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Alexjax

Fandom: Alexjax

Criado: 30/06/2026

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Entre Estantes e Sussurros

O silêncio da biblioteca da universidade era quase absoluto, quebrado apenas pelo som rítmico do virar de páginas e pelo zumbido baixo do sistema de ventilação. No fundo do corredor de História da Arte, em uma mesa escondida por prateleiras transbordando de livros antigos, Alex tentava se concentrar em suas anotações. Ele ajustou os óculos que insistiam em escorregar pelo nariz, sentindo o peso do olhar de Jax sobre si.

Jax não estava estudando. O caderno à sua frente estava em branco, exceto por alguns rabiscos desconexos. Ele estava recostado na cadeira de madeira, sua figura alta e magra parecendo desajeitada no espaço limitado. A pele de Jax era de uma palidez quase doentia, acentuando as olheiras profundas que lhe davam um ar perigoso e exausto. Suas mãos, longas e de dedos finos, tamborilavam impacientemente sobre a mesa.

— Você está me encarando de novo — sussurrou Alex, sem desviar os olhos do livro de iconografia. Ele sentiu o rosto esquentar, uma reação que nunca conseguia controlar quando Jax o observava daquela forma possessiva.

— Estou apenas admirando o que é meu — respondeu Jax, sua voz rouca e baixa vibrando no ar parado da biblioteca. Ele se inclinou para frente, a gola da camisa larga caindo para o lado, revelando a clavícula proeminente.

Alex finalmente levantou os olhos, encontrando o olhar intenso e sombrio de Jax. Havia algo de predatório na forma como Jax o vigiava, como se o resto do mundo não passasse de ruído de fundo. Jax era ciumento, uma característica que muitas vezes beirava o obsessivo, mas para Alex, havia um conforto estranho em ser o único objeto de tamanha atenção.

— Nós temos uma prova amanhã, Jax. Se eu reprovar porque você não me deixou ler três parágrafos seguidos, eu vou te matar.

— Você não vai reprovar — Jax esticou o braço, os dedos frios roçando o pulso de Alex, subindo lentamente pela pele macia do antebraço. — Você é inteligente demais para isso. E eu estou entediado.

— O tédio é um problema seu — Alex tentou puxar o braço, mas o aperto de Jax se fechou, firme e possessivo. Não era forte o suficiente para machucar, mas era um comando silencioso.

— É nosso problema agora — Jax murmurou. Ele se levantou silenciosamente, contornando a mesa com passos lentos. Ele parecia uma sombra se movendo entre as estantes.

Quando Jax parou atrás da cadeira de Alex, a atmosfera mudou instantaneamente. O ar parecia mais denso, carregado de uma eletricidade que fazia os pelos da nuca de Alex se arrepiarem. Ele sentiu as mãos frias de Jax pousarem em seus ombros, os dedos longos traçando a linha de sua clavícula por cima da camiseta fina.

— Jax, aqui não... — Alex protestou fracamente, embora seu corpo estivesse se inclinando involuntariamente para trás, buscando o contato.

— Ninguém vem aqui a esta hora, Alex. Estamos sozinhos entre as sombras e os livros mortos.

Jax inclinou a cabeça, enterrando o rosto na curva do pescoço de Alex. Ele inalou profundamente, o cheiro de sabonete e papel velho que sempre acompanhava Alex agindo como um tônico para sua mente inquieta. Alex soltou um suspiro trêmulo, fechando os olhos enquanto sentia os lábios de Jax pressionarem sua pele pálida.

— Você é tão pequeno sob as minhas mãos — sussurrou Jax, a voz carregada de uma satisfação sombria. — Às vezes eu sinto que poderia te quebrar, ou te esconder do mundo para que ninguém mais pudesse ver o que eu vejo.

— Você é louco — Alex murmurou, virando a cabeça para encontrar os lábios de Jax.

— Sou louco por você. E eu vi como aquele monitor da entrada olhou para você quando chegamos.

Alex soltou uma risadinha nervosa, sentindo o ciúme familiar de Jax borbulhar na superfície.

— Ele só estava conferindo nossas carteirinhas, Jax.

— Ele estava olhando para as suas pernas — Jax rosnou baixinho, os dedos apertando um pouco mais os ombros de Alex. — Eu quase voltei lá para arrancar os olhos dele.

— Mas você não fez isso. Em vez disso, você me trouxe para o canto mais escuro da biblioteca.

— Porque aqui eu posso te marcar de um jeito que ele nunca poderia — Jax puxou a cadeira de Alex para trás com um movimento brusco, forçando o menor a se virar para ele.

Jax se ajoelhou entre as pernas de Alex, sua altura mesmo naquela posição permitindo que ele olhasse quase de igual para igual. Ele segurou o rosto de Alex com as duas mãos, os polegares acariciando as maçãs do rosto coradas. A magreza de Jax era evidente em seus pulsos finos, mas havia uma força nervosa e latente nele que sempre surpreendia Alex.

— Diga que você é meu — ordenou Jax, os olhos brilhando com uma intensidade febril.

— Eu sou seu, Jax. Você sabe disso — Alex respondeu, a voz falhando.

Jax não esperou por mais nada. Ele colou seus lábios aos de Alex em um beijo urgente e possessivo. Não havia delicadeza; era uma reivindicação. Alex envolveu o pescoço de Jax com os braços, puxando-o para mais perto, sentindo o contraste entre o calor de seu próprio corpo e a frieza constante de Jax.

O som dos beijos e a respiração ofegante eram os únicos ruídos que agora preenchiam o corredor. Jax começou a subir as mãos por baixo da camiseta de Alex, os dedos gelados enviando choques de prazer pela espinha do rapaz. Alex arqueou as costas, soltando um gemido abafado contra a boca de Jax.

— Alguém pode ouvir... — Alex conseguiu dizer entre beijos, a mente girando.

— Deixe que ouçam — Jax se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos de Alex, um sorriso pequeno e perverso brincando em seus lábios pálidos. — Deixe que saibam que você está ocupado.

Jax levantou-se, puxando Alex pela cintura para que ele ficasse de pé. Ele o empurrou suavemente contra a estante de livros de capa dura. O impacto fez alguns volumes tremerem, mas Alex não se importou. Ele estava perdido na forma como o corpo magro e alto de Jax o cercava, prendendo-o contra a madeira fria.

— Você estuda demais — Jax disse, as mãos agora descendo para o cós da calça de Alex. — Precisa de uma distração. Algo que faça você esquecer esses livros e lembrar apenas do meu nome.

— Eu nunca esqueço seu nome, Jax. Ele está gravado em tudo o que eu faço.

Jax parou por um momento, a expressão suavizando-se por uma fração de segundo antes de o ciúme possessivo retornar.

— Bom. Porque eu não aceitaria nada menos do que isso.

Ele voltou a beijar Alex, desta vez descendo para o maxilar e para o pescoço, deixando marcas avermelhadas que Alex teria dificuldade em esconder no dia seguinte. Alex puxou o cabelo escuro de Jax, sentindo uma onda de desejo que o fazia tremer.

— Jax... por favor — implorou Alex, sem saber exatamente o que estava pedindo, mas sabendo que precisava de mais.

— Shh... — Jax murmurou contra sua pele. — Eu tenho você. Eu sempre tenho você.

As luzes da biblioteca piscaram, um aviso de que o horário de fechamento se aproximava, mas nenhum dos dois se moveu. Naquele pequeno universo entre as estantes, o tempo havia parado. Jax continuou seu caminho de possessão, cada toque, cada beijo, uma promessa silenciosa de que Alex nunca pertenceria a mais ninguém.

As mãos de Jax, trêmulas pela adrenalina e pela anemia que sempre parecia deixá-lo no limite da exaustão física, encontraram o calor da pele nua de Alex. O contraste era inebriante. Para Jax, Alex era o sol, a única coisa que trazia cor ao seu mundo cinzento e pálido. E ele protegeria aquele sol com uma ferocidade que beirava a loucura.

— Você é tão lindo quando está assim — sussurrou Jax, observando os olhos nublados de Alex e os lábios inchados. — Desarmado. Só para mim.

— Só para você — Alex repetiu, as pernas começando a fraquejar enquanto Jax o guiava para um nível de intimidade que a biblioteca nunca havia presenciado.

O estudo fora esquecido. Os livros de História da Arte permaneciam abertos na mesa, suas lições sobre beleza e forma sendo eclipsadas pela realidade crua e intensa que se desenrolava nas sombras. Entre o pó das estantes e o cheiro de papel antigo, Alex e Jax escreveram seu próprio capítulo, um capítulo feito de sussurros, ciúme e uma entrega que nenhum deles conseguia, ou queria, evitar.
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