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0 curtida
Amor cotidiano
Fandom: Nenhum
Criado: 29/06/2026
Tags
RomanceFatias de VidaFofuraPWP (Enredo? Que enredo?)História DomésticaRealismo
O Ritmo dos Nossos Corpos
A luz do sol da tarde filtrava-se pelas frestas da persiana, desenhando listras douradas sobre a pele de Duda. Ela estava jogada no sofá da sala, tentando, sem muito sucesso, se concentrar no livro que segurava. No entanto, o peso morno de Max sobre suas pernas tornava qualquer leitura impossível. Os cachos escuros dele, tão parecidos com os dela, mas em um corte mais curto e rebelde, estavam espalhados por suas coxas enquanto ele fingia mexer no celular.
Duda passou a mão pelos fios dele, sentindo a textura macia que sempre a desarmava. Max soltou um suspiro baixo, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás, buscando o toque dela com uma carência que parecia nunca se esgotar. Eles estavam juntos há pouco mais de um ano, mas a fase da lua de mel parecia ter se instalado permanentemente no apartamento que compartilhavam.
— Você sabe que eu não consigo ler assim, não sabe? — perguntou ela, a voz carregada de um sorriso contido.
Max abriu apenas um olho, um brilho de travessura iluminando seu rosto. Ele se sentou devagar, ficando cara a cara com ela. A diferença de altura era notável mesmo sentados; ele era alto, com ombros largos que pareciam preencher todo o espaço ao redor dela.
— E quem disse que eu quero que você leia? — Ele se aproximou, o nariz roçando no dela. — Achei que tínhamos planos melhores para essa tarde de sábado.
— Nós acabamos de sair do banho, Max. Literalmente trinta minutos atrás — Duda riu, embora suas mãos já estivessem descendo para a nuca dele, puxando-o para mais perto.
— Trinta minutos é tempo demais para ficar longe de você — murmurou ele contra os lábios dela.
O beijo começou lento, um roçar de lábios que carregava a familiaridade de quem se conhecia profundamente, mas logo a intensidade mudou. Era sempre assim com eles. Um toque levava a um arrepio, um olhar levava a uma urgência que parecia queimar o oxigênio do quarto. A mão de Max deslizou pela cintura de Duda, puxando-a para o seu colo com uma facilidade impressionante.
— A gente é um problema — disse Duda entre respirações curtas, sentindo o calor do corpo dele contra o seu.
— Se isso é um problema, eu não quero a solução — respondeu Max, a voz agora mais rouca.
Ele a levantou do sofá como se ela não pesasse nada, caminhando em direção ao quarto. Duda entrelaçou as pernas na cintura dele, as unhas cravando-se levemente nos ombros largos do namorado. O caminho até a cama foi pontuado por beijos famintos e peças de roupa que eram descartadas pelo chão sem qualquer cuidado.
Quando as costas de Duda tocaram o lençol fresco, ela puxou Max para cima de si, querendo sentir cada centímetro daquele homem. Os cachos deles se misturavam no travesseiro, uma confusão de fios escuros e desejo. Max a devorava com os olhos, admirando a curva dos seus quadris e o brilho nos olhos dela que só ele conseguia provocar.
— Você é tão linda que dói — confessou ele, a voz baixa, quase um segredo.
— Então para de falar e faz a dor passar — provocou ela, puxando-o para um beijo profundo.
O tempo parecia não existir dentro daquelas quatro paredes. Para quem olhasse de fora, poderia parecer exagero, uma obsessão física, mas para eles era a forma mais pura de conexão. Cada toque era uma conversa, cada gemido era uma declaração. Eles se exploravam como se fosse a primeira vez, descobrindo novos pontos de prazer, novos ritmos, embora seus corpos já soubessem exatamente como se encaixar.
Mais tarde, quando o sol já começava a se pôr, tingindo o quarto de laranja e violeta, eles permaneciam abraçados, o suor secando em suas peles. O silêncio era confortável, preenchido apenas pelo som das respirações voltando ao normal.
— Sabe o que eu estava pensando? — perguntou Max, traçando círculos imaginários no braço dela.
— Se for em comida, eu concordo — respondeu Duda, fechando os olhos.
— Também. Mas eu estava pensando que a gente devia cancelar o jantar com o pessoal hoje à noite.
Duda levantou a cabeça, olhando-o com ceticismo.
— Max, a gente já cancelou as últimas três vezes. Eles vão achar que a gente morreu ou que fomos sequestrados por uma seita.
— Bom, tecnicamente eu fui sequestrado — ele deu um sorriso torto, beijando a ponta do nariz dela. — Por uma morena cacheada que não me deixa sair da cama.
— Mentiroso! Você que me puxou para cá! — Ela deu um tapa leve no peito dele, rindo.
— Detalhes técnicos. O ponto é: eu prefiro ficar aqui com você. Pede uma pizza, a gente assiste metade de um filme e depois... bom, você sabe.
Duda suspirou, sabendo que sua força de vontade era inexistente quando se tratava dele. A atração que sentiam era magnética, uma força da natureza que não aceitava ser ignorada.
— Tudo bem, eu aviso no grupo que eu estou com enxaqueca — cedeu ela.
— E eu digo que vou ficar cuidando de você. O namorado perfeito.
— Você é um manipulador, Max.
— E você me ama por isso.
Ele se inclinou para mais um beijo, mas desta vez foi interrompido pelo ronco audível do estômago de Duda. Eles caíram na gargalhada, a tensão sexual momentaneamente quebrada pelo lembrete de que eram humanos.
— Pizza primeiro? — sugeriu Max.
— Pizza primeiro. Mas não se vista muito, não pretendo demorar para comer.
Max levantou-se, exibindo a musculatura das costas enquanto procurava por uma cueca perdida. Duda ficou ali, observando-o com um sorriso bobo no rosto. Ela sabia que muitas pessoas não entendiam como eles podiam passar tanto tempo trancados, como o desejo não esfriava com a rotina. Mas a verdade era que, para eles, a rotina era o combustível. Quanto mais se tinham, mais se queriam.
— O que foi? — perguntou ele, percebendo o olhar dela.
— Nada. Só estava pensando que eu tenho muita sorte.
Max voltou para a beira da cama, ajoelhando-se no colchão e segurando o rosto dela com as duas mãos.
— A sorte é minha, Duda. Todo dia.
O beijo que se seguiu foi calmo, cheio de uma promessa silenciosa de que a noite estava apenas começando. Eles pediram a pizza, comeram sentados no chão da sala, rindo de piadas internas e planejando viagens que talvez nunca fizessem, mas que eram divertidas de imaginar.
No entanto, antes mesmo da última fatia ser devorada, a mão de Max encontrou o tornozelo de Duda. O toque elétrico fez com que ela parasse de falar instantaneamente.
— A pizza estava boa? — perguntou ele, os olhos escuros brilhando com aquela intensidade familiar.
— Estava ótima.
— Ótimo. Porque eu ainda estou com fome.
Duda sorriu, deixando a fatia de lado e engatinhando em direção a ele.
— Engraçado, eu também sinto que deixei um espaço para a sobremesa.
Mais uma vez, o mundo exterior deixou de existir. Não importavam as mensagens não lidas no celular, os compromissos sociais ou o trabalho na segunda-feira. Naquele microcosmo de cachos, pele e desejo, eles eram reis. A noite caiu sobre a cidade, as luzes se acenderam nas janelas vizinhas, mas no apartamento deles, a única luz necessária era o brilho nos olhos um do outro, e o único som era o ritmo compassado de dois corações que se recusavam a bater devagar quando estavam perto.
Era um ciclo vicioso, uma dança constante de atração e entrega. E, enquanto estivessem juntos, Duda e Max sabiam que nunca se cansariam de se perder — e se encontrar — no corpo um do outro.
Duda passou a mão pelos fios dele, sentindo a textura macia que sempre a desarmava. Max soltou um suspiro baixo, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás, buscando o toque dela com uma carência que parecia nunca se esgotar. Eles estavam juntos há pouco mais de um ano, mas a fase da lua de mel parecia ter se instalado permanentemente no apartamento que compartilhavam.
— Você sabe que eu não consigo ler assim, não sabe? — perguntou ela, a voz carregada de um sorriso contido.
Max abriu apenas um olho, um brilho de travessura iluminando seu rosto. Ele se sentou devagar, ficando cara a cara com ela. A diferença de altura era notável mesmo sentados; ele era alto, com ombros largos que pareciam preencher todo o espaço ao redor dela.
— E quem disse que eu quero que você leia? — Ele se aproximou, o nariz roçando no dela. — Achei que tínhamos planos melhores para essa tarde de sábado.
— Nós acabamos de sair do banho, Max. Literalmente trinta minutos atrás — Duda riu, embora suas mãos já estivessem descendo para a nuca dele, puxando-o para mais perto.
— Trinta minutos é tempo demais para ficar longe de você — murmurou ele contra os lábios dela.
O beijo começou lento, um roçar de lábios que carregava a familiaridade de quem se conhecia profundamente, mas logo a intensidade mudou. Era sempre assim com eles. Um toque levava a um arrepio, um olhar levava a uma urgência que parecia queimar o oxigênio do quarto. A mão de Max deslizou pela cintura de Duda, puxando-a para o seu colo com uma facilidade impressionante.
— A gente é um problema — disse Duda entre respirações curtas, sentindo o calor do corpo dele contra o seu.
— Se isso é um problema, eu não quero a solução — respondeu Max, a voz agora mais rouca.
Ele a levantou do sofá como se ela não pesasse nada, caminhando em direção ao quarto. Duda entrelaçou as pernas na cintura dele, as unhas cravando-se levemente nos ombros largos do namorado. O caminho até a cama foi pontuado por beijos famintos e peças de roupa que eram descartadas pelo chão sem qualquer cuidado.
Quando as costas de Duda tocaram o lençol fresco, ela puxou Max para cima de si, querendo sentir cada centímetro daquele homem. Os cachos deles se misturavam no travesseiro, uma confusão de fios escuros e desejo. Max a devorava com os olhos, admirando a curva dos seus quadris e o brilho nos olhos dela que só ele conseguia provocar.
— Você é tão linda que dói — confessou ele, a voz baixa, quase um segredo.
— Então para de falar e faz a dor passar — provocou ela, puxando-o para um beijo profundo.
O tempo parecia não existir dentro daquelas quatro paredes. Para quem olhasse de fora, poderia parecer exagero, uma obsessão física, mas para eles era a forma mais pura de conexão. Cada toque era uma conversa, cada gemido era uma declaração. Eles se exploravam como se fosse a primeira vez, descobrindo novos pontos de prazer, novos ritmos, embora seus corpos já soubessem exatamente como se encaixar.
Mais tarde, quando o sol já começava a se pôr, tingindo o quarto de laranja e violeta, eles permaneciam abraçados, o suor secando em suas peles. O silêncio era confortável, preenchido apenas pelo som das respirações voltando ao normal.
— Sabe o que eu estava pensando? — perguntou Max, traçando círculos imaginários no braço dela.
— Se for em comida, eu concordo — respondeu Duda, fechando os olhos.
— Também. Mas eu estava pensando que a gente devia cancelar o jantar com o pessoal hoje à noite.
Duda levantou a cabeça, olhando-o com ceticismo.
— Max, a gente já cancelou as últimas três vezes. Eles vão achar que a gente morreu ou que fomos sequestrados por uma seita.
— Bom, tecnicamente eu fui sequestrado — ele deu um sorriso torto, beijando a ponta do nariz dela. — Por uma morena cacheada que não me deixa sair da cama.
— Mentiroso! Você que me puxou para cá! — Ela deu um tapa leve no peito dele, rindo.
— Detalhes técnicos. O ponto é: eu prefiro ficar aqui com você. Pede uma pizza, a gente assiste metade de um filme e depois... bom, você sabe.
Duda suspirou, sabendo que sua força de vontade era inexistente quando se tratava dele. A atração que sentiam era magnética, uma força da natureza que não aceitava ser ignorada.
— Tudo bem, eu aviso no grupo que eu estou com enxaqueca — cedeu ela.
— E eu digo que vou ficar cuidando de você. O namorado perfeito.
— Você é um manipulador, Max.
— E você me ama por isso.
Ele se inclinou para mais um beijo, mas desta vez foi interrompido pelo ronco audível do estômago de Duda. Eles caíram na gargalhada, a tensão sexual momentaneamente quebrada pelo lembrete de que eram humanos.
— Pizza primeiro? — sugeriu Max.
— Pizza primeiro. Mas não se vista muito, não pretendo demorar para comer.
Max levantou-se, exibindo a musculatura das costas enquanto procurava por uma cueca perdida. Duda ficou ali, observando-o com um sorriso bobo no rosto. Ela sabia que muitas pessoas não entendiam como eles podiam passar tanto tempo trancados, como o desejo não esfriava com a rotina. Mas a verdade era que, para eles, a rotina era o combustível. Quanto mais se tinham, mais se queriam.
— O que foi? — perguntou ele, percebendo o olhar dela.
— Nada. Só estava pensando que eu tenho muita sorte.
Max voltou para a beira da cama, ajoelhando-se no colchão e segurando o rosto dela com as duas mãos.
— A sorte é minha, Duda. Todo dia.
O beijo que se seguiu foi calmo, cheio de uma promessa silenciosa de que a noite estava apenas começando. Eles pediram a pizza, comeram sentados no chão da sala, rindo de piadas internas e planejando viagens que talvez nunca fizessem, mas que eram divertidas de imaginar.
No entanto, antes mesmo da última fatia ser devorada, a mão de Max encontrou o tornozelo de Duda. O toque elétrico fez com que ela parasse de falar instantaneamente.
— A pizza estava boa? — perguntou ele, os olhos escuros brilhando com aquela intensidade familiar.
— Estava ótima.
— Ótimo. Porque eu ainda estou com fome.
Duda sorriu, deixando a fatia de lado e engatinhando em direção a ele.
— Engraçado, eu também sinto que deixei um espaço para a sobremesa.
Mais uma vez, o mundo exterior deixou de existir. Não importavam as mensagens não lidas no celular, os compromissos sociais ou o trabalho na segunda-feira. Naquele microcosmo de cachos, pele e desejo, eles eram reis. A noite caiu sobre a cidade, as luzes se acenderam nas janelas vizinhas, mas no apartamento deles, a única luz necessária era o brilho nos olhos um do outro, e o único som era o ritmo compassado de dois corações que se recusavam a bater devagar quando estavam perto.
Era um ciclo vicioso, uma dança constante de atração e entrega. E, enquanto estivessem juntos, Duda e Max sabiam que nunca se cansariam de se perder — e se encontrar — no corpo um do outro.
