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Entre olhares(fundo)

Fandom: Tuna

Criado: 30/06/2026

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RomanceSombrioPsicológicoCiúmesHistória DomésticaLinguagem Explícita
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Entre Algodão e Correntes

A luz suave do abajur de cabeceira banhava o quarto em tons de âmbar, criando sombras longas que dançavam pelas paredes. Sobre a cama larga, Luna estava sentado com as pernas cruzadas, vestindo um pijama de seda azul-claro que parecia grande demais para sua estrutura esguia. Ele segurava um controle de videogame com força excessiva, os nós dos dedos brancos, enquanto seus olhos acompanhavam cada movimento de Titan, que estava sentado ao seu lado, encostado na cabeceira.

Titan exalava uma aura de calma dominante. Ele usava apenas uma calça de moletom cinza, deixando o peito largo e os ombros musculosos expostos. O contraste entre os dois era quase ridículo: a delicadeza pálida de Luna contra a força bruta e bronzeada de Titan.

— Você está perdendo de novo, Luna — comentou Titan, sua voz grave vibrando no ar. Um sorriso de canto surgiu em seus lábios enquanto ele pressionava os botões com uma facilidade irritante.

— Cale a boca! Eu só estou deixando você ganhar para não ver você choramingar depois — retrucou Luna, desviando o olhar rapidamente, o rosto ganhando um tom de carmesim que não tinha nada a ver com o jogo.

Luna era uma contradição ambulante. Por fora, agia como se detestasse a proximidade, disparando insultos e revirando os olhos. Por dentro, seu coração martelava contra as costelas cada vez que o braço de Titan roçava o seu. Ele sentia aquele ciúme possessivo borbulhando, uma necessidade doentia de que Titan olhasse apenas para ele, de pertencer a ele de formas que a maioria das pessoas consideraria perturbadoras.

Titan, por outro lado, sabia exatamente quais botões apertar. Ele era um alfa em todos os sentidos da palavra: protetor, possessivo e intensamente focado no que era seu. E Luna era dele.

— É mesmo? — Titan largou o controle de repente, virando o corpo para ficar de frente para o menor. — Porque me parece que você está distraído. No que está pensando? Naquele cara que te mandou mensagem hoje cedo?

O clima no quarto mudou instantaneamente. A diversão casual da festa do pijama evaporou, substituída por uma tensão elétrica e pesada. O olhar de Titan escureceu, a possessividade brilhando em suas íris.

— O quê? Aquele idiota da faculdade? — Luna soltou o controle, que caiu sem cerimônia no colchão. — Eu já disse que bloqueei ele! Você é um paranoico, Titan. Um bruto ciumento.

— Sou? — Titan se aproximou, invadindo o espaço pessoal de Luna até que seus narizes quase se tocassem. — E você? Se eu olhar para o lado na rua, você passa o resto do dia sem falar comigo ou arruma uma briga. Você me quer só para você, Luna. Admita.

— Eu não admito nada! — gritou Luna, embora seu corpo estivesse tremendo. — Eu odeio o jeito que você me olha como se eu fosse sua propriedade.

— Mas você é — rosnou Titan, sua mão subindo para envolver o pescoço fino de Luna, não para apertar, mas para reivindicar. — Cada centímetro.

Luna soltou um suspiro trêmulo, fechando os olhos. O toque de Titan era quente e firme. O lado masoquista de Luna implorava por mais, por uma mão mais pesada, por uma ordem que ele não pudesse desobedecer. Ele queria ser quebrado e reconstruído pelas mãos daquele homem.

— Então prove — desafiou Luna em um sussurro, abrindo os olhos, que agora brilhavam com uma mistura perigosa de desafio e submissão. — Prove que eu sou seu. Ou você é só conversa, Titan?

Titan soltou uma risada curta e sem humor, empurrando Luna contra os travesseiros com uma força controlada. Ele se posicionou por cima dele, prendendo os pulsos de Luna acima da cabeça com apenas uma das mãos.

— Você gosta de brincar com fogo, não gosta? — Titan inclinou-se, sussurrando contra o ouvido de Luna. — Gosta de me provocar até eu perder o controle.

— Eu gosto de ver você ficar louco por minha causa — confessou Luna, sua fachada de tsundere desmoronando sob o peso do desejo. — Eu quero que você me marque. Quero que doa para eu lembrar de quem eu sou.

Titan sentiu uma onda de adrenalina. A natureza submissa de Luna, misturada com aquela obsessão yandere, era o que o mantinha viciado. Ele apertou os pulsos de Luna um pouco mais forte, observando o brilho de prazer nos olhos do menor.

— Você é um doente, Luna — disse Titan, sua voz carregada de uma possessividade sombria. — E eu sou o único que pode lidar com você.

— Exatamente — respondeu Luna, arqueando as costas para sentir o peso de Titan contra si. — Se você olhar para qualquer outra pessoa, eu juro que acabo com os dois. Mas se você me der o que eu quero... eu serei seu cachorrinho perfeito.

Titan soltou os pulsos de Luna, mas apenas para deslizar as mãos para baixo da seda do pijama, encontrando a pele macia e quente. Luna soltou um gemido baixo, a cabeça caindo para trás.

— Você quer que eu seja cruel, pequeno? — perguntou Titan, seus dedos traçando padrões deliberados nos quadris de Luna.

— Eu quero que você seja você — ofegou Luna. — Sem filtros. Me mostre o quanto você é possessivo. Me mostre que eu não tenho para onde fugir.

— Você nunca teve para onde fugir — afirmou Titan, antes de descer os lábios para o pescoço de Luna, mordendo a pele sensível logo acima da clavícula.

Luna soltou um grito abafado, as unhas cravando-se nos ombros largos de Titan. A dor era um gatilho, uma confirmação de que ele pertencia a alguém tão intenso quanto ele mesmo. As lágrimas de prazer começaram a se formar nos cantos de seus olhos, mas ele não as limpou.

— Mais... — suplicou Luna, a voz falhando. — Por favor, Titan. Me machuca um pouco. Me faz sentir que eu sou seu.

Titan parou por um segundo, olhando para o rosto de Luna. O brilho de adoração e loucura nos olhos do jovem era quase hipnótico. Ele sabia que aquela relação estava longe de ser saudável para os padrões do mundo, mas para eles, era a única forma de respirar.

— Eu vou te dar exatamente o que você pediu — prometeu Titan, sua voz soando como uma sentença. — Mas amanhã, quando você estiver cheio de marcas e mal conseguir andar, não ouse reclamar.

— Eu nunca reclamo do que é meu — retrucou Luna, puxando o rosto de Titan para um beijo faminto, misturando a doçura da seda com a aspereza da possessividade que os consumia.

O quarto, antes um cenário de uma simples festa do pijama, transformou-se em um santuário de obsessão. Entre sussurros de ciúme e atos de entrega absoluta, Luna e Titan se perdiam um no outro, confirmando a cada toque que, naquele mundo distorcido deles, não havia espaço para mais ninguém.

— Diga — ordenou Titan, enquanto suas mãos exploravam cada curva do corpo submisso abaixo dele. — Diga de quem você é.

— Eu sou seu... — Luna arquejou, as lágrimas finalmente caindo enquanto ele se entregava ao seu mestre e amante. — Só seu. E ai de você se tentar pertencer a mais alguém.

Titan sorriu, um sorriso predatório e satisfeito. Ele sabia que Luna falava sério. E ele não queria que fosse de outra forma.

— Eu não conseguiria nem se tentasse, Luna. Você me prendeu tanto quanto eu te prendi.

E ali, entre as sombras e o calor da noite, o jogo de poder continuou, alimentado por um amor que beirava a insanidade, onde a dor era prazer e o ciúme era a prova final de devoção.
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