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Oliver
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 29/06/2026
Tags
MistérioHorrorAçãoDor/ConfortoAventuraHorror CorporalCenário Canônico
O Enigma da Teia de Marfim
A luz pálida dos corredores da Paper School refletia-se no chão encerado, criando um ambiente quase clínico, se não fosse pelo caos habitual que pairava no ar. Oliver caminhava com sua confiança costumeira, os cabelos brancos e longos balançando suavemente contra suas costas, o laço preto mantendo o rabo de cavalo baixo firme enquanto ele se movia. Na mão direita, ele segurava o que para qualquer outro aluno seria um objeto de higiene, mas para ele era o lanche perfeito: uma barra de sabonete de lavanda, da qual ele deu uma mordida generosa.
O gosto alcalino e a textura macia eram reconfortantes. Oliver limpou um pouco da espuma que se formou no canto da boca e ajustou o braço de lápis, sentindo o peso familiar da madeira e do grafite. Ele estava à procura de Zip e Edward para planejar a próxima pegadinha, mas decidiu pegar um atalho por um corredor menos frequentado, onde as salas de armazenamento de papel velho ficavam esquecidas.
— Nada como um sabonete fresco para começar o dia — murmurou ele para si mesmo, a voz ecoando levemente nas paredes de papel.
De repente, algo chamou sua atenção. No canto de uma porta entreaberta, uma substância branca e reluzente brilhava sob a luz fraca. Parecia uma teia de aranha, mas era grossa, opaca e parecia feita de fibras de papel trançadas com uma seda anormalmente forte. Oliver parou, arqueando a sobrancelha onde ficava sua marca de "A+".
— Mas o que é isso? Algum projeto de artes que deu errado? — Ele riu, aproximando-se com curiosidade. — Que bobeira.
Ele estendeu o braço de lápis para cutucar a teia, esperando que ela simplesmente se rompesse. No entanto, assim que a ponta do grafite tocou a fibra branca, a teia reagiu como se estivesse viva. Em um movimento rápido demais para os olhos humanos, as fibras se expandiram e dispararam em direção a ele.
— Ei! — exclamou Oliver, tentando recuar.
Antes que pudesse dar o segundo passo, um feixe de seda branca envolveu seu pulso direito, puxando-o com uma força violenta para dentro da sala escura. Ele tropeçou, deixando o sabonete cair no chão. O impacto silenciou qualquer grito inicial. Em segundos, mais fios serpentearam pelo ar, envolvendo suas pernas, seu torso e, finalmente, prendendo seus braços contra o corpo.
Oliver lutou, o pânico começando a substituir a irritação. Ele tentou gritar por socorro, mas uma tira grossa daquela seda pegajosa cruzou sua boca, abafando qualquer som. Ele foi içado do chão, ficando suspenso no ar, amarrado como um casulo de papel contra uma das prateleiras metálicas nos fundos da sala.
"Mas que droga é essa?!", a voz dele ecoou furiosamente dentro de sua própria mente. "Me solta agora! Se eu pegar quem fez isso, eu juro que vou..."
Ele se debateu freneticamente. O braço de lápis era inútil naquela posição, pois ele não conseguia angulá-lo para cortar as amarras. Cada movimento que fazia parecia apertar ainda mais os fios, e a textura da teia era estranhamente seca, como se estivesse sugando a umidade de sua pele. Oliver rosnou por trás da mordaça improvisada, os olhos brilhando de raiva enquanto ele tentava, em vão, se soltar. O silêncio da sala era absoluto, quebrado apenas pelo som abafado de sua respiração pesada e o ranger das prateleiras.
O tempo passou de uma forma distorcida. Oliver não sabia se estava ali há minutos ou horas. A escuridão da sala era opressiva, e a frustração de estar preso de forma tão humilhante o consumia. Ele, o mestre das travessuras, o garoto que sempre estava um passo à frente, agora era apenas um troféu pendurado em uma parede de sombras.
No dia seguinte, o clima na escola estava diferente. Zip e Edward estavam parados perto dos armários, trocando olhares de preocupação. Não era comum Oliver se atrasar para o encontro matinal, especialmente quando tinham planejado colocar tachinhas na cadeira da Miss Circle.
— Você viu o Oliver? — perguntou Zip, ajustando o cabelo e olhando ao redor com impaciência.
— Não. Ele não apareceu no dormitório ontem à noite também — respondeu Edward, cruzando os braços. — Achei que ele estivesse com você ou fazendo alguma ronda noturna por conta própria.
— Ele não é de sumir assim sem avisar — Zip franziu a testa. — Vamos procurá-lo. Ele deve estar em algum lugar tentando assustar alguém.
Os dois começaram a percorrer os corredores principais, chamando pelo nome do amigo, mas recebendo apenas o silêncio dos outros alunos que passavam apressados. Eles verificaram o refeitório, o pátio e até mesmo o banheiro masculino (onde esperavam encontrá-lo estocando sabonetes), mas nada.
— Talvez ele esteja naquela ala velha — sugeriu Edward, apontando para o corredor das salas de armazenamento. — Ele gosta de se esconder lá para pensar em planos novos.
Eles caminharam em direção à área menos iluminada da escola. O ar ali era mais frio e cheirava a papel mofado. Enquanto caminhavam, Zip parou subitamente, apontando para o chão.
— Olhem! É o sabonete dele.
No chão, perto de uma porta entreaberta, estava a barra de sabonete de lavanda, com uma marca de mordida bem visível. Zip pegou o objeto, sentindo um frio na espinha.
— Ele nunca deixaria isso cair e não pegaria de volta — murmurou ela.
Foi então que eles ouviram. Um som rítmico, abafado e desesperado.
*Mmmph! Mmmph-mmmph!*
— Veio dali de dentro! — Edward correu para a porta, empurrando-a com força.
A luz do corredor invadiu a sala escura, revelando a cena grotesca. Oliver estava suspenso a quase um metro do chão, completamente envolto em camadas de teia branca. Seus cabelos brancos estavam bagunçados, alguns fios presos nas amarras, e seus olhos estavam arregalados, misturando alívio e uma fúria absoluta.
— Oliver! — Zip exclamou, correndo em direção a ele.
— O que aconteceu com você, cara? — Edward perguntou, chocado com a força das amarras.
Oliver se debateu com mais força, emitindo sons abafados e furiosos através da mordaça de seda.
— Calma, calma! A gente vai tirar você daí — disse Zip, tentando puxar um dos fios. — Nossa, isso é resistente. Edward, me ajuda aqui!
Edward usou uma tesoura pequena que carregava no bolso, começando a cortar cautelosamente as fibras. A teia era elástica e difícil de romper, mas após alguns minutos de esforço conjunto, a pressão começou a ceder. Zip conseguiu puxar a mordaça, libertando a boca de Oliver.
— Aquela... coisa... maldita! — Oliver explodiu assim que recuperou a voz, tossindo um pouco para clarear a garganta. — Me tirem logo daqui antes que eu perca a cabeça!
— O que era "aquela coisa"? — Edward perguntou enquanto cortava os fios que prendiam os braços de Oliver.
— Eu não sei! — Oliver exclamou, finalmente caindo no chão de pé assim que as últimas amarras foram cortadas. Ele sacudiu o corpo, tentando tirar os restos de seda de suas roupas pretas. — Era uma teia, mas parecia que tinha vontade própria. Ela me puxou para dentro como se eu fosse uma mosca!
Oliver ajustou sua camisa de gola e passou a mão pelo cabelo, tentando recuperar a compostura, embora suas mãos ainda tremessem levemente de irritação. Ele pegou o sabonete que Zip lhe estendeu e deu uma mordida agressiva, como se precisasse do gosto familiar para se acalmar.
— Você está bem? — Zip perguntou, olhando para as marcas vermelhas nos pulsos dele.
— Eu estou ótimo! Só estou com ódio — Oliver resmungou, limpando o canto da boca. — Quem quer que tenha feito isso vai pagar caro. Ninguém amarra o Oliver e sai impune.
— Tem certeza de que foi alguém? — Edward olhou para o teto da sala, onde os restos da teia ainda balançavam. — Isso não parece uma brincadeira comum de aluno.
Oliver olhou para as fibras brancas e depois para o seu braço de lápis. Ele sentia uma estranha sensação de que algo na Paper School estava mudando, algo que nem mesmo ele, com todas as suas travessuras, conseguia compreender totalmente.
— Não importa o que seja — disse Oliver, seus olhos brilhando com uma determinação perigosa. — Se for um monstro, uma aranha gigante ou um professor maluco, eu vou descobrir. Mas primeiro...
Ele olhou para os amigos com um sorriso travesso voltando ao rosto, apesar do susto.
— ...eu preciso de um sabonete novo. Esse aqui caiu no chão e perdeu o brilho.
Zip e Edward trocaram olhares e riram, aliviados por verem que o Oliver de sempre estava de volta.
— Bem-vindo de volta, "A+" — brincou Zip, dando um tapinha no ombro dele.
— Vamos sair daqui — disse Edward. — Esse lugar me dá arrepios.
Enquanto os três saíam do corredor, Oliver lançou um último olhar para a sala escura. Ele ainda podia sentir o toque frio da teia em sua pele. Ele sabia que aquela não seria a última vez que veria aquele mistério branco, mas da próxima vez, ele estaria pronto para lutar. Afinal, ninguém colocava o rei das pegadinhas em um casulo e vivia para contar a história sem levar um troco à altura.
O gosto alcalino e a textura macia eram reconfortantes. Oliver limpou um pouco da espuma que se formou no canto da boca e ajustou o braço de lápis, sentindo o peso familiar da madeira e do grafite. Ele estava à procura de Zip e Edward para planejar a próxima pegadinha, mas decidiu pegar um atalho por um corredor menos frequentado, onde as salas de armazenamento de papel velho ficavam esquecidas.
— Nada como um sabonete fresco para começar o dia — murmurou ele para si mesmo, a voz ecoando levemente nas paredes de papel.
De repente, algo chamou sua atenção. No canto de uma porta entreaberta, uma substância branca e reluzente brilhava sob a luz fraca. Parecia uma teia de aranha, mas era grossa, opaca e parecia feita de fibras de papel trançadas com uma seda anormalmente forte. Oliver parou, arqueando a sobrancelha onde ficava sua marca de "A+".
— Mas o que é isso? Algum projeto de artes que deu errado? — Ele riu, aproximando-se com curiosidade. — Que bobeira.
Ele estendeu o braço de lápis para cutucar a teia, esperando que ela simplesmente se rompesse. No entanto, assim que a ponta do grafite tocou a fibra branca, a teia reagiu como se estivesse viva. Em um movimento rápido demais para os olhos humanos, as fibras se expandiram e dispararam em direção a ele.
— Ei! — exclamou Oliver, tentando recuar.
Antes que pudesse dar o segundo passo, um feixe de seda branca envolveu seu pulso direito, puxando-o com uma força violenta para dentro da sala escura. Ele tropeçou, deixando o sabonete cair no chão. O impacto silenciou qualquer grito inicial. Em segundos, mais fios serpentearam pelo ar, envolvendo suas pernas, seu torso e, finalmente, prendendo seus braços contra o corpo.
Oliver lutou, o pânico começando a substituir a irritação. Ele tentou gritar por socorro, mas uma tira grossa daquela seda pegajosa cruzou sua boca, abafando qualquer som. Ele foi içado do chão, ficando suspenso no ar, amarrado como um casulo de papel contra uma das prateleiras metálicas nos fundos da sala.
"Mas que droga é essa?!", a voz dele ecoou furiosamente dentro de sua própria mente. "Me solta agora! Se eu pegar quem fez isso, eu juro que vou..."
Ele se debateu freneticamente. O braço de lápis era inútil naquela posição, pois ele não conseguia angulá-lo para cortar as amarras. Cada movimento que fazia parecia apertar ainda mais os fios, e a textura da teia era estranhamente seca, como se estivesse sugando a umidade de sua pele. Oliver rosnou por trás da mordaça improvisada, os olhos brilhando de raiva enquanto ele tentava, em vão, se soltar. O silêncio da sala era absoluto, quebrado apenas pelo som abafado de sua respiração pesada e o ranger das prateleiras.
O tempo passou de uma forma distorcida. Oliver não sabia se estava ali há minutos ou horas. A escuridão da sala era opressiva, e a frustração de estar preso de forma tão humilhante o consumia. Ele, o mestre das travessuras, o garoto que sempre estava um passo à frente, agora era apenas um troféu pendurado em uma parede de sombras.
No dia seguinte, o clima na escola estava diferente. Zip e Edward estavam parados perto dos armários, trocando olhares de preocupação. Não era comum Oliver se atrasar para o encontro matinal, especialmente quando tinham planejado colocar tachinhas na cadeira da Miss Circle.
— Você viu o Oliver? — perguntou Zip, ajustando o cabelo e olhando ao redor com impaciência.
— Não. Ele não apareceu no dormitório ontem à noite também — respondeu Edward, cruzando os braços. — Achei que ele estivesse com você ou fazendo alguma ronda noturna por conta própria.
— Ele não é de sumir assim sem avisar — Zip franziu a testa. — Vamos procurá-lo. Ele deve estar em algum lugar tentando assustar alguém.
Os dois começaram a percorrer os corredores principais, chamando pelo nome do amigo, mas recebendo apenas o silêncio dos outros alunos que passavam apressados. Eles verificaram o refeitório, o pátio e até mesmo o banheiro masculino (onde esperavam encontrá-lo estocando sabonetes), mas nada.
— Talvez ele esteja naquela ala velha — sugeriu Edward, apontando para o corredor das salas de armazenamento. — Ele gosta de se esconder lá para pensar em planos novos.
Eles caminharam em direção à área menos iluminada da escola. O ar ali era mais frio e cheirava a papel mofado. Enquanto caminhavam, Zip parou subitamente, apontando para o chão.
— Olhem! É o sabonete dele.
No chão, perto de uma porta entreaberta, estava a barra de sabonete de lavanda, com uma marca de mordida bem visível. Zip pegou o objeto, sentindo um frio na espinha.
— Ele nunca deixaria isso cair e não pegaria de volta — murmurou ela.
Foi então que eles ouviram. Um som rítmico, abafado e desesperado.
*Mmmph! Mmmph-mmmph!*
— Veio dali de dentro! — Edward correu para a porta, empurrando-a com força.
A luz do corredor invadiu a sala escura, revelando a cena grotesca. Oliver estava suspenso a quase um metro do chão, completamente envolto em camadas de teia branca. Seus cabelos brancos estavam bagunçados, alguns fios presos nas amarras, e seus olhos estavam arregalados, misturando alívio e uma fúria absoluta.
— Oliver! — Zip exclamou, correndo em direção a ele.
— O que aconteceu com você, cara? — Edward perguntou, chocado com a força das amarras.
Oliver se debateu com mais força, emitindo sons abafados e furiosos através da mordaça de seda.
— Calma, calma! A gente vai tirar você daí — disse Zip, tentando puxar um dos fios. — Nossa, isso é resistente. Edward, me ajuda aqui!
Edward usou uma tesoura pequena que carregava no bolso, começando a cortar cautelosamente as fibras. A teia era elástica e difícil de romper, mas após alguns minutos de esforço conjunto, a pressão começou a ceder. Zip conseguiu puxar a mordaça, libertando a boca de Oliver.
— Aquela... coisa... maldita! — Oliver explodiu assim que recuperou a voz, tossindo um pouco para clarear a garganta. — Me tirem logo daqui antes que eu perca a cabeça!
— O que era "aquela coisa"? — Edward perguntou enquanto cortava os fios que prendiam os braços de Oliver.
— Eu não sei! — Oliver exclamou, finalmente caindo no chão de pé assim que as últimas amarras foram cortadas. Ele sacudiu o corpo, tentando tirar os restos de seda de suas roupas pretas. — Era uma teia, mas parecia que tinha vontade própria. Ela me puxou para dentro como se eu fosse uma mosca!
Oliver ajustou sua camisa de gola e passou a mão pelo cabelo, tentando recuperar a compostura, embora suas mãos ainda tremessem levemente de irritação. Ele pegou o sabonete que Zip lhe estendeu e deu uma mordida agressiva, como se precisasse do gosto familiar para se acalmar.
— Você está bem? — Zip perguntou, olhando para as marcas vermelhas nos pulsos dele.
— Eu estou ótimo! Só estou com ódio — Oliver resmungou, limpando o canto da boca. — Quem quer que tenha feito isso vai pagar caro. Ninguém amarra o Oliver e sai impune.
— Tem certeza de que foi alguém? — Edward olhou para o teto da sala, onde os restos da teia ainda balançavam. — Isso não parece uma brincadeira comum de aluno.
Oliver olhou para as fibras brancas e depois para o seu braço de lápis. Ele sentia uma estranha sensação de que algo na Paper School estava mudando, algo que nem mesmo ele, com todas as suas travessuras, conseguia compreender totalmente.
— Não importa o que seja — disse Oliver, seus olhos brilhando com uma determinação perigosa. — Se for um monstro, uma aranha gigante ou um professor maluco, eu vou descobrir. Mas primeiro...
Ele olhou para os amigos com um sorriso travesso voltando ao rosto, apesar do susto.
— ...eu preciso de um sabonete novo. Esse aqui caiu no chão e perdeu o brilho.
Zip e Edward trocaram olhares e riram, aliviados por verem que o Oliver de sempre estava de volta.
— Bem-vindo de volta, "A+" — brincou Zip, dando um tapinha no ombro dele.
— Vamos sair daqui — disse Edward. — Esse lugar me dá arrepios.
Enquanto os três saíam do corredor, Oliver lançou um último olhar para a sala escura. Ele ainda podia sentir o toque frio da teia em sua pele. Ele sabia que aquela não seria a última vez que veria aquele mistério branco, mas da próxima vez, ele estaria pronto para lutar. Afinal, ninguém colocava o rei das pegadinhas em um casulo e vivia para contar a história sem levar um troco à altura.
