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Oliver!!
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 30/06/2026
Tags
Fatias de VidaHumorCrack / Humor ParódicoCenário CanônicoFilme de AmigosEstudo de Personagem
O Segredo Escarlate sob o Grafite
Os corredores da Escola de Papel pareciam mais silenciosos do que o normal naquela tarde, mas o silêncio era apenas uma fachada para o caos que Oliver, Zip e Edward costumavam planejar. O ar cheirava a grafite, papel úmido e, estranhamente, a lavanda fresca — este último cheiro vindo diretamente da boca de Oliver.
Oliver caminhava com sua postura relaxada, o longo cabelo branco arrastando-se quase como uma cauda real, preso naquele rabo de cavalo baixo que parecia impossivelmente longo. O laço preto balançava a cada passo, e a marca "A+" vermelha em seu cabelo brilhava sob as luzes fluorescentes. Ele mastigava algo com satisfação, o som de algo sólido sendo quebrado entre os dentes ecoando pelo corredor vazio.
— Oliver, sério, você vai acabar tendo uma indigestão um dia desses — comentou Zip, ajustando suas meias enquanto caminhava ao lado dele. Ela adorava uma boa confusão, mas até ela achava os hábitos alimentares do amigo peculiares.
Oliver apenas deu de ombros, deslizando o sabonete azul claro que servia como uma espécie de mordaça improvisada para o canto da boca, permitindo-se falar sem soltar sua "refeição".
— É Dove, Zip. É hidratante — ele respondeu com a voz levemente abafada, exibindo um sorriso travesso. Seu braço de lápis raspou levemente contra a parede, deixando um rastro cinza fino. — Além disso, eu tenho algo muito melhor para mostrar para vocês hoje do que meu cardápio.
Edward, que vinha logo atrás ajustando seus óculos e carregando alguns protótipos mecânicos, franziu o cenho. Ele era o cérebro do trio, sempre mais cauteloso, embora nunca recusasse uma oportunidade de ver Oliver fazer algo estúpido ou brilhante.
— Se for outro balde de tinta em cima da porta da Miss Circle, eu passo — disse Edward, embora seus olhos brilhassem de curiosidade. — Ela quase me cortou ao meio da última vez.
— Não é uma pegadinha, Ed — Oliver parou de repente, virando-se para eles no meio de uma sala de aula vazia. — É algo... pessoal. Um detalhe de design, digamos assim.
Zip soltou uma risadinha, cruzando os braços.
— Ah, pronto. O Oliver virou modelo agora? Vai mostrar que o lápis dele tem grafite 2B em vez de HB?
— Muito engraçado, Zip — Oliver caminhou até o centro da sala e pulou em cima de uma das mesas, sentando-se com a naturalidade de quem era dono do lugar. — Eu notei que vocês dois andam muito tensos. Precisam de uma distração. E eu descobri algo interessante sobre como eu fui desenhado.
Zip aproximou-se, cutucando o braço de Edward com o cotovelo.
— Aposto dez pontos de nota que ele vai mostrar uma tatuagem de chiclete.
— Eu não apostaria nada vindo do Oliver — murmurou Edward, mas ele se aproximou também, intrigado pelo tom misterioso do amigo.
Oliver manteve o sabonete firme entre os dentes, os olhos brilhando com aquela centelha de travessura que sempre precedia um desastre ou uma surpresa. Ele olhou para os dois, esperando o momento de silêncio absoluto.
— Sabe, Zip — começou Oliver, a voz saindo anasalada por causa do sabonete —, você ia contar aquela piada sobre o braço de compasso da Miss Bloomie, não ia?
— Ia, mas agora eu quero ver o que você tem aí — respondeu ela, sorrindo.
— Pois bem. Observem a anatomia de um aluno nota A+ — disse ele, com um tom teatral.
Sem qualquer aviso ou hesitação, Oliver, ainda sentado na mesa, abriu as pernas de forma abrupta e desleixada. A bermuda branca e as meias altas até o joelho eram o padrão, mas no espaço entre as coxas, perfeitamente centralizado e marcado na pele de papel, havia um losango vermelho vibrante. Não era uma mancha, era uma forma geométrica definida, quase como se fosse uma marca de fabricação ou um segredo escondido sob as camadas de sua roupa.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.
Edward sentiu o sangue subir instantaneamente para o rosto. Ele deu um passo para trás, tropeçando nos próprios pés, os olhos arregalados por trás das lentes dos óculos. Ele abriu a boca para falar, mas apenas um som engasgado saiu.
Zip, por outro lado, parou no meio de um movimento, a expressão de deboche congelando em seu rosto. Ela piscou várias vezes, olhando para o losango e depois para o rosto calmo de Oliver.
— Mas o que... Oliver! — Edward finalmente conseguiu gritar, cobrindo os olhos com uma das mãos, embora deixasse um espaço entre os dedos. — Por que você simplesmente... Por que você fez isso?!
Oliver inclinou a cabeça para o lado, o sabonete caindo levemente para fora da boca antes que ele o prendesse de volta com um movimento rápido da língua. Ele parecia genuinamente confuso com a reação.
— O que foi? — perguntou ele, mantendo a posição relaxada. — É só um losango. Eu achei que combinava com o detalhe da minha camisa. Olhem, é o mesmo formato.
— Oliver, você não pode simplesmente abrir as pernas assim! — Edward estava agora num tom de vermelho que rivalizava com a marca no cabelo de Oliver. — Isso é... é... privado! Ou estranho! Ou os dois!
Zip soltou uma gargalhada nervosa, recuperando o fôlego.
— Cara, você é bizarro. Eu achei que você ia mostrar uma cicatriz de guerra ou algo assim, não uma estampa geométrica na... bom, ali.
Oliver deu de ombros, fechando as pernas e pulando da mesa com a leveza de um gato. Ele caminhou até Edward, que ainda parecia estar prestes a ter um colapso nervoso.
— Qual é o problema, Ed? — Oliver cutucou o peito de Edward com a ponta do seu braço de lápis, deixando um pequeno ponto preto na camisa dele. — Ficou assustado com um pouco de cor? Achei que você gostasse de geometria.
— Eu gosto de geometria no papel, Oliver! — Edward exclamou, tentando recuperar a compostura enquanto ajeitava a gola da camisa. — Não em... em pessoas! Isso foi totalmente inesperado.
— Inesperado é a minha especialidade — Oliver sorriu, dando uma mordida audível no sabonete. O som de "croc" fez Zip estremecer. — Além disso, agora vocês sabem que eu sou uma edição limitada. Quem mais nesta escola tem um losango vermelho escondido? A Miss Circle? Duvido. Ela é toda feita de ângulos agudos e maldade.
Zip limpou uma lágrima de riso do canto do olho.
— Tá, admito, você me pegou. Eu ia contar a piada, mas perdi o fio da meada. O Edward parece que viu um fantasma.
— Eu não vi um fantasma — resmungou Edward, embora seu coração ainda batesse rápido. — Eu só não esperava uma exposição gratuita de... marcas de nascença geométricas.
Oliver passou o braço pelo ombro de Edward, o que era um pouco difícil considerando o braço de lápis, mas ele deu um jeito.
— Relaxa, Ed. É tudo arte. A escola é de papel, nós somos desenhos. Às vezes o ilustrador decide colocar um detalhe extra onde ninguém vê.
— Eu preferia continuar sem ver — Edward murmurou, mas já estava começando a se acalmar, embora evitasse olhar diretamente para a parte inferior da roupa de Oliver.
— Bom, agora que o choque passou — Zip disse, recuperando sua energia travessa —, Oliver, você usou esse "segredo" para distrair a gente e não ouvir a piada, não foi?
— Talvez — Oliver piscou um olho, a marca de A+ parecendo brilhar com sua satisfação. — Ou talvez eu só quisesse ver a cara do Edward. Valeu cada segundo.
— Você é um idiota — Edward disse, mas havia um leve sorriso começando a aparecer em seu rosto. Era impossível ficar bravo com Oliver por muito tempo, mesmo quando ele fazia as coisas mais absurdas possíveis.
— Um idiota com estilo — corrigiu Oliver, ajeitando o rabo de cavalo. — Agora, quem quer ir até a cafeteria ver se eles deixaram algum sabonete de glicerina no banheiro dos professores? O de hoje estava meio seco.
Zip e Edward se entreolharam. A rotina deles era caótica, estranha e muitas vezes incompreensível para qualquer outra pessoa na Escola de Papel, mas era a rotina deles.
— Se a Miss Thavel nos pegar no corredor dos professores, eu vou dizer que a ideia foi toda sua — avisou Zip, já começando a andar.
— E foi mesmo — Oliver disse, seguindo-a com o cabelo arrastando-se pelo chão. — Eu levo a culpa, desde que o Edward carregue o estoque.
— Nem pensar! — Edward protestou, correndo para alcançá-los. — Eu não vou ser o cúmplice do "ladrão de sabonetes" de novo!
— Tarde demais, Ed! — Oliver gritou, correndo pelo corredor com o sabonete na boca e o braço de lápis balançando. — A geometria já nos uniu!
Enquanto eles desapareciam pela curva do corredor, o silêncio da escola retornava, apenas para ser quebrado, momentos depois, pelo som de uma risada alta e o protesto de um garoto de óculos que, apesar de tudo, não trocaria seus amigos por nada no mundo. Oliver, com sua marca vermelha escondida e seu apetite por higiene pessoal, continuava sendo o centro gravitacional daquele pequeno e estranho universo de grafite e papel.
Oliver caminhava com sua postura relaxada, o longo cabelo branco arrastando-se quase como uma cauda real, preso naquele rabo de cavalo baixo que parecia impossivelmente longo. O laço preto balançava a cada passo, e a marca "A+" vermelha em seu cabelo brilhava sob as luzes fluorescentes. Ele mastigava algo com satisfação, o som de algo sólido sendo quebrado entre os dentes ecoando pelo corredor vazio.
— Oliver, sério, você vai acabar tendo uma indigestão um dia desses — comentou Zip, ajustando suas meias enquanto caminhava ao lado dele. Ela adorava uma boa confusão, mas até ela achava os hábitos alimentares do amigo peculiares.
Oliver apenas deu de ombros, deslizando o sabonete azul claro que servia como uma espécie de mordaça improvisada para o canto da boca, permitindo-se falar sem soltar sua "refeição".
— É Dove, Zip. É hidratante — ele respondeu com a voz levemente abafada, exibindo um sorriso travesso. Seu braço de lápis raspou levemente contra a parede, deixando um rastro cinza fino. — Além disso, eu tenho algo muito melhor para mostrar para vocês hoje do que meu cardápio.
Edward, que vinha logo atrás ajustando seus óculos e carregando alguns protótipos mecânicos, franziu o cenho. Ele era o cérebro do trio, sempre mais cauteloso, embora nunca recusasse uma oportunidade de ver Oliver fazer algo estúpido ou brilhante.
— Se for outro balde de tinta em cima da porta da Miss Circle, eu passo — disse Edward, embora seus olhos brilhassem de curiosidade. — Ela quase me cortou ao meio da última vez.
— Não é uma pegadinha, Ed — Oliver parou de repente, virando-se para eles no meio de uma sala de aula vazia. — É algo... pessoal. Um detalhe de design, digamos assim.
Zip soltou uma risadinha, cruzando os braços.
— Ah, pronto. O Oliver virou modelo agora? Vai mostrar que o lápis dele tem grafite 2B em vez de HB?
— Muito engraçado, Zip — Oliver caminhou até o centro da sala e pulou em cima de uma das mesas, sentando-se com a naturalidade de quem era dono do lugar. — Eu notei que vocês dois andam muito tensos. Precisam de uma distração. E eu descobri algo interessante sobre como eu fui desenhado.
Zip aproximou-se, cutucando o braço de Edward com o cotovelo.
— Aposto dez pontos de nota que ele vai mostrar uma tatuagem de chiclete.
— Eu não apostaria nada vindo do Oliver — murmurou Edward, mas ele se aproximou também, intrigado pelo tom misterioso do amigo.
Oliver manteve o sabonete firme entre os dentes, os olhos brilhando com aquela centelha de travessura que sempre precedia um desastre ou uma surpresa. Ele olhou para os dois, esperando o momento de silêncio absoluto.
— Sabe, Zip — começou Oliver, a voz saindo anasalada por causa do sabonete —, você ia contar aquela piada sobre o braço de compasso da Miss Bloomie, não ia?
— Ia, mas agora eu quero ver o que você tem aí — respondeu ela, sorrindo.
— Pois bem. Observem a anatomia de um aluno nota A+ — disse ele, com um tom teatral.
Sem qualquer aviso ou hesitação, Oliver, ainda sentado na mesa, abriu as pernas de forma abrupta e desleixada. A bermuda branca e as meias altas até o joelho eram o padrão, mas no espaço entre as coxas, perfeitamente centralizado e marcado na pele de papel, havia um losango vermelho vibrante. Não era uma mancha, era uma forma geométrica definida, quase como se fosse uma marca de fabricação ou um segredo escondido sob as camadas de sua roupa.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.
Edward sentiu o sangue subir instantaneamente para o rosto. Ele deu um passo para trás, tropeçando nos próprios pés, os olhos arregalados por trás das lentes dos óculos. Ele abriu a boca para falar, mas apenas um som engasgado saiu.
Zip, por outro lado, parou no meio de um movimento, a expressão de deboche congelando em seu rosto. Ela piscou várias vezes, olhando para o losango e depois para o rosto calmo de Oliver.
— Mas o que... Oliver! — Edward finalmente conseguiu gritar, cobrindo os olhos com uma das mãos, embora deixasse um espaço entre os dedos. — Por que você simplesmente... Por que você fez isso?!
Oliver inclinou a cabeça para o lado, o sabonete caindo levemente para fora da boca antes que ele o prendesse de volta com um movimento rápido da língua. Ele parecia genuinamente confuso com a reação.
— O que foi? — perguntou ele, mantendo a posição relaxada. — É só um losango. Eu achei que combinava com o detalhe da minha camisa. Olhem, é o mesmo formato.
— Oliver, você não pode simplesmente abrir as pernas assim! — Edward estava agora num tom de vermelho que rivalizava com a marca no cabelo de Oliver. — Isso é... é... privado! Ou estranho! Ou os dois!
Zip soltou uma gargalhada nervosa, recuperando o fôlego.
— Cara, você é bizarro. Eu achei que você ia mostrar uma cicatriz de guerra ou algo assim, não uma estampa geométrica na... bom, ali.
Oliver deu de ombros, fechando as pernas e pulando da mesa com a leveza de um gato. Ele caminhou até Edward, que ainda parecia estar prestes a ter um colapso nervoso.
— Qual é o problema, Ed? — Oliver cutucou o peito de Edward com a ponta do seu braço de lápis, deixando um pequeno ponto preto na camisa dele. — Ficou assustado com um pouco de cor? Achei que você gostasse de geometria.
— Eu gosto de geometria no papel, Oliver! — Edward exclamou, tentando recuperar a compostura enquanto ajeitava a gola da camisa. — Não em... em pessoas! Isso foi totalmente inesperado.
— Inesperado é a minha especialidade — Oliver sorriu, dando uma mordida audível no sabonete. O som de "croc" fez Zip estremecer. — Além disso, agora vocês sabem que eu sou uma edição limitada. Quem mais nesta escola tem um losango vermelho escondido? A Miss Circle? Duvido. Ela é toda feita de ângulos agudos e maldade.
Zip limpou uma lágrima de riso do canto do olho.
— Tá, admito, você me pegou. Eu ia contar a piada, mas perdi o fio da meada. O Edward parece que viu um fantasma.
— Eu não vi um fantasma — resmungou Edward, embora seu coração ainda batesse rápido. — Eu só não esperava uma exposição gratuita de... marcas de nascença geométricas.
Oliver passou o braço pelo ombro de Edward, o que era um pouco difícil considerando o braço de lápis, mas ele deu um jeito.
— Relaxa, Ed. É tudo arte. A escola é de papel, nós somos desenhos. Às vezes o ilustrador decide colocar um detalhe extra onde ninguém vê.
— Eu preferia continuar sem ver — Edward murmurou, mas já estava começando a se acalmar, embora evitasse olhar diretamente para a parte inferior da roupa de Oliver.
— Bom, agora que o choque passou — Zip disse, recuperando sua energia travessa —, Oliver, você usou esse "segredo" para distrair a gente e não ouvir a piada, não foi?
— Talvez — Oliver piscou um olho, a marca de A+ parecendo brilhar com sua satisfação. — Ou talvez eu só quisesse ver a cara do Edward. Valeu cada segundo.
— Você é um idiota — Edward disse, mas havia um leve sorriso começando a aparecer em seu rosto. Era impossível ficar bravo com Oliver por muito tempo, mesmo quando ele fazia as coisas mais absurdas possíveis.
— Um idiota com estilo — corrigiu Oliver, ajeitando o rabo de cavalo. — Agora, quem quer ir até a cafeteria ver se eles deixaram algum sabonete de glicerina no banheiro dos professores? O de hoje estava meio seco.
Zip e Edward se entreolharam. A rotina deles era caótica, estranha e muitas vezes incompreensível para qualquer outra pessoa na Escola de Papel, mas era a rotina deles.
— Se a Miss Thavel nos pegar no corredor dos professores, eu vou dizer que a ideia foi toda sua — avisou Zip, já começando a andar.
— E foi mesmo — Oliver disse, seguindo-a com o cabelo arrastando-se pelo chão. — Eu levo a culpa, desde que o Edward carregue o estoque.
— Nem pensar! — Edward protestou, correndo para alcançá-los. — Eu não vou ser o cúmplice do "ladrão de sabonetes" de novo!
— Tarde demais, Ed! — Oliver gritou, correndo pelo corredor com o sabonete na boca e o braço de lápis balançando. — A geometria já nos uniu!
Enquanto eles desapareciam pela curva do corredor, o silêncio da escola retornava, apenas para ser quebrado, momentos depois, pelo som de uma risada alta e o protesto de um garoto de óculos que, apesar de tudo, não trocaria seus amigos por nada no mundo. Oliver, com sua marca vermelha escondida e seu apetite por higiene pessoal, continuava sendo o centro gravitacional daquele pequeno e estranho universo de grafite e papel.
