grande demais para o corpo esguio e definido do imperador, terminava logo acima da curva de seus quadris, deixando sua retaguarda completamente exposta à luz matinal.
Hades observou a cena por alguns instantes, um sorriso discreto surgindo em seus lábios nobres. Havia algo de fascinante em ver o homem que declarava "onde eu me sento, este é o meu trono" em um estado tão vulnerável e doméstico. A pele de Qin era clara, quase como jade sob o luar, e a visão era um convite que o Rei de Helheim, em um raro momento de impulsividade, não pôde ignorar.
Movido por um instinto lúdico e uma possessividade silenciosa, Hades ergueu a mão e desferiu um tapa sonoro e firme na nádega exposta de Qin.
O estalo ecoou pelo quarto silencioso.
Hades esperou a reação imediata. Ele esperava que Qin saltasse da cama, apontasse o dedo em sua direção e fizesse algum discurso grandioso sobre como era um sacrilégio tocar no corpo do imperador sem permissão. No entanto, o que aconteceu foi o oposto.
Qin Shi Huang não acordou. Em vez disso, seu corpo apenas estremeceu levemente com o impacto, um calafrio percorrendo sua espinha. Seus lábios se curvaram em um sorriso pequeno e satisfeito, um murmúrio ininteligível escapando de sua garganta enquanto ele se acomodava mais profundamente nos travesseiros de seda, entregando-se novamente ao sono.
Hades ficou em choque, a mão ainda suspensa no ar. Onde estava o homem que lutava contra o destino? Onde estava o guerreiro que sentia a dor alheia como se fosse sua? O fato de Qin ter aceitado o golpe em seu subconsciente com tamanha complacência — e até prazer — deixou o deus momentaneamente sem palavras.
— Você é realmente uma caixa de surpresas, Ying Zheng — sussurrou Hades, usando o nome de nascimento do imperador, algo que reservava apenas para os momentos de maior intimidade.
Hades levantou-se silenciosamente, vestindo seu robe e caminhando até a varanda para observar seus domínios enquanto esperava que o "sol" de Helheim subisse um pouco mais. Cerca de meia hora depois, ele ouviu o som de lençóis se movendo e um bocejo longo e dramático vindo da cama.
Qin Shi Huang estava acordando. Ele se sentou devagar, os cabelos escuros bagunçados caindo sobre os olhos. Ele esfregou o rosto, ainda processando o mundo ao seu redor, até que tentou se ajustar na cama e uma careta de desconforto surgiu em suas feições.
— Ai... — resmungou Qin, levando a mão à parte de trás da coxa. — Mas o que é isso? Parece que um titã decidiu usar meu traseiro como tambor.
Hades, encostado no batente da porta da varanda, cruzou os braços e observou com um brilho divertido nos olhos.
— Bom dia para você também, meu imperador. Dormiu bem?
Qin lançou-lhe um olhar semicerrado, cheio de suspeita.
— Eu estava dormindo maravilhosamente bem, Hades, até sentir uma queimação estranha.
O imperador levantou-se da cama com a graça de um felino, apesar do leve incômodo, e caminhou em direção ao grande espelho de moldura dourada que adornava o quarto. Ele se virou de costas, puxando a camisa para cima para inspecionar o local do desconforto.
Lá estava ela: uma marca de mão perfeitamente definida, um vermelho vibrante contrastando com sua pele pálida.
Qin arregalou os olhos por um segundo, o choque inicial sendo rapidamente substituído por uma expressão de indignação fingida. Ele se virou para Hades, apontando para o próprio corpo.
— Mas que audácia é essa?! — exclamou ele, embora sua voz carecesse da autoridade fria que usava nas reuniões do conselho. — Você se atreve a marcar o corpo do Primeiro Imperador da China como se eu fosse sua propriedade privada?
Hades soltou uma risada baixa, caminhando lentamente em direção a ele.
— E você não é? — perguntou o deus, sua voz vibrando com uma autoridade calma e sedutora. — Pelo que me lembro, o contrato que selamos diante das leis de Helheim e da humanidade diz algo sobre sermos um só.
Qin bufou, cruzando os braços e fazendo um biquinho que desmoronava qualquer tentativa de parecer ameaçador.
— Isso é abuso de poder! — declarou Qin, aproximando-se de Hades e batendo levemente no peito do deus. — Eu deveria mandar você para as masmorras por tal insolência. Olhe só para isso, a marca está nítida! Como vou caminhar pelo palácio hoje sem sentir que o Rei do Submundo está rindo pelas minhas costas?
— Eu não estou rindo — mentiu Hades, embora seus olhos o traíssem. — Eu estava apenas... testando a resistência do meu oponente.
— Pois saiba que seu oponente exige reparações! — Qin se aproximou mais, invadindo o espaço pessoal de Hades. — Você me bateu enquanto eu dormia. Onde está a honra nisso, Grande Rei?
Hades envolveu a cintura de Qin com os braços, puxando-o para perto. A postura de "imperador absoluto" de Qin derreteu instantaneamente. Ele se aninhou no abraço, a cabeça repousando no ombro de Hades, sua expressão suavizando-se para algo que apenas o marido tinha o privilégio de ver: a face de um homem que, após uma vida de dor e fardos, finalmente encontrara um lugar onde podia simplesmente ser.
— Você sorriu, sabia? — comentou Hades, baixinho, perto do ouvido de Qin.
O imperador congelou por um momento, as bochechas ganhando um tom de rosa que não tinha nada a ver com o tapa.
— Eu não sorri. Eu provavelmente estava tendo um sonho sobre conquistar mais algum território — mentiu Qin, descaradamente.
— Não — insistiu Hades, soltando Qin apenas o suficiente para olhar em seus olhos. — Você estremeceu e sorriu. Parece que o grande Qin Shi Huang gosta de ser marcado pelo seu marido.
Qin desviou o olhar, tentando manter o que restava de sua dignidade real, mas a satisfação em seu rosto era evidente. Devido à sua sinestesia, Qin sempre soube o que era sentir a dor dos outros, mas ali, nos braços de Hades, a "dor" era diferente. Era uma afirmação de presença, um toque que não trazia o sofrimento do mundo, mas o calor de alguém que o amava.
— Talvez... — começou Qin, sua voz agora mais mansa, desprovida de qualquer arrogância. — Talvez o imperador permita que você faça isso de novo. Mas só se você pedir permissão da próxima vez.
Hades sorriu, inclinando-se para dar um beijo suave na testa de Qin.
— Eu não peço permissão para governar o que é meu, Qin. E você disse uma vez que, onde quer que você se sente, ali está o seu trono.
Qin soltou uma risada vibrante, seus olhos brilhando com malícia e carinho.
— Exatamente. E como você marcou o meu "trono", acho que agora você tem uma dívida eterna comigo.
— E como o imperador deseja ser pago? — perguntou Hades, sua mão descendo novamente para a cintura de Qin, acariciando a pele marcada.
Qin sorriu, um sorriso que não era para o povo, nem para os deuses, mas apenas para o homem à sua frente.
— Comece preparando o desjejum. O imperador está com fome, e o seu marido está... satisfeito demais para cozinhar hoje.
Hades riu, balançando a cabeça diante da audácia eterna de seu consorte.
— Como desejar, meu rei.
Enquanto Hades se afastava para providenciar a refeição, Qin voltou a olhar-se no espelho. Ele tocou a marca vermelha em sua pele, um pequeno sorriso de triunfo e contentamento brincando em seus lábios. Ele era o homem que unificou a China, o rei que enfrentou deuses, mas ali, naquele quarto em Helheim, ele era simplesmente amado. E aquela marca era o selo de um império muito mais valioso do que qualquer terra que já tivesse conquistado.
Ao seu lado, Qin Shi Huang, o Primeiro Imperador da China, dormia profundamente. O homem que desafiara deuses e redesenhara os limites da humanidade estava, agora, desprovido de suas vendas, de sua armadura ornamentada e de sua postura inabalável. Qin estava deitado de bruços, vestindo apenas uma camisa de seda negra de Hades que, devido aos seus movimentos inquietos durante o sono, havia subido significativamente.
A peça de roupa, grande demais para o corpo esguio e definido do imperador, terminava logo acima da curva de seus quadris, deixando sua retaguarda completamente exposta à luz matinal.
Hades observou a cena por alguns instantes, um sorriso discreto surgindo em seus lábios nobres. Havia algo de fascinante em ver o homem que declarava "onde eu me sento, este é o meu trono" em um estado tão vulnerável e doméstico. A pele de Qin era clara, quase como jade sob o luar, e a visão era um convite que o Rei de Helheim, em um raro momento de impulsividade, não pôde ignorar.
Movido por um instinto lúdico e uma possessividade silenciosa, Hades ergueu a mão e desferiu um tapa sonoro e firme na nádega exposta de Qin.
O estalo ecoou pelo quarto silencioso.
Hades esperou a reação imediata. Ele esperava que Qin saltasse da cama, apontasse o dedo em sua direção e fizesse algum discurso grandioso sobre como era um sacrilégio tocar no corpo do imperador sem permissão. No entanto, o que aconteceu foi o oposto.
Qin Shi Huang não acordou. Em vez disso, seu corpo apenas estremeceu levemente com o impacto, um calafrio percorrendo sua espinha. Seus lábios se curvaram em um sorriso pequeno e satisfeito, um murmúrio ininteligível escapando de sua garganta enquanto ele se acomodava mais profundamente nos travesseiros de seda, entregando-se novamente ao sono.
Hades ficou em choque, a mão ainda suspensa no ar. Onde estava o homem que lutava contra o destino? Onde estava o guerreiro que sentia a dor alheia como se fosse sua? O fato de Qin ter aceitado o golpe em seu subconsciente com tamanha complacência — e até prazer — deixou o deus momentaneamente sem palavras.
— Você é realmente uma caixa de surpresas, Ying Zheng — sussurrou Hades, usando o nome de nascimento do imperador, algo que reservava apenas para os momentos de maior intimidade.
Hades levantou-se silenciosamente, vestindo seu robe e caminhando até a varanda para observar seus domínios enquanto esperava que o "sol" de Helheim subisse um pouco mais. Cerca de meia hora depois, ele ouviu o som de lençóis se movendo e um bocejo longo e dramático vindo da cama.
Qin Shi Huang estava acordando. Ele se sentou devagar, os cabelos escuros bagunçados caindo sobre os olhos. Ele esfregou o rosto, ainda processando o mundo ao seu redor, até que tentou se ajustar na cama e uma careta de desconforto surgiu em suas feições.
— Ai... — resmungou Qin, levando a mão à parte de trás da coxa. — Mas o que é isso? Parece que um titã decidiu usar meu traseiro como tambor.
Hades, encostado no batente da porta da varanda, cruzou os braços e observou com um brilho divertido nos olhos.
— Bom dia para você também, meu imperador. Dormiu bem?
Qin lançou-lhe um olhar semicerrado, cheio de suspeita.
— Eu estava dormindo maravilhosamente bem, Hades, até sentir uma queimação estranha.
O imperador levantou-se da cama com a graça de um felino, apesar do leve incômodo, e caminhou em direção ao grande espelho de moldura dourada que adornava o quarto. Ele se virou de costas, puxando a camisa para cima para inspecionar o local do desconforto.
Lá estava ela: uma marca de mão perfeitamente definida, um vermelho vibrante contrastando com sua pele pálida.
Qin arregalou os olhos por um segundo, o choque inicial sendo rapidamente substituído por uma expressão de indignação fingida. Ele se virou para Hades, apontando para o próprio corpo.
— Mas que audácia é essa?! — exclamou ele, embora sua voz carecesse da autoridade fria que usava nas reuniões do conselho. — Você se atreve a marcar o corpo do Primeiro Imperador da China como se eu fosse sua propriedade privada?
Hades soltou uma risada baixa, caminhando lentamente em direção a ele.
— E você não é? — perguntou o deus, sua voz vibrando com uma autoridade calma e sedutora. — Pelo que me lembro, o contrato que selamos diante das leis de Helheim e da humanidade diz algo sobre sermos um só.
Qin bufou, cruzando os braços e fazendo um biquinho que desmoronava qualquer tentativa de parecer ameaçador.
— Isso é abuso de poder! — declarou Qin, aproximando-se de Hades e batendo levemente no peito do deus. — Eu deveria mandar você para as masmorras por tal insolência. Olhe só para isso, a marca está nítida! Como vou caminhar pelo palácio hoje sem sentir que o Rei do Submundo está rindo pelas minhas costas?
— Eu não estou rindo — mentiu Hades, embora seus olhos o traíssem. — Eu estava apenas... testando a resistência do meu oponente.
— Pois saiba que seu oponente exige reparações! — Qin se aproximou mais, invadindo o espaço pessoal de Hades. — Você me bateu enquanto eu dormia. Onde está a honra nisso, Grande Rei?
Hades envolveu a cintura de Qin com os braços, puxando-o para perto. A postura de "imperador absoluto" de Qin derreteu instantaneamente. Ele se aninhou no abraço, a cabeça repousando no ombro de Hades, sua expressão suavizando-se para algo que apenas o marido tinha o privilégio de ver: a face de um homem que, após uma vida de dor e fardos, finalmente encontrara um lugar onde podia simplesmente ser.
— Você sorriu, sabia? — comentou Hades, baixinho, perto do ouvido de Qin.
O imperador congelou por um momento, as bochechas ganhando um tom de rosa que não tinha nada a ver com o tapa.
— Eu não sorri. Eu provavelmente estava tendo um sonho sobre conquistar mais algum território — mentiu Qin, descaradamente.
— Não — insistiu Hades, soltando Qin apenas o suficiente para olhar em seus olhos. — Você estremeceu e sorriu. Parece que o grande Qin Shi Huang gosta de ser marcado pelo seu marido.
Qin desviou o olhar, tentando manter o que restava de sua dignidade real, mas a satisfação em seu rosto era evidente. Devido à sua sinestesia, Qin sempre soube o que era sentir a dor dos outros, mas ali, nos braços de Hades, a "dor" era diferente. Era uma afirmação de presença, um toque que não trazia o sofrimento do mundo, mas o calor de alguém que o amava.
— Talvez... — começou Qin, sua voz agora mais mansa, desprovida de qualquer arrogância. — Talvez o imperador permita que você faça isso de novo. Mas só se você pedir permissão da próxima vez.
Hades sorriu, inclinando-se para dar um beijo suave na testa de Qin.
— Eu não peço permissão para governar o que é meu, Qin. E você disse uma vez que, onde quer que você se sente, ali está o seu trono.
Qin soltou uma risada vibrante, seus olhos brilhando com malícia e carinho.
— Exatamente. E como você marcou o meu "trono", acho que agora você tem uma dívida eterna comigo.
— E como o imperador deseja ser pago? — perguntou Hades, sua mão descendo novamente para a cintura de Qin, acariciando a pele marcada.
Qin sorriu, um sorriso que não era para o povo, nem para os deuses, mas apenas para o homem à sua frente.
— Comece preparando o desjejum. O imperador está com fome, e o seu marido está... satisfeito demais para cozinhar hoje.
Hades riu, balançando a cabeça diante da audácia eterna de seu consorte.
— Como desejar, meu rei.
Enquanto Hades se afastava para providenciar a refeição, Qin voltou a olhar-se no espelho. Ele tocou a marca vermelha em sua pele, um pequeno sorriso de triunfo e contentamento brincando em seus lábios. Ele era o homem que unificou a China, o rei que enfrentou deuses, mas ali, naquele quarto em Helheim, ele era simplesmente amado. E aquela marca era o selo de um império muito mais valioso do que qualquer terra que já tivesse conquistado.
