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Entre balas.

Fandom: Call of duty. Ômegaverse.

Criado: 30/06/2026

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RomanceOmegaversoDor/ConfortoDramaHistória DomésticaLinguagem ExplícitaEstudo de Personagem
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O Eco do Silêncio e o Gosto do Tabaco

A base da Força-Tarefa 141 nunca foi um lugar de silêncio absoluto, mas a chegada de Ariel Blanchard trouxe uma nova categoria de quietude. Quando o helicóptero pousou e o novo atirador de elite desembarcou, o Capitão John Price sentiu algo que não experimentava há décadas: uma falha no ritmo do seu próprio coração.

Ariel era uma visão de porcelana e aço. A pele era tão clara que parecia brilhar sob as luzes artificiais do hangar, emoldurada por fios loiros que caíam em uma franja rebelde sobre olhos azul-acinzentados. Ele não se apresentou com a energia caótica de um novato; ele apenas parou, a coluna perfeitamente reta, o suéter de gola alta escondendo o pescoço fino sob o colete tático.

— Capitão Price — disse Ariel, a voz fria e cortante como o vento das montanhas. — Atirador Blanchard se apresentando conforme as ordens do Marechal.

Price, que segurava seu charuto entre os dentes, levou um momento a mais para responder. Ele era um Alfa experiente, acostumado a ler as pessoas como mapas, mas Ariel era um território sem legenda. O cheiro do rapaz era sutil, algo que remetia a íris e papel caro, enterrado sob camadas de inibidores de feromônios. Um Ômega, sem dúvida, mas um que não queria ser lido.

— Seja bem-vindo, Blanchard — Price respondeu, abrindo um sorriso que raramente falhava em desarmar seus subordinados. — Ouvi dizer que você não erra um tiro nem sob tempestade de areia.

Ariel nem sequer piscou.

— Eu não sou pago para errar, senhor. Com licença.

Ele passou por Price como uma brisa gélida, deixando apenas o rastro de sua indiferença.

As semanas seguintes foram um jogo de xadrez onde Price jogava com o coração e Ariel com o manual militar. O capitão, um homem que possuía terras vastas e uma fortuna silenciosa acumulada em anos de serviço e herança, tentou a abordagem direta. Ele trazia presentes discretos: um perfume francês de nicho que custava o soldo de um soldado comum, ou chocolates artesanais que só eram vendidos em uma pequena vila na Suíça.

Ariel aceitava os itens com uma inclinação de cabeça mecânica e os deixava intocados em sua mesa de cabeceira.

— Você é um homem difícil de agradar, Ariel — disse Price certa noite, encontrando-o no campo de tiro após o horário regulamentar.

Ariel descarregou o pente da sua sniper com uma precisão assustadora antes de se virar.

— Não estou aqui para ser agradado, Capitão. Estou aqui para trabalhar. O senhor deveria focar na missão, não nas minhas preferências.

Price deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal do loiro. Ele era maior, mais robusto, exalando um aroma de cedro e tabaco que costumava fazer qualquer Ômega vacilar. Ariel, no entanto, apenas estreitou os olhos.

— Eu sou muito bom em multitarefas — Price murmurou, a voz descendo uma oitava, carregada de uma intenção que não era apenas profissional. — E eu decidi que você é a minha missão favorita.

Ariel soltou um suspiro curto, quase imperceptível.

— O senhor é persistente. É uma característica perigosa em um líder.

— É a mesma característica que me faz manter meus homens vivos — Price rebateu, aproximando-se ainda mais, até que a ponta do seu chapéu boonie quase tocasse a testa de Ariel. — E a mesma que vai me fazer ganhar um sorriso seu, nem que seja a última coisa que eu faça.

Ariel sustentou o olhar. Por trás daquela fachada de gelo, Price viu uma faísca. Não era ódio; era medo. O medo de alguém que cresceu em berço de ouro, cercado por expectativas de um pai Marechal, e que aprendeu que sentimentos eram pontos cegos em uma lente de longo alcance.

A resistência de Ariel começou a ruir em uma noite de tempestade, meses depois. A missão na fronteira havia sido tensa, e o atirador havia passado horas imóvel na lama para garantir a segurança de Price. Quando retornaram à base, Ariel estava tremendo, não de medo, mas de exaustão térmica.

Price o arrastou para seus aposentos privados, ignorando os protestos fracos do loiro.

— Tire esse equipamento, Ariel. Agora. É uma ordem.

Ariel obedeceu, os dedos pálidos lutando contra as fivelas do colete. Quando finalmente ficou apenas com o suéter de gola alta e as calças táticas, ele parecia ainda mais frágil, as curvas do quadril acentuadas pela cintura fina.

— Eu estou bem, John — ele disse, usando o nome do capitão pela primeira vez. A palavra pareceu um pecado em seus lábios pálidos.

Price não disse nada. Ele foi até o armário e pegou uma manta de lã de alpaca, algo que ele trouxera de sua fazenda, e a jogou sobre os ombros do rapaz. Depois, entregou-lhe uma caneca de chá com um toque de mel caro.

— Por que você faz isso? — Ariel perguntou, olhando para o líquido âmbar. — Eu sou frio, eu sou difícil. Eu não sou o tipo de Ômega que se entrega em bandejas.

— Porque eu não quero uma bandeja, Ariel — Price sentou-se à frente dele, a expressão suavizada. — Eu quero o que está por trás desses muros. Eu sei que você é puro fogo por dentro. Só está cansado de se proteger.

Ariel levantou os olhos azul-acinzentados. Pela primeira vez, eles não estavam vazios. Estavam brilhando com lágrimas que ele se recusava a deixar cair.

— Se eu deixar você entrar... você vai perceber que eu sou quebrado.

— Então eu vou gostar de juntar as peças — Price estendeu a mão, tocando o rosto delicado de Ariel com o polegar áspero. — Deixe-me cuidar de você. Não como seu capitão. Mas como seu Alfa.

O silêncio que se seguiu foi denso, carregado de eletricidade. Ariel fechou os olhos e, finalmente, inclinou o rosto contra a palma da mão de Price. Foi a rendição mais silenciosa e absoluta que John já vira.

— Você é um idiota romântico — Ariel sussurrou, um esboço de sorriso surgindo, transformando seu rosto em algo de uma beleza devastadora.

— E você é um atirador de elite muito caro — Price riu baixo, puxando-o pela nuca. — Acho que formamos um par perfeito.

O beijo foi uma colisão de mundos. O gosto de Ariel era doce, como o mel do chá, mas a maneira como ele agarrou a barba de Price e o puxou para perto revelava a fome que ele vinha escondendo. Não havia mais espaço para gelo.

Price o levantou com facilidade, as mãos grandes apertando a bunda redonda e firme de Ariel sob o tecido das calças. O loiro soltou um gemido baixo, um som que fez o instinto de Alfa de Price rugir. Ele o levou para a cama, deitando-o sobre os lençóis de fios egípcios que o capitão fazia questão de ter, mesmo em uma base militar.

— John... — Ariel arqueou as costas quando as mãos de Price subiram por baixo de seu suéter, encontrando a pele quente da barriga chapada. — Por favor...

— Eu tenho você, pequeno — Price murmurou contra seu pescoço, sentindo o cheiro de íris finalmente explodir em um aroma de desejo puro. — Eu tenho você.

Price despiu Ariel com uma reverência quase religiosa. Cada centímetro daquela pele clara era uma obra de arte. O contraste entre o corpo esguio, quase delicado, e a força que Ariel demonstrava em campo era inebriante. Quando o capitão se livrou de suas próprias roupas, revelando o físico robusto e as cicatrizes de guerra, Ariel estendeu as mãos para tocá-lo, os dedos traçando os músculos do peito de Price com curiosidade.

— Você é tão... quente — Ariel ofegou, as pernas se abrindo para convidar Price para o espaço entre elas.

— E você é tudo o que eu sempre quis.

Price não foi gentil por muito tempo. Ele sabia que Ariel precisava de intensidade para silenciar a mente perfeccionista. Quando ele penetrou o Ômega, Ariel jogou a cabeça para trás, o pescoço fino exposto, os olhos revirando de prazer.

— Isso... John, mais! — Ariel exigiu, as unhas cravando-se nos ombros largos do capitão.

O som da carne batendo contra a carne e os gemidos curtos de Ariel preencheram o quarto. Price o possuía com uma possessividade que beirava o selvagem, mas seus olhos nunca deixavam o rosto do loiro, garantindo que ele estivesse presente em cada segundo. Ariel não era mais o soldado de gelo; ele era um homem em chamas, entregando-se ao prazer com a mesma disciplina que dedicava ao seu rifle.

— Diga que é meu — Price rosnou, a voz vibrando no peito de Ariel enquanto ele se aproximava do ápice.

— Eu sou... eu sou seu — Ariel gritou, o corpo tendo um espasmo enquanto seu próprio orgasmo o atingia, manchando seu abdômen e os lençóis caros.

Price seguiu logo atrás, enterrando-se profundamente e despejando sua semente e seu calor dentro do homem que ele passara meses tentando conquistar.

Horas depois, com Ariel aninhado em seu peito, o loiro desenhava círculos preguiçosos na barba de Price.

— Meu pai vai odiar você — Ariel comentou, a voz sonolenta e, pela primeira vez, verdadeiramente doce.

Price deu uma risada rouca e beijou o topo da cabeça loira.

— Ele é Marechal, eu sou apenas um Capitão com uma fazenda grande demais. Ele vai superar. E se não superar, eu compro o regimento dele só para manter você por perto.

Ariel sorriu de verdade então. Um sorriso que não era para o mundo, nem para o exército, mas apenas para o Alfa que teve a paciência de derreter o inverno em seu coração.

— Você é um exibido, John Price.

— E você é meu, Ariel Blanchard. E eu nunca erro um alvo.
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